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Malditos mosquitos

Já notou a hashtag #malditosmosquitos nos trending topics do twitter? Pois é! Depois de ser diagnosticado com dengue, o fenômeno Ronaldo soltou essa no microblog:

E quando se trata do ex-jogador, claro que a hashtag foi parar nos trending topics!

Mas, calma aí, por que o Blog da Saúde está falando sobre uma celebridade? É porque a gente espera que depois de perceber que nem o Fenômeno escapa das picadas do maldito mosquito da dengue, formalmente conhecido como Aedes aegypti, as pessoas se conscientizem e se previnam contra essa doença!

Ronaldo deve ter notado vermelhidão na pele, tido febre alta, sentido dores pelo corpo e indisposição. Ao notar essas mudanças no corpo deve ter pensado “Opa! Tem algo errado aqui”. Tinha mesmo, pois esses são alguns dos sintomas da dengue. Eles aparecem de uma hora para outra e podem durar de 5 a 7 dias. Ainda bem que ele percebeu logo os sintomas, já que essa doença deve ser tratada com rapidez para evitar os quadros mais graves.

No hospital (de onde Ronaldo twittou a hashtag), o tratamento contra a dengue requer muito repouso, hidratação do corpo com bastante água, chá e sucos, e uso de medicamentos antitérmicos indicados pelo médico. Vacinas contra a dengue ainda estão em desenvolvimento e sendo testadas.

Para não precisar começar o ano dentro de um hospital em repouso, a melhor coisa a fazer é se prevenir. O grande alvo é impedir a proliferação do mosquito. A dica é manter recipientes, como caixas d’água, barris, tambores tanques e cisternas devidamente fechados. E não deixar água parada em locais como: vidros, potes, pratos e vasos de plantas ou flores, garrafas, latas, pneus, panelas, além de outros locais em que a água da chuva é coletada ou armazenada. Segue abaixo algumas dicas dadas pelo Ministério da Saúde (clique para ampliar):

Cartilha do Ministério da Saúde (2007-2008)

Em situações de epidemia de dengue, o método de combate mais usado contra a reprodução do mosquito é a aplicação de inseticidas, mas a maioria desses produtos é tóxica. Cientistas da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de São José do Rio Preto (SP) descobriram que a cafeína é fatal para o desenvolvimento da larva do Aedes aegypti. No estudo, elas verificaram que quanto maior a concentração de cafeína na água parada contida em vasos, ralos e plantas, menor o tempo de vida das larvas. De acordo com as cientistas, foi registrada uma taxa de mortalidade de 100%. Nenhuma das larvas conseguiu chegar ao último estágio de desenvolvimento.

Pelo menos, o ex-jogador já teve alta e logo mais estará completamente disposto e saudável novamente.

E você, não deixe para tratar da dengue mais tarde, outro dia, ou quando alguém próximo de você ficar doente! Comece já.

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O verão aproxima-se e traz consigo os fatores ideais para a proliferação do mosquito da dengue: calor e chuva. Outras pragas domésticas também encontram o ambiente perfeito no típico verão brasileiro.

A Proteste resolveu testar os inseticidas em aerossol para ver se as marcas cumprem o que alegam. Boas notícias! Todos os produtos testados matam o mosquito da dengue, e um, em especial, mata até mesmo as larvas do mosquito.

Resultados

Na avaliação contra o mosquito da dengue, todas as marcas testadas eleminaram 100% dos mosquitos em menos de 24 horas. São elas: Fort, Baygon, Raid Protector, Raid Multi, Raid Casa & Jardim, Mat Inset, Jimo Anti-Set, Mortein, SBP Mosquito da Dengue, SBP Multi Inseticida, SBP Casa & Jardim, SBP Citronela, SBP Eucalipto.

Mas vale destacar que o Jimo Anti-Inset e o Mortein Power Guard Multi Ação levaram 20 minutos para matá-los, tempo suficiente para que eles transmitam a doença.

Eficaz contra as larvas do Aedes aegypti

Como o Mat Inset Mata Dengue é o único produto disponível no mercado que afirma matar as larvas do mosquito transmissor da dengue, a Proteste avaliou sua eficácia separadamente.

O produto levou cinco minutos para eliminar 50% dos mosquitos e 24 horas para matar todos eles. Ao testarem seu desempenho para eliminar as larvas, passadas 24 horas, todas elas estavam mortas. Logo, o produto é realmente eficaz contra o mosquito da dengue e suas larvas. E pode ser uma boa opção para jardins, onde é mais comum ocorrer acúmulo de água.

Mas lembre-se: não é apenas com inseticida que se combate o Aedes aegypti. Você não pode facilitar a formação de criadouros do mosquito, deixando a água parada.

Para saber o resultado da ação dos inseticidas sobre a barata rasteira, a barata voadora e a mosca, veja o estudo completo.

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O verão aproxima-se e o período é propício para a proliferação dos mosquitos da dengue. Isto é, se nós deixarmos.

Só em São Paulo, um mapeamento do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) e da Sucen (Superintendência de Controle de Endemias), apontou 283 (43%) dos municípios paulistas como de risco alto ou muito alto para a ocorrência de dengue no próximo verão.

A classificação levou em conta fatores como histórico de transmissão da doença e índices de infestação de larvas do Aedes aegypti, por exemplo. Por enquanto, ainda não está disponível a vacina contra a doença, mas os testes têm sido animadores.

Vacina contra a dengue

As novidades e os desafios no desenvolvimento da vacina contra a dengue serão apresentados durante a 13ª Jornada Nacional e 3ª Jornada Paulista de Imunizações, entre os dias 26 e 29 de outubro, em São Paulo.

Segundo informações do médico e professor de pediatria Luiz Carlos Rey, somente uma das vacinas que estavam sendo desenvolvidas passou para a fase 3, ou fase de testes clínicos.

“Todas as pesquisas clínicas com outras vacinas atenuadas contra dengue foram descontinuadas nas fases 1 ou 2. Há outras vacinas em vias de serem produzidas, tanto vivas (manipuladas geneticamente) quanto inativadas, entretanto elas irão demorar um pouco mais para chegar à fase 3”, adiantou o médico, que participa do evento da SBIm no dia 29 de outubro.

Os resultados dos estudos clínicos têm sido animadores, já que demonstram imunização duradoura após a aplicação de três doses da vacina, e baixa capacidade reatogênica (geração de efeitos colaterais). Os estudos estão sendo realizados em países do sudeste da Ásia e da América Latina como México, Porto Rico, Honduras, Colômbia e Brasil.

“A vacina deve chegar ao mercado em 2015”, antecipa Luiz C. Rey. Para o próximo verão, as previsões de uma epidemia de grandes proporções são assustadoras. O vírus do tipo 1 voltou depois de 20 anos. No início deste ano, apareceu pela primeira vez o do tipo 4.

Estados em que é preciso redobrar o alerta

O relatório do Ministério da Saúde 2010-2011 aponta os estados com risco muito alto da doença: Rio de Janeiro, Amazonas, Amapá, Maranhão, Piauí, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Sergipe e Bahia. Onde há risco alto são os estados do Pará, Mato Grosso, Tocantins, Minas, Espírito Santo, São Paulo e Paraná.

No início de 2011, os casos graves da doença no Nordeste, a segunda região mais populosa do país, foram 16% do total nacional, sendo que em Pernambuco foram registrados 116 casos, no Ceará 109 e no Rio Grande do Norte 74.

De acordo com Luiz C. Rey, que é pesquisador associado do Instituto de Biomedicina da Universidade Federal do Ceará, o estado ficou durante décadas com o sorotipo DEN-2 e depois com o DEN-3. “O sorotipo 4 ainda não tem importância epidemiológica por aqui, ele limita-se ao Norte”, disse.

Números da doença no NORDESTE

Em 2009 o Ceará foi um dos estados mais atingidos por epidemias de dengue. Em 2010 e 2011 o número TOTAL de casos reduziu e com isso diminuiu também a entrada do vírus 1. Entretanto, a incidência da doença vem aumentando em Fortaleza – o número de casos em 2011 já é cinco vezes maior que o registrado em 2010, quando foram confirmados 27.618 casos. Atualmente a cidade é responsável por 70% dos casos e metade dos óbitos por dengue no estado.

Um dos principais problemas de saúde pública no mundo

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que entre 50 a 100 milhões de pessoas se infectem anualmente em mais de 100 países de praticamente todos os continentes (a exceção é o continente europeu). Cerca de 550 mil doentes necessitam de hospitalização e 20 mil morrem em consequência da doença.

É importante lembrar que o objetivo da vacina é fazer a prevenção do adoecimento, uma vez que a redução da circulação do mosquito Aedes aegypti está a cargo da população por meio de medidas educativas incentivadas pelas políticas públicas.

Para o médico Renato Kfouri, presidente da SBIm Nacional, “o controle da transmissão do vírus da dengue se dá essencialmente no âmbito coletivo e exige um esforço de toda a sociedade”, afirma. Ele considera ainda prioridade prevenir sempre, uma vez que não existe nenhuma evidência técnica de que a erradicação do mosquito seja possível em curto prazo.

O médico Luiz Carlos Rey (CE) faz palestra no dia 29/10 com o tema Dengue e as novas perspectivas de vacinas, durante as Jornadas de Imunizações da SBIm, que já falamos por aqui.

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A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo identificou, pela primeira vez no Estado, a circulação do vírus do tipo 4 da dengue. O caso é de uma moradora do município de São José do Rio Preto, que já está curada. A paciente não tinha histórico de viagem recente a outros estados.

Amostras de sangue da paciente analisadas pelo Instituto Adolfo Lutz, ligado à Secretaria, deram positivas para dengue 4, em exames de prova e contraprova. Até hoje o Estado de São Paulo tinha registrado transmissão dos vírus do tipo 1, 2 e 3.

Com um novo tipo de vírus da dengue em circulação, há naturalmente maior número de pessoas suscetíveis a desenvolver a doença após contraí-lo. Os pacientes infectados uma vez pelos vírus 1, 2 ou 3 ficam imunes àquele vírus, mas não aos demais.

Os sintomas da dengue, entretanto, são os mesmos para os quatro tipos de vírus: febre alta, dores de cabeça, cansaço, dor muscular e nas articulações, indisposição, enjôos, vômitos e manchas vermelhas na pele, acompanhadas ou não de dores abdominais e sangramentos espontâneos.

Os pacientes com esses sintomas devem hidratar-se, não tomar remédios por conta própria e procurar imediatamente orientação médica em uma Unidade Básica de Saúde.

Todo mundo no combate

A Secretaria, por intermédio do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), está comunicando os serviços de vigilância epidemiológica municipais para que estejam atentos a possíveis novos casos suspeitos de dengue do tipo 4.

A circulação do novo vírus, entretanto, não altera a rotina do trabalho de controle de vetores (combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue) ou do manejo clínico de casos suspeitos de dengue nos serviços de saúde.

Semana estadual

A Secretaria iniciou nesta segunda-feira, 4 de abril, a Semana Estadual de Combate à Dengue. Cerca de 25 mil agentes foram mobilizados para uma série de atividades especiais que irá acontecer nos municípios paulistas até a próxima sexta-feira, com objetivo de alertar a população sobre a importância de eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti.

Por todo o Estado serão realizadas atividades de intensificação de busca e eliminação de focos do mosquito casa a casa, orientação para a população, vistoria de escolas, pedágios educativos e arrastões, entre outras ações.

Casos

Balanço preliminar da Secretaria aponta que de janeiro a março deste ano foram notificados pelos municípios paulistas 10,3 mil casos de dengue, por intermédio do Sinan (Sistema de Informações de Agravos de Notificação). O número é 94% inferior ao registrado no primeiro trimestre de 2010, quando houve 108,2 mil casos.

Houve nos três primeiros meses do ano seis óbitos por dengue no Estado, dos quais dois importados e quatro autóctones. As mortes por dengue autóctone foram de pacientes moradores das cidades de Taubaté (2), Andradina e Ribeirão Preto.

Tipo 4 da Dengue detectado pela primeira vez em São Paulo

A Nota oficial da Secretaria de Saúde de SP traz todas as informações sobre o caso.

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo identificou, pela primeira vez no Estado, a circulação do vírus do tipo 4 da dengue. O caso é de uma moradora do município de São José do Rio Preto, que já está curada. A paciente não tinha histórico de viagem recente a outros estados.

Amostras de sangue da paciente analisadas pelo Instituto Adolfo Lutz, ligado à Secretaria, deram positivas para dengue 4, em exames de prova e contraprova. Até hoje o Estado de São Paulo tinha registrado transmissão dos vírus do tipo 1, 2 e 3.

Com um novo tipo de vírus da dengue em circulação, há naturalmente maior número de pessoas suscetíveis a desenvolver a doença após contraí-lo. Os pacientes infectados uma vez pelos vírus 1, 2 ou 3 ficam imunes àquele vírus, mas não aos demais.

Os sintomas da dengue, entretanto, são os mesmos para os quatro tipos de vírus: febre alta, dores de cabeça, cansaço, dor muscular e nas articulações, indisposição, enjôos, vômitos e manchas vermelhas na pele, acompanhadas ou não de dores abdominais e sangramentos espontâneos.

Os pacientes com esses sintomas devem hidratar-se, não tomar remédios por conta própria e procurar imediatamente orientação médica em uma Unidade Básica de Saúde.

Todo mundo no combate

A Secretaria, por intermédio do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), está comunicando os serviços de vigilância epidemiológica municipais para que estejam atentos a possíveis novos casos suspeitos de dengue do tipo 4.

A circulação do novo vírus, entretanto, não altera a rotina do trabalho de controle de vetores (combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue) ou do manejo clínico de casos suspeitos de dengue nos serviços de saúde.


Semana estadual

A Secretaria iniciou nesta segunda-feira, 4 de abril, a Semana Estadual de Combate à Dengue. Cerca de 25 mil agentes foram mobilizados para uma série de atividades especiais que irá acontecer nos municípios paulistas até a próxima sexta-feira, com objetivo de alertar a população sobre a importância de eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti.

Por todo o Estado serão realizadas atividades de intensificação de busca e eliminação de focos do mosquito casa a casa, orientação para a população, vistoria de escolas, pedágios educativos e arrastões, entre outras ações.

Casos

Balanço preliminar da Secretaria aponta que de janeiro a março deste ano foram notificados pelos municípios paulistas 10,3 mil casos de dengue, por intermédio do Sinan (Sistema de Informações de Agravos de Notificação). O número é 94% inferior ao registrado no primeiro trimestre de 2010, quando houve 108,2 mil casos.

Houve nos três primeiros meses do ano seis óbitos por dengue no Estado, dos quais dois importados e quatro autóctones. As mortes por dengue autóctone foram de pacientes moradores das cidades de Taubaté (2), Andradina e Ribeirão Preto. 

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Os novos casos da dengue tipo 4 foram identificados em estados como Rio de Janeiro, Piauí, Bahia, Amazonas, Pará e Roraima. Autoridades acreditam que a disseminação deste tipo do vírus seja previsível no país. Somado a isso está o fato da dificuldade de diagnóstico por parte dos profissionais de saúde.

Por isso, é indispensável que cada pessoa faça sua parte no combate e que haja organização do sistema de saúde para atendimento rápido aos pacientes.

O vírus tipo 4 da dengue retornou ao Brasil em agosto de 2010, com 11 casos notificados até o fim do ano, segundo o Ministério da Saúde.

Fora 28 anos sem registro desse tipo de vírus por aqui, que agora pode acompanhar os outros três tipos (1,2,3) – todos apresentam os mesmos sintomas e devem ser tratados da mesma forma, com o cuidado de manter repouso e de hidratar-se bem.

Não há evidências que o tipo 4 seja mais grave que os outros. A maior preocupação é que uma pessoa que já foi infectada tem mais chances de adquirir a forma hemorrágica da doença, que pode ser fatal. Isso porque quem tem dengue cria imunidade apenas para o tipo viral que se infectou.

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Torcemos para que este modo de erradicação seja eficaz. Saiba o que acontece com este mosquito geneticamente modificado quando solto no ambiente.

O mosquito Aedes aegypti modificado gera filhotes que não chegam à fase adulta. Os cientistas misturam material genético de drosófilas (aquelas moscas que ficam nas frutas), ao do mosquito.

A transformação faz com que seus filhotes produzam uma proteína que causa sua morte ainda no estágio larval ou de pupa (a fase de casulo). Os pesquisadores já estão soltando essa versão transgênica do inseto em bairros de Juazeiro (BA).

Trabalho no laboratório

Os embriões são produzidos pela Biofábrica Moscamed, em Juazeiro (BA), e identificados com um marcador fluorescente. Por diferença de tamanho em relação às fêmeas, os machos – que alimentam-se de néctar e sucos vegetais – são isolados antes da fase adulta, quando serão liberados no ambiente.

Eles serão soltos em cinco bairros da cidade. Lá, concorrerão para procriarem com as fêmeas, o que, em longo prazo, deve reduzir a população local dos insetos.

A previsão é de liberação de 50 mil mosquitos por semana nesses locais, e a conclusão do estudo está prevista para 18 meses após o início do procedimento.

Os primeiros 10 mil mosquitos já foram soltos no começo da semana, no bairro de Itaberaba. Amanhã, serão liberados mais 8.000 no mesmo local. A Malásia aderiu a mesma prática recentemente.

Será que a medida tem algum risco?

Não há chance de aumentar a incidência da dengue, já que os mosquitos machos não se alimentam de sangue, por isso não transmitem a doença, e sua única função é copular com as fêmeas – informações da bióloga Margareth Capurro, coordenadora da iniciativa.

Em relação ao possível desequilíbrio ambiental, Capurro afirma também ser praticamente nulo. O A. aegypti não é nativo do Brasil e encontrou um ambiente ideal porque não possui predadores naturais por aqui.

“Os mosquitos transgênicos vivem por aproximadamente sete dias e não deixam descendentes. Para retirá-los da população de insetos do local, basta parar de abastecê-la com novos indivíduos.”

Sem a modificação, o ovo do mosquito da dengue precisa de apenas uma semana para se tornar adulto e transmitir a doença.

Apesar de mais caro, o procedimento pode substituir inseticidas e larvicidas, reduzindo o lançamento de possíveis poluentes no ambiente.

“O que essas substâncias fazem é selecionar indivíduos resistentes, que não morrem com os produtos”, aponta a bióloga.

A iniciativa é coordenada pela bióloga Margareth Capurro, pesquisadora da USP, e foi aprovada pela CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança).

*Via FSP

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São 90 anos de estudo, fases finais de preparação e a corrida pela vacina contra a dengue mira o Brasil.

Conforme informou o OESP, executivos da empresa francesa Sanofi Pasteur vêm ao país em março para tentar fechar acordo com o governo federal que antecipe a distribuição do imunizante.

A escolha pelo Brasil e não pela África, como primeiro local a oferecer a vacina, é devido ao país ter recursos que compensem os investimentos das multinacionais.

Os testes da terceira fase da vacina desenvolvida pela Sanofi serão iniciados neste ano, com 30 mil pessoas. O Brasil fará parte desses testes. Se a eficácia do produto for comprovada, o primeiro pedido de registro e autorização será feito em 2013.

Para a Sanofi, a meta é a de ter o produto no mercado mundial já em 2015 e antes disso no Brasil.

O que está sendo desenvolvido

Outras duas vacinas contra a dengue estão sendo desenvolvidas: uma por meio de uma parceria entre a multinacional GSK e a Fiocruz e outra pelo Instituto Butantã.

No entanto, segundo o Instituto Internacional de Vacinas, a Sanofi tem pelo menos quatro anos de avanço sobre os demais projetos – e a intenção é oferecer o produto antes que o Brasil esteja apto a finalizar sua própria produção.

Em um primeiro momento, nenhuma das empresas terá a capacidade de suprir todo o mercado. A Sanofi deve produzir 100 milhões de doses por ano – mas cada pessoa precisa tomar três doses.

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No mapa de risco para a dengue no Brasil, são 16 estados com risco muito alto de enfrentar epidemia.

O que se viu, até o fim deste mês, foram dois estados confirmando mortes causadas pela doença nas primeiras semanas de janeiro – Amazonas e Mato Grosso – e sete investigando nove óbitos suspeitos.

Para chegar a tais dados, a Agência Brasil fez um levantamento em conjunto com as informações das secretarias de Saúde.

No Amazonas, além do caso confirmado de morte, há outro sob suspeita e 234 pessoas infectadas.

A Secretaria de Saúde de Mato Grosso confirmou a primeira morte por dengue e investiga mais um caso suspeito. De 1º de janeiro até o dia 27, foram 1.084 notificações, sendo cinco consideradas graves.

Mais investigações

As outras mortes sob investigação foram registradas no Maranhão (1), Rio Grande do Norte (2), Espírito Santo (2), em Alagoas (1) e Pernambuco (1). As secretarias da Paraíba, de Sergipe, do Ceará, Tocantins e Rio de Janeiro não registraram óbitos até o momento.

Os estados citados estão na lista dos 16 considerados com alto risco de epidemia de dengue neste verão, que inclui também o Acre, Pará, Piauí e a Bahia. Em 2010, o Brasil teve 550 mortes por dengue e 1 milhão de casos.

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Desde o começo do ano, os pacientes com sintomas de dengue recebem um cartão de identificação quando procuram postos médicos públicos e privados.

Assim, o governo federal pretende monitorar o estado de saúde e tratamento dos pacientes, ao mesmo tempo em que evita diagnóstico errado se a pessoa procurar mais de uma unidade médica.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou que já foram distribuídos 400 mil cartões em todo o Brasil. Os próximos cartões devem ser distribuídos principalmente em regiões em que foram identificados maior risco de epidemia.

Vale lembrar que foi divulgado dezesseis Estados sob risco muito alto de enfrentar uma epidemia de dengue. A maior parte deles está nas regiões Norte e Nordeste, mas inclui Rio de Janeiro, Espírito Santo e Mato Grosso.

Outras medidas

O governo federal começou a distribuir aos hospitais e unidades de saúde, um novo documento com atualizações sobre medidas de precaução, identificação e tratamento da doença.

Perguntado, o ministro garantiu que não há sinais de desabastecimento de medicamentos para tratamento da dengue e disse que o ministério está atento a focos da doença nas cidades da Zona Serrana do Rio Janeiro, castigadas pelas chuvas.

Padilha ressaltou que, mesmo com as fortes chuvas, os municípios não apresentam até o momento risco de epidemia da doença.

*Com informações da Agência Estado
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Foi divulgado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o novo mapa de risco para a dengue no Brasil.

O Levantamento do Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) indica que Acre, Amazonas, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Tocantins, Mato Grosso, Espírito Santo e Rio de Janeiro são os estados com alto risco de enfrentar epidemia neste começo de ano.

Roraima, Amapá, Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul estão com risco alto para a dengue e também precisam reforçar as ações de prevenção e combate à doença.

Imagem: Ministério da Saúde

Histórico

O Ministério da Saúde ainda não consolidou os números da dengue no País em 2010, porém estudos realizados mostraram um público mais jovem entre os hospitalizados pela dengue e que os óbitos resultam principalmente da falta de atenção aos primeiros sintomas.

“Mais de 90% dos óbitos foram de pessoas que não procuraram a rede de atenção primária da saúde. Os sintomas foram se agravando para só depois elas procurarem um centro de emergência”, disse o ministro Alexandre Padilha.

Por conta disso, ele aconselha a população a procurar a unidade de saúde mais próxima de seu trabalho ou residência logo no surgimento dos sintomas: febre alta com dor de cabeça, dor atrás dos olhos, no corpo e nas juntas.

O Ministério tem se reunido para formular ações capazes de prevenir e controlar a doença. Mas você pode ajudar muito:

ENTENDA A DENGUE!

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Nos últimos meses, o Brasil registrou os primeiros casos do vírus chikungunya, transmitido pelo mesmo mosquito da dengue, o Aedes aegypti.

Ao todo, foram identificados três casos: dois em São Paulo e um no Rio de Janeiro, entre agosto e outubro. Todos, de acordo com o Ministério da Saúde, contraíram o vírus no exterior – dois na Índia e um na Indonésia. Os pacientes já estão recuperados.

Sobre a doença

Em referência à aparência curvada dos pacientes, o nome chikungunya significa “aqueles que se dobram” em suaíli, um dos idiomas falados na Tanzânia, onde foi documentada a primeira epidemia da doença, entre 1952 e 1953. Hoje, ele está presente principalmente na África e no Sudeste asiático.

Além do Aedes aegypti, o vírus também pode ser transmitido por outro mosquito bem menos comum no Brasil, o Aedes albopictus. Um paciente pode transmitir o vírus a um mosquito que picá-lo até cinco dias depois do período de incubação (que dura de três a sete dias). Não há transmissão de uma pessoa para outra.

Sintomas

Os principais sintomas da doença são febre alta e fortes dores nas articulações das mãos e dos pés (em alguns casos, também nos dedos, tornozelos e pulsos). Podem ocorrer ainda dores de cabeça e nos músculos, além de manchas vermelhas na pele.

Em 30% dos casos o paciente não apresenta nenhum sintoma!

O vírus pode afetar pessoas de qualquer idade ou sexo, mas os sinais tendem a ser mais intensos em crianças e idosos. Pessoas com doenças crônicas têm mais chance de desenvolver formas graves da doença.

Quem tem chikungunya uma vez, fica imune a uma nova infecção pelo vírus.

Tratamento

O tratamento é à base de paracetamol, anti-inflamatórios e corticoides. De acordo com o Ministério da Saúde, a letalidade da doença é muito pequena, próxima a zero. Em uma epidemia na Índia, por exemplo, que atingiu 1,3 milhão de pessoas em 2006, não foram registrados casos de morte.

As pessoas costumam se recuperar em até dez dias após o início dos sintomas. No entanto, dores e inchaços nas articulações podem perdurar por alguns meses. Nesses casos, é necessário acompanhamento médico.

Diagnóstico

Por enquanto, só o instituto Evandro Chagas, no Pará, tem reagentes para fazer o diagnóstico no Brasil. Para incluir mais laboratórios, o governo pediu aos Estados Unidos um exemplar do vírus para produzir o reagente. A partir do envio do material, um kit para o diagnóstico fica pronto em até um mês.

Atenção! Pessoas com dores nas articulações, que voltaram recentemente do Sudeste asiático e da África, devem procurar um médico! É fundamental não tomar medicamentos por conta própria. A automedicação pode mascarar sintomas, dificultar o diagnóstico e agravar o quadro do paciente.

Importado

O coordenador do Programa de Combate à Dengue do Ministério da Saúde, Giovanini Coelho, afirmou que o vírus ainda não circula no Brasil, já que todos os casos registrados são importados. No entanto, ele não descarta a possibilidade de isso acontecer, uma vez que há circulação de Aedes aegypti em todas as regiões do país.

O principal temor é que alguém que trouxe o vírus seja picado pelo mosquito, iniciando uma transmissão em larga escala.

Monitoramento

Para orientar os profissionais de saúde sobre o vírus inédito, o ministério deve começar a distribuir nas próximas semanas a unidades do SUS (Sistema Único de Saúde) um guia com orientações sobre a doença elaborado pela Opas (Organização Pan-Americana de Saúde).

Além disso, a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde anunciou ontem (8) que o Programa Nacional de Controle da Dengue passará a monitorar também os registros do chikungunya.

Prevenção

Como chikungunya é transmitida por mosquitos, é fundamental que as pessoas reforcem as medidas de eliminação dos criadouros. Elas são iguais as recomendadas para o controle da dengue: não deixar água parada em recipientes como garrafas, vasos de plantas e pneus, além de manter tambores e caixas d’ água bem tampados.

Medidas de eliminação de focos do mosquito foram intensificadas nas áreas próximas à residência e ao local de atendimento dos casos registrados.

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De acordo com o último Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (Liraa), divulgadas esta semana pelo Ministério da Saúde, vinte e quatro municípios em sete diferentes estados brasileiros têm risco de surto de dengue. Nessas cidades, há registros de larvas de mosquitos em mais de 4% de residências pesquisadas.

Pernambuco tem o maior número de cidades em risco: são dez em todo o estado. No município de Afogados de Ingazeira, por exemplo, o índice de infestação é de  11,7% das casas.

O Rio Grande do Norte aparece em seguida, com quatro municípios em situação crítica. Bahia e Minas Gerais têm três cidades na lista. No Acre são duas e no Amazonas e em Rondônia, uma. Duas capitais também estão entre os municípios com situação crítica: Porto Velho e Rio Branco.

Além dos municípios com risco de surto de dengue, 154 cidades estão em situação de alerta, inclusive 14 capitais. Nestas cidades, o índice de presença de mosquitos atinge entre 1% e 3,9% das casas.

O ministério recebeu dados de 370 municípios.

MUNÍCPIOS QUE LIDERAM O RANKING

MUNICÍPIO
ESTADO
Índice LIRAa 2009
Índice LIRAa 2010
Afogados da Ingazeira
PE
-
11,7
Ceará-Mirim
RN
-
11,4
Bezerros
PE
-
10,2
Itabuna
BA
10,7
9,1
São Miguel
RN
-
8,5
Serra Talhada
PE
-
8,2
Ouricuri
PE
-
7,2
Rio Branco
AC
3,9
6,5
Ilhéus
BA
4,7
6,3
Floresta
PE
-
5,7
Santa Cruz de Minas
MG
-
5,5
Governador Valadares
MG
5,1
5,4
Santa Cruz do Capibaribe
PE
-
5,4
Simões Filho
BA
3,2
5,3
Timbaúba
PE
-
4,9
Humaitá
AM
-
4,8
Mossoró
RN
4,2
4,6
Araripina
PE
-
4,6
Porto Velho
RO
2,6
4,4
Pesqueira
PE
-
4,4
Caicó
RN
-
4,2
Camaragibe
PE
2,7
4,1
Caetanópolis
MG
-
4,0
Epitaciolândia
AC
3,4
4,0

.

14 CAPITAIS EM SITUAÇÃO DE ALERTA

CAPITAL
Índice LIRAa 2009
Índice LIRAa 2010
Salvador
2,6
3,5
Cuiabá
-
3,4
Palmas
4,3
2,7
Rio de Janeiro
2,9
2,4
Maceió
1,8
2,4
Belém
1,8
1,9
Recife
1,6
1,9
Goiânia
2,5
1,6
Aracaju
1,5
1,6
Manaus
1,4
1,5
Boa Vista
1,0
1,4
Fortaleza
1,0
1,2
Vitória
1,5
1,2
Natal
1,0
1,0

*Com informações da Agência Brasil.
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Verão, calor, praia, piscina, pescaria, acampamento, esporte ao ar livre e… mosquitos, pernilongos, muriçocas e borrachudos!!!

Todo mundo sabe que os repelentes são substâncias que inibem a aproximação dos insetos. Hoje, o mercado dispõe de uma série de produtos naturais e industrializados. Mas você sabe como esses produtos funcionam?

Fim da picada

O DEET (abreviatura de N,N-dietil-meta-toluamida ou N,N-dietil-3-metilbenzamida), é o principal composto químico presente nos repelentes industriais. Foi criado pelo exército dos Estados Unidos logo depois da 2ª Guerra Mundial. Desde então, várias teorias já foram divulgadas para explicar seu funcionamento.

A verdade, porém, é muito simples: os insetos são atraídos pelo “cheio” do ser humano, tanto o gás carbônico exalado na respiração quanto substâncias voláteis presentes no suor, como o ácido lático. O DEET mascara esse odor humano. Ele interfere nos receptores sensoriais dos insetos, desorientando-os, impedindo que pousem na pele – ainda que eles possam continuar por perto.

A substância é altamente eficaz para repelir a grande maioria dos insetos que se alimentam de sangue humano, como os pernilongos, muriçocas, borrachudos e mosquitos, incluindo os transmissores da malária e da dengue.

Em loção, gel, spray ou aerossol, é fabricado para ser aplicado diretamente na pele ou nas roupas. O uso do DEET, contudo, não é recomendado para crianças pequenas.

Segundo especialistas, os repelentes com percentual de DEET de até 10% podem ser utilizados em crianças a partir de 2 anos de idade. Já quando o percentual é acima de 11%, a aplicação deve ser feita apenas em crianças acima dos 12 anos.

*Os produtos mais eficientes, aqueles com grandes concentrações de DEET (entre 30% e 50%) não devem ser usados em crianças menores de 12 anos.

O produto também deve ser evitado por mulheres grávidas. O ideal é que a gestante procure orientação do médico antes de fazer uso de qualquer produto que contenha DEET.

Os mosquitos me adoram!

Vale ressaltar ainda que a mania de perseguição que muitos acreditam sofrer por parte dos mosquitos, não existe! Regiões pouco urbanizadas tendem a concentrar mais insetos. Mas, diferente do que parece, eles não deixam de picar as pessoas locais para avançar nos turistas. Na realidade, os mosquitos seguem atacando todo mundo, sem discriminação.

O que acontece, no entanto, é que, quando alguém é alvo frequente dos insetos, o corpo se acostuma e diminui, aos poucos, a produção de histamina, a substância que provoca a coceira na pele após uma picada. Desta forma, as picadas continuam. O que diminui é a coceira!

Outros tipos…

Inseticida

Os inseticidas para uso doméstico têm como princípio ativo as piretrinas. Elas agem no sistema nervoso dos insetos, causando uma contração descontrolada dos neurônios e paralisando o bicho todinho. Geralmente são diluídas em água e usadas em sprays ou em aparelhos elétricos para plugar na tomada.

Naturais

Os óleos essenciais de plantas, como citronela e eucalipto, são uma boa receita de repelente – embora o DEET seja, pelo menos, mil vezes mais forte contra os insetos. Vale ressaltar que não adianta plantar mudas em volta da casa porque a quantidade de essência exalada não espanta inseto nenhum.

Vitaminas

Embora ingerir vitaminas do complexo B altere a secreção da pele humana, ainda não foi comprovado que isso afaste os insetos. Cebola, alho e álcool também mudam as secreções, mas não chegam a incomodar. Além disso, laboratórios que produzem essas vitaminas não recomendam seu uso como repelente.

Ultra-som

Repelentes ultrassônicos podem ser plugados em tomadas ou acionados por aplicativos de computador e celular. Ruídos não audíveis por humanos imitam um mosquito macho procurando uma parceira. Como só fêmeas grávidas picam – para acumular sangue -, elas fogem do som por já estarem grávidas.

- Preparativos para o verão: suco para manter o bronzeado, combate à celulite e dicas preciosas

* Com informações da revista Mundo Estranho.
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Nova avaliação nacional das informações sobre infestação por larvas do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue, revela:

- 15 municípios estão em risco de surto da doença no Brasil. São 11 no Nordeste, três no Norte e um no Sudeste. Nessas cidades, mais de 3,9% dos imóveis pesquisados apresentam larvas do Aedes aegypti.

MUNICÍPIO ESTADO Índice LIRAa 2009 Índice LIRAa 2010
Afogados da Ingazeira PE - 11,7
Ceará-Mirim RN - 11,4
Bezerros PE - 10,2
São Miguel RN - 8,5
Serra Talhada PE - 8,2
Rio Branco AC 3,9 6,5
Ilhéus BA 4,7 6,3
Floresta PE - 5,7
Simões Filho BA 3,2 5,3
Mossoró RN 4,2 4,6
Porto Velho RO 2,6 4,4
Caicó RN - 4,2
Camaragibe PE 2,7 4,1
Caetanópolis MG - 4,0
Epitaciolândia AC 3,4 4,0
* Fonte: Ministério da Saúde.

- Com índices entre 1% e 3,9%, outros 123 municípios estão em situação de alerta, dos quais 11 capitais (Salvador, Palmas, Rio de Janeiro, Maceió, Recife, Goiânia, Aracaju, Manaus, Boa Vista, Fortaleza e Vitória). Essas cidades merecem total atenção, pois qualquer descontinuidade nas ações de controle pode alterar o quadro para situação de risco.

Levantamento

Este é o resultado parcial do Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) 2010, que inclui a participação de 425 cidades. Ano passado, foram 169.

Do total de municípios previstos para este ano, 300 já enviaram as informações ao Ministério da Saúde até o momento. Em outras 118 cidades, o estudo está em andamento* – e sete inicialmente previstas decidiram não realizar o levantamento.

Quem está livre?

Segundo o levantamento, 162 cidades apresentam índice satisfatório, inferior a 1%, entre elas dez capitais: São Paulo, Macapá, São Luís, Teresina, João Pessoa, Brasília, Campo Grande, Porto Alegre, Florianópolis e Belo Horizonte.

“Dengue – Se você agir, podemos evitar”

Para tentar conter os índices, o Ministério da Saúde lançou ontem, 11, a nova campanha nacional “Dengue – Se você agir, podemos evitar”. Cartazes e folderes serão distribuídos. O governo já destinou R$ 1 bilhão para ações de controle da doença, incluindo aquisição de equipamentos, medicamentos e a campanha na mídia.

“Em algumas regiões, o problema é lixo, em outras é água, em outros está dentro de casa. Todos os gestores têm instrumentos que vão permitir mapear a situação por bairro”, informa o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.

A campanha traz uma mensagem mais direta à população sobre a gravidade da dengue e sobre da participação de todos na eliminação de criadouros do mosquito.

“Cada vez mais, precisamos difundir a idéia de que dengue não é um problema só da saúde e nem só dos governos. Se a comunidade não se envolver, e se não houver a articulação com outros setores, continuaremos enfrentando aumento de casos e de mortes por dengue no Brasil”, afirma o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Gerson Penna.

O governo está investindo no desenvolvimento de uma vacina contra a dengue. No entanto, apesar de o protótipo já estar sendo testado, a vacina não estará disponível entre pelo menos 3 e 5 anos.

Mortes e casos notificados

O número de mortes por dengue no Brasil passou de 312 de 1º de janeiro a 16 de outubro de 2009 para 592 no mesmo período de 2010, o que representa um aumento de quase 90%, de acordo com o Ministério da Saúde.

As notificações também cresceram 90%: de 489.819 no ano passado para 936.260 em 2010.

Tipo 1

O Ministério da Saúde alega que a volta da circulação do tipo 1 da doença contribuiu para esse aumento. De acordo com o governo, em quase todos os Estados grande parte da população não tem imunidade a esse sorotipo. A dengue tipo 1 predominou no País no fim da década de 90.

*Belém, Natal, Curitiba e Cuiabá ainda estão consolidando os dados.
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O verão se aproxima e não podemos deixar de lado questões relativas ao bem estar geral para aproveitar da melhor forma a estação mais esperada do ano.

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro começou a fazer sua parte para combater os focos do mosquito Aedes aegypti com o uso de veículos fumacê. Estará presente em 47 bairros onde há maiores índices de infestação.

É a primeira vez que o País utiliza o fumacê fora de uma epidemia de dengue, informa a prefeitura.

A jornada começou ontem em comunidades de Jacarepaguá e será somada a outras ações como vistoria em casas para revelar os focos. Neste ano, de acordo com a secretaria, foram vistoriados 120 mil imóveis e eliminados 28 mil focos.

Sabe-se que para que todas as iniciativas sejam eficazes é preciso que cada um faça sua parte.
Não lembra como evitar a dengue?

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No próximo verão, 19 Estados brasileiros têm risco alto ou muito alto de enfrentar uma epidemia de dengue, informou o Ministério da Saúde.

Veja a classificação:

- Risco “muito alto”: Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e Sergipe;

- Risco “alto”: Alagoas, Espírito Santo, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio Grande do Norte, São Paulo e Tocantins;

- Risco “médio”: Acre, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Roraima.

Como o risco é calculado?

O nível de risco foi calculado segundo uma nova metodologia criada pelo Ministério da Saúde a partir de cinco indicadores: a incidência de casos de dengue em anos anteriores, a presença de larvas do mosquito nos municípios, o monitoramento do tipo de vírus que circulou nos últimos anos (há quatro tipos de dengue), a densidade populacional e a cobertura de abastecimento de água e coleta de lixo.

O objetivo do novo indicador, de acordo com o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, é antecipar as medidas de combate à doença. “Se não conseguirmos reduzir drasticamente a presença do mosquito, a situação que se projeta é muito preocupante” afirmou.

De acordo com Temporão, há duas semanas começou a ser testada uma vacina para a doença em brasileiros, uma parceria entre a UFES (Universidade Federal do Espírito Santo) e o laboratório Sanofis-Aventis.

Dengue tipo 4 em Roraima

O ministro ainda afirmou que a circulação da dengue tipo 4 no Estado de Roraima está contida e que não há evidências de que o vírus tenha se espalhado para outros municípios.

Como informou o Blog da Saúde, o sorotipo não circulava no Brasil havia 28 anos.

Para Temporão, a detecção rápida do sorotipo 4 da dengue funcionou como uma “arma poderosíssima”. Apesar da situação de contenção, ele não descartou sua preocupação em relação à dengue tipo 4.

O vírus, segundo ele, pode se reintroduzido no Brasil a qualquer momento – sobretudo por meio da fronteira com países como a Venezuela.

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O vírus da dengue tipo 1 voltou a ser detectado no Rio de Janeiro após 20 anos de inatividade.

A Secretaria Estadual de Saúde já está em alerta para evitar uma epidemia no Estado devido à baixa resistência imunológica da população, que não convivia com essa variação do vírus.

De acordo com o entomologista e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz, Rafael Freitas, há muito mosquito no Rio de Janeiro e, neste primeiro momento, não dá para identificá-los como o transmissor da dengue. Porém, destacou, caso os mosquitos sejam o Aedes aegypti, uma epidemia não está descartada.

Até a última quarta-feira (4) foram registrados 22.600 casos de dengue em todo o Estado do Rio. No ano passado, 11.411 pessoas tiveram a doença.

De acordo com nota divulgada pela Secretaria Estadual de Saúde, o número aumentou, porém ainda não é alarmante, e todas as medidas estão sendo tomadas para controlar o avanço da dengue.

Algumas recomendações para evitar a proliferação dos mosquitos são: não deixar água parada em recipientes como garrafas, vasos de plantas e pneus, além de manter as caixas de água bem tampadas para evitar os criadouros do transmissor da dengue.

Dengue – Bactéria que bloqueia duplicação do vírus pode ser a solução

Dengue – Libélulas podem ser solução para combate

* Informações da Agência Brasil
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A incidência da doença no Estado é consequência das chuvas que alastraram o nordeste neste ano.

Até agora, são 9 mortes e 18.314 casos de dengue em 2010, dados confirmados pela Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas.

Sem contar que outros 12 óbitos e quase 10 mil casos estão sob investigação. Maceió tem o maior número de casos confirmados – já são 160. Em 2009, foram registradas 1.871 ocorrências.

Diarreia, Leptospirose e Hepatite também são doenças que surgem com frequência após inundações.

O cuidado com a água parada tem que ser constante. Faça sua parte.

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