Mais um capÃtulo do caso Avandia
julho 15, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas NotÃcias
A maioria dos conselheiros de saúde americanos concluiu que o remédio contra diabetes Avandia, do laboratório britânico  GlaxoSmithKline, não levanta preocupação sobre risco de vida quando comparado com outros medicamentos utilizados contra a doença.
Dezenove dos 33 membros do painel de peritos da FDA (Food and Drug Administration), agência que regula alimentos e medicamentos nos Estados Unidos, afirmaram que os dados disponÃveis sobre o medicamento não preocupam em relação ao risco de vida associado ao uso contÃnuo do Avandia.
Por 12 votos contra 7, o painel não localizou nenhuma preocupação de morte em relação ao Avandia e ao Actos, medicamento, também usado no tratamento de diabetes, do laboratório japonês Takeda.
A avaliação feita pelos peritos cientÃficos foi feita com base em opiniões conflitantes e revisão de dados e estudos sobre o caso.
A FDA convocou o painel de peritos externos para ajudar a agência a resolver um debate sobre a segurança do Avandia que já dura três anos. Ainda não é possÃvel prever como esse diagnóstico precoce poderá afetar a votação final.
Próximas ações
O painel consultivo deverá votar agora se a droga será mantida no mercado sem advertências ou se a venda será suspensa.
Restrições quanto à utilização do medicamento ou o reforço das advertências estão entre outras opções.
A votação final será realizada em breve.
Histórico
Em 2007, um painel consultivo votou (por 20 votos a 3) que o Avandia pode aumentar as chances de um ataque cardÃaco em alguns pacientes, mas por 22 votos a 1 foi recomendado que a droga permanecesse no mercado.
As vendas do Avandia nos EUA representavam apenas 1,5% do faturamento da Glaxo em 2009, mas os investidores temem que a companhia poderia enfrentar mais processos judiciais se o medicamento for retirado do mercado.
Posição da Anvisa
Por enquanto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não fala em proibição. A agência decidirá sobre a manutenção do Avandia no mercado brasileiro após a resolução final da FDA.
A Anvisa acompanha de perto essa discussão e, em 2007, determinou alteração da bula do remédio no Brasil para alertar que pacientes cardÃacos são contraindicados a tomá-lo.
Além disso, médicos foram orientados a informar os pacientes diabéticos sobre os possÃveis riscos do medicamento de tarja vermelha.
O assunto será discutido pela Câmara Técnica de Medicamentos (Cateme), conselho que reúne pesquisadores, universidades, farmacêuticos e quÃmicos, entre outros profissionais, para avaliar os riscos do Avandia à saúde dos usuários.
* Com informações do ESP.
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julho 14, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas NotÃcias
Em 1999, a empresa farmacêutica GlaxoSmithKline lançou, em segredo, um estudo para descobrir se seu medicamento para diabetes, o Avandia, era mais seguro para o coração que o rival Actos, da japonesa Takeda.
O problema: os resultados!
Os dados obtidos no mesmo ano foram desastrosos. O Avandia não só não era melhor, como provocava ainda mais riscos cardÃacos.
No entanto, ao invés de publicar os resultados, a empresa passou os 11 anos seguintes tentando acobertá-los, segundo documentos.
A empresa não publicou os resultados nem transmitiu aos reguladores de drogas, como determina a lei.
O assunto ficou em discussão por anos!
Como publicou o Blog da Saúde, os riscos de ataque cardÃaco decorrentes do uso do Avantia ficaram comprovados com um estudo da Cleveland Clinic Foundation (EUA), divulgado este ano.
Agora, o Avandia passa por novas análises do FDA (Food and Drug Administration), agência que regula remédios e alimentos nos EUA, que deve definir se o medicamento deve ou não continuar a ser vendido.
O laboratório britânico GlaxoSmithKline teria concordado em pagar US$ 460 milhões (R$ 808 milhões) para encerrar pelo menos 10 mil dos cerca de 13 mil processos movidos por alegações de que o remédio para diabetes Avandia poderia causar ataques cardÃacos e derrames.
*Com informações da FSP.
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junho 29, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas NotÃcias
De acordo com resultado de testes clÃnicos, o Avandia, medicamento utilizado contra diabetes, aumenta o risco de problemas cardiovasculares de 28% a 39% (o número não vem acompanhado de um aumento de mortes por infarto).
A conclusão é baseada na análise de 56 ensaios clÃnicos, realizadas até fevereiro de 2010, pelos médicos Steven Nissen e Kathy Wolsky, da Cleveland Clinic Foundation (EUA).
Os testes contaram com a participação de 35.531 pacientes. Entre eles, 19.509 haviam tomado Avandia (molécula rosiglitazona), do laboratório britânico GlaxoSmithKline (GSK), enquanto 16.022 foram tratados com o medicamento Actos (molécula pioglitazona), da mesma categoria que o anterior, mas do laboratório japonês Takeda.
Os resultados obtidos agora são similares aos estudos feitos em 2007 pelo fabricante do medicamento, a agência americana de medicamentos FDA (Food and Drug Administration) e pesquisadores independentes.
A FDA já anunciou que um grupo de especialistas independentes se reunirá em julho para recomendar ou não a retirada deste medicamento do mercado.
A comercialização do Avandia foi autorizada em 1999 pela agência americana de medicamentos para tratar a hiperglicemia – taxa elevada de açúcar no sangue – nos pacientes que sofrem de diabetes tipo 2.
No Brasil
A unidade brasileira da GlaxoSmithKline informa que até que tenha acesso à s publicações finais não pode se pronunciar em detalhes, mas ressalta que há limitações inerentes ao tipo de estudo conduzido, que foi baseado apenas em dados estatÃsticos.
A empresa ressalta que “estudos clÃnicos feitos diretamente com pacientes de forma randomizada (aleatórias) são padrões de referência para a avaliação de questões cientÃficas e médicas”.
Seis estudos deste tipo – RECORD, APPROACH, VICTORY, VADT, ACCORD e BARI-2D – foram apresentados ao FDA durante a última revisão sobre a segurança cardiovascular do Avandia. De acordo com a GlaxoSmithKline, ao serem analisados conjuntamente, estes estudos mostram que Avandia não aumenta o risco de ataques do coração.Â
O estudo foi publicado na versão online do jornal Archives of Internal Medicine e saÃra na versão impressa do jornal no dia 26 de julho.
*Com informações da FSP.
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