Comer menos pode impulsionar o cérebro e ajudar na memória
dezembro 20, 2011 por Paula Sanches
Em: Saúde Mental
A informação vem de um estudo italiano sobre restrição calórica. Os cientistas sabem há muito tempo deste fenômeno, mas têm se esforçado para desvendar por que apenas o corte de calorias faz bem para a saúde e prolonga a vida.
O pesquisador Giovambattista Pani decidiu se concentrar em uma proteína chamada CREB1, conhecida por ser importante para a memória e aprendizagem. Em experiências com ratos, ele mostrou que o corte de calorias aumenta a quantidade de proteína produzida no cérebro.
Os ratos testados passaram a ingerir 25 a 30% menos calorias. Para humanos, isto equivaleria à redução de cerca de 600 calorias por dia. Uma xícara de chá ou café também pode ser benéfica, com o estudo dando crédito à cafeína para elevar a quantidade de CREB1 produzida.
Esses resultados podem ajudar a explicar por que na ilha de Okinawa, no Japão, tem mais gente com 100 anos por 100.000 habitantes do que em qualquer outro lugar do mundo. Os habitantes dessa ilha, consomem menos calorias do que a média mundial, devido à prática cultural de hara hachi bu – comer até que você esteja 80% satisfeito. Assim, reduzem o número de radicais livres produzidos, levando-os a ter um coração saudável.
O Dr. Pani alerta que reduzir de 25 a 30% das calorias não é um trabalho árduo, é como não comer um bolo no final da refeição.
Manter o cérebro jovem poderia ser de enorme valor no envelhecimento da população. Alzheimer e outras formas de demência afetam mais de 800.000 britânicos e o número deverá dobrar em uma geração.
O pesquisador afirma que a descoberta identifica, pela primeira vez, um importante mediador dos efeitos da dieta sobre o cérebro. Futuramente, poderão desenvolver terapias para manter o nosso cérebro jovem e para prevenir a degeneração e o processo de envelhecimento.
Viva como alguém da Ilha de Okinawa, onde há a maior proporção de centenários do mundo
Embora a genética possa desempenhar um papel importante, aqueles que deixaram a ilha e mudaram seus hábitos de vida morreram mais jovens. Aqui estão algumas práticas da Ilha:
• Comem até que estejam 80% satisfeitos. Isto é pensado para haver menor produção de radicais livres causadores de doenças
• Têm melhor densidade óssea devido à alta ingestão de cálcio na dieta e exposição à luz solar para produção de vitamina D
• Consomem grandes quantidades de frutas e legumes
• Mantêm-se fisicamente ativos
Os testes psicológicos descobriram que tinham fortes habilidades de enfrentamento, uma perspectiva positiva e um profundo sentimento de espiritualidade. O trabalho do Dr. Pani, da Universidade Católica do Sagrado Coração, em Roma, foi detalhado na revista Proceedings of National Academy of Sciences.
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outubro 21, 2011 por Paula Sanches
Em: Saúde Física
O projeto “Este Jovem Brasileiro”, desenvolvido pelo Portal Educacional, busca entender o comportamento dos adolescentes e está na 7° edição, desta vez com o tema Corpo e Mente.
Entre os jovens entrevistados, 65% têm seu IMC (índice de massa corporal) normal, quase 25% têm o peso abaixo do ideal para sua altura, 8% têm sobrepeso e 2% são obesos. Emoções, hábitos alimentares inadequados, sedentarismo e questões familiares podem influenciar o IMC.
Índices mais altos do que a média foram encontrados entre os jovens que têm relação péssima em casa, que ficam tristes ou desanimados sempre, não estão satisfeitos com seu corpo, fazem apenas duas refeições diárias, comem sempre na frente da TV ou do computador.
Estes também raramente fazem atividade física, ficam mais de 8 horas por dia diante da TV ou computador, passam os finais de semana em casa, consideram ruim sua alimentação, se veem como sedentários ou muito preguiçosos, e têm pai ou mãe com problema de obesidade.
Alimentação
Mais da metade dos jovens afirma fazer cinco refeições por dia (café, lanche, almoço, lanche, jantar), o que é considerado o mais saudável pelos especialistas.
Porém mais de 20% sempre fazem suas refeições na frente da TV ou do computador, o que está longe de ser o ideal, e um quarto deles come saladas ou legumes apenas uma ou duas vezes por semana, enquanto 15% não comem esse tipo de alimentos nunca.
Sinais de descontrole em uma parcela: Ataques à geladeira ou ao armário de alimentos foram citados como comuns por 12% dos entrevistados, e cerca de 7% disseram que sentem culpa depois de se alimentar, levando-os a provocar vômito ou uso de laxantes na tentativa de aliviar essa sensação – o que pode ser um alerta para problemas mais sérios.
Atividade Física
A motivação principal para se praticar atividade física é o lazer, mas os garotos admitem que desejem ficar mais fortes, as meninas querem entrar em forma e emagrecer.
Do universo pesquisado, 71% dizem praticar atividade todos os dias ou quase todos os dias. Outros 29% fazem pouca ou não fazem nenhuma atividade com frequência. Já em relação a um esporte definido, 42% não praticam nada regularmente.
Trancado em casa?
Segundo a pesquisa, 29% dos jovens passam pelo menos 5 horas por dia diante de um computador e 10% ficam mais de 4 horas diárias assistindo TV; nos finais de semana, quase 14% ficam “internados” em casa e outros 30% ficam a maior parte do tempo em casa, saindo de vez quando.
Garotos ficam sem referência depois que deixam de ser acompanhados pelo pediatra
Quase 88% dos jovens entrevistados declararam que a saúde é uma preocupação, mas 43% não costumam ir ao médico para controles. Enquanto as garotas, em teoria, devem ir ao ginecologista uma vez ao ano, os garotos ficam sem uma referência depois que deixam de ser acompanhados pelo pediatra.
Quase 15% acham que sua saúde hoje está apenas regular ou não está boa, mais de 30% acham que estão com peso um pouco acima ou muito acima do normal, e, no outro extremo, 14% acham que seu peso está um pouco abaixo ou muito abaixo do desejável, sendo que 2% dizem que estão muito abaixo.
Pais influenciam os filhos
Além da genética, o comportamento dos pais obesos parece influenciar na relação do jovem com seu corpo, sua saúde e seu padrão de alimentação. Em relação a ter pai e mãe com obesidade, a resposta foi positiva com mais frequência entre os jovens que sempre vão a lanchonetes e redes de fast food, quase nunca fazem atividade física, avaliam sua alimentação como ruim, comem fritura, alimentos gordurosos, sanduíche e salgadinhos industrializados todos os dias e não comem frutas. Ter pai e mãe fumantes aparece com maior frequência nos grupos de estudantes que fumam e bebem quase todos os dias.
“A pesquisa revela que a maior parte dos entrevistados tem uma atitude bastante positiva em relação aos cuidados com a alimentação, com a atividade física, com a saúde física e a emocional”, diz Jairo Bouer, médico psiquiatra e coordenador da pesquisa.
- 65% dos entrevistados têm IMC normal; quase 25% têm o peso abaixo do esperado para a altura; 8% têm sobrepeso e 2% são obesos.
- Mais da metade faz cinco refeições diárias; 47% comem carne vermelha todos os dias ou de 5 a 6 vezes por semana e só 12% ingerem carne branca uma ou duas vezes por semana.
- 41% comem doces e 28% tomam refrigerantes todos os dias; 25% dizem nunca comer sanduíches.
- 71% dizem fazer atividade física todos os dias.
- 29% passam pelo menos 5 horas no computador e 10% ficam mais de 4 horas diárias diante da TV.
- Quase 88% afirmaram que a saúde é uma preocupação, mas 43% não constumam ir ao médico para controle.
- 15% acham que sua saúde hoje está apenas regular ou não está boa.
Quase 8,5 mil alunos da 7ª série ao Ensino Médio (13 a 17 anos) de 82 escolas da rede particular de ensino de todo o País responderam anonimamente a um questionário online sobre questões relacionadas à saúde, como alimentação, atividade física, relação com o corpo e emoções. O projeto “Este Jovem Brasileiro” é realizado anualmente pelo Portal Educacional.
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agosto 18, 2011 por Blog da Saúde
Em: Saúde Física
Você que encorajou-os a comer verduras, lutou para colocá-los na melhor escola e suou para que fizessem a lição de casa – tudo para dar-lhes o melhor começo na vida. Mas as perspectivas da saúde dos seus filhos podem ter sido determinadas muito antes de todo esse trabalho.
Um grupo crescente de pesquisadores sugere que os primeiros 1.000 dias de vida de uma criança – os nove meses no útero e os primeiros dois anos fora dele – são vitais para a saúde a longo prazo.
Esse período pode afetar permanentemente tudo, desde as chances de uma criança desenvolver diabetes ou ter um ataque cardíaco na velhice, como seu peso futuro e expectativa de vida.
A teoria foi desenvolvida depois de décadas de pesquisa pelo professor David Barker e seus colegas da Universidade de Southampton. Eles acreditam que há uma série de etapas críticas do desenvolvimento de uma criança. Se as condições não são perfeitas em cada uma, os problemas podem ocorrer mais tarde.
Muitos desses pontos de perigo são formados quando o bebê ainda está no útero. Nutrição deficiente para uma mãe afeta tanto o peso do feto como a placenta. Sem contar os males causados pelo tabagismo, estresse, drogas e álcool.
O professor Barker acredita que muitos problemas de saúde podem ser rastreados até pelo fraco crescimento no útero. Ele avaliou que quanto mais leve é um bebê no nascimento, maior sua chance de doenças cardíacas na vida adulta. Em média, um bebê com peso inferior a 2,27 kg tem duas vezes mais probabilidade de ter um ataque cardíaco durante a vida do que um nascido com 4,08 kg.
Acredita-se que quando a comida é escassa, segue canalizada para o cérebro do feto, deixando o coração enfraquecido. As sementes de diabetes também podem ser plantadas antes do nascimento, já que as células pancreáticas que produzem insulina se desenvolvem no útero.
Barker afirma que muitos destes hábitos iniciais não podem ser desfeitos, e acrescenta que a chave para a saúde é assegurar que as mulheres comam bem durante toda a vida. O que temos visto é uma lacuna de oportunidade na qual poderemos formar pessoas melhores, segundo o professor.
COMO A MÃE PODE AJUDAR
- Não beber, especialmente nos três primeiros meses de gravidez.
- Não fumar (e isso vale também para o pai da criança).
- Estar no peso ideal antes de engravidar.
- Encontrar alternativas para driblar o estresse.
- Comer bem e maneirar nos alimentos com muito açúcar.
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julho 25, 2011 por Paula Sanches
Em: Saúde Mental
Se há menos de duas décadas vivíamos perfeitamente bem sem a internet, uma nova pesquisa revelou que 53% dos entrevistados se sentem incomodados quando têm o acesso negado e 40% se sentem solitários se não conseguem ficar online – mesmo por pouco tempo.
Os participantes foram interrogados pela empresa de pesquisa de consumo Intersperience, sobre o uso da internet, smartphones e outros dispositivos. Ficar sem toda a tecnologia que permite acesso à web foi descrita por alguns participantes como semelhante a parar de beber ou de fumar.
Dois participantes foram ainda mais intensos: um deles disse que ser privado da internet foi “como ter a mão cortada” e outro descreveu como seu “maior pesadelo”.
Apenas uma minoria dos entrevistados reagiram positivamente ao fato de estar sem conexão à internet, com 23% dizendo que iriam se sentir livres.
Paul Hudson, diretor executivo da Intersperience, afirma: “A tecnologia digital é cada vez mais difundida, influenciando nossas amizades, a forma como comunicamos, a nossa vida familiar e profissional, os nossos hábitos de compra e nossas relações com as organizações.”
Abstinência real?
Em estudo divulgado no Daily Mail, pesquisadores da Universidade de Maryland convenceram centenas de estudantes de 12 faculdades de todo o mundo a não usarem quaisquer dispositivos tecnológicos, incluindo televisão e rádio por 24 horas.
Os voluntários tinham que ficar longe de todos os e-mails, mensagens de texto, atualizações no Facebook e no Twitter e até de jornais.
Tudo o que eles poderiam ter acesso era a uma linha fixa de telefone e livros. Em seguida, os estudantes mantiveram relatos dos seus sentimentos durante o período de privação de informação.
Eles disseram ter sintomas fisiológicos e físicos comparáveis aos de viciados em drogas, incluindo inquietação, ansiedade e isolamento. Alguns dos participantes no experimento disseram que se sentiram como se estivessem passando por período para quebrar um hábito difícil como usar drogas, enquanto outros disseram que sentiram-se como em uma dieta.
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julho 19, 2011 por Paula Sanches
Em: Saúde Física
A Revista Brasileira de Ortopedia, da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), publicou artigo científico assinado pelo médico Nivaldo Souza Cardozo Filho, que analisa cinco casos de graves infecções em atletas que se aplicaram as chamadas ‘bombas’ (como os anabolizantes são conhecidos popularmente) para provocar o aumento da musculatura.
Em todos os casos a aplicação, feita sem prescrição e sem higienização adequada, levou a graves infecções que causaram em alguns casos a necrose do músculo – a morte de parte do tecido muscular, que precisou ser extirpado cirurgicamente, além de graves abscessos que precisaram ser drenados e exigiram tratamento com antibiótico.
O trabalho foi feito no Centro de Traumatologia do Esporte da Escola Paulista de Medicina e o mais grave, denuncia o ortopedista, “é que em muitos casos, depois de operado e recuperado, o atleta volta a malhar e a usar o esteróide anabolizante para fins estéticos. O que é proibido no Brasil, culminando em novo risco para sua saúde”.
Os anabolizantes podem ser consumidos sob a forma de comprimidos, cápsulas ou como injeção intramuscular.
Os pacientes avaliados neste estudo injetaram neles mesmos. Existem casos em a aplicação é feita por outras pessoas, como amigos, professores, parceiros etc. De qualquer forma, sem prescrição e sem orientação médica, a aplicação é feita apenas com fins estéticos e representa um risco à saúde dos atletas.
Os esteróides já eram utilizados desde a Grécia antiga, quando campeões olímpicos ingeriam testículos de carneiro (fonte de testosterona) para aumentar o rendimento, explica Nivaldo.
Os anabolizantes foram desenvolvidos durante a Segunda Guerra Mundial, sendo utilizados como forma de aumentar a concentração, resistência, força muscular e vigília pelas tropas alemãs e americanas e em experimentos nazistas nos campos de concentração para tentar aumentar a agressividade.
Os hormônios esteróides por outro lado, têm indicações clínicas bem definidas para aumento de apetite, estimulação da medula óssea em anemias, estimulação do crescimento, indução da puberdade masculina, terapia de reposição hormonal, entre outras.
É sabido que o hormônio esteróide permite que o gado crie rapidamente mais músculo e desde 1.954, vários países, Argentina e Austrália, entre eles, injetam esteróides em bovinos.
Graças a isso, esses animais atingem o peso de abate com 18 meses, quando a carne é muito macia, enquanto sem o anabolizante o gado só atinge porte de abate aos 24 meses ou ainda mais tarde.
No Brasil, a garotada que malha nas academias resolve se aplicar o produto tendo que se valer de esteróides contrabandeados, já que são proibidos para fins estéticos, e por vezes de uso veterinário, que evidentemente não trazem dosagem para seres humanos.
O que diz o artigo
O artigo, cujo título é “Piomiosite em atletas após o uso de esteróides” informa que as infecções foram causadas por bactérias geralmente presentes na pele, ‘Stafilococcus aureus’ e ‘S. viridans’, entre elas.
Os pesquisadores concluíram que, por estarem em São Paulo, centro de grandes recursos médicos, os atletas foram rapidamente diagnosticados, não chegando a haver problemas mais graves como septicemia, nem insuficiência renal ou hepática, que podem ocorrer nesses casos, levando eventualmente à morte.
O trabalho mostra ainda que o esteróide anabolizante foi aplicado na maioria dos casos no músculo bíceps braquial, mas pelo menos um dos atletas o injetou também nos glúteos, e o efeito foi estudado por meio de ultrassonografia e ressonância magnética.
Embora em todos os casos o tratamento tenha tido sucesso e os atletas voltaram a treinar, os ortopedistas sugerem tratamento multidisciplinar, principalmente apoio psicológico, para que os pacientes não voltem a usar as drogas perigosas.
“É importante que os atletas sejam informados sobre os riscos do uso desse tipo de droga, que englobam fechamento epifisário precoce, atrofia testicular, acne, esterilidade, ginecomastia, calvície, câncer de testículo, resistência à insulina, aumento do colesterol e infarto precoce”, todos eles relatados na literatura científica.
Para saber mais sobre o tema:
- Jovens e Anabolizantes: prefira ser “frango”
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maio 27, 2011 por Paula Sanches
Em: Destaque, Saúde Mental
Pesquisadores resolveram investigar que expressões estão por trás da sedução.
Acontece que um sorrisão não é o caminho para o coração de uma mulher, segundo o estudo. Os homens um pouco orgulhosos e com olhar tímido são mais propensos a aumentar as batidas do coração das mulheres. Não é a história de amor de costume.
A pesquisa analisou a atratividade sexual dos indivíduos mostrando expressões de felicidade, orgulho e vergonha.
A felicidade foi a expressão mais atraente quando se trata do sexo feminino, e uma das menos atraentes do sexo masculino. Em contraste, o orgulho mostrou o padrão inverso, foi a expressão mais atraente do sexo masculino, e uma das menos atraentes em mulheres.
Exibir timidez foi relativamente atraente para ambos os sexos, e entre as mulheres mais jovens, a vergonha do sexo masculino foi mais atraente do que a felicidade deles, e não substancialmente menor do que o orgulho.
Em geral, esta pesquisa fornece a primeira evidência de que as expressões emocionais têm efeitos divergentes na atração sexual, que varia de acordo com gênero, mas em grande parte não varia com a idade.
O estudo realizado por pesquisadores da University of British Columbia, no Canadá, teve como análise mais de 1.000 adultos. A pergunta usada pelos pesquisadores não se refere a quem os entrevistados percebiam como um bom namorado ou esposa – a intenção era evidenciar a atração sexual baseada na primeira impressão.
Segundo o estudo, as mulheres não se sentiram atraídas pelos sorridentes, optando por aqueles que pareciam orgulhosos e poderosos ou temperamentais e tímidos.
O sorriso pode estar ligado a um sinal de falta de domínio, enquanto que a timidez pode ser associada à consciência das normas sociais e bom comportamento, o que gera confiança nos outros.
Em contrapartida, as reações masculinas foram opostas. Eles simplesmente amam o sorriso delas.
Os pesquisadores advertem: o estudo explorou a primeira impressão. A equipe não recomenda que o homem adote a ‘falta de sorriso’ em um relacionamento duradouro.
O estudo foi publicado no The Daily Telegraph e NewScientist.
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março 1, 2011 por Blog da Saúde
Em: Saúde Mental
Será que é tão oposta a relação entre rendimento e distração?
A revista Galileu Galilei publicou os resultados de um estudo de pesquisadores da Universidade de Illinois com dados interessantes (e até intuitivo quando somos nós que exercemos alguma tarefa): pequenas distrações ajudam a pessoa a manter-se concentrada na mesma tarefa por um período mais longo do que se ela estivesse fazendo a tarefa principal sem parar.
Isso porque, para esses estudiosos, o pensamento age neste caso como uma sensação. Serve para aquelas situações em que deixamos de prestar atenção, como quando “um objeto está por um longo período em nosso campo de visão periférico, e depois de um tempo, ele “some” de nossa visão. Quem já perdeu foco depois de muito tempo concentrado na mesma atividade, sem distrações, passa pela mesma coisa”, explica o periódico.
Assim, como perderemos o foco depois de determinado tempo em uma tarefa, uma distração curta ajudaria a retomar à atividade. “A atenção não é o problema, o problema é que, com o tempo, o cérebro se habitua a uma atividade e seus estímulos não são mais registrados de maneira significativa. É a sensação de ler a mesma página de um livro várias vezes e não entender nada.”
Estudo
Foram 84 voluntários analisados, divididos entre aqueles que se concentravam somente em uma tarefa e aqueles que se concentravam por um período com momentos de distração. Esses últimos prenderam sua atenção por mais tempo na tarefa principal e ainda se saíram melhor nela.
Isso vai de encontro à ideia de que o cérebro detecta e responde a mudanças. “Na prática, eles sugerem que ao realizar uma tarefa que exige muito tempo de concentração, a pessoa faça pequenas pausas para retomar a atenção.”
Imagens ‘fofas’ geram gentileza e cautela nas atitudes
Sempre há estudiosos para revelar curiosidades que adoramos saber. Desta vez, psicólogos da Universidade de Virginia, nos Estados Unidos, resolveram testar se a sensibilidade causada por imagens fofas tem algum efeito no comportamento humano.
Dois estudos, com voluntários de ambos os sexos, revelaram que ao verem fotos de cães e gatos filhotes, tinham melhor desempenho em um jogo em que era preciso cuidado, do que aqueles que viram fotos de filhotes crescidos.
Os pesquisadores dizem que a exposição à fofura nos faz agir com mais cuidado, além de melhorar a nossa coordenação motora.
Essa mudança de comportamento para um maior cuidado após ver as imagens, faz sentido como uma adaptação para cuidar de crianças pequenas, e é consistente com a visão de que a fofura libera o nosso ‘sistema’ de cuidados.
O estudo mostrou ainda que a fofura não pode fazer as pessoas fisicamente mais fracas, mas pode torná-las menos dispostas a exercer a sua força total.
Vale ressaltar o que, no geral, já imaginávamos: as mulheres relataram maior ternura e tristeza e avaliaram as imagens como mais bonitas e mais interessantes, independentemente da condição, que os homens.
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janeiro 18, 2011 por Blog da Saúde
Em: Saúde Social
Pesquisadores americanos resolveram estabelecer a relação da violência antes e após ser instituída a lei que permite o divórcio unilateral no país (quando não há a aprovação de uma das partes do casal).
O estudo da Universidade de Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts consistiu em analisar os registros de violência doméstica, assassinatos conjugais e suicídios no país antes e depois da instituição da lei – que teve início na Califórnia, em 1969, e foi chegando aos outros estados dos EUA nos anos seguintes.
Assim puderam comprovar que foi uma boa pedida dar-nos este direito: os dados colhidos entre 1976 e 1985 mostraram a queda do índice de violência doméstica em cerca de 30%.
Após a instituição da lei, foram registrados 10% menos casos de esposas assassinadas pelos maridos, sendo que não houve diferença significativa nos índices de maridos mortos pelas esposas.
Por fim, entre 8 e 16% menos donas de casa cometeram suicídio. O livre arbítrio é melhor do que a proibição?
*Com informações da Super Interessante
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novembro 18, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Física
Não foi o primeiro, nem será o último estudo sobre o assunto. O Blog da Saúde já ouviu especialistas e alertou sobre os riscos dessa junção.
Essa nova pesquisa avaliou a associação entre o consumo de bebidas energéticas e o risco de alcoolismo. O que mostra é uma linha de pensamento já antes constatada.
Foram avaliados mais de mil estudantes universitários, dos quais cerca de 10% disseram ingerir energéticos pelo menos uma vez por semana.
Aqueles com elevado consumo de energéticos (52 vezes ou mais por ano) apresentavam chances significativamente maiores de desenvolver dependência de bebidas alcoólicas e se embebedavam mais e mais cedo que os demais.
Isso porque a cafeína presente em grande quantidade nas bebidas energéticas pode levar a um estado de embriaguez desperta, na qual a substância mascara a sensação de estar bêbado sem reduzir os prejuízos causados.
A consequência é que, sentindo-se bem, o usuário pode ingerir quantidades ainda maiores de bebida.
O estudo será publicado na revista Alcoholism: Clinical & Experimental Research.
- Bebidas energéticas: consumir ou não?
- Bebidas Energéticas – Atenção e Moderação
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novembro 11, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Social
Esse estudo não se refere a nenhuma reclamação da vida ou autoajuda.
O que parece é que apenas expressões de felicidade e alívio são instintivas, considerando que outras explosões emocionais precisam ser aprendidas com as pessoas. Já parou para pensar?
Nem nós. Para descobrir quais sons são instintivos, um grupo do Max Planck Institute for Psycholinguistics, na Holanda, pediu a oito pessoas surdas e a oito pessoas que ouvem normalmente, para vocalizar nove emoções diferentes, mas sem palavras.
Medo, alívio, raiva, alegria, triunfo desgosto e tristeza. Depois, os pesquisadores reproduziram o som gravado para 25 pessoas que ouvem normalmente e pediram para que eles ligassem o som à emoção.
Resultado: os únicos sons facilmente identificáveis reproduzidos pelos participantes surdos foram as risadas e os suspiros de alívio.
Entre as pessoas que ouvem normalmente, foi fácil relacionar o som a qualquer uma das emoções. Mesmo gritos de terror eram muito menos óbvios quando emitidos pelos surdos.
Significa?
Isso quer dizer que para muitos sons emocionais, ouvir como os outros fazem é parte importante do nosso desenvolvimento, e assim tornarmos o barulho compreensível aos outros.
Eles acreditam que há milhares de anos, o riso e sorriso provavelmente evoluíram como sinais de comunicação importantes para ajudar a evitar o confronto, aumentando a empatia. “Mesmo outros primatas riem, se você faz cócegas em um gorila ou orangotango”, afirmam. O estudo foi publicado na New Scientist.
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setembro 27, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Mental
Pesquisadores analisaram que tipo de histórias idosos gostam de ler. O estudo sugere que a autoestima de seus avós ganha um impulso quando ouvem sobre coisas estúpidas que jovens fazem.
Como vivemos em uma cultura centrada na juventude, é normal que gostem de algum empurrãozinho na autoestima.
Esta é a razão por preferirem histórias negativas sobre jovens, que são vistos como uma forma de status na nossa sociedade, apenas pela idade que têm – é o que acredita Dr. Silvia Knobloch-Westerwick, uma das responsáveis pelo estudo.
Todos os entrevistados foram levados a acreditar que se deparavam com versões teste de uma nova revista online de notícias. Eles também tiveram tempo limitado para dar uma olhada tanto na versão positiva como negativa de 10 artigos pré-selecionados.
Cada matéria continha uma foto com uma pessoa jovem ou com uma de mais idade.
A pesquisa constatou que os mais velhos preferiam ler os artigos com notícias negativas sobre pessoas mais jovens que eles, assim como também mostrou que eles têm menos interesse em ler assuntos relacionados a idosos, independente de positivo ou negativo.
O estudo foi conduzido pela Doutora Silvia Knobloch-Westerwick e coautoria de Matthias Hastall.
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agosto 11, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
Um novo método é capaz de detectar a presença de tumores no pulmão, no intestino, nas mamas ou na próstata: através de amostras da respiração da própria pessoa.
Pesquisadores de Israel desenvolveram um sensor que faz o diagnóstico de tumores em estágio inicial. Futuramente, acreditam que esse exame poderia ser uma opção barata e portátil.
O que a respiração indica
O estudo, feito pelo Insituto de Tecnologia de Haifa, constatou que é possível detectar sinais químicos emitidos pelas células tumorais através da respiração do paciente. Em outras palavras, o sensor diferencia “respiração saudável” de “respiração cancerosa”.
O chamado “nariz eletrônico” seria capaz de, além de detectar a presença do tumor, revelar em qual lugar do corpo está. Com a facilidade da aplicação, poderia acompanhar o tratamento e notar possíveis recaídas.
Ainda é preciso estudar o método em larga escala para que venha agregar aos exames já existentes. Mas vale lembrar a importância das pesquisas em métodos de diagnóstico, uma vez que se o câncer for descoberto logo no início as chances de sucesso no tratamento são significantemente maiores.
O artigo foi publicado no British Journal of Cancer.
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julho 22, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Social
Você é o que você escreve?
Redes sociais, entre outras inúmeras funções, acabam por mostrar as opiniões, desejos e sentimentos pessoais sobre determinado assunto ou sobre o momento da vida em que se encontra.
Porque é impossível não colocar a individualidade ao escrever na rede. Para pesquisadores dos EUA, os tweets (post de no máximo 140 caracteres) serviram para criar o mapa de humor do país baseado nas mensagens digitadas.
Curiosamente, os resultados mostram que a costa oeste é mais feliz que a costa leste e o pico de felicidade dos Estados Unidos ocorre nos domingos de manhã e a maior queda acontece quintas à noite (?).

O humor dos americanos usuários de Twitter dividido por Estado ao meio-dia e às 23h. O tamanho do Estado reflete seu n° de usuários do microblog. Cor: vermelho = menos feliz; verde = mais feliz)
Para chegar a tal mapa, todas as mensagens de perfis públicos foram analisadas entre setembro de 2006 e agosto de 2009. Através de um filtro, separaram as palavras em um ranking.
O ranking avalia palavras negativas e positivas contidas na mensagem e cria um ‘placar de humor’. Por exemplo, as palavras “diamante”, “amor” e “paraíso” indicariam mais felicidade, enquanto as palavras “funeral”, “estupro” e “suicídio” indicariam menos felicidade.
Dados cruzados e o que se vê é o placar de humor médio de todos os usuários de cada Estado a cada hora. O tamanho dos Estados foi alterado conforme o número de usuários do twitter vivendo lá; quanto maior, mais adeptos.
Possível falha
O contexto da frase não é capturado pelo método. Se estiver escrito “Não estou feliz”, o método contaria a mensagem como positiva devido à presença da palavra “feliz”.
Apesar disso, os pesquisadores ao observarem regiões individuais, notaram que o humor da costa oeste segue o mesmo padrão da costa leste, com um atraso de 3 horas, indicando que cada costa experimenta as mesmas variações de humor ao longo do tempo.
A pesquisa foi realizada pela Universidade Northeastern em Boston e publicada no periódico New Scientist.
Como seria o mapa de humor do Brasil?
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julho 14, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Física
Não é somente pelo empurra-empurra de móveis a que este título se refere. Às vezes, os objetos ou a disposição deles no ambiente acabam por fortalecer nossos maus
hábitos.
Pesquisadores da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, descobriram que mudanças no ambiente onde são feitas as refeições podem ser essenciais para manter a dieta firme.
Uma simples medida como trocar o prato por um de tamanho menor pode fazer com que perca, em média, meio quilo por mês – número observado entre quem adotou a medida durante os três meses de pesquisa.
O estudo sugere que não é fome que nos leva a exagerar na alimentação e a distração pode ser aliada no aumento de peso.
- Mantenha as guloseimas fora de vista, de preferência na prateleira mais alta do armário.
- Desligue TV, computador e celular. Prestar atenção na comida faz com que você mastigue mais e coma menos.
- Use os utensílios menores e reduza as porções.
Comer devagar também é essencial para que o cérebro ‘perceba’ que já estamos satisfeitos, o que demora cerca de 15 minutos. Pratique!
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junho 4, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Física
Quem tem tendinite sabe que fortes dores são provocadas e que, às vezes, simples tarefas como apertar o botão são feitas com dificuldade.
A inflamação de um tendão surge frequentemente em quem trabalha com excesso de repetições de postura ou movimentos, também conhecido como LER – Lesão por Esforço Repetitivo.
A tendinite tornou-se mais comum como um sintoma ocupacional, já que as pessoas passam horas usando o mouse de um computador, o que não era tão comum antigamente.
Quando o problema agrava, é comum ver a pessoa usar uma tala para proteger o punho. Se for colocada de maneira errada pode piorar a dor e ainda por cima agravar a lesão.
Estudo e Resultados
O estudo da UFSCar, Universidade Federal de São Carlos, fez o teste em voluntários que em três momentos diferentes mexeram no computador sem tala, com a tala comercial e com tala personalizada.
O que foi visto é que as talas limitam o movimento e causam dores musculares, podendo refletir até em dores no pescoço. As talas comerciais são feitas de lona e podem ser vendidas sem indicação médica. O modelo personalizado se ajusta à mão e é geralmente o indicado pelos médicos.
O uso do teclado não foi afetado com ou sem a presença das talas. Quando usaram o mouse, o músculo do antebraço foi mais exigido na presença do suporte. O acessório deve ser usado somente com recomendação do médico e é preciso verificar se limita o movimento dos dedos.
A pesquisa foi premiada como o melhor trabalho científico no 30º Congresso Brasileiro de Cirurgia de Mão, realizado em Belo Horizonte (MG).
É melhor prevenir com pausas frequentes e movimentos diversificados! Dormência, mãos frias e dores ao realizar alguns movimentos podem ser sinais do problema.
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maio 13, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Mental
Muita coisa quando o assunto é saúde mental pode ser feita em alguns minutinhos. Melhoras no humor e na autoestima aparecem nos primeiros 5 minutos de exercícios ao ar livre.
O local onde for feita a atividade, faz toda a diferença. Além de a área verde ser suficiente para melhorar a saúde mental, se estiver perto de um lago ou rio, um estudo mostra que o efeito era ainda maior.
O maior impacto foi entre os jovens, mas os autores do estudo afirmam que para pessoas sedentárias, estressadas, deprimidas ou com problemas de saúde mental, estar ao livre pode trazer muitos benefícios e gerar o bem estar que faz falta.
A pesquisa foi realizada pela Universidade de Essex, na Inglaterra e publicada na revista Environmental Science and Technology.
Está esperando o quê para ir ao parque mais próximo?
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