Quando o mundo fica cinza
julho 21, 2010 por Blog da Saúde
Em: Destaque, Saúde Mental
Costuma-se dizer que o mundo fica cinza quando se está deprimido. Um novo estudo indica que essa metáfora acontece de verdade.
Pesquisadores da Universidade de Freiburg, na Alemanha, verificaram que a depressão dilui o contraste entre o branco e o preto e então, tudo fica realmente cinza.
Eles analisaram as respostas elétricas da retina de pessoas que sofriam de depressão e outras em estado normal. É através da retina que os sinais luminosos são transformados em impulsos elétricos enviados ao cérebro.
Os pacientes deprimidos apresentaram menor contraste do que quem não sofre do problema. Entre aqueles com sintomas mais graves de depressão, a resposta da retina foi ainda mais frágil.
O poder das cores
Dizem que nos vestim
os conforme nosso humor. É a diversidade de cores que produz o bem-estar. Neurocientistas têm se intrigado com as reações do nosso corpo perante o estímulo causado pelos tons.
O efeito sobre nós é tanto subjetivo como objetivo, já que pode ser influenciado por aspectos culturais, emocionais e por questões individuais. Para mostrar o lado objetivo, estudos mostram que é possível decodificar reações fisiológicas mensuráveis.
Um bom exemplo está na cor vermelha. Ao permanecer em exposição intensa a essa cor vibrante, a pressão arterial sobe – uma reação de excitação, que pode indicar tanto alegria quanto perigo.
Em crianças muito pequenas, o que surte mais efeito são as cores vivas, pelas quais são estimulados já que a visão não está totalmente desenvolvida.
Você acredita que o humor pode ser influenciado pelas cores? Comente.
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julho 13, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Mental
É curioso como cientistas descobrem em substâncias naturais efeitos similares aos componentes químicos produzidos pelo homem quando, na verdade, o processo natural deveria ser ao contrário.
Uma recente descoberta de pesquisadores alemães, da Universidade de Bochum, indica que o perfume do jasmim é tão eficaz para aliviar a ansiedade e induzir ao sono como as benzodiazepinas – substância responsável pela ação em medicamentos tarja preta como Lexotan, Valium ou Rivotril.
O perfume concentrado da flor age, da mesma maneira que os remédios, ao aumentar a ação de um neurotransmissor que é ativado durante o sono e inibe o sistema nervoso central.
Segundo a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), o jasmim é antidepressivo, estimulante do chacra sexual, usado para ansiedade, letargia, tristeza, falta de confiança, depressão e depressão pós-parto.
Já as benzodiazepinas são psicofármacos com efeitos depressores que podem levar à dependência física e psicológica. Para saber mais, clique aqui.
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julho 1, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Mental
O Ministério da Saúde pretende incentivar com recursos financeiros a criação de grupos de ajuda mútua para pacientes com transtornos mentais em todo o país.
Inspirados no Alcoólicos Anônimos e em serviços dos Estados Unidos e da Europa, os grupos de apoio devem reunir os pacientes para discutir problemas do cotidiano e criar maneiras simples de driblá-los.
O plano faz parte da Reforma Psiquiátrica, iniciada em 2001, que tem como objetivo eliminar gradualmente os hospitais psiquiátricos e implementar uma rede substitutiva – com a criação de CAPS (Centros de Atenção Psicossocial), das residências terapêuticas e a ampliação do número de leitos psiquiátricos em hospitais gerais.
Até agora, foram fechados 17,5 mil leitos em hospitais psiquiátricos públicos ou privados em todo o país. Ainda restam 35.426.
A proposta será votada hoje, 1º de julho, durante a 4ª Conferência Nacional de Saúde Mental, que acontece em Brasília.
Para o Ministério, esses grupos são uma ferramenta importante para a reabilitação social dos pacientes. Se for aprovado, isso será incorporado a programa nacional de saúde mental.
O número de grupos e o total da verba que será liderada ainda não foram definidos. Isso depende do interesse das cidades e associações. Hoje, há 140 entidades cadastradas no Ministério.
Um projeto piloto já está em andamento há dois anos no Rio de Janeiro (Angra) e no Piauí (Teresina).
Apesar de ser inspirado no Alcoólicos Anônimos, a dinâmica praticada é um pouco diferente. O grupo de apoio mútuo não segue a cartilha dos 12 passos para se recuperar. A proposta é de uma dinâmica mais livre.
Transtornos mentais atingem 23 milhões de pessoas no Brasil
No Brasil, 23 milhões de pessoas (12% da população) necessitam de algum atendimento em saúde mental. Pelo menos 5 milhões de brasileiros (3% da população) sofrem com transtornos mentais graves e persistentes.
De acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria, apesar de a política de saúde mental priorizar as doenças mais graves, como esquizofrenia e transtorno bipolar, as mais comuns estão ligadas à depressão, ansiedade e a transtornos de ajustamento.
Os problemas de saúde mentais ocupam cinco posições no ranking das dez principais causas de incapacidade, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Dados da OMS indicam que 62% dos países têm políticas de saúde mental, entre eles o Brasil.
Investimentos
Dados do Ministério da Saúde revelam aumento de 142,2% no investimento do governo federal na Política de Saúde Mental nos últimos sete anos, passando de R$ 619,2 milhões, em 2002, para R$ 1,5 bilhão, em 2009.
O governo também ampliou de 21%, em 2002, para os atuais 63% a cobertura de Centros de Atenção Psicossocial, com o aumento de 424 para 1.541 unidades em todo o País. A meta é chegar a 100% de cobertura.
Apesar de crescente, a distribuição desses centros ainda é desigual. O Amazonas, por exemplo, com 3 milhões de habitantes, tem apenas quatro centros. Dos 27 estados, só a Paraíba e Sergipe têm CAPS suficientes para atender ao parâmetro de uma unidade para cada 100 mil habitantes.
Além disso, as residências terapêuticas, segundo dados do Ministério da Saúde referentes a maio deste ano, ainda não foram implantadas em oito Estados: Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Distrito Federal, Rondônia, Roraima e Tocantins.
No Pará, o serviço ainda não está disponível, mas duas unidades estão em fase de implantação. Em todo o Brasil, há 564 residências terapêuticas, que abrigam 3.062 moradores.
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junho 30, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Mental
Adolescentes com peso ideal que acreditam estar obesas correm risco maior de entrar em depressão do que obesas que têm consciência de sua condição.
A conclusão é de sociólogos da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos, que verificaram dados de 6.557 garotos e 6.126 garotas.
Os cientistas constataram ainda que, enquanto a comunidade médica, evidentemente, sabe o que significa obesidade, o público em geral, na realidade, pode não saber: 20% das meninas e 40% dos meninos com sobrepeso “não sabem” que têm ou não o peso ideal.
Você está satisfeita com seu corpo?
No Brasil, 64% das universitárias brasileiras estão insatisfeitas com o corpo e quase metade das alunas com peso adequado querem ser mais magras.
A avaliação da satisfação corporal foi feita por meio da escala de silhuetas de Stunkard, uma ferramenta consagrada em pesquisas da área que traz nove figuras retratando formas corporais diferentes.
47,8% das entrevistadas escolheram figuras menores do que a figura que, em sua opinião, melhor representava seu corpo atual!
A pesquisa avaliou 2.402 alunas, de diversos cursos da área da saúde, em de 37 instituições das cinco regiões do país. O estudo foi realizado por especialistas da USP (Instituto de Psiquiatria e Faculdade de Saúde Pública) e da UNIFESP (Departamento de Ciências da Saúde, campus Baixada Santista).
Confusão
A obesidade, principalmente quando falamos de jovens e adolescentes, merece atenção! Padrões estipulados pela sociedade, mídia, amigos e ambiente de convivência podem confundir as pessoas quanto ao peso ideal.
A adolescência, fase de transição e indecisão devido à grande quantidade de informações recebidas, é um período fundamental para o desenvolvimento do ser humano, tanto físico como emocional.
O corpo passa por várias mudanças físicas e psicológicas . É uma fase de auto-afirmação. Por isso, a questão do peso pode ser complicada, tanto por pré-conceito , aceitação e para saúde.
Problemas como depressão, bulimia, anorexia e até obesidade em graus elevados podem gerar consequências sérias para o resto da vida.
Procure orientação médica caso você ou alguém ao seu redor está enfrentando problemas com a balança. Informação e acompanhamento profissional são importantes para evitar problemas e consequências mais sérias.
Emagrecer a qualquer custo? Atenção aos vilões da balança
* Com informações do G1.
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fevereiro 19, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Mental
As doenças mentais afetam cada vez mais pessoas no mundo. A depressão, por exemplo, é considerada o Mal do Século XXI, os números não são exatos, mas estima-se que cerca de 30% da população mundial sofre com a depressão, sem saber.
Esse é o ponto primordial: saber. Muitas pessoas sofrem com doenças mentais e nem sabem, pois certos sintomas acabam sendo confundidos com o seu próprio jeito de ser. Somente quando a pessoa se sente incomodada, é que ela procura a ajuda de um psicólogo.
Existem dois tipos de doenças mentais que são mais leves, mas mesmo assim podem trazer alguns prejuízos na vida do indivíduo: a ciclotomia e a distimia. As duas são caracterizadas como um tipo de transtorno bipolar leve.
Ciclotomia
Uma pessoa que sofre com a ciclotomia tem períodos de grande felicidade e humor em níveis altos, alternados com fases de depressão leve.
Se você conhece uma pessoa que muda muito de humor, até mesmo em poucos minutos, essa pessoa pode estar sofrendo com esse mal.
Distimia
Uma pessoa que sofre com a distimia também tem depressão leve, e pode ser confundida com a própria personalidade da pessoa, que pode ser rotulada como um indivíduo pessimista e acomodado.
Alguns dos sintomas dessas pessoas são: sentimento de falta de esperança, fadiga, insônia, baixa auto-estima, dificuldade de tomar decisões, etc.
Assim como a depressão, a distimia também é considerada um problema de saúde pública, atinge cerca de 4% da população.
Nenhuma das duas doenças tem cura, mas é possível aliviar os problemas provocados por elas através de antidepressivos e estabilizadores de humor.
“Se você sofre com grandes alterações de humor, procure saber se esse é seu jeito ou se você tem
alguma dessas doenças. Procure um especialista e não descuide de sua saúde.”
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fevereiro 11, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Mental
Sim? E você com certeza achou que essa pessoa estava “viajando”, e que você só é responsável, e tem pensamentos antecipados para não sofrer com possíveis consequências desagradáveis no futuro?
Cuidado! Pois você pode estar, realmente, se preocupando demais e afetando a sua saúde mental e física. Se você é uma pessoa tensa, preocupada e ansiosa, o transtorno de ansiedade generalizada (TAG) pode ser o seu diagnóstico.
Esses são os principais sintomas de uma pessoa que tem TAG, um estágio de ansiedade avançada, que atinge de 2 a 3% da população mundial, principalmente as mulheres.
Mente sã, corpo são
Quem já ouviu falar em poder da mente?
Ela tem o poder de deixar as pessoas desnorteadas e também pode prejudicar a nossa saúde física. É o que acontece no transtorno de ansiedade generalizada, além da pessoa ficar focada na preocupação diária, a doença provoca palpitações, falta de ar, náuseas, problemas de concentração, e dificuldades de pegar no sono.
Como já falamos o corpo também fica tenso, a pessoa também se sente mais cansada, além dos tremores atrapalharem sua vida. O medo também se torna cada vez mais presente nessas pessoas, que podem desenvolver problemas cardiovasculares, resultantes da depressão e do estresse.
A busca de ajuda
Segundo estudos, as pessoas que sofrem com o transtorno de ansiedade generalizada demoram cerca de 15 anos para procurarem ajuda, pelo fato delas acreditarem que o nível de preocupação delas é normal.
Para saber se você é uma pessoa hiper preocupada, o Blog da Saúde disponibiliza pra você um teste para saber qual é o seu nível de preocupação e se você precisa de tratamento. Leia as questões a abaixo e responda:
1 para nunca;
2 para às vezes;
3 para frequentemente.
Some os pontos e confira o resultado no fim do questionário:
1) Toca o telefone e o primeiro pensamento que lhe vem à cabeça é de que lá vem uma péssima notícia?
2) A hora de deitar é um problema por causa da sua dificuldade para pegar no sono?
3) Há cerca de seis meses você tem sentido palpitações cardíacas?
4) Sente dores musculares?
5) A concentração tem se tornado difícil?
6) A viagem de férias está planejada, mas você teme não conseguir pagar as contas?
7) Foi anunciado que haverá corte na empresa e você, mesmo sem nenhum sinal da chefia, tem certeza de que será demitido?
Resultado:
Abaixo de 14 pontos: Baixo
Você leva a vida numa boa. Sabe que um pouco de adrenalina faz muito bem e gera um nível de preocupação saudável. Esse hormônio tem, de fato, uma função adaptativa, ou seja, melhora a nossa performance. Nesse estágio, a apreensão é o que dá energia para levarmos um dia a dia normal e criativo. É o que nos força a estudar até mais tarde para a prova e a criar estratégias para um desenlace positivo.
Acima de 14 pontos: Alto
Opa, entrar em parafuso assim pode comprometer sua saúde. E nem ajuda a resolver os problemas. Reflita sobre uma coisa: ansiedade não é sinônimo de ser responsável.
Tratamento
Agora que você já fez o teste, se seu nível de preocupação está alto, você precisa de ajuda. A solução pode estar na acupuntura, no alongamento dos músculos e na prática de atividades físicas. Se preferir, você pode se submeter à terapia cognitiva comportamental, o que vai ajudá-lo a descobrir o que te preocupa tanto.
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janeiro 26, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Mental
Existe diferença entre pessoas tristes e depressivas, algumas pessoas podem achar que é a mesma coisa, esse é o diagnóstico normal de alguém que não sofre com esse problema. Estar deprimido é muito diferente de estar triste. A depressão requer tratamento com um especialista, a tristeza é passageira e depende de fatos que ocorrem durante o dia de determinada pessoa.
A depressão afeta o humor da pessoa, e faz com que ela sinta uma tristeza absurda, além de não ter vontade de fazer atividades diárias normais, ter uma alteração no sono, e na alimentação.
O tratamento ideal para as pessoas que sofrem com esse mal não é a conversa com um amigo, e sim uma consulta com um especialista que vai saber analisar seu problema e medicá-lo corretamente.
As causas são várias, pode ser por conta de um fato pessoal que marcou a vida da pessoa, como a morte de alguém, fim de um relacionamento, problemas familiares; ou por fatores genéticos.
Número um, com batata. Acompanha depressão?
O título pode soar estranho, mas a brincadeira tem tudo a ver com a depressão. Uma descoberta chama atenção para a relação dos hábitos alimentares e as doenças mentais. Cientistas londrinos e franceses descobriram que a alimentação baseada em carnes processadas, gorduras trans e saturadas, que possuem corantes e conservantes, pode estar relacionada ao risco de desenvolver quadros depressivos.
O estudo foi feito com 3.500 homens, que foram observados durante cinco anos. Segundo os cientistas, ainda não é possível afirmar com certeza porque esse processo acontece, mas a hipótese é de que a ingestão de alimentos desse tipo pode causar maior risco de inflamação e de doenças cardíacas que estão relacionadas com a depressão.
Hábitos saudáveis e exclusão de ingestão de alimentos industrializados fazem bem ao corpo e são benéficos também para a saúde mental.
“Se for para escolher fast, troque o food por health”
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dezembro 30, 2009 por Blog da Saúde
Em: Saúde Mental
Você costuma observar o comportamento de seus filhos ainda pequenos? Seus comportamentos são normais?
A pergunta é pertinente e serve de alerta para os pais. Crianças podem manifestar sintomas de doenças mentais, que quando tratadas de acordo com a idade dos pequenos pode torná-los um adulto melhor e livre dessas doenças.
Cenário
- Uma em cada vinte crianças tem algum tipo de doença mental que pode se manifestar a partir dos 14 anos;
- A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que em 2020 a depressão será a segunda maior causa de incapacitação médica no planeta.
Entre as patologias mentais mais comuns entre crianças e adolescentes estão a ansiedade, autismo, alterações do humor e déficit de atenção. Apesar de não terem tanta responsabilidade como um adulto, a garotada também pode sofrer com a depressão.
O estado depressivo pode acontecer como conseqüência a diversos fatores. Por isso cabe aos pais ficarem atentos. Comece a observar mais seus filhos e seus comportamentos e não tenha vergonha ou preconceito de consultar um profissional da área psicológica.
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dezembro 7, 2009 por Blog da Saúde
Em: Saúde Mental
Qual a maneira correta de se diagnosticar uma doença mental? Quais são os parâmetros? Será que os profissionais de saúde confundem sintomas? Ou pior, será que a referência de estudo desses profissionais está equivocada? O professor David Goldberg, do King’s College de Londres foi entrevistado na última semana pelo jornal Folha de São Paulo.
Na entrevista, o renomado psiquiatra britânico lembra que seus colegas de profissão precisam abandonar o hábito de subdividir transtornos como depressão e ansiedade em subtipos incontáveis, bem como evitar incluir comportamentos normais como sintomas de doença.
Acompanhe a entrevista do profissional à Folha de São Paulo abaixo.
Quais são as mudanças que o sr. está propondo para a classificação de doenças mentais?
Temos transtornos muito relacionados uns com os outros, em diferentes capítulos das duas classificações. Se você tem um transtorno em dois ou mais capítulos, significa que você tem duas ou três doenças completamente diferentes. Acho isso estúpido, porque há apenas variações pequenas de sintomas que distinguem um transtorno do outro. Estou me referindo aos transtornos emocionais, que incluem as depressões unipolares simples, os estados de ansiedade, os transtornos de medo e os de ordem somática. Essa distinção clara entre doenças não existe na natureza. Você só pode fazer diagnósticos ignorando alguns sintomas, então seria melhor se os médicos apenas descrevessem os sintomas gerais que as pessoas têm nesse grupo de transtornos. Hoje, os psicólogos já fazem isso, falam em coisas como “transtorno de pânico com ansiedade geral” ou “agorafobia com pânico” e combinações de transtornos de medo. Nós poderíamos fazer o mesmo. Por que não falamos em “depressão ansiosa”, que é o tipo mais comum de transtorno, ou “ansiedade com sintomas somáticos”, se essas são as combinações que se costuma encontrar?
No Brasil, a comunidade acadêmica usa mais o DSM, enquanto as autoridades de saúde usam a CID. Isso não gera confusão?
A CID tem três diferentes versões. Uma delas é a versão acadêmica, que é uma “cópia xerox” do DSM. É um xerox muito malfeito, porém, porque há 78 diferenças entre a maneira como ambos definem doenças mentais. É preciso harmonizar essas diferenças, porque ter um diagnóstico definido de duas maneiras diferentes deixa todo mundo louco.
Alguns psicólogos creem que se diagnostica depressão em pessoas com um tipo normal de tristeza. O DSM e a CID têm culpa nisso?
Com relação ao DSM, há uma tendência de incluir no manual aquilo que se chama de depressão subclínica, abaixo do limiar [para ser considerada transtorno]. Eu me oponho a isso rigorosamente porque não gosto de medicalizar estados de tristeza moderada pelos quais todos passamos. Os pacientes querem saber se existe uma intervenção que vai ajudá-los. Não existe evidência de que, em se tratando da depressão subclínica, eles serão ajudados com uma droga.
Outro ponto do DSM sobre o qual há controvérsia é o TDAH (Transtorno do Deficit de Atenção e Hiperatividade). Alguns psicólogos dizem que crianças desatentas, porém normais, têm sido diagnosticadas e tratadas com ritalina.
É um risco opinar sobre algo que ocorre em outros países [como os EUA], mas minha impressão é que há diagnóstico em excesso. Mas o que me preocupa mais são as drogas letalmente ativas que estão sendo usadas para tratar crianças hiperativas. Fico alarmado quando crianças as tomam.
Isso não seria problema se a ritalina não fosse tão usada?
A ritalina é muito eficiente para hiperatividade, não é o caso de bani-la. Muitos professores primários se recusam a ter algumas crianças em suas salas a menos que elas tomem ritalina. Do ponto de vista do ensino, ela é defensável.
Quanto ao excesso de diagnósticos, se a culpa não é do DSM, são os psiquiatras americanos que estão exagerando?
Há pessoas que não são americanas e se interessam em transtornos subclínicos. Elas querem identificá-los e atribuir-lhes códigos numéricos com aparência científica. Você tem de limitar o que define como doença mental, e o melhor meio de fazer isso é rotular apenas coisas para as quais haja evidência de que tratamentos ativos sejam melhores do que placebos. As evidências são pobres de que a depressão subclínica, por exemplo, é afetada pelo tratamento.
Se perguntar a adolescentes sobre seus hábitos alimentares, aqueles que poderiam ser chamados de transtornos alimentares subclínicos são muito mais comuns do que a bulimia e a anorexia nervosa completas. Muitos estão sendo diagnosticados com “transtornos alimentares não classificados”. Se você quer impedir esses transtornos de se desenvolverem, é preciso reconhecer que eles existem em um grau subclínico, sem necessariamente chamá-los de doenças. O que importa é que a criança e a família recebam bons conselhos. Há áreas em que olhar para os transtornos subclínicos é útil, do ponto de vista preventivo.
Os manuais ainda incluem transtornos de conduta sexual?
Sim. É útil ter nomes para transtornos para os quais existe um bom tratamento. Um dos aspectos positivos sobre problemas sexuais é que geralmente eles são tratáveis.
Os psiquiatras têm mostrado vontade de mudar a CID?
Nem todo mundo agirá em favor de uma nova classificação, mas é interessante ver como as classificações mexem com a visão dos médicos. Eles veem o mundo por categorias descritas nas grandes classificações, e acho que simplificá-las seria importante para eles e para a humanidade.
Qual a sua opinião a respeito do assunto? Você já chegou a confundir sintomas? Comente.
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outubro 13, 2009 por Blog da Saúde
Em: Saúde Mental
O transtorno bipolar afetivo é essencialmente caracterizado por períodos emocionais intensos e inconstantes. Os portadores do distúrbio oscilam entre a mania e depressão, e freqüentemente, não reconhecem que estão doentes.
A fase de mania é assinalada por sensações de extrema alegria e euforia, por isso, seus sintomas são bastante negligenciados pelos próprios portadores da doença. Neste período, o comportamento inquieto e destemido toma uma magnitude tão grande que chega a atrapalhar a vida em sociedade.
Já durante a depressão ocorre o inverso. Tristeza, lentidão e dificuldades em geral são aspectos vigentes neste estado. Nesta fase, o bipolar não tratado adequadamente sofre grande risco de cometer suicídio.
Ambas podem durar dias ou até mesmo anos e não precisam acontecer de maneira intercalada, onde a noção do universo fica distorcida pelo descontrole e variação do humor.
A psicóloga portadora da doença, Kay Jamison acredita que o controle de suas crises, através de medicamentos, resultou na melhora de seu desempenho, tanto na vida profissional como na vida pessoal. Já o grande pintor norueguês, Edvard Munch, que também era psicótico, temia que o tratamento pudesse reduzir ou suprimir seu potencial. Hoje, sabemos que o tratamento com medicamentos e acompanhamento especializado é imprescindível.
Embora as causas ainda sejam pouco definidas, a maior parte dos bipolares possui parentes com o mesmo distúrbio. Por isso, a doença é de origem genética, mas desencadeada por aspectos externos, como traumas, decepções, etc. Deve-se, porém, tomar bastante cuidado, pois seu diagnóstico é muitas vezes confundido com esquizofrenia, déficit de atenção, ou simplesmente, depressão.
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outubro 6, 2009 por Blog da Saúde
Em: Saúde Mental
Qual a relação entre os alimentos que consumimos e nosso estado de espírito? Pesquisa recente publicada na edição de outubro do “Archives of General Psychiatry” demonstra que das pessoas submetidas a avaliação, 30% apresentaram chances mínimas de desenvolver depressão por conta da alimentação. A dieta foi baseada em nove itens: ingestão de gorduras monoinsaturadas em comparação às saturadas, consumo moderado de álcool e laticínios, baixa ingestão de carne vermelha e alto consumo de legumes, frutas, cereais, nozes, castanhas e peixes.
O que acontece no cérebro?
Quando consumimos alimentos que contém ácido graxo há maior fluidez das membranas dos neurônios, o que contribui para melhor comunicação entre eles e o decorrente equilíbrio das emoções. Entenda mais na figura ilustrativa abaixo:
Agora que você já sabe dos benefícios da boa alimentação garanta a boa forma e espante a tristeza!
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setembro 14, 2009 por Blog da Saúde
Em: Saúde Corporativa
Por Rosa Eugênia de Freitas Pinto
Percebo que muitos já se sentiram incomodados, melancólicos e angustiados ao pensar em mais um dia de trabalho, pois terão que lidar com chefes intransigentes, arrogantes, prepotentes, que farão exigências irreais, que muitas vezes usam de autoridade para humilhar, ofender e até mesmo perseguir alguns funcionários.
Ambientes de trabalho onde convivemos com pessoas mal humoradas, mal educadas, irritadas, maliciosas, desmotivadas, descontentes com a vida e com o trabalho, que estão sem paciência, sem tolerância e até agressivas.
Como se já não bastasse toda cobrança, desafios e competição ainda existem o medo de perder o emprego e a insegurança de não corresponder às expectativas da corporação.
Imaginem o tamanho da dor emocional (emoções tóxicas) que acomete as corporações? Muitas vezes não conseguimos perceber a dor que criamos nas pessoas estipulando prazos,tomando decisões severas e agindo impulsivamente ou agressivamente. Percebam como o comportamento das pessoas que trabalham a nossa volta podem nos afetar positivamente ou negativamente. A dor emocional está muito presente nas corporações.
Um cérebro cansado e estressado gera falta de concentração, falta de memória e menor produtividade, por isso as nossas empresas estão cada vez mais expostas ao absenteísmo. Nessa era globalizada, a ansiedade está instalada em nossa cultura, pois tudo acontece muito rapidamente causando danos à saúde de toda população.
Ansiedade – sintomas:
É uma perturbação psíquica caracterizada por um estado quase constante de:
• Inquietação;
• Preocupação;
• Angústia;
• Intranquilidade;
• Desassossego;
• Medo.
Provoca no indivíduo um mal estar e uma tensão constante, com “medo de algo” que ele não conhece nem sabe definir. As pessoas sentem-se intranquilas e inseguras diante das situações à sua volta, não sabendo identificar nem definir o que está acontecendo.
Algumas pessoas queixam-se da dificuldade de dormir, sensações corpóreas como transpiração, taquicardia, transtornos respiratórios, dores de estômago, má digestão, cefaléia, perturbações intestinais e outras alterações do sistema nervoso autônomo.
Percebe-se a ansiedade em vários transtornos, exemplo: síndrome do pânico, fobias, alguns casos de depressão, no TOC e na bipolaridade. Existem vários tipos de fobias:
• Agorafobia – medo de espaços abertos;
• Amaxofobia – medo de andar de carro;
• Atelofobia – medo da imperfeição;
• Claustrofobia – medo de lugares fechados;
• Glossofobia – medo de falar em público.
Trataremos nesse momento da fobia social, que acomete hoje de 10% a 15% da população.
Fobia social – sintomas: É a intensa ansiedade gerada quando o paciente é submetido à avaliação de outras pessoas. Concentra-se sob tarefas ou circunstâncias bem definidas. Sentir-se acanhado quando se é observado; Considera-se esta vergonha ou timidez como sendo patológicas a partir do momento em que a pessoa sofre algum prejuízo pessoal por causa dela, como deixar de concluir um curso ou uma faculdade por causa de um exame final que exige uma apresentação pública ou diante de avaliadores.
Tremores, sudorese, dificuldade para falar, mal estar abdominal, diarréia, tontura, falta de ar, vontade de sair do local onde se encontra o quanto antes; dificuldade ao falar em público, dificuldade em dirigir quando se percebe observado, dificuldade ao ser observado durante as refeições, de ser fotografado ou filmado, de usar banheiros públicos, etc.
Veja, uma saúde emocional precária prejudica a vitalidade das relações, afeta o desempenho das pessoas e leva à queda de produtividade da corporação. Em suma, a dor emocional existe e custa muito caro. Onde iremos chegar? Como será o futuro de nossas corporações?
Percebam que há uma mensagem nisso tudo! Quando estamos prestes a perder algo, corremos, vamos mudar isso agora. É hora de reverter esse quadro, resgatar o capital humano, onde a corporação se responsabilize em manipular de maneira muito positiva as toxinas impregnadas em seus funcionários, e estes, por sua vez, usando essas novas ferramentas saberiam gerenciar melhor suas emoções proporcionando um bem-estar para si e aos que estão a sua volta.
“Na era da sabedoria, o profissional que desenvolver qualidades de aprendizado social certamente dominará o diferencial e terá a capacidade inovadora de se relacionar de forma empática com os demais.”
*Rosa Eugênia é Psicóloga especializada em psicanálise e doenças psicossomáticas. Clinica há mais de 20 anos, pesquisa o comportamento contemporâneo e é palestrante nas áreas de saúde e indústria farmacêutica. Atualmente seu atendimento clínico tem foco na psicologia do mundo globalizado (o Eu atual) e com o projeto Sustentabilidade Emocional.
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agosto 25, 2009 por Blog da Saúde
Em: Saúde Mental
Perder alguém que amamos, seja por qualquer razão, abala tanto nossas estruturas emocionais quanto físicas. Momentos de instabilidade emocional fazem parte da nossa vida. Um estudo americano da Universidade de Chicago sugere que o stress físico causado pela perda de um cônjuge, por exemplo, continua muito tempo depois que as feridas emocionais se curam.
Isso acontece porque à partir do momento que percebemos que um relacionamento não vai bem ou somos acometidos por notícia de doença grave nas pessoas que amamos nosso nível de stress sobre muito. O resultado então são noites mal dormidas, perda de apetite e possível depressão.
Todas essas atitudes, ao longo do tempo podem se reverter em problemas crônicos de saúde como doenças cardiovasculares, diabetes e até câncer. É necessário entender que o sofrimento faz parte da condição humana e é necessário cuidado para que isso não se torne um vício e, com isso, comprometa nossa saúde e nosso convívio social.
Conversamos com Maria Luiza Pires, psicoterapeuta, médica e auditora médica da Bradesco Saúde no Hospital Israelita Albert Einstein. Nesta breve entrevista a profissional destaca pontos importantes do comportamento que devem ser observados. Confira:
1) Em que momento podemos perceber que a tristeza pela perda “passa dos limites”?
Sofrer é uma realidade que diz respeito a todos nós. A tristeza por uma perda é algo inevitável na vida das pessoas. Perdemos amigos, parentes, e tantas outras coisas que podemos lembrar e enumerar nas nossas vidas. No entanto, apesar do sofrimento fazer parte da condição humana, é preciso ficar atento para o sofrimento evitável, que não necessitaria fazer parte da vida cotidiana. A tristeza ou o sofrimento que “passou dos limites” pode ser evidenciado quando o mesmo causa isolamento social, depressão, pensamentos obsessivo-compulsivos e ansiedade disfuncional (gasta-se muita energia para pouco ou nenhum resultado). No capítulo 3 do nosso livro relatamos alguns casos para exemplificar esta condição.
2) Há alguma predisposição psicológica que favoreça este diagnóstico de depressão?
Sofrer em demasia pode estar camuflado em alguns quadros psicodinâmicos. É importante perceber quando isso acontece para poder encaminhar a pessoa a um especialista / psiquiatra para uma avaliação e receber tratamento medicamentoso se for o caso. Do ponto de vista daqueles viciados em sofrimento, podemos dizer que o adulto sofrente de hoje foi uma criança que se sentiu pouco amada, reprimiu seu desejo de ser cuidada e perpetuou sentimentos de vergonha, inferioridade e inadequação, estruturando uma forma sofrida de viver.
3) O meio em que vivemos, nossas crenças e a maneira como somos educados por nossos pais influencia a percepção e reação sobre as situações adversas?
Hoje vivemos no que chamamos de mundo contemporâneo ou sociedade pós-moderna, que pode ser definida basicamente pelo cientificismo, abandono do ideal de reflexão/contemplação e exaltação do mercado e busca da felicidade individual. Somos influenciados pela ideologia capitalista do consumo e do acúmulo, tanto de bens materiais quanto de informações e novidades tecnológicas: o homem de hoje esta cada vez mais ansioso e desconectado do universo. A competitividade e o materialismo exacerbados, a perda da tradição e a velocidade acelerada em que vivemos conduziram ao individualismo e ao hedonismo. Neste contexto, predominam a inseguranca, a sensação de vazio e a falta de sentido na vida.
4) Qual a melhor orientação para tratamento? As pessoas de convívio comum podem ajudar? Como?
A melhor opção é procurar auxílio especializado na psicoterapia. O processo terapêutico permite a desconstrução de padrões comportamentais e pode ser a chave para um trabalho de conscientização. Obviamente a presença de amigos e a convivência em grupos sociais é importante, porque pode proporcionar o surgimento de novos modelos relacionais e favorecer uma nova sociometria. O apoio da família também é fundamental para evitar o isolamento e a sensação de abandono. Entendemos o ser humano como um ser relacional em que o conhecimento de si e do mundo se apoia no processo de complementariedade e de interdependência com o outro.
Estima-se que no Brasil cerca de 12% dos homens e 20% das mulheres terão algum nível de depressão em alguma fase da vida. Em geral, nos serviços de atendimento primários a incidência de depressão varia de 10% a 15% dos pacientes avaliados. O falso diagnóstico pode ocorrer quando o paciente apresenta sintomas facilmente confundíveis com depressão – caso de uma tristeza profunda por uma perda importante ou estresse.
Isso pode levar a tratamentos desnecessários. O livro mencionado na entrevista chama-se “O Sofrimento como vício – Entenda e supere essa dinâmica”. A publicação, de autoria da Dra. Maria Luiza e Dirce Fátima Vieira foi lançado no último dia 11 de agosto e esta disponível nas principais livrarias.
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