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Enxaqueca oftálmica: alterações visuais podem indicar outro problema

A dor de cabeça é uma das principais queixas nos consultórios oftalmológicos, mas há casos em que o médico a ser procurado é um neurologista.

Alterações na visão seguidas de forte dor de cabeça, enjoo, mal-estar, intolerância a som alto e sonolência são sintomas de uma doença que atinge cerca de 1% da população mundial: a enxaqueca oftálmica ou enxaqueca retineana, também conhecida como aura visual, que se distingue das enxaquecas clássicas por afetar a visão e outros sentidos.

O oftalmologista Virgilio Centurion, diretor do Instituto de Moléstias Oculares (IMO), explica: “Embora chamada de enxaqueca oftálmica, a doença tem origem neurológica. Trata-se de um distúrbio rápido, intermitente e reversível de circulação cerebral, que precede o aparecimento das crises de dor de cabeça”.

São vários os gatilhos para as crises, segundo Virgilio. Período menstrual; jejum prolongado; o uso de anticoncepcionais; alterações no sono; estresse; o consumo de frituras, café, chocolate e de álcool; problemas na coluna cervical e distúrbios da ATM (Articulação Temporo Mandibular).

Como o problema afeta primeiro a visão, os pacientes recorrem aos oftalmologistas para diagnóstico. “Após exames, quando descartamos as possibilidades de problemas no globo ocular, encaminhamos estes pacientes ao neurologista”, conta o diretor do IMO.

Sintomas

É por esta razão que o diagnóstico da enxaqueca oftálmica é tão comumente feito pelo oftalmologista.

“Como o paciente costuma informar a percepção de luzes (em formato de zig-zag), a perda de metade do campo visual (recuperada com o passar da crise), forte dor de cabeça (mais de um lado só, chamada de “hemicrania”), estado nauseoso e fotofobia, tudo ao mesmo tempo, ele teme perder a visão, o que pode ocorrer temporariamente, com algumas pessoas”, explica.

A dor da enxaqueca oftálmica  pode ainda se manifestar em um ou ambos os olhos. Tanto nos olhos, quanto acima, abaixo e em torno deles. Essa dor pode ser latejante e/ou em peso ou pressão, e sua intensidade pode variar de muito leve a muito forte.

Numa parcela bem pequena dos portadores de enxaqueca, a pálpebra superior de um dos olhos (do mesmo lado da dor) pode cair parcialmente.

“Esse fenômeno recebe o nome de ptose palpebral e ocorre durante a crise de dor. Terminada a crise, a pálpebra volta ao normal. Esta forma de enxaqueca é denominada enxaqueca oftalmoplégica”, conta o oftalmologista.

Tratamento

Com o passar do tempo, os sintomas visuais que precedem a crise de enxaqueca servem de alerta para o paciente recorrer ao diagnóstico adequado e não apenas ao uso de medicação para aliviar a dor.

“Por isto é tão importante a continuidade do tratamento. A cefaléia é uma doença tão complexa que é objeto de estudo integrado de vários especialistas: neurologistas, oftalmologistas, psicólogos, clínicos… Já existem até clínicas e hospitais dedicados exclusivamente  à dor de cabeça”, destaca Virgilio Centurion.

E se a dor de cabeça for causada por problemas de visão?

“A dor de cabeça provocada por problemas refracionais visuais tais como hipermetropia, miopia e astigmatismo, geralmente tem início após um período de esforço visual. O paciente acorda bem, mas durante o dia, ou ao final do período de aulas ou trabalho, começam as dores de cabeça. Este tipo de queixa é chamada de astenopia.”

Normalmente, tal problema costuma desaparecer, após a prescrição e o uso dos óculos ou lentes de contato, informa o oftalmologista Eduardo de Lucca, que também integra o corpo clínico do IMO.

Outras patologias oftalmológicas também podem provocar cefaleia, como estrabismos, insuficiências de convergência, uveítes e glaucoma agudo, informa Eduardo.

Se você sofre de enxaqueca, saiba que não está sozinho nessa. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a enxaqueca é a 10ª doença mais incapacitante e acomete em torno de 15% da população mundial. Apenas no Brasil, cerca de 30 milhões de pessoas sofrem de mal.

Os motivos que provocam este problema? Estresse, obesidade, sono inadequado, jejum, alguns alimentos, cheiros fortes, tempo seco, entre outros.

A dor da enxaqueca ocorre em um dos lados da cabeça, é latejante ou pulsátil, dura de 4 a 72 horas e pode vir acompanhada de náuseas e/ou vômitos, tonturas, intolerância à luz (fotofobia), barulho (fonofobia), cheiros (osmofobia) e movimentos (cinetofobia).

Para tratar, muitas pessoas usam medicação sem indicação médica. Segundo a neurologista Dra. Célia Roesler, “o uso abusivo de analgésicos sem prescrição médica pode transformar uma dor de cabeça, que era episódica, em uma enxaqueca crônica com dores de cabeça quase diárias”.

No Brasil, temos uso de toxina botulínica e a neuromodulação como alternativas para tratar a enxaqueca. Esta última opção é não-invasivo e não apresenta efeitos colaterais.

Quando se fala em enxaqueca, a mais recente novidade é a neuromodulação. Um novo aparelho em formato de arco que, ao ser colocado na cabeça, gera pequenos estímulos elétricos ao nervo trigêmeo, principal causador das dores de cabeça, e por meio desses impulsos, altera a forma que a dor é assimilada.

Com duas opções focadas ao tratamento das cefaleias, a primeira deve ser utilizada no momento da crise, voltada a melhora dos sintomas reduzindo a intensidade da dor, já o segundo programa atua na prevenção de enxaqueca e o uso do aparelho deve ser diário, com sessões de cerca de 20 minutos, pois seu uso frequente induz a uma diminuição da quantidade, intensidade ou até mesmo o desaparecimento das dores. Os efeitos são sentidos cerca de um ou dois meses depois. “Seu uso só deve ser feito com acompanhamento médico”, sinaliza a Dra. Célia.

A enxaqueca é a décima doença mais incapacitante, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Este mal atinge cerca de 15% da população mundial. De acordo com o Ministério da Saúde, as mulheres são as que mais sofrem de enxaqueca. A explicação para este fato é a alteração hormonal durante o ciclo menstrual.

Caracterizada por uma dor muito forte, a enxaqueca pode durar até 72 horas. Alguns remédios muitas vezes não ajudam a controlar os sintomas. A enxaqueca é mais comum em pessoas com idade entre 25 e 45 anos. As causas exatas são desconhecidas, embora se saiba que elas estão relacionadas com alterações do cérebro e possuem, até mesmo, influência genética.

“Existem fatores desencadeantes da enxaqueca como o estresse e a ansiedade. Jejum prolongado, falta de sono e sedentarismo também podem contribuir para desencadear a enxaqueca. Assim como, a ingestão de alguns alimentos específicos como vinho e chocolate.”, explica o especialista Dr. André Mansano.

Dor de cabeça x Enxaqueca

A principal diferença entre a dor de cabeça e a enxaqueca está na duração dos sintomas. Mas existem outras diferenças:

  • Usualmente, a enxaqueca se concentra em apenas um lado da cabeça;
  • A enxaqueca está associada a fotofobia (incômodo gerado pela luz) e fonofobia (provocada pelo barulho).

 

Enxaqueca episódica: abaixo de 15 dias

Enxaqueca crônica: acima de 15 dias por mais de 3 meses

Enxaqueca diária: cefaleia crônica

Ao todo, são mais de 150 tipos de cefaleia. Por isso, é importante ir buscar o diagnóstico certo com um especialista. “Com o diagnóstico confirmado em enxaqueca, o paciente deve evitar os fatores desencadeantes. Alimentar-se de 3 em 3 horas, ter  qualidade no sono, evitar estresse e ansiedade, não fumar e não ingerir bebidas alcoólicas. Estas são atitudes disciplinadoras que previnem a enxaqueca.”, conclui o Dr. André.

dor de cabeçaÉ difícil encontrar alguém que nunca tenha sentido dor de cabeça, seja fraca ou daquelas que não nos deixa fazer nada, esse é um dos males mais comuns. Cerca de 95% das pessoas terão, no mínimo, uma crise de enxaqueca ao longo da vida. No entanto, há muitas dúvidas sobre o que realmente desencadeia a enxaqueca. Conheça abaixo dez mitos e verdades sobre suas causas:

blog_piscandoAzulClaroA enxaqueca melhora durante a gravidez?

VERDADE – Caracteristicamente, a enxaqueca é muito mais frequente em mulheres do que homens justamente porque nelas, as flutuações hormonais, em uma pessoa suscetível, servem como fator desencadeante e agravante da dor. Durante a gestação, entretanto, a grande maioria das mulheres experimenta um alívio das suas crises, em particular, no segundo e terceiro trimestres.

 blog_piscandoAzulClaroA enxaqueca é sempre hereditária?

MITO – Embora existam casos de enxaqueca claramente familiares, como a conhecida e rara síndrome da enxaqueca hemiplégica familiar, é comum que indivíduos desenvolvam episódios de enxaqueca, esporádicos ou crônicos, sem que existam membros na família com uma dor semelhante.

 blog_piscandoAzulClaroToda dor de cabeça que pulsa ou lateja é uma enxaqueca?

MITO – De acordo com os critérios diagnósticos para enxaqueca, o fato de a dor ser pulsátil ou latejante reforça tratar-se desta síndrome. A questão é que é perfeitamente possível que um indivíduo tenha enxaqueca e sua dor não seja pulsátil, apresentando, porém, outras características da enxaqueca, por exemplo, sintomas de um lado só da cabeça, intensidade da dor moderada a forte e piora com exercício ou atividade física.

 blog_piscandoAzulClaroExiste uma dieta para enxaqueca?

VERDADE – Existem alimentos que caracteristicamente estão associados à enxaqueca, por exemplo, queijos amarelos e outros derivados do leite, produtos enlatados, molho vermelho, bebidas alcoólicas, etc. Cabe ressaltar que esta lista de alimentos pode desencadear dor em alguns indivíduos, mas não em outros, ou seja, existem variações individuais.

 blog_piscandoAzulClaroBotox para enxaqueca funciona?

VERDADE – A toxina botulínica já é um tratamento previsto em bula para a prevenção da enxaqueca, forma crônica, na qual os pacientes já fizeram medidas terapêuticas sem sucesso. Os resultados são muito bons, mas este tratamento deve ser indicado corretamente, porque não servirá para a grande maioria dos pacientes com a forma episódica ou crônica responsiva à profilaxia.

blog_piscandoAzulClaro A enxaqueca só acontece em adultos?

MITO – A enxaqueca pode ocorrer em qualquer faixa etária, por exemplo, crianças e adolescentes, quando é mais comum em meninos que meninas, e pode ocorrer pela primeira vez em indivíduos acima de 60 anos. Esta, entretanto, não é uma situação comum e, normalmente, o médico responsável sugere investigação complementar por imagem, a fim de excluir outras causas potencialmente mais graves e que iniciam na terceira idade.

blog_piscandoAzulClaro Os exames de tomografia ou ressonância de crânio fazem o diagnóstico da enxaqueca?

MITO – Nenhum exame complementar faz diagnóstico de enxaqueca. Aliás, não é necessário qualquer exame de imagem do cérebro para diagnosticar esta síndrome. Existem indicações muito claras para solicitação de exames complementares na investigação de cefaleia, mas normalmente isto se deve a alguns sinais de alarme, com os quais o médico fica atento, para investigar situações específicas.

 blog_piscandoAzulClaroMuito remédio para dor de cabeça (enxaqueca) provoca mais dor de cabeça?

VERDADE – Existem diversas estratégias para tratar a enxaqueca, mas uma das principais é cortar o uso excessivo, muitas vezes abusivo, dos analgésicos. Isto perpetua um ciclo vicioso de sensibilização periférica e central, leva a efeito rebote e auxilia a perpetuar a enxaqueca.

blog_piscandoAzulClaro Existe enxaqueca sem dor?

VERDADE  – Esta é uma situação incomum e curiosa. Sabemos que uma minoria dos indivíduos com enxaqueca pode desenvolver um tipo especial, conhecida por enxaqueca com aura. Este fenômeno nada mais é que um sinal neurológico focal que normalmente antecede a dor, como por exemplo, a aura visual, na qual o indivíduo tem alterações visuais e só depois de 10 a 15 minutos desenvolve a crise propriamente dita. Ocorre que pouquíssimos indivíduos que têm enxaqueca com aura podem desenvolver algumas crises com aura, mas, acredite se quiser, sem a enxaqueca, a conhecida aura sem enxaqueca, uma situação na qual só existem os sintomas neurológicos focais (escotomas cintilantes, por exemplo) sem dor.

 blog_piscandoAzulClaroNão existem medicações específicas para o tratamento da crise de enxaqueca?

MITO – Há, pelo menos, duas classes de medicações utilizadas em nosso meio e que são específicas para o tratamento das crises agudas de enxaqueca: os ergotamínicos e triptanos. São remédios com diferentes ações farmacológicas, mas, de maneira geral, promovem vasoconstrição cerebral. Uma vantagem dos triptanos é que, além da tradicional via oral, existem formulações sob a forma de spray nasal e injeção subcutânea.

Todo mundo gosta de passar um perfume e ficar com um cheiro bom na pele, não é verdade? Só não pode exagerar na dose. Além de incomodar os seus parceiros de trabalho, o excesso de perfume pode também causar dores de cabeça e crises de espirro.

A dica para usar na dose certa é aplicar o perfume nos pontos – nuca, atrás das orelhas, punhos e dobras dos braços – que concentram maior calor e circulação, pois assim exalam mais o cheiro e você não corre o risco de exagerar.

Arte: portal G1

Essas dicas não estão restritas ao convívio no trabalho, elas são bem genéricas e valem para o seu dia a dia. Afinal, o cheiro forte de perfume incomoda a todos, não é verdade? 

Dor de cabeça não é coisa de adulto. É o que revela estudo conduzido pelo neurologista brasileiro Marco Antônio Arruda, especialista em crianças e adolescentes, publicados na revista Crescer. A pesquisa mostra que, no país, existem cerca de 2,1 milhões de crianças com enxaqueca e relaciona o problema a outros fatores, como baixo desempenho escolar.

O especialista coordenou um projeto chamado Atenção Brasil, com a participação de outros pesquisadores de várias universidades brasileiras e estrangeiras. O objetivo era descobrir se o problema interfere no desempenho escolar das crianças. Então, foram entrevistadas 5.671 crianças entre 5 a 12 anos, de 87 cidades em 18 estados brasileiros. O resultado mostrou que 37,1% das crianças sofrem com enxaqueca crônica, ou seja, tiveram dores durante 15 ou mais dias por mês nos últimos três meses, e 32,5% das crianças sofrem com enxaqueca episódica. Nesse caso, as crianças tiveram até 15 dias de dor de cabeça por mês. E apenas 23,2% das crianças não sofrem com dores de cabeça.

De acordo com a análise das entrevistas pelos cientistas, as crianças com enxaqueca crônica têm 1,6 mais chances de apresentarem baixo desempenho escolar em relação àquelas sem dor de cabeça. Já as que sofrem com o problema episódico têm 1,3 mais chances comparadas com as crianças sem o problema. Também foi possível perceber que as que sofrem com enxaqueca faltam mais na aula. O estudo estima que três milhões de dias de aula sejam perdidos ao ano no Brasil por causa do problema.

Mas ai surge a dúvida, dor de cabeça ou enxaqueca? Primeiro, é importante saber que a enxaqueca é determinada por fatores genéticos. Ou seja, se um ou mais familiares sofrem com a dor, seu filho terá mais chances de ter o problema. Outra questão de grande importância é: a cefaleia (dor de cabeça) é apenas um sintoma, como a febre, por exemplo. Já a enxaqueca é uma doença causada por alterações químicas cerebrais, caracterizada por crises recorrentes de dor de cabeça, com intervalos sem dor.

Uma dica para os pais: Fiquem atentos a alguns sinais importantes que podem dizer muito sobre o tipo de dor que a criança sente. É fundamental perguntar que local dói e como é a dor (se pulsa como um coração dentro da cabeça, se aperta ou se queima). Também é importante observar se ela recusa a alimentação na hora da dor, se tem náuseas e se fica mais sensível à luz e ao som – pessoas com crise de enxaqueca têm intolerância à luz e som. Além disso, analise se a dor progride ao longo dos dias, semanas e até meses, se o seu filho desperta durante a noite por causa da dor e se com ela, ele modifica o seu comportamento e diminui o rendimento na escola. Todos esses são sintomas da enxaqueca.

Vale lembrar que é fundamental levar seu filho a um neurologista quando ele reclamar da dor pela primeira vez. E, ainda que não seja fácil ver o sofrimento do pequenos, os médicos alertam que o uso de analgésicos funciona como mero paliativo e se usado em excesso, pode deixar de fazer efeito.

 Fonte: Crescer

A dor de cabeça é uma das principais queixas nos consultórios oftalmológicos, mas há casos em que o médico a ser procurado é um neurologista.

Alterações na visão seguidas de forte dor de cabeça, enjoo, mal-estar, intolerância a som alto e sonolência são sintomas de uma doença que atinge cerca de 1% da população mundial: a enxaqueca oftálmica ou enxaqueca retineana, também conhecida como aura visual, que se distingue das enxaquecas clássicas por afetar a visão e outros sentidos.

O oftalmologista Virgilio Centurion, diretor do Instituto de Moléstias Oculares (IMO), explica: “Embora chamada de enxaqueca oftálmica, a doença tem origem neurológica. Trata-se de um distúrbio rápido, intermitente e reversível de circulação cerebral, que precede o aparecimento das crises de dor de cabeça”.

São vários os gatilhos para as crises, segundo Virgilio. Período menstrual; jejum prolongado; o uso de anticoncepcionais; alterações no sono; estresse; o consumo de frituras, café, chocolate e de álcool; problemas na coluna cervical e distúrbios da ATM (Articulação Temporo Mandibular).

Como o problema afeta primeiro a visão, os pacientes recorrem aos oftalmologistas para diagnóstico. “Após exames, quando descartamos as possibilidades de problemas no globo ocular, encaminhamos estes pacientes ao neurologista”, conta o diretor do IMO.

Sintomas

É por esta razão que o diagnóstico da enxaqueca oftálmica é tão comumente feito pelo oftalmologista.

“Como o paciente costuma informar a percepção de luzes (em formato de zig-zag), a perda de metade do campo visual (recuperada com o passar da crise), forte dor de cabeça (mais de um lado só, chamada de “hemicrania”), estado nauseoso e fotofobia, tudo ao mesmo tempo, ele teme perder a visão, o que pode ocorrer temporariamente, com algumas pessoas”, explica.

A dor da enxaqueca oftálmica  pode ainda se manifestar em um ou ambos os olhos. Tanto nos olhos, quanto acima, abaixo e em torno deles. Essa dor pode ser latejante e/ou em peso ou pressão, e sua intensidade pode variar de muito leve a muito forte.

Numa parcela bem pequena dos portadores de enxaqueca, a pálpebra superior de um dos olhos (do mesmo lado da dor) pode cair parcialmente.

“Esse fenômeno recebe o nome de ptose palpebral e ocorre durante a crise de dor. Terminada a crise, a pálpebra volta ao normal. Esta forma de enxaqueca é denominada enxaqueca oftalmoplégica”, conta o oftalmologista.

Tratamento

Com o passar do tempo, os sintomas visuais que precedem a crise de enxaqueca servem de alerta para o paciente recorrer ao diagnóstico adequado e não apenas ao uso de medicação para aliviar a dor.

“Por isto é tão importante a continuidade do tratamento. A cefaléia é uma doença tão complexa que é objeto de estudo integrado de vários especialistas: neurologistas, oftalmologistas, psicólogos, clínicos… Já existem até clínicas e hospitais dedicados exclusivamente  à dor de cabeça”, destaca Virgilio Centurion.

E se a dor de cabeça for causada por problemas de visão?

“A dor de cabeça provocada por problemas refracionais visuais tais como hipermetropia, miopia e astigmatismo, geralmente tem início após um período de esforço visual. O paciente acorda bem, mas durante o dia, ou ao final do período de aulas ou trabalho, começam as dores de cabeça. Este tipo de queixa é chamada de astenopia.”

Normalmente, tal problema costuma desaparecer, após a prescrição e o uso dos óculos ou lentes de contato, informa o oftalmologista Eduardo de Lucca, que também integra o corpo clínico do IMO.

Outras patologias oftalmológicas também podem provocar cefaleia, como estrabismos, insuficiências de convergência, uveítes e glaucoma agudo, informa Eduardo.

Você está feliz da vida tomando uma taça de sorvete ou um milk shake e, de repente, sente uma dorzinha de cabeça que chega e desaparecesse em segundos…

Você sabe por que ela é causada?

O fenômeno, também conhecido como “congelamento do cérebro”, ocorre quando uma substância muito fria toca a parte posterior do palato (o céu da boca), causando uma rápida contração e dilatação dos vasos sanguíneos na cabeça.

De acordo com alguns estudos, isso faz com que os receptores de dor estimulem o nervo trigêmeo, o maior condutor de informações sensoriais do rosto ao cérebro, resultando em uma dor aguda no rosto ou na cabeça.

Isso pode acontecer também em dias frios?

Os pesquisadores descobriram ainda que a “dor de cabeça do sorvete” atinge apenas um terço da população e que, apesar do mito originado em estudos anteriores, ele não ocorre somente em dias quentes.

Em relatório publicado em 2002 na revista britânica “BMJ”, um cientista da Universidade McMaster, no Canadá, conduziu um estudo envolvendo 145 alunos do ensino médio durante dois meses do inverno.

Todos eles receberam porções moderadas de sorvete. Alguns foram aleatoriamente instruídos a consumi-lo lentamente, enquanto outros tinham de devorá-lo em cinco segundos ou menos.

Resultado: Cerca de 30% dos estudantes no grupo de “alimentação acelerada” tiveram a dor de cabeça, frente a 13% do grupo de “alimentação cautelosa”.

De acordo com o estudo, “ao contrário de estudos anteriores, os resultados sugerem que a dor de cabeça do sorvete pode ser induzida no clima frio, mesmo entre aqueles que consomem seu sorvete num ritmo lento”.

Assim, os pesquisadores concluíram: a dor de cabeça do sorvete pode ocorrer tanto em climas quentes quanto frios!

Para quem sofre com a enxaqueca…

Alguns estudos ainda indicam que pessoas que sofrem de enxaqueca têm mais probabilidade de sofrer com a “dor de cabeça do sorvete”. O choque térmico de dias quentes com a substância gelada é capaz de provocar as crises.

No geral, a dor persiste por poucos segundos, mas ela pode se prolongar por muito mais tempo em pacientes com enxaqueca.

Existem tratamentos eficazes para esses problemas, com o uso de neuromoderadores, medicamentos que vão reduzir o excesso de excitabilidade do cérebro. Outra alternativa é evitar o consumo de sorvetes ou de bebidas muito geladas no verão, caso a pessoa note que  esse seja um causador das suas crises.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a enxaqueca atinge cerca de 20% da população. A doença se manifesta, geralmente, por meio de uma forte dor de cabeça, que pode durar de três horas a três dias. Crises de enjoo, vômitos, aversão ao barulho e à claridade também são sintomas da enxaqueca.

* Com informações Folha SP/The New York Times.

Já falamos aqui sobre alimentação ou falta de alimentos, bebidas e má postura como fatores que podem desencadear as terríveis dores de cabeça. Mas os motivos não acabam por aí.

É preciso identificar qual gatilho aciona com frequência a dor do tipo tensional ou a enxaqueca em quem tiver predisposição.

1) O abuso de remédios, como tomar analgésicos habitualmente pode gerar o efeito contrário e ajudar a tornar as dores crônicas.

Na tentativa de amenizar a situação, o seu organismo deixa de ser suscetível ao medicamento, além de poder prejudicar também ao fígado.

Automedicação não é a solução para nenhum problema. Marque uma consulta com o neurologista.

2) Perfumes que permanecem no lugar mesmo depois que a pessoa foi embora. O elevador é um dos locais típicos para essa situação acontecer e quem tem enxaqueca está mais propenso a ser atingido por este tipo de acontecimento.

Às vezes, é preciso abdicar do próprio perfume. Locais com tinta fresca ou produtos de limpeza recém-usados também são vilões. Assim como a fumaça de cigarro.

Não há pesquisas que comprovem como a dor se desencadeia quando ativada por esses mecanismos.

3) Nas academias, pessoas com rostos vermelhos e veias saltadas são aquelas que pegam pesado e exageram no esforço físico – o que pode gerar cefaleia de esforço. Mas este tipo não é difícil de combater, porque ao fazê-lo, a pessoa também evitará possíveis lesões musculares.

Portanto, vale a pena respeitar o próprio corpo já que a atividade física, quando praticada regularmente, pode ser aliada em acabar com boa parte dos episódios de dor, mesmo quando crônicas.

4) Variações bruscas de temperatura, principalmente se o clima esquentar, faz com que o organismo passe por uma espécie de estresse para retomar o equilíbrio. Temperaturas muito altas propiciam a vasodilatação.

Se a temperatura estiver estável, o estresse por si só pode ser o vilão.

As horas no trânsito, somadas à correria e tensão diárias precisam ser amenizadas com atividades agradáveis.

Quando o assunto é altitude, em lugares muito altos, a diminuição do nível de oxigênio pode predispor o problema, como é o caso de avião ou montanhas, por exemplo.

Excesso de luz pode ser perigoso para quem tem enxaqueca. Aliás, no meio de uma crise, os focos luminosos só pioram a situação.

5) Tudo que comprimir a musculatura do crânio pode facilitar o aparecimento da dor. Nos referimos a laços, tiaras, chapéus, rabo de cavalo, bonés, fones de ouvido.

Não é uma regra: basta associar os episódios com as situações. Se coincidirem, você já sabe ao que tem sensibilidade.

Vale lembrar que gripes, aneurismas, sinusites, podem ativar a dor. Mas neste post, tratamos de acontecimentos do cotidiano. Com qual frequência você sente dor de cabeça?

Não é porque tornou-se uma dor rotineira que não é preciso identificar os motivos que acionam a dor de cabeça – e achar o caminho para evitá-los. Vamos aos principais!

Entre 70 e 95% dos seres humanos registrarão pelo menos um episódio da dor por toda a vida, sendo que as mulheres são as mais vulneráveis devido ao estresse e oscilações hormonais.

Em crianças não há diferença entre a prevalência de enxaqueca entre meninos e meninas, sendo de 1 para 1. Mas a vulnerabilidade feminina à dor aparece com o passar dos anos, quando passa a ser de 4 para 1.

Qual a diferença entre dor de cabeça tensional e enxaqueca?

A do tipo tensional atinge os dois lados da cabeça e pode durar de 30 minutos a 7 dias. A enxaqueca, além da dor pulsante mais intensa em um lado, é acompanhada por náuseas e sensibilidade a luz e barulho. A crise dura de 4 a 72 horas.

1) O primeiro passo é prestar atenção na alimentação. Dietas rigorosas ou pessoas que ficam muito tempo sem comer alguma coisa são alvos fáceis da cefaleia. O jejum provoca a queda de concentração de glicose no sangue, o que pode repercutir no cérebro, pelo desequilíbrio gerado.

Ao falarmos sobre alimentos que podem ativar a dor, na maioria das vezes, significa que eles têm alguma substância responsável pela vasodilatação, como é o caso da tiramina presente em queijos. Quanto mais velho o queijo for, mais tiramina ele tem.

Chocolate, frios, embutidos, condimentos como maionese, catchup e molhos à base de soja são famosos por desencadear a enxaqueca.

Mas lembre-se: para culpar o alimento, ele precisa desencadear o problema de forma repetitiva.

2) O álcool é um potente vasodilatador – não confunda com a ressaca do dia seguinte, gerada pela desidratação e quebra do álcool dentro do corpo.

Isso significa que cerveja ou vodca, assim como qualquer outra bebida alcoólica, podem desencadear a dor em quem tiver predisposição. O vinho, além do álcool, é composto por moléculas com a mesma função da tiramina presente no queijo.

Já em relação ao café, existem pessoas que reclamam da dor se exageram e aquelas que sentem indisposição com a falta. O consumo não deve ultrapassar três xícaras por dia.

3) Corrigir o jeito de se sentar e de se deitar evita a sobrecarga nas regiões lombar e cervical. Ficar torto no sofá, dormir encolhido e sentar errado no computador são três situações mais comuns a causar a dor do tipo tensional.

A postura reflete nos músculos da cabeça, por isso, ao sentar-se no computador, deixe de lado as pernas cruzadas e apoie os dois pés no chão.

Não perca o próximo post! Falaremos sobre abuso de remédios, odores intensos, esforço físico, entre outros. Qual o gatilho que mais aciona a sua dor de cabeça? Comente!

Cerca de 90% das crianças e adolescentes que vão ao médico com dor de cabeça saem do consultório com diagnóstico de enxaqueca.

Uma pesquisa recente realizada no interior de São Paulo avaliou mais de duas mil crianças e adolescentes com idade entre 5 e 13 anos.

No estudo, a prevalência maior de fortes dores de cabeça é na faixa etária dos 9 anos de idade. A pesquisa será publicada na Revista Científica Cephalagia.

Prevenir e Tratar é só começar!

Para que os pais não se desesperem sem motivo é bom lembrar que dores de cabeça nessa fase são normais. O que não diminui a importância de se fazer acompanhamento médico.

Nas meninas ela pode aparecer junto com a menstruação. Na alimentação, derivados do leite e condimentos como catchup e maionese são fortes aliados da dor.

Em 40% dos casos a enxaqueca desaparece ao longo da vida com ou sem a intervenção de medicamentos.

O importante em casos diagnosticados é manter hábitos que não favoreçam a dor e vigiar a qualidade da alimentação.

“Nada substitui o diagnóstico e tratamento médico. Se perceber que as crises de dor de cabeça são constantes não exite em procurar auxílio. Seu organismo e qualidade de vida agradecem!”

A onda dos filmes 3D lota salas de cinema de toda a cidade. A sensação de fazer parte da trama e sentir uma pitada a mais de emoção nas cenas de suspense, ação e aventura realmente é de tirar o fôlego.

Mas, assim como num parque de diversões – mas especificamente na montanha russa – aquela sensação de enjôo e dor de cabeça infelizmente acompanha alguns dos aficionados por cinema 3D.

Por que isso acontece?

Segundo alguns estudos a sensação de mal estar acontece porque esse tipo de exibição causa movimentos oculares não naturais. Nossos olhos, ao perceber a aproximação de um objeto respondem de duas maneiras específicas. Eles se convergem ou giram para dentro para acompanhá-lo.

Agora, quando aparece um objeto em terceira dimensão voando para fora da tela acontece em nossa visão um conflito sensorial. Nossos olhos giram para dentro para acompanhar o objeto em movimento e também precisam manter um foco fixo na superfície da tela.

Infelizmente não há cura para esse tipo de sensação desagradável. Um truque que talvez possa funcionar é evitar olhar para as partes desfocadas da cena, tarefa nem tão fácil assim.

Bom, vamos combinar né, se esse for o seu caso a melhor solução é optar pela exibição tradicional.

“Do contrário antes de entrar na sala peça o combo pipoca, refrigerante e dramin.”

*Com informações do New York Times.