Meningite viral e bacteriana: qual a diferença?
dezembro 7, 2011 por Paula Sanches
Em: Saúde Física
A meningite é uma doença que consiste na inflamação das meninges – membranas que envolvem o encéfalo e a medula espinhal. Ela pode ser causada, principalmente, por vírus ou bactérias.
O quadro das meningites virais – tipo que atinge a cantora Ivete Sangalo – é mais leve e seus sintomas se assemelham aos da gripe e resfriados.
Entretanto, a bacteriana – causada principalmente pelos meningococos, pneumococos ou hemófilos – é altamente contagiosa e geralmente grave, sendo a doença meningocócica a mais séria. Causada pela Neisseria meningitidis, pode causar inflamação nas meninges e, também, infecção generalizada (meningococcemia).
O ser humano é o único hospedeiro natural desta bactéria cujas sequelas podem ser variadas: desde dificuldades no aprendizado até paralisia cerebral, passando por problemas como surdez.
Consultamos o Dr. Ricardo Cunha, Diretor de Vacinas do Delboni Auriemo Medicina Diagnóstica, para entender mais sobre a doença, a contaminação e métodos de prevenção, como a nova vacina meningocócica quadrivalente.
Transmissão
A transmissão se dá pelo contato da saliva ou gotículas de saliva da pessoa doente com os órgãos respiratórios de um indivíduo saudável, levando a bactéria para o sistema circulatório aproximadamente cinco dias após o contágio.
Como crianças de até 6 anos de idade ainda não têm seus sistemas imunológicos completamente consolidados, são elas as mais vulneráveis. Idosos e imunodeprimidos também fazem parte do grupo de maior suscetibilidade.
A transmissão da meningite viral e bacteriana se dá da mesma forma?
O Dr. Ricardo explica que “as meningites virais são decorrentes de infecções virais que a pessoa contrai podendo ser, por exemplo, viroses intestinais, sarampo, caxumba, varicela, etc. A partir desta infecção inicial há o acometimento das meninges e consequente instalação de quadro de meningite”.
“As meningites bacterianas têm como seus principais agentes etiológicos os meningococos, pneumococos e o haemophilus influenza do tipo B, estas infecções são contraídas por via respiratória, sendo geralmente o quadro de meningite o primeiro a se manifestar”.
Sintomas
Febre alta, fortes dores de cabeça, vômitos, rigidez no pescoço, moleza, irritação, fraqueza e manchas vermelhas na pele (que são inicialmente semelhantes a picadas de mosquitos, mas rapidamente aumentam de número e de tamanho, sendo indício de que há uma grande quantidade de bactérias circulando pelo sangue) são alguns dos seus sintomas. É essencial procurar atendimento médico rapidamente para que a infecção não alcance a corrente sanguínea.
Diagnóstico
A doença meningocócica tem início repentino e evolução rápida. Para a confirmação diagnóstica das meningites, retira-se um líquido da espinha, denominado líquido cefalorraquidiano, para identificar se há ou não algum patógeno e, se sim, identificá-lo.
Em caso de meningite viral, o tratamento é o mesmo feito para as viroses em geral; caso seja meningite bacteriana, o uso de antibióticos específicos para a espécie, administrados via endovenosa, será imprescindível.
O tipo que atinge a cantora está sendo divulgado como meningite benigna. Este tipo é necessariamente a viral, mais leve?
Dr. Ricardo Cunha: O termo Meningite benigna não se trata de um termo muito apropriado, mas no entanto, é utilizado, refere-se à Meningite de etiologia viral, que tem um quadro clínico mais discreto que as Meningites bacterianas e com menor comprometimento do estado geral do paciente, apresenta risco menor de complicações.
Vacinas
Quando se fala sobre vacinas contra meningite, estamos nos referindo apenas às meningites bacterianas?
“Em geral sim, mas não podemos nos esquecer de que ao vacinarmos contra o Sarampo, Caxumba e Varicela também estamos, de certa forma, prevenindo contra Meningites virais decorrentes dessas doenças”, explica o Doutor.
O Sistema Único de Saúde oferece a vacina contra meningite para crianças menores de 2 anos, as seguintes vacinas que protegem contra eventuais meningites bacterianas : Vacina Meningocócica do grupo C e Vacina Pneumocócica 10 valente.
Vacina quadrivalente
Entre as inovações no setor, está a vacina meningocócica conjugada A, C, W, Y, primeira quadrivalente disponível no mercado que ajuda a proteger contra quatro dos cinco principais sorogrupos da bactéria meningocócica (A, C, W-135 e Y).
Até hoje, a única vacina conjugada disponível no Brasil para prevenção contra a meningite meningocócica combate apenas o sorogrupo C.
A nova vacina é indicada, inicialmente, para imunização de adolescentes maiores de 11 anos e adultos, e está disponível para a população nas clínicas privadas de vacinação.
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novembro 8, 2011 por Paula Sanches
Em: Últimas Notícias, Calendário
No próximo dia 19 de novembro, o Centro de Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho realiza o Circuito Mal de Parkinson, evento gratuito que reunirá diversos especialistas para o diagnóstico e orientações sobre a doença, assim como tratamentos que possibilitam aos seus portadores o estadiamento de alguns dos sintomas que mais comprometem a qualidade de vida.
Abrindo o circuito, neurologistas realizam a triagem e diagnóstico da doença, encaminhando os casos confirmados para profissionais da fisioterapia e da fonoaudiologia. Estas especialidades são de grande importância para identificação dos níveis de comprometimento da doença e as devidas orientações a respeito das atividades que podem ser realizadas para evitar a evolução de alguns de seus sintomas especialmente ligados ao movimento, deglutição e fala. Ao final destas orientações, os participantes e seus acompanhantes ainda assistem a mini palestra com aspectos gerais da doença.
Segundo o coordenador do Serviço, o neurocirurgião funcional Dr. Claudio Fernandes Corrêa, “a doença de Parkinson é genericamente relacionado ao comprometimento dos movimentos, mas existem diversos outros sintomas importantes e comprometedores da qualidade de vida e que precisam ser tratados nestes pacientes, como fala, alimentação, equilíbrio e comprometimento da saúde mental”.
Sobre o mal de Parkinson
A doença foi descrita pela primeira vez em 1817 pelo médico inglês James Parkinson. Seus portadores apresentam perda progressiva da substância negra, localizada em uma região específica do cérebro e responsável pela produção de dopamina. Com maior incidência em indivíduos acima dos 50 anos, é considerado um mal da terceira idade, embora atinja também e de forma mais agressiva, os mais jovens. Apesar de não ter sua causa identificada, algumas pesquisas apontam a frequência da doença em pessoas que tiveram contato por tempo prolongado com certos agentes químicos ou que sofreram trauma craniano.
O tratamento do Mal de Parkinson deve contemplar, além da reposição da dopamina via medicamentos, o acompanhamento por equipe multidisciplinar como fisioterapia, fonoaudiologia e psicologia. O procedimento cirúrgico de neuroestimulação cerebral é uma indicação cada vez mais precoce para controle dos movimentos involuntários e rigidez, dois dos mais limitantes sintomas da doença de Parkinson, além de ser indicado, também, nos pacientes que apresentem intolerância aos remédios.
A manutenção das atividades mentais, como a prática de leitura e realização de atividades físicas também colaboram para o controle da doença.
Circuito Mal de Parkinson
Data: 19/11/2011
Horário: das 8 às 16h40h
Local: Centro de Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho
Endereço: R. Peixoto Gomide, 613 – 8º Andar, Ala D – Cerqueira César – São Paulo – SP
Inscrições: Gratuitas e limitadas pelos telefones 11 3539.9901 / 11 3539.9902 / 11 3539.9903
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agosto 24, 2011 por Paula Sanches
Em: Últimas Notícias
A Secretaria de Estado da Saúde promove neste sábado, no hospital estadual de Taipas, zona norte da capital, um mutirão gratuito para diagnóstico de catarata. Com expectativa de atender cerca de 500 pessoas, a ação é voltada para pacientes acima dos 55 anos de idade.
Das 8h às 16h cerca de 50 profissionais de saúde, entre oftalmologistas, enfermeiros e auxiliares de enfermagem, vão promover testes de acuidade visual e outros exames para diagnóstico.
Para participar, o interessado precisa apresentar, no dia do mutirão, documento de identificação com foto e o cartão do Sistema Único de Saúde (SUS). Não há necessidade de agendamento prévio.
“Em caso de indicação de procedimento cirúrgico, o paciente contará com toda infraestrutura técnica e equipe médica do próprio hospital para o tratamento”, afirma Maria Cristina Martins, coordenadora do ambulatório de oftalmologia do hospital.
Quando: sábado, 27 de agosto
Horário: das 8h às 16h
Local: Hospital Geral de Taipas
Endereço: Avenida Elísio Teixeira Leite, 6.999 – 2º andar
Quem pode participar: pacientes acima de 55 anos de idade
O que precisa levar: documento de identificação com foto e cartão do SUS
Mais informações: (11) 3973-0440
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julho 28, 2011 por Paula Sanches
Em: Saúde Física
A hepatite é uma inflamação do fígado que atinge mais de 3 milhões de brasileiros. Hoje, dia 28 de julho, comemora-se o primeiro Dia Mundial de Combate à Hepatite oficial, estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
2 bilhões de pessoas é o número estimado pela OMS de pessoas infectadas pelo vírus em todo o mundo.
Conheça os tipos da doença e as formas de prevenção e tratamento em um vídeo bem didático produzido pelo Hospital Albert Einstein:
Novo tratamento para hepatite C
Na semana em que se comemora o Dia Mundial de Combate às Hepatites Virais, a Anvisa aprovou o registro de um novo medicamento. Trata-se do Boceprevir, um antivirótico que aumenta de 40% para 60% as chances de cura da Hepatite C do genótipo tipo 1.
A Hepatite C pode ser provocada também pelos genótipos dos tipo 2 e 3 do mesmo vírus. O Boceprevir é indicado para portadores do genótipo 1 do HCV que nunca foram tratados e para aqueles que não tiveram sucesso com o tratamento disponível até o momento.
O novo medicamento deve ser administrado em associação com outros dois medicamentos que já são utilizados no tratamento da Hepatite C, o Interferon e a Ribavirina, para que alcance o resultado esperado.
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junho 13, 2011 por Paula Sanches
Em: Últimas Notícias
Quem desenvolveu o novo exame foi a equipe do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fiocruz. O teste confirmatório será distribuído pelo Ministério da Saúde na rede pública a partir do segundo semestre de 2011.
Os testes usados atualmente também são rápidos. A diferença é que se der soropositivo, a pessoa precisa esperar a confirmação do diagnóstico por outro exame, o que pode levar a quase um mês.
Com margem mínima de erro, o imunoblot rápido DPP® HIV 1/2, como é chamado, garante vários benefícios aos portadores da doença, que vão da agilidade no diagnóstico ao desempenho em termos de sensibilidade e especificidade. É possível fazer o diagnóstico e a confirmação ao mesmo tempo.
O novo teste tem custo cinco vezes menor. O registro foi concedido pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) em setembro de 2010.
O gerente do Programa de Desenvolvimento de Reativos de Biomanguinhos/Fiocruz, Antônio Ferreira, ressalta que, quanto mais rápido se tem o diagnóstico, melhor pode ser o tratamento do soropositivo. Quase metade da mortalidade por Aids no Brasil tem relação com a demora para iniciar o tratamento.
Aids no Brasil
A Aids, doença que se manifesta após a infecção do organismo pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), foi identificada no Brasil há quase 30 anos.
O primeiro caso foi registrado em 1982, em São Paulo. Segundo dados do Ministério da Saúde, em 1987 havia 2.775 casos da doença no país. Nesse contexto, uma equipe de pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz, coordenada pelo imunologista Bernardo Galvão, isolou pela primeira vez na América Latina o vírus HIV-1, dando visibilidade à pesquisa da Fundação.
Após mais de duas décadas, o programa nacional é referência mundial e distribui, gratuitamente, preservativos e medicamentos à população brasileira.
O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) fornece drogas antirretrovirais para Aids; há redes de monitoramento da resistência de pacientes à terapia que garantem a eficácia do tratamento e o aumento da sobrevida de soropositivos; e são feitos estudos para desenvolver vacinas e novos esquemas terapêuticos.
Segundo dados do Ministério da Saúde, estima-se que 630 mil pessoas estejam vivendo com Aids no Brasil, atualmente. Em 85% dos municípios haveria pelo menos um caso.
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maio 26, 2011 por Paula Sanches
Em: Saúde Física
Nada melhor do que aproveitar o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, comemorado hoje dia 26 de maio, para contar com um novo dispositivo de controle da pressão intraocular que impede a evolução do problema.
Apesar da doença crônica ser silenciosa e não ter cura, na maioria dos casos pode ser controlada com tratamento adequado e contínuo – e o sucesso no combate tem ligação direta com o diagnóstico precoce.
A terapia clínica inicial é feita com colírios que estabilizam a pressão intraocular. Se o medicamento se tornar ineficaz, o paciente é candidato à cirurgia de glaucoma.
Vamos ao novo implante
Batizado de Ex-PRESS e produzido pela Alcon, o produto obteve aprovação da Anvisa e a partir de julho estará disponível no Brasil. Os Estados Unidos, Canadá e União Europeia já contam com o método.
O dispositivo, do tamanho de um grão de arroz, é implantado próximo à íris com a finalidade de drenar o excesso de líquido que pode prejudicar a visão.
Possibilita melhor resultado cirúrgico e mais previsibilidade quando comparado à cirurgia tradicional de glaucoma (trabeculectomia), realizada em pacientes que não respondem mais a medicamentos tópicos.
A doença não apresenta sintomas e é progressiva, por isso a maioria dos pacientes descobre que tem a enfermidade quando a perda da visão já é irreversível, alerta o Dr. João Antônio Prata Jr., presidente da Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG).
Prevalência
A doença, apontada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a principal causa de cegueira irreversível, atinge cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo – cerca de 3 milhões nos Estados Unidos.
No Brasil, onde há aproximadamente 1 milhão de portadores de glaucoma, estima-se que mais da metade dos doentes não sabe que tem a enfermidade.
Os principais fatores de risco são:
- histórico familiar
- pressão intraocular elevada
- idade acima de 50 anos
- diabetes mellitus
- uso prolongado de corticóides
- presença de lesões oculares
- descendência negra
Recomenda-se que pessoas que apresentam um ou mais desses fatores consultem um oftalmologista uma vez ao ano. As demais podem fazê-lo a cada dois anos. Passe a informação adiante.
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maio 9, 2011 por Paula Sanches
Em: Saúde Física
A Secretaria de Estado da Saúde da Saúde de São Paulo decidiu implantar uma rede para identificar, a distância, pacientes com síndrome coronária aguda que dão entrada em hospitais e prontos-socorros do Estado.
A Central do hospital Dante Pazzanese será a responsável por analisar exames de pacientes que chegam em prontos-socorros com dores no peito. Isso só é possível através de um sistema integrado de diagnóstico e tecnologia.
Veja como será feito
O sistema, conhecido como Point of Care Test (POCT), é considerado o mais moderno para verificar os níveis de troponina, importante marcador de necroses (morte de um tecido ou de parte dele), para diagnosticar angina instável ou mesmo infarto do miocárdio.
Tendência mundial no mercado de diagnóstico, o POCT funciona como um teste portátil de laboratório e tem a mesma dimensão de uma máquina de cartão de crédito. No lugar do leitor magnético, há um cartucho descartável para ser inserida a amostra de sangue.
Outra vantagem é a quantidade da amostra: por apenas uma picada no dedo, já é possível conseguir a quantidade de sangue suficiente para verificar o nível de troponina. A agilidade no resultado por meio destes testes (10 minutos para o valor da troponina), é outro diferencial a ser considerado.
Procedimento
O paciente é submetido a um exame de eletrocardiograma que, aliado a informações clínicas, indicam um possível quadro de infarto.
O teste é transmitido, junto com o eletrocardiograma, por sinal de telefonia celular ao hospital Dante Pazzanese, onde cardiologistas de plantão fazem o diagnóstico.
A ideia é que todos os hospitais da rede pública paulista alcancem os índices de padrões mundiais de detecção de infartos que hoje o Dante Pazzanese já possui, segundo Ricardo Tardelli, coordenador estadual de Saúde.
Sobre o tele-eletrocardiograma
É utilizado o sinal de celular para encaminhar o exame à Central de Laudos e enviar à unidade solicitante, em um período médio de 20 minutos.
O serviço de tele-eletrocardiograma conta com uma equipe especializada de 14 cardiologistas e mantém em pleno funcionamento 24 horas por dia, o ano inteiro, o que elimina distâncias e permite um diagnóstico mais rápido e preciso.
Em todo o Estado já são 75 hospitais, ambulatórios e postos de saúde integrados à Central de Laudos do Instituto Dante Pazzanese. Em 2010, mais de 170 mil exames foram realizados por este sistema.
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agosto 11, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
Um novo método é capaz de detectar a presença de tumores no pulmão, no intestino, nas mamas ou na próstata: através de amostras da respiração da própria pessoa.
Pesquisadores de Israel desenvolveram um sensor que faz o diagnóstico de tumores em estágio inicial. Futuramente, acreditam que esse exame poderia ser uma opção barata e portátil.
O que a respiração indica
O estudo, feito pelo Insituto de Tecnologia de Haifa, constatou que é possível detectar sinais químicos emitidos pelas células tumorais através da respiração do paciente. Em outras palavras, o sensor diferencia “respiração saudável” de “respiração cancerosa”.
O chamado “nariz eletrônico” seria capaz de, além de detectar a presença do tumor, revelar em qual lugar do corpo está. Com a facilidade da aplicação, poderia acompanhar o tratamento e notar possíveis recaídas.
Ainda é preciso estudar o método em larga escala para que venha agregar aos exames já existentes. Mas vale lembrar a importância das pesquisas em métodos de diagnóstico, uma vez que se o câncer for descoberto logo no início as chances de sucesso no tratamento são significantemente maiores.
O artigo foi publicado no British Journal of Cancer.
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julho 20, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
A hanseníase quando não tratada traz graves sequelas ao portador. É causada pelo bacilo de Hansen, um parasita que ataca a pele e nervos periféricos, mas pode afetar outros órgãos como o fígado e os olhos. Não é, portanto, hereditária.
A doença geralmente se caracteriza por mancha esbranquiçada ou avermelhada na pele, sem sintomas de coceira, dor ou ardor; dormência nos dedos, mãos, braços e pernas; e dores e inchaços nas articulações.
É importante lembrar que apesar desta forma de aparecimento ser a mais comum, a doença pode se manifestar de outras maneiras, com entupimento e sangramento no nariz, perda de olfato, queda de cílios e sobrancelha, olhos avermelhados, secos, com intolerância à luz e feridas nos pés.
A transmissão da doença se dá pelas vias aéreas. O tratamento é feito à base de medicamentos e pode levar de 6 meses a 1 ano, dependendo do tipo de lesão.
O Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da USP, promove uma campanha para diagnosticar a hanseníase neste sábado, dia 24 de julho.
Local: Prédio dos Ambulatórios do Instituto Central do HC
Endereço: Av. Enéas de Carvalho Aguiar, 155, próximo à estação do Metrô Clínicas, na capital paulista.
Horário: Das 8 às 15 horas
Médicos avaliarão os pacientes e se o problema for detectado, os pacientes serão tratados pela Dermatologia do HC.
Não marque bobeira! O Brasil ocupa o primeiro lugar do ranking da doença há mais de 5 anos, segundo a Organização Mundial da Saúde. São 4,6 doentes para cada 10 mil habitantes, enquanto a Índia, berço da moléstia, apresenta 2,4 doentes para cada 10 mil pessoas.
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julho 6, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Mental
Novos estudos trazem perspectivas para combater o mal de Alzheimer. O mais recente deles, concluiu que níveis elevados da proteína sanguínea chamada clusterina estão ligados ao surgimento da doença.
A descoberta de cientistas do Instituto de Psiquiatria do King’s College de Londres, pode ser um grande passo para, futuramente, conseguir diagnosticar a doença antes que os problemas apareçam ou se agravem.
Os pesquisadores usaram a técnica chamada proteômica em pacientes – como o próprio nome indica, é uma análise das proteínas. A descoberta é que a clusterina estava em nível elevado no sangue até dez anos antes de as pessoas terem sinais do mal de Alzheimer no cérebro, e também naquelas que já apresentavam sinais no cérebro, mas ainda não tinham sinais clínicos do transtorno.
O aumento da clusterina está ligado à gravidade da doença, rapidez do seu avanço e atrofia do córtex entorrinal, área cerebral associada à memória.
A doença atinge cerca de 35 milhões de pessoas no mundo, e ainda há dificuldade na assertividade do diagnóstico, mesmo com décadas de pesquisa.
É provável que o número de casos aumente por causa do envelhecimento da população mundial. Segundo a organização Alzheimer’s Disease International, esse número deve quase duplicar a cada 20 anos, chegando a 66 milhões de pacientes em 2030.
Responsáveis pelo estudo afirmam que o próximo passo é desenvolver um exame mais aprimorado. Todo o processo pode levar até 5 anos.
Enquanto isso, ficamos na torcida para o avanço dos resultados.
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maio 28, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias, Eventos
| 29/05/2010 | ||
| 9:00 | até | 11:00 |
O Câncer Colorretal é a terceira causa de câncer mais comum no mundo, em ambos os sexos.
É a partir dos 50 anos de idade que o exame de sangue oculto nas fezes tem de ser feito anualmente, afinal, diagnosticar a doença quando ainda não evoluiu faz toda a diferença no tratamento.
Se a pessoa tiver histórico de câncer intestinal ou ginecológico na família, deve começar a prevenção a partir dos 40 anos. Também precisam realizar o exame as pessoas que já tiveram pólipos, câncer de intestino ou ginecológico (mama, ovário e útero) e com diagnóstico de colites.
As informações são do Hospital 9 de Julho que realiza um Mutirão sobre Câncer Colorretal dia 29 de maio, para esclarecer todos os mitos e verdades da doença.
É preciso se inscrever no site www.h9j.com.br, porque as vagas são limitadas. No dia da palestra leve o comprovante da inscrição e um documento com foto, que pode ser o RG.
Data: 29/05, das 9 horas às 11 horas
Local: Auditório do Hospital 9 de Julho – Rua Eng. Monlevade, 108, 1º andar
Inscrições: www.h9j.com.br
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outubro 21, 2009 por Blog da Saúde
Em: Saúde Física
A incontinência urinária não é uma doença, mas precisa ser tratada. Este distúrbio, que atinge mais mulheres (25% da população mundial) do que homens, porém não exclusivamente o sexo feminino, interfere diretamente na qualidade de vida de quem sofre desse incômodo.
Mesmo dificultando as atividades cotidianas e até a vida social, muitos acabam não procurando ajuda médica por vergonha, desconhecimento quanto ao tratamento, ou simplesmente, por considerarem um problema menos importante diante de outras doenças.
Existem dois casos de incontinência urinária e eles podem se dar separadamente ou num mesmo paciente. “A mais comum é a incontinência urinária de esforço, que ocorre durante aumento da pressão abdominal (tosse, espirro, levantar peso, movimento, ou exercício físico). Já a incontinência urinária de urgência é apresentada por meio de uma vontade súbita e incontrolável de ir ao banheiro”, diferencia a ginecologista e mastologista Dra. Nara Mattia.
Além do fator desagradável, pode ser um sintoma de uma nova doença como infecção urinária, inflamação da próstata, uretra e vagina. A restrição de alimentos irritantes vesicais, como café, refrigerantes, alguns chás, condimentos picantes e o tabagismo são medidas simples e eficazes no tratamento.
Entre as mulheres, a incontinência urinária tende a surgir após a menopausa e a gravidez, quando aumenta a fragilidade da musculatura dos órgãos pélvicos. Neste caso, o tratamento não possui riscos e pode ser feito através dos exercícios de Kegel que fortalece esses músculos e ajuda a controlar a bexiga. Outros métodos são a cirurgia, o uso de medicação farmacológica com anticolinérgicas e, mais recentemente, pela aplicação de botox.
O diagnóstico é feito por especialistas através do histórico clínico do paciente ou exame urodinâmico que permite determinar a ocorrência dos dois tipos de incontinência urinária pela monitorizarão computadorizada.
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maio 19, 2009 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
Hoje, dia 19 de maio é dia de nos conscientizarmos sobre os riscos da Hepatite. A OMS – Organização Mundial da Saúde estima que cerca de 2 bilhões de pessoas sejam portadoras do vírus da Hepatite tipo B. Exames médicos periódicos são importantes para o diagnóstico. Em São Paulo, o HCor – Hospital do Coração,através do seu serviço de check-up possibilita o diagnóstico das hepatites B e C. Separamos para você informações importantes sobre a Hepatite B. Confira:
O que é?
É transmitida pelo contato com sangue contaminado, através de seringas, transfusões, ferimentos e relação sexual. Além disso, o vírus também pode ser transmitido de mãe para filho durante a gestação, no momento do parto ou durante a amamentação.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 2 bilhões de pessoas sejam portadoras do vírus da hepatite B. Desse total, cerca de 300 milhões evoluem para a forma crônica da doença, isto é, cirrose e câncer de fígado.
Normalmente não apresenta sintomas. Na hepatite aguda, quando presentes, os sintomas podem ser facilmente confundidos com outras doenças, como um simples resfriado. Em alguns casos, os pacientes podem apresentar febre, mal estar, urina escura, fezes esbranquiçadas e alteração na pele, o chamado “amarelão”. As formas crônicas tendem a evoluir mais silenciosamente. De uma forma geral, acredita-se que 5 a 10% das pessoas infectadas podem evoluir para as formas crônicas. Embora seja mais comum o aparecimento do câncer em pacientes com cirrose, na hepatite B ele pode ocorrer mesmo em pacientes não cirróticos.
A infecção pode ser diagnosticada através de exames de sangue específicos, de imagem (ultrassom, tomografia ou ressonância) ou a biópsia do fígado.
- A hepatite B atinge 300 milhões de pacientes de forma crônica;
- Os portadores de hepatite B crônica apresentam maior risco de morte por complicações relacionadas à doença, como cirrose e câncer de fígado;
- Nem todos os portadores da hepatite B desenvolvem câncer de fígado, mas esta infecção é uma das principais causas da doença.
Fatores de Risco
Alguns fatores estão associados a um maior risco de câncer de fígado em pacientes com hepatite B, entre eles: ser descendente de asiáticos ou africanos e apresentar história familiar de câncer de fígado,ter adquirido a doença quando recém-nascido ou durante a infância.
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