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Como estreitar os laços entre pai e filho

Os laços entre a mãe e o bebê costumam ser mais estreitos do que entre a criança e o pai. Por este motivo, a revista Crescer entrevistou os pediatras José Espin Netto e Ciro Giaccio, que deram dicas para os homens criarem um bom relacionamento com os filhos desde o nascimento.

1)     Hora do banho

Este momento costuma ser de diversão e gera uma ótima interação entre os dois. Brincar com o bebê, fazer contato visual e demonstrar cuidado e atenção são os conselhos dados pelos especialistas.

2)     Conversar

Mesmo que o bebê não saiba falar, esta é uma forma de ajudá-lo a reconhecer e identificar sons. Pode ser sobre qualquer assunto, até mesmo futebol.

3)     Colo

Deixar o bebê ouvir o coração do pai e sentir o perfume dele, o deixa mais seguro e calmo.

4)     Passeio

Este momento a sós fortalece a relação entre os dois. Vale dar uma volta no quarteirão ou ir a uma praça no bairro.

5)     Ida ao pediatra

Além de saber como está a saúde do bebê, é o momento certo para tirar dúvidas e receber orientações.

Muitas pessoas não imaginam que uma doença característica da terceira idade pode ter alguma relação com o estilo de vida das pessoas durante a adolescência. A alimentação e a prática de exercícios têm influência direta na probabilidade de uma pessoa sofrer com a osteoporose quando envelhecer.

Foi o que provou um estudo feito com 4.000 adolescentes, que tinham idade média de 15 anos. Os autores da pesquisa observaram que as pessoas que têm menor quantidade de tecido adiposo – tecido que armazena energia em forma de gordura – possuem ossos mais finos e têm uma tendência maior de ter osteoporose no futuro.

O que ocorre é que, depois da adolescência, os nossos ossos começam a crescer de tamanho e espessura, isso acontece entre os 20 e 30 anos, depois dessa idade o nosso corpo começa a ter perda de massa óssea, ficando mais fracos ao passar dos anos. Por isso, as pessoas que têm maior quantidade de gordura, por conseqüência, ossos mais grossos, terão menos chances de sofrer com a osteoporose.

O ser humano quando chega aos 50 anos de idade começa a perder 0,5% da massa óssea por ano, e aos 65, há perda de 2,5%. As mulheres são as que sofrem mais com essa doença. Elas perdem cerca de 35% do osso cervical, e 50% do osso trabecular (vértebras), os homens perdem apenas 2/3 dessa quantidade.

Como evitar a doença ainda na adolescência?

Procure fazer com que seu filho pratique exercícios físicos com freqüência, matenha uma dieta equilibrada com consumo de laticínios e proteínas. Faça com que ele consuma cálcio – cerca de 4 copos de leite por dia. O indicado é manter o índice de massa corpórea (IMC) entre 20 e 25kg por metro quadrado.

Educar as crianças não é apenas uma tarefa da escola. Os pais devem reconhecer quando o filho faz algo bom e também devem castigá-lo quando ele apronta. Castigar não significa bater, mas, sim, mostrar a ele o que é certo e ensiná-lo a não repetir tal ação.

Os pais devem manter uma rotina e um contato saudável com o filho, sem se esquecer que devem dizer quando algo está errado. Isto pode se referir aos estudos, aos cuidados com os pertences e às finanças.

Educar o filho financeiramente é uma maneira de ajudá-lo a ser um adulto mais focado e cuidadoso. Para ensiná-los basta ter paciência e dedicar um tempinho a eles.

Veja as dicas para educá-los financeiramente e torná-los mais responsáveis:

  • Faça-o participar das decisões financeiras, respeitando, claro, a idade dele. O hábito de conversar sobre os planos e necessidades é muito saudável, quando bem conduzido.
  • Viajar no fim do ano ou reformar a sala? Trocar os móveis da cozinha ou comprar um carro? Temas como esses podem ser debatidos em casa, por toda a família. Seu filho, no ritmo dele, aprende assim a planejar e entende que para atingir seus objetivos terá de trabalhar e economizar.
  • Na hora de pedir algo, ele não estranhará ou combaterá o seu “não”, caso venha acompanhado de um bom argumento. Algo como: “temos que guardar dinheiro para a nossa viagem de férias… Foi uma decisão de todos e será algo bom para toda a família, lembra-se?” Dessa forma, você transmite a ele ensinamentos valiosos, que serão utilizados durante toda a vida.

Fonte: Finanças Práticas

Milhões de crianças sofrem nas mãos de pais alcoólatras. Nos Estados Unidos, 1 em cada 4 vive com um dependente de álcool ou drogas.

 O ambiente violento, propiciado pelos pais, eleva a chance dos jovens se envolverem em drogas, engravidarem na adolescência e sofrerem de doenças mentais, como depressão e ansiedade.

Esta convivência baseada em violência verbal e corporal faz com que a criança pense que é algo natural em toda a família e transmita o comportamento para as outras gerações.

Para apresentar à sociedade a importância em buscar ajuda na luta contra o alcoolismo, uma campanha mostrou como os filhos enxergam os pais alcoólatras. Assista a seguir:

Como a vida é feita de ciclos, chega a hora em que você prefere que seus pais, em função da idade ou por outros motivos, morem com você. A decisão pede muito planejamento. O que considerar?

Decisão em família
O primeiro passo é ouvir a opinião dos envolvidos: cônjuge e filhos são favoráveis à decisão? Por mais que exista muito amor e afinidade em família, é natural o impacto na rotina e fundamental que algumas mudanças e concessões sejam feitas na casa. Todos precisam estar de acordo e, principalmente, dispostos à nova realidade.

Outro ponto: há crianças pequenas em casa? Alguém fica na residência durante o dia ou todos saem para trabalhar e estudar? Contam com os serviços de empregada doméstica ou diarista? Costumam fazer as refeições em casa ou fora?

Da mesma forma, é fundamental que seus pais concordem com este caminho, já que são o alvo da mudança, certo? Procure ouvi-los, escolha o momento certo, aguarde até que estejam prontos para isso. Não force uma situação, ainda mais se seus pais sempre foram bastante ativos e independentes.

Planejamento financeiro
O fato de uma ou duas pessoas virem a morar com vocês reflete no orçamento. Tudo fica relativamente simples, caso seus pais tenham algum tipo de renda e tenham total discernimento para suas decisões. Já no caso de idade avançada, ou mesmo problemas de saúde, além de controlar as suas finanças, você deve zelar pelas contas deles.

Toda mudança exige ajustes que, em grande parte, representam gastos. Portanto, faça uma estimativa de quanto vai precisar para as devidas adaptações na sua casa, uma eventual reforma, compra de móveis etc.

Coloque tudo no papel, planeje e realize devagar. Efetive a mudança de fato, quando tudo estiver em ordem.

Adaptações
Caso seus pais precisem de cuidados especiais, há vários aspectos a considerar. Por exemplo: você tem horário flexível no trabalho, caso precise ficar em casa, por conta de alguma emergência? Pretende contratar alguém para cuidar dos seus pais durante o dia?

Outro ponto: sua casa é segura para idosos? Confira algumas dicas:

  • todos os ambientes, incluindo escadas e corredores, devem ser bem iluminados;
  • se necessário, instale barras de apoio na cama;
  • coloque, no quarto do idoso, uma poltrona ou cadeira confortável e firme, para que ele possa sentar na hora de se vestir e calçar sapatos;
  • instale barras de apoio no banheiro e no box, com tapete antiderrapante e uma cadeira, para facilitar o banho;
  • instale corrimão nas escadas;
  • em caso de apartamento, opte por telas de proteção nas janelas;
  • evite tapetes, passadeiras e capachos;
  • facilite a circulação pelos ambientes da casa, retirando móveis/objetos de decoração em excesso e procurando embutir fios e cabos elétricos;
  • na cozinha e no banheiro, principalmente, organize os armários de forma a deixar, nas prateleiras mais baixas, os artigos e utensílios que seus pais poderão precisar no dia-a-dia;
  • opte por relógios digitais, de fácil visualização. Faça o mesmo com telefone e celular, escolhendo modelos com teclas maiores e mais simples de usar.

Bem-estar
Seus pais devem se sentir inseridos no novo ambiente e, principalmente, bem-vindos. Portanto, procurem fazer refeições em família e organizar atividades em conjunto, dentro ou fora de casa.

Capriche nos cuidados com seus pais, respeite a vontade deles e procure incentivar a independência que sempre tiveram.

Fonte: Finanças Práticas

Os meses de janeiro a março são conhecidos pelas despesas de início do ano. Porém, embora sempre aconteça desta forma, é comum as pessoas se perderem nas contas, principalmente pelos abusos cometidos nas festas de Natal e Réveillon.

Além das compras, há ainda o período de férias, que naturalmente exige mais gastos, principalmente para quem tem filhos e pretende oferecer lazer e diversão nesse período de recesso escolar.

A dica é identificar essa sazonalidade e se preparar para ela: procure, todos os anos, economizar nesta época, segurando um pouco o consumo, guardando o dinheiro extra que recebe (restituição do IR, férias, décimo terceiro etc.) e, principalmente, listando quais serão seus gastos. Os mais comuns são:

  • IPTU
  • IPVA
  • Matrícula escolar
  • Compra do material escolar
  • Compra do uniforme

Fonte: Finanças Práticas

É bastante natural a preocupação dos pais quanto ao melhor momento e à forma de transmitir conceitos de educação financeira aos filhos.

As crianças aprendem desde muito cedo, pelo exemplo que recebem em tarefas do dia a dia, como na hora de fazer compras, de negociar preços, formas e prazos de pagamento, gerenciar e pagar contas na internet, ir ao banco etc.

Os pais são a principal referência e inserir os filhos neste cotidiano auxilia no aprendizado. Por isso, a mesada é vista como alternativa eficiente de transmitir aos filhos algumas lições importantes quanto ao uso do dinheiro.

A vez dos pré-pagos
Os cartões pré-pagos têm cumprido bem este papel de transmitir conceitos de educação financeira às crianças, com um controle muito próximo por parte dos pais. Possibilitam pagar a mesada dos filhos e observar como o dinheiro é utilizado, garantindo assim aprendizado e tranquilidade.

Em geral, os cartões pré-pagos disponibilizam comprovantes de todas as despesas realizadas e permitem o acompanhamento de saldos e extratos, inclusive através da internet.

Tudo dentro de um limite
Carregando o cartão com determinado limite, a criança não pode gastar mais do que isso, compreende como utilizar o plástico, aprende a tomar cuidado com ele e com a senha. Principalmente, aprende a fazer o recurso disponível durar mais tempo.

Para isso, os pais têm de ser firmes e não recarregar o cartão sem critério, mas sim na periodicidade estipulada. Por exemplo: você carrega o cartão com R$ 100 para durar dois meses, combinando isso claramente com seu filho. Se o dinheiro acabar antes, ele vai ter que esperar a data estabelecida.

Cuidados com o cartão
Com os pré-pagos, além do controle financeiro, as crianças e adolescentes aprendem também a cuidar do cartão. Confira algumas lições importantes:

  • mantenha o cartão em lugar seguro;
  • evite amassá-lo e dobrá-lo;
  • não danifique a tarja magnética e/ou chip;
  • não empreste o cartão a ninguém;
  • evite exibir ou informar o número do cartão;
  • cuide da sua senha e guarde-a em segredo; ela é individual e intransferível;
  • tenha atenção digitar sua senha, evitando que estranhos possam identificá-la.

Informe-se e compare!
Como todo produto financeiro, os pré-pagos têm custos. Analisar a finalidade de adquirir o cartão, comparar facilidades e custos são práticas fundamentais antes da contratação.

Fonte: Finanças Práticas

Você cresceu, casou, teve filhos e, a partir de agora, todas as suas atenções devem ser dispensadas à sua nova família, certo? Errado. Você saiu de casa, mas seus pais, por mais independentes que possam ser, ou parecer, sentirão falta de ter alguém com quem se preocupar, de quem cuidar, mesmo que esse alguém já tenha passado, e muito, dos 30 anos.

Por outro lado, você realmente tem uma nova vida, novas obrigações, novas responsabilidades. Como conciliar essas atenções?

Síndrome do ninho vazio
Sempre escutamos que os pais criaram os filhos para o mundo. Mas, quando eles efetivamente “caem no mundo”, a realidade é diferente.

As mulheres sentem certo vazio e até certa ociosidade, por não serem exigidas pelos filhos o tempo todo. Os homens se sentem impotentes por perderem o posto de responsável financeiro da família. Como driblar essa situação?

Nova fase
Para os filhos, cabe respeitar o momento e a nova fase pela qual os pais estão passando e seguir algumas atitudes:

  • estimular o convívio dos pais com a nova família – mostre que eles são parte dela também;
  • enfatizar a importância deles no seu sucesso e na sua nova vida – agradeça, sempre, as oportunidades que lhe deram e os sacrifícios que fizeram por você
  • manter contato freqüente e fazê-los se sentirem importantes;
  • incentivá-los em novas atividades – mostre que o tempo livre pode ser bem aproveitado e divertido;
  • não procurá-los apenas quando for conveniente – eles não são, por exemplo, babás em tempo integral de seus filhos.

Para os pais, cabe aproveitar a nova fase, buscar novos interesses, gozar do tempo livre e curtir a tão sublime e esperada expressão: enfim sós!

Fonte: Finanças Práticas

A maior parte das pessoas sabe que fazer as refeições enquanto assiste à televisão faz mal à saúde. A distração faz com que a pessoa coma mais do que necessita e isto provoca o aumento do peso.

O que pesquisadores descobriram, e foi anunciado no Pediatric Academic Societies (PAS) este mês, é que se alimentar assistindo à tv durante a gestação eleva as chances do filho ser obeso.

O estudo foi realizado com 189 mulheres a partir do 6 mês de gestação até os 3 meses da criança. Cada uma das participantes respondeu um questionário sobre a quantidade de vezes em que assistia à televisão enquanto fazia a refeição. Descobriu-se que as mulheres que tinham este comportamento, possuíam 5 vezes mais risco de seguir a mesma rotina com o bebê.

Com o passar do tempo, este comportamento torna-se natural para a criança, que a mantém durante muito tempo. Elevando o peso.

Por isso, orienta-se a fazer as refeições no local apropriado e aproveitar para conversar com os familiares.

 

Há mulheres que sonham com a maternidade desde muito cedo. Já outras, em algum momento da vida, são despertadas por este desejo. O importante, independentemente da situação é: planejar a realização deste sonho.

Além dos cuidados especiais com a saúde e do momento pessoal da mulher, há muitos outros aspectos a considerar, entre eles o planejamento financeiro. Por mais que o relógio biológico e a ansiedade tenham pressa, é fundamental se organizar, estruturando sua vida financeira para acolher muito bem o seu bebê e proporcionar a ele toda a segurança que você puder.

A seguir, você confere uma série de tópicos que vão ajudá-la neste planejamento. Prepare-se!

Carreira
Qual o seu momento profissional hoje? Planeja algum curso de especialização ou tem enfrentado muita pressão no trabalho? Tem vontade de mudar de emprego? Sua situação é instável? Seu afastamento em função da licença maternidade poderia prejudicá-la de alguma forma?

Momento pessoal
Seu cônjuge está pronto para a chegada de um bebê? Receberia bem e dividiria essa responsabilidade com você? Caso a decisão seja unilateral, pense melhor a respeito. O relacionamento de vocês está bem? Ter um filho impacta a vida de ambos.

No caso de uma produção independente, questione-se: está realmente pronta para assumir toda a responsabilidade que esta decisão envolve? Conta com pessoas à sua volta que poderão lhe ajudar no dia-a-dia?

Perfil
Você adora viajar e sair com frequência? Está preparada para um período de “calmaria”, ficando mais caseira e abrindo mão das viagens por algum tempo?

Plano de saúde
Você tem convênio médico e cuida da sua saúde? Tem hábitos saudáveis e faz exames periodicamente? Está satisfeita com a cobertura do seu plano ou está na hora de revê-lo? O plano de saúde cobre as despesas que você vai ter com o parto? Há algum tipo de carência? Seu bolso lhe permite pagar convênio para o bebê?

Orçamento
Como anda a sua saúde financeira? Tem o hábito de preencher e monitorar sua planilha com frequência? Suas contas estão no vermelho?

Em relação às compras por impulso, responda: você está pronta para rever suas prioridades e abrir mão de alguns gastos? Organize-se!

Seu espaço
A casa ou apartamento onde mora tem espaço para mais um? Lembre-se que, com o bebê, virão todos os seus pertences: banheira, trocador, carrinho, cadeira do carro, bebê conforto, brinquedos de todos os tipos… isso sem falar nas roupinhas, sapatinhos, cobertores e mantas, pacotes de fralda e presentes.

Rotina
Meses após o nascimento do bebê, você pretende retornar ao trabalho? Onde ficará o seu filho? Está pronta para os custos com creche ou babá?

Tudo no tempo certo
Lembre-se: o fato de querer engravidar não garante que seu objetivo se concretize no seu tempo. Controle sua ansiedade e, enquanto isso, vá organizando sua vida e planejando suas finanças da melhor forma.

Caso seja necessário se submeter a tratamentos de fertilização, lembre-se de dois aspectos bem importantes:

  • o alto custo desses tratamentos, que pode demandar várias tentativas;
  • o prazo variável para resultados – há pessoas que se submetem a meses de tratamento e várias tentativas de fertilização. Há outras que são surpreendidas pela gravidez logo no início. Isso sem falar nos casos de gravidez de múltiplos. Esteja preparada para as duas situações.

Por mais ansiosa que você esteja para realizar o seu sonho, organize-se para curtir este momento com tranquilidade, nos diversos aspectos. Muita saúde e… Planeje-se!

Fonte: Finanças Práticas

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A colocação de limites é uma das grandes preocupações na educação dos filhos, sobretudo no contexto do mundo imediatista e consumista em que vivemos

Em um momento em que muito se discute a inversão de valores na sociedade, a família é tida como o pilar que vai sustentar as soluções sociais e culturais para a formação de jovens e adolescentes.  O papel dos pais é importante pelo fato de serem usualmente os primeiros parâmetros da socialização. Mas como agir ao se deparar com as diferenças entre os filhos? O que fazer para colaborar com a transmissão dos valores de cada um? Os pais tentam amar os filhos com a mesma intensidade e tratá-los da mesma maneira, mas eles não são iguais na forma como se comportam.

“Os filhos são um depositário das expectativas dos pais. Quando esses filhos são muito diferentes daquilo que os pais esperavam, despertam sentimentos antagônicos. Muitas vezes tentar lidar com essas diferenças significa transitar por sentimentos de culpa, tristeza, vergonha, luto e frustração e algumas vezes alegria, solidariedade e esperança. Compreender e respeitar as diferenças humanas talvez seja um bom exercício para lidar com as peculiaridades entre os filhos. Como consequência vêm as facilidades de tratamento, educação, comunicação e limites distintos”, destaca o médico terapeuta Márcio Belo, do Instituto Persona de Campinas.

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Segundo Márcio Belo, tudo está dentro de um contexto. A formação da personalidade do indivíduo é um processo gradual, complexo e particular, que compreende o pensar, o agir e o sentir. Durante este processo, os fatores biopsicossociais colaboram para a formação das características dos seres humanos. Geralmente, os pais tentam passar os princípios e regras de maneira idêntica para todos os filhos. E se esquecem que cada filho é único e tende a interpretar o que os pais falam de formas diferentes, o que pode gerar conflitos.

Além do respeito às diferenças, a colocação de limites, cita o terapeuta, é outra grande preocupação na educação dos filhos, sobretudo no contexto do mundo imediatista e consumista em que vivemos. Essa dificuldade é apoiada no pensamento parental de que os filhos não podem sofrer e que todas suas necessidades serão supridas. Além disso, os filhos terão tudo o que faltou a seus pais. A ausência de limites gera uma falsa sensação de que podemos e conseguiremos tudo, o que na vida futura leva a uma incapacidade de lidar com as frustrações e com o sofrimento. “É bom lembrar que o sistema familiar é hierárquico e necessita dessa escala para o bom funcionamento”, completa Belo.

Outro ponto determinante na criação dos filhos está relacionado à educação sexual. Neste caso, o terapeuta ressalta que os pais devem primeiramente indagar “o que faz meu filho feliz” e “o que ele precisa para se realizar”. Se os pais não obtiverem as respostas de que precisam, o passo seguinte seria o questionamento aos filhos. “Talvez essas respostas ajudem a entender, compreender, respeitar e apoiar as decisões de cada um”, detalha, lembrando que cabe aos pais dialogar com seus filhos sobre temas como sexo, por exemplo. “É o genitor que tem mais facilidade e liberdade de abordar o tema com seu filho, independentemente se é menino ou menina.”

A complexidade dos temas ligados à educação confirma que o processo de construção de uma boa relação entre pai e filho está interligado a fatores variados.  “Algumas características da relação, como identificação, compreensão, acolhimento, respeito, generosidade, flexibilidade, segurança e capacidade de dar limites são alicerces para a construção de uma boa relação pai-filho. Se a relação está comprometida, podendo se expressar por meio de uma rejeição ou um distanciamento, será necessário rever e melhorar as deficiências para uma aceitação ou convivência melhor.”

E quando há necessidade de buscar a terapia? “Quando a dificuldade da aceitação do filho “diferente” comprometer as relações dentro da família e causar conflitos, sofrimento e prejuízos emocionais e no crescimento desse filho. A terapia é realizada com todos os membros familiares com a finalidade de reestruturar e convidar a família para novos padrões de comunicação e funcionamento, inclusive redefinindo papéis e relações. Tenta compreender a angústia familiar frente à realidade e o futuro desse filho”, conclui Márcio Belo.

Escolas particulares do ensino fundamental adotam práticas de educação financeira há pelo menos uma década. Entre elas, estão debates sobre mesada, simulação de bancos, visitas a supermercados, orçamentos e desafios simulados de investimento em Bolsa.

Agora, essa oportunidade chega ao ensino público. Após dois anos de projeto piloto da Estratégia Nacional de Educação Financeira (Enef), concluiu-se que a educação financeira é transformadora para a vida dos alunos e de sua família. Isso motivou a inclusão da disciplina nos currículos das escolas públicas estaduais e municipais, a partir de 2013.

É de criança que se empreende

É uma conquista para a sociedade, mas um desafio enorme para a educação. Por mais interessantes e criativas que sejam as práticas já adotadas no ensino privado que irão para as escolas públicas, é fundamental dosá-las para evitar excessos.

Algumas das metodologias estimulam as crianças a estabelecer metas ambiciosas, propagando a filosofia do “quero ser milionário”. Trabalhadores e empreendedores competentes em gerar excedentes de seus ganhos são interessantes para a sociedade, mas é sabido que a diferença entre a desejada ambição e a reprovável ganância está na dose do desejo. Não é com lições de disciplina e matemática que se criam milionários, mas sim com filosofia e capacidade de resolver problemas e agregar valor ao trabalho.

Uma linha mais comum de metodologia de ensino trata das ferramentas de organização e controle, incluindo a prática do orçamento, o ensino da matemática financeira, o entendimento dos juros nos investimentos e nas dívidas e o estímulo à comparação de preços. Esses métodos são eficazes para conscientização. Mas são limitados quando a abordagem se restringe a identificar as vantagens de acumular dinheiro. O risco é transformar consumidores compulsivos em poupadores compulsivos.

Educar para o dinheiro não é condenar o consumo e doutrinar para a poupança. É estimular a organização pessoal para que desejos de consumo não extrapolem limites. É exercitar a disciplina para ter qualidade de consumo por toda a vida, não apenas como recompensa de sacrifícios presentes. As ferramentas de controle devem ser simples, para que possam ser usadas todos os dias, sem consumir nosso tempo. As boas práticas de educação financeira devem induzir a escolhas equilibradas. Isso se faz combinando referências matemáticas com práticas ambientais, sociais, filosóficas e éticas.

A educação financeira deve ser uma prática interdisciplinar, não uma disciplina específica. Se pais e educadores perceberem isso, viraremos uma página na história do comportamento de consumo dos brasileiros.

E você, o que acha da educação financeira como parte do ensino nas escolas?

 
 
Fonte: Época

Crianças trazem muitas mudanças para a vida de seus pais: entre a felicidade e boas risadas, também estão as noites sem dormir e vírus. Mesmo que os pais peguem infecções de seus filhos, um novo estudo aponta que eles são mais resistentes aos resfriados e às gripes.

A equipe de pesquisadores da Universidade Carnegie Mellon, nos EUA, revisou três estudos em que o vírus da gripe foi colocado diretamente no nariz de algumas pessoas, que consequentemente ficaram doentes. Foi descoberto que casais com filhos tem apenas 48% de chance de ficarem doentes comparados com adultos que não são pais.

Quanto mais crianças a família tivesse, mais protegidos estavam os pais de contrair uma doença. Provavelmente a maioria irá concordar que adultos com filhos são expostas a mais situações onde a contaminação por vírus pode ocorrer, como berçários e escolinhas, podendo ficar mais resistentes a esse tipo de infecção.

Entretanto, curiosamente, pais de filhos que não moravam com as suas crianças ou aqueles filhos que já haviam crescido e saído de casa foram os recordistas com quase 75% menos de chance de ficarem gripados ou resfriados.

Os níveis de anticorpos contra o vírus usado eram os mesmo em ambos os grupos (pais e sem filhos). Então o que poderia explicar os resultados? A equipe americana acredita que a paternidade/maternidade traz felicidade e reduz os níveis de estresse, o que pode melhorar o funcionamento do sistema imunológico. Ou talvez o motivo esteja no fato de que pais possuem uma rede social maior do que os solteiros e ter mais pessoas com quem se relacionar, de alguma maneira, está ligado a saúde.

Os resultados foram publicados no Psychosomatic Medicine (Medicina Psicossomática).

Há 70 anos, Stefan Zweig criou a expressão “Brasil: o país do futuro” e, incrivelmente, acertou em cheio! Em pesquisa feita pela Faculdade Getulio Vargas (FGV), o nosso país ganhou o troféu de tetracampeão da felicidade futura (IFF), com uma nota média de 8,6 (em uma escala de 0 a 10) à sua expectativa de satisfação de vida para os próximos anos.

Os brasileiros, e principalmente as brasileiras, estão otimistas quanto ao seu futuro e ocupam o primeiríssimo lugar do Ranking da Felicidade Futura no Mundo – 2015.

Imagem: FGV

Como puderam ver no ranking, estamos à frente da Dinamarca, país que ocupa o primeiro lugar do ranking da felicidade presente. A nossa expectativa se dá ao fato da juventude, não de idade, mas sim de espírito e postura, crer que a vida ainda está por vir e vai melhorar (forward-looking). A média de felicidade dos brasileiros entre 15 e 29 anos é 9,29! Superior a qualquer outro país pesquisado.

Muitos países tiveram seu posicionamento afetado pela crise econômica (como os europeus) e pelas turbulências políticas (como os árabes), acontecimentos que dificultam a positividade pessoal em relação ao que está por vir. Aliás, a Síria está agora classificada com a menor felicidade futura.

Sobre a felicidade presente, é interessante ressaltar que “em 2006, o Brasil era número 22 no ranking mundial de felicidade presente, acima da posição no ranking de renda, número 52 de 132 países. Ou seja, tínhamos mais felicidade presente que o nosso dinheiro do bolso sugeriria”. Uma comprovação de um velho ditado: dinheiro não compra felicidade!

Outros dados interessantes:

  • As mulheres são mais felizes que os homens em aspectos futuro (6,74 contra 6,69), presente (5,32 contra 5,31) e passado (4,94 contra 4,92).
  • Mulheres solteiras são mais felizes que as casadas (7,28 contra 6,68).
  • Mulheres com filhos menores de 15 anos têm mais satisfação com a vida comparadas com quem não são mães (7,02 contra 6,73).
  • A idade da felicidade futura está entre mulheres com 21 anos (7,51), da felicidade presente entre aquelas com 65 anos, e da felicidade passada entre os 81 anos de idade (6,27).

 

No final da semana passada Casey Heynes, um menino australiano de 15 anos, virou a sensação na internet por reagir a uma agressão caracterizada como bullying.

Casey, apelidado de Zangief Kid, versão ‘criança’ do lutador de vídeo game da série Street Fighter, teve seus minutos de fama, recebendo milhares de mensagens de apoio no mundo inteiro, em suma, parabenizando o garoto pela reação e/ou se identificando com a forma de tratamento que ele recebeu.

O garoto chegou a dar entrevista na televisão e contou como as constantes agressões na escola o fizeram ter pensamentos suicidas e o que passou até explodir e reagir.

Em contrapartida, o garoto de 12 anos, Richard Gale, que nas imagens parece ter começado a agredi-lo sem nenhum motivo, também concedeu uma entrevista dizendo que foi perturbado primeiro, mas que o vídeo mostra pouco mais de 40 segundos.

O importante, em vez de formular quem é o vilão e quem é a vítima, e se solidarizar com um ou com o outro, é discutir o bullying na escola e como pode ser percebido pelos professores e pais a fim de ser contornado.

Pais e professores: como prevenir o problema

O assunto sempre em pauta fez com que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) produzisse e distribuísse gratuitamente uma cartilha de orientação desde o ano passado.

O pai de Casey revelou na entrevista (veja o vídeo abaixo) que não sabia que o filho sofria qualquer tipo de humilhação há anos – o que pode acontecer com muitos outros pais.

Como é normal que as crianças impliquem uma com as outras, se dêem apelidos e briguem de vez em quando, nem sempre é fácil identificar quando o problema aparece, como explica a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, autora da cartilha.

Algumas crianças, por serem diferentes de seus colegas (muito altos ou baixos, gordinhos ou muito magros, tímidos, etc), sofrem intimidações constantes. Tais comportamentos não apresentam motivações específicas ou justificáveis.

De acordo com o material, a conduta dos agressores e das vítimas pode ser identificada já em casa, por meio de sinais do comportamento. Entre alguns sinais  de quem sofre bullying, estão dores de cabeça, enjoo, dor de estômago, tonturas, perda de apetite, insônia. Todos esses sintomas tendem a ser mais intensos no período que antecede o horário de as vítimas entrarem na escola.

Geralmente elas não têm amigos ou, quando têm são bem poucos; existe uma escassez de telefonemas, e-mails, torpedos, convites para festas, passeios ou viagens com o grupo escolar.

O bullying é cometido pelos meninos com maior utilização da força física e as meninas usam mais intrigas, fofocas e isolamento das colegas. Atualmente, existe também a o cyberbullying, realizado por meio de ferramentas tecnológicas.

Vale a pena ler a cartilha educadora e observar as crianças. Você encontrará informações sobre as formas de bullying, comportamento típico, papel da escola, entre outras.

- Veja a Cartilha na íntegra

A preocupação exagerada com obesidade infantil tem estimulado algumas mulheres a obrigarem seus filhos pequenos a restrições alimentares prejudiciais, de nutrientes e calorias, por exemplo. Uma dieta inadequada, no entanto, pode levar a deficiência de ferro, desequilíbrio hormonal e baixo crescimento.

O fenômeno ainda é raro, mas está crescendo, de acordo com especialistas.

Pais de dieta = bebês de dieta

Segundo o pediatra, Mauro Fisberg, especialista em nutrição infantil, há dois perfis de pais que submetem os bebês a dietas por conta própria:

– O primeiro é aquele que é obeso e sofre de culpa. Assim, teme que o filho seja gordo também;

– O segundo é o ortoréxico, ou seja, que tem mania de alimentação saudável, e veta carne e doces em favor de produtos light ou naturais.

Problemas: As restrições podem levar a deficiência de ferro, por falta de carne, desequilíbrio hormonal, por falta de gorduras, e a baixo crescimento, hipoglicemia e alterações no metabolismo, por falta de carboidratos.

Obesidade precisa de atenção

A obesidade infantil está crescendo mundialmente, inclusive no Brasil. Dados do IBGE mostram que um terço das crianças brasileiras de até cinco anos está acima do peso. Essa proporção triplicou desde a década de 70.

Além de danos psicológicos envolvidos, a obesidade pode desencadear doenças como diabetes, doenças cardiovascular, lesões ortopédicas e musculares e problemas de pele. É de fato um problema e precisa de tratamento. Porém, isso não significa que o bebê deva ser colocado de dieta, como se fosse um adulto!

É preciso atender as necessidades da criança e fornecer uma alimentação saudável, fundamental para seu desenvolvimento. Por isso, antes de qualquer decisão, os pais devem procurar ajuda e orientação de um profissional!

Quando é diagnosticado excesso de peso ou obesidade, é necessário iniciar um programa alimentar, sempre com o acompanhamento de um especialista. Primeiro, é preciso cuidado ao diagnosticar a obesidade infantil. Depois, a preocupação deve ser como abordar o assunto com a própria criança e sua família.

Vale lembrar que a criança é um ser em formação, tanto em relação ao seu crescimento e desenvolvimento, quanto ao seu lado emocional.

Fatores de risco

Alguns fatores podem influenciar o ganho de peso e o desenvolvimento de um quadro de obesidade infantil. Eles estão relacionados com a alimentação e o estilo de vida da criança.

A interrupção precoce do aleitamento materno é um deles, aliado à introdução de alimentos inadequados, como leite com açúcar ou achocolatado e sucos artificiais. Outro fator é a convivência com os hábitos de pais gordinhos, que acabam influenciando também na alimentação dos pequenos.

Segundo especialistas, o excesso de peso entre os 8 e 18 meses também pode ajudar. Esse é um período-chave na formação dos hábitos alimentares. Crescimento muito acima do normal até os 2 anos, mesmo quando não acompanhado de obesidade, pode ser um fator de risco.

Dicas para prevenir a obesidade

– Estenda o período de aleitamento materno ao máximo. Isso reduz o risco de obesidade por vários anos consecutivos. O sabor do leite materno se modifica de acordo com a alimentação da mãe e, por isso, a criança aprende a aceitar diferentes gostos, inclusive de frutas, legumes e verduras;

– Não force a criança a comer mais do que gostaria. Comer é um ato instintivo. A criança sabe seu limite e não vai sentir fome;

– Não ofereça doces como prêmio por um bom comportamento ou como um presente para compensar sua ausência;

– Incentive o hábito de comer frutas, legumes e verduras e a prática de exercícios. A criança pode rolar, engatinhar e, depois, andar, correr e pular;

– Dê o bom exemplo. Não adianta beber um copo de refrigerante e proibir a bebida para a criança;

– Acostume a criança a comer nas horas certas – seis refeições por dia – e mantenha a rotina;

– Ensine a noção de porções. Em vez de entregar um pacote inteiro de biscoitos à criança, ofereça três unidades. Ela precisa perceber os limites.

* Com informações da FSP e Revista Crescer.

Filho geralmenteé sinônimo de felicidade e união, porém também sabemos das preocupações que causam e dificuldades em educá-los. Para a criança não se tornar um “empecilho” e, até mesmo, uma desculpa para o insucesso do casamento ou da vida profissional dos pais, o ideal é planejar a hora certa do nascimento e haver muito diálogo entre todos os membros da família.

Em relação à vida conjugal, a chegada precoce de um bebê, quando o casal ainda não tem uma estabilidade emocional e financeira, pode causar desarmonia. As crises estão relacionadas, muitas vezes, ao ciúme da nova distribuição do tempo entre o cônjuge, a crianças e os afazeres domésticos.

A vida moderna traz ainda mais um fator para a disputa: a vida profissional. A mulher, hoje, também precisa conciliar o seu emprego, que é uma fonte de renda e realização pessoal, com a educação de seus filhos. A presença dos pais na formação da criança é indispensável, eles são a base e o espelho para ela se desenvolver.

Mas, o que fazer quando há outras responsabilidades, além da familiar? A solução mais indicada é baseada na qualidade do tempo em que pais e filhos podem ficar juntos e não na quantidade. Há um grande cuidado a ser tomado, já que pais que trabalham tendem a serem menos rígidos com seus filhos a fim de compensar sua ausência, tornando-os mimados e prejudicando na sua formação. A escolha de quem ficará com seus filhos, seja parente ou uma babá, também deve ser feita com cautela, esses devem estar cientes das regras e valores da família.

“Uma vida harmônica e saudável começa em casa”.

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