Quanto tempo você passa no trânsito depois de um ano
maio 25, 2011 por Paula Sanches
Em: Saúde Social
Quem mora em São Paulo passa cerca de um mês por ano dentro do carro, no trânsito, de acordo com Lincoln Paiva, diretor da consultora Green Mobility.
Em entrevista publicada no Menos Um Carro, movimento pela mobilidade sustentável em Lisboa, o especialista mostrou informações importantes sobre o cenário brasileiro, utilizando São Paulo como exemplo de cidade em que as pessoas passam de duas a três horas diárias no congestionamento.
Lincoln afirma que, por dia, são inseridos 1.500 carros na cidade; nos últimos três anos foram incorporados 1 milhão de novos automóveis. Atualmente, são quase 200 km de morosidade diária.
O resultado da soma é que uma pessoa que vai para o trabalho de carro em São Paulo passa 1 mês inteiro por ano dentro do automóvel. Olha que bacana.
Perda de tempo, de dinheiro com combustível e de milhões de toneladas de gases tóxicos e CO2 emitidos na atmosfera.
O caminho é promover uma mudança radical no modo como as pessoas encaram as suas deslocações diárias. Atenção: 75% dos trabalhadores que utilizam automóveis para se deslocar ao trabalho moram até 5 km de distância, percurso que poderia ser realizado por meios não motorizados.
Propostas
Lincoln Paiva é um defensor dos meios de transporte não motorizados e de um Pacto de Mobilidade Sustentável nas cidades. Mas para o especialista, grande parte do esforço tem que vir das empresas.
Como são responsáveis por grandes volumes de deslocação, deveriam desenvolver programas que incentivem os funcionários a mudar comportamentos de mobilidade. As escolas e universidades são, em seguida, responsáveis também.
Já o governo deveria proporcionar maior segurança ao cidadão e calçadas de melhor qualidade, além de sinalização para que os carros possam partilhar as ruas com as bicicletas. Sem deixar de lado a melhoria do serviço de transporte coletivo.
A Green Mobility já implementou dois projetos interessantes em São Paulo. Um deles pode ser considerado ousado para um centro urbano. O U-bike consiste em contratar a ajuda de um Personal Biker, um profissional acostumado com as ruas de São Paulo que ajuda você a montar a sua rota, além de acompanhá-lo na visita a uma das maiores cidades do mundo.
Já o Campus Aberto permite que você busque ou ofereça carona cadastrando sua rota. O objetivo é integrar os universitários e promover a mobilidade sustentável.
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setembro 14, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Social
Os moradores de São Paulo demoram em média 2 horas e 43 minutos para se deslocar na cidade, segundo pesquisa do Ibope 2009, e as médias mensais dos picos de congestionamento chegam a 129 quilômetros.
Motivo suficiente para você ficar de olho no que vem por aí!
Acontece em todo o mundo, no dia 22 de setembro, o Dia Mundial Sem Carro: iniciativa para você provar que pode cumprir sua rotina sem depender do automóvel e de quebra fazer bem à saúde, poluir menos e ver novas perspectivas de locomoção.
O importante é deixar o carro em casa. Pode se locomover a pé, usar o transporte público ou pedalar.
Várias atividades serão realizadas do dia 16 até chegar o dia 22, chamada em São Paulo de Semana da Mobilidade.
Este ano, as atividades irão coincidir com as comemorações na Europa, todas a fim de fazer as pessoas pensarem sobre usar menos o transporte individual e privilegiar o coletivo, além de refletir sobre acessibilidade e o respeito aos pedestres.
POR QUE PRECISAMOS MUDAR
Estudos da Faculdade de Medicina da USP apontam que morrem na cidade, em média, 12 pessoas por dia devido à poluição, encurtando a vida média dos paulistanos entre um ano e um ano e meio.
No caso dos acidentes de trânsito, morrem cerca de 4 pessoas por dia na cidade – 44% pedestres, 18% motociclistas, 9% passageiros ou motoristas de automóveis e 3% ciclistas.
O fato dos pedestres estarem entre os mais prejudicados reflete a consequência das cidades que priorizam seus espaços e fluxos para os automóveis.
Se não bastasse, estudo da FGV mostra que a cidade deixa de gerar R$ 26,8 bilhões por ano devido a perda de tempo nos congestionamentos e aos custos totais ligados aos acidentes e doenças derivadas do trânsito.
VANTAGENS DA BIKE
Considerado o melhor meio de transporte para pequenas distâncias, ao pedalar você pratica atividade física, não polui, tem um custo muito baixo e é pouco afetado pelos congestionamentos.
O número de viagens em bicicleta praticamente dobrou na cidade nos últimos 10 anos, sendo que 71% das locomoções com bicicleta nos dias úteis se deram por causa do trabalho, de acordo com pesquisa realizada em São Paulo pela CPTM.
Veja parte do Manifesto do Dia Mundial Sem Carro:
É importante lembrar que o setor de transportes é responsável por 15% dos gases que causam o aquecimento global e a mudança climática.
O diesel e a gasolina consumidos no Brasil estão entre os piores do mundo e a indústria automobilística fabrica motores menos poluentes em vários outros países e no Brasil apenas para exportação.
A inspeção veicular, obrigação dos governos estaduais e dos grandes municípios, ainda está muito longe de cumprir seu papel.
Nosso modelo de desenvolvimento urbano promove uma enorme desigualdade social que obriga milhões de pessoas a se locomover por grandes distâncias para ter acesso ao trabalho e aos serviços e equipamentos públicos.
Vivemos, cada vez mais, um modelo que oferece todos os incentivos possíveis para a locomoção por meio do automóvel.
Enquanto isso, os investimentos em transporte público coletivo continuam se arrastando lentamente, ocorrendo, em 2009, redução da frota de ônibus em circulação na cidade – segundo o Detran-SP, a frota caiu de 41.876 (jan/09) para 41.628 (jun/09).
Bilhões de reais que poderiam melhorar imediatamente o transporte público serão gastos em túneis, novas pistas e avenidas – e ampliação de antigas – que em pouco tempo estarão entupidas (800 novos carros entram por dia nas ruas de São Paulo!).
(…) Se não reagirmos, todos estaremos cada vez mais estressados, doentes, presos em novos congestionamentos e muito distantes de termos um transporte público coletivo decente, saudável e eficiente, como todas as principais cidades do mundo já o possuem há muito tempo.
HISTÓRICO
A campanha do Dia Mundial Sem Carro nasceu na França, por volta de 1998, com apenas 35 cidades participantes, mas em 2000, outros países da Europa adotaram a data e o manifesto ganhou força.
Quando chegou ao Brasil, o movimento contou com a participação de 11 cidades. No ano passado, mais de duas mil cidades distribuídas em mais de 40 países participaram.
Lembre-se de fazer a sua parte dia 22 de setembro!
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fevereiro 12, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
Para quem pretende passar o Carnaval no litoral paulista é bom ficar atento quanto às condições das estradas. Muitas vias ainda estão prejudicadas por conta das chuvas que atrapalharam o Réveillon dos paulistas.
As quatro principais rodovias utilizadas para chegar às praias de São Paulo têm pelo menos 15 pontos de risco de desabamento. E existe a previsão de que fortes chuvas atingirão o litoral nesse fim de semana de carnaval.
A situação mais crítica está na rodovia dos Tamoios, próximo ao km 49, a pista auxiliar encontra-se interditada. Na Oswaldo Cruz, o principal perigo são as curvas fechadas, onde as encostas estão vulneráveis perto da cidade de São Luiz do Paraitinga, que foi devastada pelas chuvas em janeiro. A Mogi-Bertioga tem um trecho de acostamento interditado por muros de apoio por causa de uma encosta que desabou.
Cerca de 2 milhões de paulistas sairão da cidade para curtir a folia.
Até as 17h de hoje a capital tinha 119 km de congestionamentos. Para ver os pontos críticos da cidade ou os quilômetros de congestionamento em tempo real clique aqui.
“Para você que vai para o litoral fique atento às condições das estradas, e não faça da folia um pesadelo”
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