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H1N1 – Amanhã é o último dia da campanha, mas governo tem doses extras da vacina

Aviso aos adultos de 30 a 39 anos e pais de crianças de 2 a 5 anos incompletos: quarta-feira (2) é o último dia para receber a dose da vacina em um dos 36 mil postos do país.

Gestantes que ainda não estão imunizadas também devem garantir a proteção até amanhã.

O Ministério da Saúde comprou 113 milhões de doses e pretende que 71 milhões de pessoas sejam vacinadas.

As doses extras fazem parte do “estoque estratégico” que o governo obteve caso algum acontecimento não previsto ocorra.

São dois laboratórios que comercializam a vacina no país: Sanofi Pasteur e Solvay. A Solvay informou que já distribuiu as encomendas pelas clínicas do país; a Sanofi diz que deve finalizar a distribuição para as clínicas até o fim do mês.

Como está a situação em Clínicas Particulares

Ao contrário do que se vê com a campanha do Ministério da Saúde, as clínicas particulares em São Paulo e no país, sofrem com a falta de doses e muitas vezes não há previsão para a chegada.

Como o corpo só produz anticorpos 15 dias após a dose ser tomada, as pessoas devem se imunizar até o fim da primeira quinzena de junho, já que julho é o mês de maior incidência de casos.

Veja como está a situação em principais clínicas particulares de São Paulo:

Imagem FSP - Clique para ampliar

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Um estudo feito nos EUA demonstra que quando as mães são vacinadas contra o vírus influenza durante a gestação o número de bebês internados por gripe diminui consideravelmente – cerca de 89%.

A ação é vista com otimismo porque os pequenos com até seis meses de idade não podem ser vacinados contra o vírus da gripe, motivo pelo qual a grande maioria fica internada. O estudo é feito pela Yale School of Medicine.

atencao_mamaesAtenção mamães!
Embora grande parte dos médicos não recomende, a vacinação contra o vírus influenza deve ser feita do segundo até o terceiro trimestre de gestação.

Especialistas brasileiros alertam que o grande ganho da vacinação é garantir proteção ao bebê desde o nascimento até os seis meses de idade, isso porque os anticorpos das mães são passados aos pequenos.

Campanha
Em prevenção a uma possível onda da Nova Gripe em 2010, a Opas (Agência Brasileira da Organização Mundial da Saúde) pretende orientar os profissionais de saúde da mulher a indicar a vacinação.

“Cuidar de sua saúde já é o primeiro ato de amor com seu filho”

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O Blog da Saúde, comprometido com informações atualizadas e de qualidade para os internautas traz artigo da ginecologista e obstetra Denise Coimbra sobre as dúvidas e receios das gestantes. Boa leitura!

A gripe suína e as gestantes

A gripe H1N1 continua no noticiário e não é para menos. Apesar de ser uma gripe que pode ser tratada, seu poder de disseminação e letalidade é preocupante. Por isso, vamos reforçar algumas informações e dicas práticas para gestantes e recém-mamães. As gestantes têm baixa imunidade e por isso estão mais propensas a não responder bem à contaminação pela gripe.

Qualquer sintoma de gripe deve ser investigado pelo obstetra. As empresas, de modo geral, têm protegido as gestantes, inclusive mulheres grávidas,  que trabalham nas áreas de saúde, devem ser afastadas do contato direto com as pacientes para diminuir o risco de contaminação.

Tenho recebido muitas perguntas das pacientes sobre o Tamiflu. O medicamento não é ainda bem estudado sobre os efeitos durante a gestação e repercussão sobre o feto, mas é ainda a recomendação de tomada de 75mg – em duas tomadas diárias por período de cinco dias. Esse medicamento só pode ser comprado sob orientação médica. Não compre Tamiflu ou qualquer outro remédio em camelô.

Vale lembrar sempre: a medicação na fase de gestação deve ser ministrada somente por médicos. Não confie nas “empurroterapias” de balconistas de farmácias e no remédio que fez bem para sua vizinha. Para quem tem um bebê recém-nascido, os cuidados também são intensos. A mamãe deve lavar as mãos antes de trocar seu bebê ou dar mamadeira.

Se a mamãe apresentar suspeita de Gripe A, não deve se preocupar se for indicado o Tamiflu. Esta deve ser a opção, mesmo durante  a amamentação, com inicio de tratamento e melhor  resultado nas primeiras 48horas dos sintomas da doença. Não há contaminação pelo leite nem interferência da medicação porque é uma subdosagem.

Mulheres, gestantes e mães, profissionais ou donas de casa: neste momento não é preciso ser alarmista, mas devemos – todos nós – tomar cuidados pessoais e coletivos de higiene. As informações científicas são animadoras: o vírus perdeu força, a vacinação está em finalização de testes; mas toda influenza é mutável e nossa participação é decisiva para a saúde de nossa família, amigos e da sociedade.

 

* Denise Coimbra é Ginecologista e Obstetra formada pela Santa Casa de SP, especialista em Saúde da Mulher, dispõe de dois sites: www.gravidezfacil.com.br  e www.dradenisecoimbra.com.br

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