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O lado verde da crise

Para quem acha que as conseqüências da crise econômica foram apenas negativas e que influenciou somente o comércio, a produção e os setores políticos, financeiros e sociais, saiba que a premissa é falsa.

O meio ambiente também sofreu forte impacto da crise. De acordo com a AIE, Agência Internacional de Energia, a recessão global combinada com políticas públicas colaboraram com a maior redução da emissão de gases responsáveis pelo efeito estufa nas últimas quatro décadas.

O fato chama atenção e demonstra que as mudanças climáticas e o meio ambiente não podem ser ignorados no mundo dos negócios.

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No período da tarde do terceiro dia do Conarh 2009 duas palestras trataram de um tema de interesse geral que impactou todo o cenário mundial: a crise econômica. Um período delicado como este exige planejamento e informação eficazes. Foi em busca de gerir uma troca de conhecimentos e soluções que o Conarh deu enfoque ao assunto no encontro deste ano.

O público preocupado em amenizar os impactos negativos da crise em suas empresas sem afetar seu consumidor assistiu a palestra “Como gerenciar o clima em períodos de incerteza” conduzida por Arthur Marinho, diretor executivo da Tempo Consulting e Marcos Reitano, diretor-gerente  do Banco Itaú. Duas palavras resumem bem as atitudes e idéias propostas para contribuir com o gerenciamento em tempos como o que estamos passando: “transparência e valores”, colocou muito bem a gerente de negócios da Across, Rosana.

Resgatar valores foi uma colocação bastante citada no evento este ano. O ex-presidente FHC também levantou a questão de valores e educação na palestra realizada no dia anterior, lembrou a âncora de outra palestra “Onde estão os custos da crise?”.

Esta última, liderada por Renato Caporali, gerente executivo da Unidade de Cooperação, indicou que o verdadeiro custo da crise iria aparecer independente dela existir ou não. Os reflexos que temos hoje são resultado de todo um processo estrutural econômico adotado há mais de 40 anos, baseado no neoliberalismo.

“Uma sociedade que vive para ganhar dinheiro é problemática” – já dizia Aristóteles. A sociedade deve viver em busca de riquezas (materiais sim, mas também morais) e qualidade de vida. É neste contexto que o RH das empresas deve trabalhar para cultivar ética e preparar pessoas que se adéqüem aos novos valores que a crise retoma: consumo consciente, responsabilidade social e ambiental e solidariedade competitiva. Isso se dará através da inclusão e prosperidade econômica.

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