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Gripe suína: 99 mortes em 2010

O Brasil registrou 99 mortes e 773 casos de influenza A (H1N1) nos oito primeiros meses do ano, contabilizados até o dia 4 de setembro.

De acordo com o último boletim da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, as mulheres de 10 a 49 anos de idade são as principais vítimas da gripe suína. Entre as mortes, 67 foram do sexo feminino – metade estava grávida.

A Região Norte foi o local com maior índice de mortes confirmadas em decorrência da doença: 44.

Segundo o ministério, 59 mortes e 1.204 casos permanecem sob investigação.

Em 2009, 2.051 pessoas morreram em decorrência da gripe H1N1 no Brasil.

Fim da pandemia

Como informou o Blog da Saúde, em agosto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou o fim da pandemia de influenza A (H1N1), que matou mais de 19 mil pessoas em todo o mundo.

A redução no nível de alerta significa que o vírus continua circulando, mas junto com outros vírus e em intensidade diferente em cada país.

Este ano, durante quatro meses, o Ministério da Saúde promoveu uma campanha nacional de vacinação contra a gripe suína. Mais de 90 milhões de brasileiros foram imunizados, segundo dados oficiais.

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Análise preliminar do Ministério da Saúde, com os números parciais da gripe H1N1 (gripe suína) no Brasil, aponta que o número de casos graves e de morte causadas pela doença no Brasil caiu entre março e julho, em todas as regiões do país.

De 1º de janeiro a 17 de julho deste ano, foram notificados 727 casos de pessoas que precisaram de internação e 91 mortes.

O número de mortes também diminuiu: foram 11 entre 21 e 27 de fevereiro e nenhuma entre 4 e 17 de julho. Para o governo, a redução é resultado direto da vacinação de 88 milhões de pessoas contra a gripe pandêmica, entre 8 de março e 2 de junho.

Para se ter idéia, os 88 milhões de vacinados equivalem à população da Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Peru, juntos.

Fonte: Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Comparação

No entanto, ainda não é possível comparar o número de casos e óbitos entre 2009 e 2010, por dois motivos: o novo vírus surgiu no mundo em abril do ano passado e o impacto dele no sistema de saúde só foi percebido na última semana de julho e nas duas primeiras de agosto de 2009.

Os números são parciais, sujeitos a alterações. A atualização do banco de dados é feita pelas Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde.

Prevenção

Com o país ainda no inverno, a população deve ficar atenta, pois é nessa época do ano que costumam aumentar os casos de doenças respiratórias transmissíveis, como gripes e resfriados.

A queda de temperatura, o ar mais seco e a maior concentração de pessoas em ambientes fechados favorecem a circulação dos diversos tipos de vírus respiratórios, como os vírus influenza, que causam gripe – tanto a gripe comum (influenza sazonal) quanto a gripe H1N1 (influenza pandêmica).

Portanto, a população deve reforçar os hábitos de higiene (como lavar as mãos frequentemente e usar lenços descartáveis ao tossir e espirrar) e ter atenção especial com crianças e idosos.

Ao surgirem sinais de gripe ou resfriado, como febre, tosse, dor de cabeça e nas articulações, as pessoas não devem tomar remédios por conta própria (pois eles podem mascarar sintomas e dificultar o diagnóstico) e devem procurar o serviço de saúde mais próximo.

O Ministério informou que vai continuar o monitoramento da gripe H1N1.

Leia mais sobre a gripe H1N1:

- Gripe suína: OMS mantém alerta máximo de pandemia

- Influenza H1N1 – Pandemia anunciada pela OMS

- Influenza A H1N1 – Evolução da pandemia é imprevisível

- Influenza A H1N1 – Tire suas dúvidas

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A gripe A (H1N1) provocou medo na população mundial desde abril do ano passado, provocando o fechamento de várias escolas e faculdades, além do alerta quanto aos cuidados com a higiene e a preocupação dos grupos de risco formados por crianças, grávidas, idosos, etc.

Em junho foi fabricado o primeiro lote de vacinas para combater a gripe. No Brasil, a vacinação começa no dia 8 de março e vai até 7 de maio.

A vacinação já começou a ser realizada nos EUA, mas mesmo assim, alguns pais não levaram os seus filhos para serem imunizados, pois têm mais medo dos efeitos colaterais da vacina do que da própria gripe, que matou cerca de 4 mil americanos.

É o que mostra uma pesquisa realizada pelo C. S. Mott Children’s Hospital, que detectou que 55% dos pais têm medo que seus filhos contraiam a gripe A, e que 66% estão mais preocupados com a vacina que tem a finalidade de combater o contágio. Somente 10% dos filhos de pais preocupados com a vacina foram imunizados.

Segundo especialistas brasileiros, a atitude dos pais brasileiros não deve ser a mesma dos americanos. Eles também alertam que a vacina de gripe A não é diferente da gripe normal, o que muda é o sorotipo.

“Pais: não tenham medo dos possíveis efeitos da vacina, pois a
gripe A (H1N1) pode levar a morte. Proteja seu filho!”

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