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Como você se enxerga no espelho?

Adolescentes com peso ideal que acreditam estar obesas correm risco maior de entrar em depressão do que obesas que têm consciência de sua condição.

A conclusão é de sociólogos da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos, que verificaram dados de 6.557 garotos e 6.126 garotas.

Os cientistas constataram ainda que, enquanto a comunidade médica, evidentemente, sabe o que significa obesidade, o público em geral, na realidade, pode não saber: 20% das meninas e 40% dos meninos com sobrepeso “não sabem” que têm ou não o peso ideal.

Você está satisfeita com seu corpo?

No Brasil, 64% das universitárias brasileiras estão insatisfeitas com o corpo e quase metade das alunas com peso adequado querem ser mais magras.

A avaliação da satisfação corporal foi feita por meio da escala de silhuetas de Stunkard, uma ferramenta consagrada em pesquisas da área que traz nove figuras retratando formas corporais diferentes.

Reprodução da escala de silhuetas de Stunkard

47,8% das entrevistadas escolheram figuras menores do que a figura que, em sua opinião, melhor representava seu corpo atual!

A pesquisa avaliou 2.402 alunas, de diversos cursos da área da saúde, em de 37 instituições das cinco regiões do país. O estudo foi realizado por especialistas da USP (Instituto de Psiquiatria e Faculdade de Saúde Pública) e da UNIFESP (Departamento de Ciências da Saúde, campus Baixada Santista).

Confusão

A obesidade, principalmente quando falamos de jovens e adolescentes, merece atenção! Padrões estipulados pela sociedade, mídia, amigos e ambiente de convivência podem confundir as pessoas quanto ao peso ideal.

A adolescência, fase de transição e indecisão devido à grande quantidade de informações recebidas, é um período fundamental para o desenvolvimento do ser humano, tanto físico como emocional.

O corpo passa por várias mudanças físicas e psicológicas . É uma fase de auto-afirmação.  Por isso, a questão do peso pode ser complicada, tanto por pré-conceito , aceitação e para saúde.

Problemas como depressão, bulimia, anorexia e até obesidade em graus elevados podem gerar consequências sérias para o resto da vida.

Procure orientação médica caso você ou alguém ao seu redor está enfrentando problemas com a balança. Informação e acompanhamento profissional são importantes para evitar problemas e consequências mais sérias.

Emagrecer a qualquer custo? Atenção aos vilões da balança

* Com informações do G1.
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Desde a década de 80, quando o estereótipo de beleza passou a ser sinônimo de magreza, homens e mulheres vivem numa constante e desenfreada busca para atingir os padrões estabelecidos. Bulimia, anorexia, síndrome de gourmet e transtorno alimentar noturno são algumas síndromes conhecidas ligadas à cultura magra, que vem ganhando mais adeptos a cada dia e já atinge 2% da população mundial, segundo o DSM-IV (Manual de diagnósticos e estatísticas das perturbações mentais).

Paralelamente, surge um novo distúrbio, associado também ao aumento do consumo de bebidas alcoólicas: é a ebriorexia ou “alcoolrexia”, como às vezes é tratada. Amy Winehouse e Britney Spears já aderiram à prática de trocar a comida por bebidas alcoólicas, mas elas não estão sozinhas. Jovens, entre 18 e 25 anos que querem emagrecer, são os maiores simpatizantes pelo hábito. Enquanto a ingestão de destilados inibe o apetite, dá sensação de saciedade e enjôo, a cerveja estufa a barriga e a pessoa fica sem vontade de comer.

Porém, se engana quem acha que bebidas alcoólicas não engordam porque são líquidos. Uma lata de cerveja tem cerca de 150 calorias, uma dose de whisky ou vodka 120. Além de não contribuir para um efeito estético saudável, a substituição do álcool por comida agride o sistema digestivo, acarreta doenças como desnutrição, gastrite, hemorragias, varizes, entre outras, e causa dependência química. O perigo é grande e, segundo psiquiatras, trata-se de um erro de comportamento, uma síndrome ligada à cultura.

É essa mesmo a cultura que queremos?

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