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Dengue: Vinte e quatro municípios brasileiros correm risco de surto

De acordo com o último Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (Liraa), divulgadas esta semana pelo Ministério da Saúde, vinte e quatro municípios em sete diferentes estados brasileiros têm risco de surto de dengue. Nessas cidades, há registros de larvas de mosquitos em mais de 4% de residências pesquisadas.

Pernambuco tem o maior número de cidades em risco: são dez em todo o estado. No município de Afogados de Ingazeira, por exemplo, o índice de infestação é de  11,7% das casas.

O Rio Grande do Norte aparece em seguida, com quatro municípios em situação crítica. Bahia e Minas Gerais têm três cidades na lista. No Acre são duas e no Amazonas e em Rondônia, uma. Duas capitais também estão entre os municípios com situação crítica: Porto Velho e Rio Branco.

Além dos municípios com risco de surto de dengue, 154 cidades estão em situação de alerta, inclusive 14 capitais. Nestas cidades, o índice de presença de mosquitos atinge entre 1% e 3,9% das casas.

O ministério recebeu dados de 370 municípios.

MUNÍCPIOS QUE LIDERAM O RANKING

MUNICÍPIO
ESTADO
Índice LIRAa 2009
Índice LIRAa 2010
Afogados da Ingazeira
PE
-
11,7
Ceará-Mirim
RN
-
11,4
Bezerros
PE
-
10,2
Itabuna
BA
10,7
9,1
São Miguel
RN
-
8,5
Serra Talhada
PE
-
8,2
Ouricuri
PE
-
7,2
Rio Branco
AC
3,9
6,5
Ilhéus
BA
4,7
6,3
Floresta
PE
-
5,7
Santa Cruz de Minas
MG
-
5,5
Governador Valadares
MG
5,1
5,4
Santa Cruz do Capibaribe
PE
-
5,4
Simões Filho
BA
3,2
5,3
Timbaúba
PE
-
4,9
Humaitá
AM
-
4,8
Mossoró
RN
4,2
4,6
Araripina
PE
-
4,6
Porto Velho
RO
2,6
4,4
Pesqueira
PE
-
4,4
Caicó
RN
-
4,2
Camaragibe
PE
2,7
4,1
Caetanópolis
MG
-
4,0
Epitaciolândia
AC
3,4
4,0

.

14 CAPITAIS EM SITUAÇÃO DE ALERTA

CAPITAL
Índice LIRAa 2009
Índice LIRAa 2010
Salvador
2,6
3,5
Cuiabá
-
3,4
Palmas
4,3
2,7
Rio de Janeiro
2,9
2,4
Maceió
1,8
2,4
Belém
1,8
1,9
Recife
1,6
1,9
Goiânia
2,5
1,6
Aracaju
1,5
1,6
Manaus
1,4
1,5
Boa Vista
1,0
1,4
Fortaleza
1,0
1,2
Vitória
1,5
1,2
Natal
1,0
1,0

*Com informações da Agência Brasil.
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Nova avaliação nacional das informações sobre infestação por larvas do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue, revela:

- 15 municípios estão em risco de surto da doença no Brasil. São 11 no Nordeste, três no Norte e um no Sudeste. Nessas cidades, mais de 3,9% dos imóveis pesquisados apresentam larvas do Aedes aegypti.

MUNICÍPIO ESTADO Índice LIRAa 2009 Índice LIRAa 2010
Afogados da Ingazeira PE - 11,7
Ceará-Mirim RN - 11,4
Bezerros PE - 10,2
São Miguel RN - 8,5
Serra Talhada PE - 8,2
Rio Branco AC 3,9 6,5
Ilhéus BA 4,7 6,3
Floresta PE - 5,7
Simões Filho BA 3,2 5,3
Mossoró RN 4,2 4,6
Porto Velho RO 2,6 4,4
Caicó RN - 4,2
Camaragibe PE 2,7 4,1
Caetanópolis MG - 4,0
Epitaciolândia AC 3,4 4,0
* Fonte: Ministério da Saúde.

- Com índices entre 1% e 3,9%, outros 123 municípios estão em situação de alerta, dos quais 11 capitais (Salvador, Palmas, Rio de Janeiro, Maceió, Recife, Goiânia, Aracaju, Manaus, Boa Vista, Fortaleza e Vitória). Essas cidades merecem total atenção, pois qualquer descontinuidade nas ações de controle pode alterar o quadro para situação de risco.

Levantamento

Este é o resultado parcial do Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) 2010, que inclui a participação de 425 cidades. Ano passado, foram 169.

Do total de municípios previstos para este ano, 300 já enviaram as informações ao Ministério da Saúde até o momento. Em outras 118 cidades, o estudo está em andamento* – e sete inicialmente previstas decidiram não realizar o levantamento.

Quem está livre?

Segundo o levantamento, 162 cidades apresentam índice satisfatório, inferior a 1%, entre elas dez capitais: São Paulo, Macapá, São Luís, Teresina, João Pessoa, Brasília, Campo Grande, Porto Alegre, Florianópolis e Belo Horizonte.

“Dengue – Se você agir, podemos evitar”

Para tentar conter os índices, o Ministério da Saúde lançou ontem, 11, a nova campanha nacional “Dengue – Se você agir, podemos evitar”. Cartazes e folderes serão distribuídos. O governo já destinou R$ 1 bilhão para ações de controle da doença, incluindo aquisição de equipamentos, medicamentos e a campanha na mídia.

“Em algumas regiões, o problema é lixo, em outras é água, em outros está dentro de casa. Todos os gestores têm instrumentos que vão permitir mapear a situação por bairro”, informa o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.

A campanha traz uma mensagem mais direta à população sobre a gravidade da dengue e sobre da participação de todos na eliminação de criadouros do mosquito.

“Cada vez mais, precisamos difundir a idéia de que dengue não é um problema só da saúde e nem só dos governos. Se a comunidade não se envolver, e se não houver a articulação com outros setores, continuaremos enfrentando aumento de casos e de mortes por dengue no Brasil”, afirma o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Gerson Penna.

O governo está investindo no desenvolvimento de uma vacina contra a dengue. No entanto, apesar de o protótipo já estar sendo testado, a vacina não estará disponível entre pelo menos 3 e 5 anos.

Mortes e casos notificados

O número de mortes por dengue no Brasil passou de 312 de 1º de janeiro a 16 de outubro de 2009 para 592 no mesmo período de 2010, o que representa um aumento de quase 90%, de acordo com o Ministério da Saúde.

As notificações também cresceram 90%: de 489.819 no ano passado para 936.260 em 2010.

Tipo 1

O Ministério da Saúde alega que a volta da circulação do tipo 1 da doença contribuiu para esse aumento. De acordo com o governo, em quase todos os Estados grande parte da população não tem imunidade a esse sorotipo. A dengue tipo 1 predominou no País no fim da década de 90.

*Belém, Natal, Curitiba e Cuiabá ainda estão consolidando os dados.
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O vírus da dengue tipo 1 voltou a ser detectado no Rio de Janeiro após 20 anos de inatividade.

A Secretaria Estadual de Saúde já está em alerta para evitar uma epidemia no Estado devido à baixa resistência imunológica da população, que não convivia com essa variação do vírus.

De acordo com o entomologista e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz, Rafael Freitas, há muito mosquito no Rio de Janeiro e, neste primeiro momento, não dá para identificá-los como o transmissor da dengue. Porém, destacou, caso os mosquitos sejam o Aedes aegypti, uma epidemia não está descartada.

Até a última quarta-feira (4) foram registrados 22.600 casos de dengue em todo o Estado do Rio. No ano passado, 11.411 pessoas tiveram a doença.

De acordo com nota divulgada pela Secretaria Estadual de Saúde, o número aumentou, porém ainda não é alarmante, e todas as medidas estão sendo tomadas para controlar o avanço da dengue.

Algumas recomendações para evitar a proliferação dos mosquitos são: não deixar água parada em recipientes como garrafas, vasos de plantas e pneus, além de manter as caixas de água bem tampadas para evitar os criadouros do transmissor da dengue.

Dengue – Bactéria que bloqueia duplicação do vírus pode ser a solução

Dengue – Libélulas podem ser solução para combate

* Informações da Agência Brasil
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