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Paternidade faz o homem

Homem que se torna pai pela primeira vez, tende a afastar-se do álcool, do tabaco e até mesmo de crimes, dizem pesquisadores da Universidade do Estado de Oregon.

As conclusões foram retiradas de um estudo publicado no Daily Mail, que durou 19 anos com mais de 200 meninos em situação desfavorável, com idades entre 12 e 31, através de uma análise de como o comportamento antissocial mudou ao longo do tempo.

Enquanto estudos anteriores mostraram como o casamento também pode mudar o comportamento negativo deles, este é o primeiro a isolar o impacto adicional da paternidade.

O pesquisador David Kerr afirma: “Esta pesquisa sugere que a paternidade pode ser uma experiência transformadora, mesmo para os homens que costumam ter comportamentos de alto risco.”

Os resultados, publicados no Journal of Marriage and Family também destacam como os homens que se tornam pais na faixa dos 20 e 30 anos mostraram uma maior disposição para abraçar a paternidade e revelou escolhas negativas de estilo de vida entre aqueles que tornaram-se pais na adolescência.

Este estudo ressalta períodos chave em que homens de situações desfavorecidas podem amadurecer com intervenção ou reabilitação. Para os pesquisadores, o estudo mostra uma porta aberta para a intervenção, porque novos pais podem estar especialmente dispostos e prontos para ouvir uma mensagem mais positiva, que resulte em mudanças comportamentais.

Esse tipo de mudança pode ter consequências importantes para a saúde dos mesmos e para suas famílias. Outro estudo, desta vez da Universidade de Warwick, revelou mudanças de comportamento em relação ao fumo entre os que se tornaram pais.

O estudo de 2005 com 286 pais fumantes com crianças entre 8 a 14 semanas mostrou que o nascimento de um novo bebê não foi associado com a tentativa de parar de fumar com sucesso para a maioria dos homens, mas a questão muda quando falamos de não fumar em casa.

Menos de 20% tentaram parar e apenas 4% de fato pararam de fumar desde o nascimento do bebê, mas 78% tentaram e 60% adotaram com sucesso a iniciativa de não fumar em casa.

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O projeto “Este Jovem Brasileiro”, desenvolvido pelo Portal Educacional, busca entender o comportamento dos adolescentes e está na 7° edição, desta vez com o tema Corpo e Mente.

Entre os jovens entrevistados, 65% têm seu IMC (índice de massa corporal) normal, quase 25% têm o peso abaixo do ideal para sua altura, 8% têm sobrepeso e 2% são obesos. Emoções, hábitos alimentares inadequados, sedentarismo e questões familiares podem influenciar o IMC.

Índices mais altos do que a média foram encontrados entre os jovens que têm relação péssima em casa, que ficam tristes ou desanimados sempre, não estão satisfeitos com seu corpo, fazem apenas duas refeições diárias, comem sempre na frente da TV ou do computador.

Estes também raramente fazem atividade física, ficam mais de 8 horas por dia diante da TV ou computador, passam os finais de semana em casa,  consideram ruim sua alimentação, se veem como sedentários ou muito preguiçosos, e têm pai ou mãe com problema de obesidade.

Alimentação

Mais da metade dos jovens afirma fazer cinco refeições por dia (café, lanche, almoço, lanche, jantar), o que é considerado o mais saudável pelos especialistas.

Porém mais de 20% sempre fazem suas refeições na frente da TV ou do computador, o que está longe de ser o ideal, e um quarto deles come saladas ou legumes apenas uma ou duas vezes por semana, enquanto 15% não comem esse tipo de alimentos nunca.

Sinais de descontrole em uma parcela: Ataques à geladeira ou ao armário de alimentos foram citados como comuns por 12% dos entrevistados, e cerca de 7% disseram que sentem culpa depois de se alimentar, levando-os a provocar vômito ou uso de laxantes na tentativa de aliviar essa sensação – o que pode ser um alerta para problemas mais sérios.

Atividade Física

A motivação principal para se praticar atividade física é o lazer, mas os garotos admitem que desejem ficar mais fortes, as meninas querem entrar em forma e emagrecer.

Do universo pesquisado, 71% dizem praticar atividade todos os dias ou quase todos os dias. Outros 29% fazem pouca ou não fazem nenhuma atividade com frequência. Já em relação a um esporte definido, 42% não praticam nada regularmente.

Trancado em casa?

Segundo a pesquisa, 29% dos jovens passam pelo menos 5 horas por dia diante de um computador e 10% ficam mais de 4 horas diárias assistindo TV; nos finais de semana, quase 14% ficam “internados” em casa e outros 30% ficam a maior parte do tempo em casa, saindo de vez quando.

Garotos ficam sem referência depois que deixam de ser acompanhados pelo pediatra

Quase 88% dos jovens entrevistados declararam que a saúde é uma preocupação, mas 43% não costumam ir ao médico para controles. Enquanto as garotas, em teoria, devem ir ao ginecologista uma vez ao ano, os garotos ficam sem uma referência depois que deixam de ser acompanhados pelo pediatra.

Quase 15% acham que sua saúde hoje está apenas regular ou não está boa, mais de 30% acham que estão com peso um pouco acima ou muito acima do normal, e, no outro extremo, 14% acham que seu peso está um pouco abaixo ou muito abaixo do desejável, sendo que 2% dizem que estão muito abaixo.

Pais influenciam os filhos

Além da genética, o comportamento dos pais obesos parece influenciar na relação do jovem com seu corpo, sua saúde e seu padrão de alimentação. Em relação a ter pai e mãe com obesidade, a resposta foi positiva com mais frequência entre os jovens que sempre vão a lanchonetes e redes de fast food, quase nunca fazem atividade física, avaliam sua alimentação como ruim, comem fritura, alimentos gordurosos, sanduíche e salgadinhos industrializados todos os dias e não comem frutas. Ter pai e mãe fumantes aparece com maior frequência nos grupos de estudantes que fumam e bebem quase todos os dias.

“A pesquisa revela que a maior parte dos entrevistados tem uma atitude bastante positiva em relação aos cuidados com a alimentação, com a atividade física, com a saúde física e a emocional”, diz Jairo Bouer, médico psiquiatra e coordenador da pesquisa.

  • 65% dos entrevistados têm IMC normal; quase 25% têm o peso abaixo do esperado para a altura; 8% têm sobrepeso e 2% são obesos.
  • Mais da metade faz cinco refeições diárias; 47% comem carne vermelha todos os dias ou de 5 a 6 vezes por semana e só 12% ingerem carne branca uma ou duas vezes por semana.
  • 41% comem doces e 28% tomam refrigerantes todos os dias; 25% dizem nunca comer sanduíches.
  • 71% dizem fazer atividade física todos os dias.
  • 29% passam pelo menos 5 horas no computador e 10% ficam mais de 4 horas diárias diante da TV.
  • Quase 88% afirmaram que a saúde é uma preocupação, mas 43% não constumam ir ao médico para controle.
  • 15% acham que sua saúde hoje está apenas regular ou não está boa.

Quase 8,5 mil alunos da 7ª série ao Ensino Médio (13 a 17 anos) de 82 escolas da rede particular de ensino de todo o País responderam anonimamente a um questionário online sobre questões relacionadas à saúde, como alimentação, atividade física, relação com o corpo e emoções. O projeto “Este Jovem Brasileiro” é realizado anualmente pelo Portal Educacional.

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Há décadas são realizadas pesquisas sobre a influência da ordem de nascimento sobre as características pessoais. Estudos recentes apontam que realmente o lugar ocupado na família interfere na personalidade.

Você já viu alguma manchete do tipo: “Dos 23 primeiros astronautas que foram para o espaço, quase 90% deles são primogênitos”?

Este é um só um dos exemplos que agrega a ordem como fator de influência no comportamento. Mas estas informações, examinadas sob critérios mais rigorosos, não se sustentavam. Até pouco tempo não havia indícios convincentes sobre essa relação de ordem e comportamento.

Vamos ao que interessa

Dois estudos realizados nos últimos anos encontraram dados mensuráveis de que ser o primogênito, filho do meio, caçula ou filho único costuma afetar tanto o QI de uma pessoa quanto sua personalidade.

Antes de chegar direto ao ponto, Joshua K. Hartshorne, Doutor em psicologia pela Harvard, precisa explicar por que as pesquisas antigas podem ter sido falhas.

O lugar na família está ligado ao tamanho dela. Se há apenas dois irmãos, cada um deles tem 50% de chance de ser o primogênito. Se há cinco filhos, cada um tem apenas 20% de possibilidade de ser o primeiro a nascer.

Assim, o fato, por exemplo, de entre os astronautas haver desproporcionalmente tantos primogênitos, pode demonstrar meramente que eles provinham de famílias menores e que, por causa disso, tenham recebido mais investimento em sua educação – e não que os primogênitos necessariamente se destacam.

É este o ponto falho, como alerta Joshua. Ao analisar inúmeros artigos acadêmicos sobre o assunto, ele notou que a maioria desconsidera a formação e tamanho dos grupos familiares e foi por isso que muitos pesquisadores determinaram que as consequências da ordem de nascimento não tinham sustentação válida.

Estudos mais recentes

Em 2009, o próprio Joshua K. Hartshorne publicou evidências de que a ordem de nascimento influencia a escolha de amigos e cônjuges (ele e sua mulher são primogênitos). Obviamente há exceções, mas é muito comum que primogênitos se associam a outros primogênitos, filhos do meio a filhos do meio, e assim por diante, afirma. As explicações:

Constatamos que esse efeito ocorre independentemente do tamanho da família, da classe social ou de cultura étnica. Os resultados são exatamente o que esperávamos, caso a ordem de nascimento influenciasse a personalidade.

Inúmeras pesquisas mostram que, na prática, as pessoas que vivem relacionamentos felizes e estáveis tendem a se identificar com a personalidade de seus cônjuges e, consequentemente, comungam valores. Se os parceiros têm características relacionadas, e a personalidade sofre influência da ordem de nascimento, faz sentido que a escolha dos companheiros esteja vinculada à ordem de nascimento.

Pesquisadores noruegueses publicaram, em 2007, um trabalho mostrando uma pequena – mas sólida – correlação negativa entre a capacidade intelectual e ordem de nascimento, segundo Joshua.

Eles alegaram que quanto mais irmãos mais velhos alguém tiver, tanto menor será o seu QI. Os pesquisadores recrutaram para o estudo cerca de 250 mil pessoas, e foram adotados rigorosos controles de tamanho de famílias, o que tornou a pesquisa especialmente convincente.

O levantamento mostra que os filhos diferem entre si de alguma maneira, seja na forma de enfrentar obstáculos, fazer escolhas e se relacionar.

Hoje, o que desafia os pesquisadores desse campo é a tarefa de descobrir as indicações de como esse processo ocorre.

Inúmeras possibilidades

Sempre haverá vantagens e desvantagens ligadas a ordem de nascimento. Primogênito terá muita atenção e cuidado pela grande expectativa e inexperiência dos pais de primeira viagem.

Filhos do meio terão pais mais seguros e menos ansiosos e desde pequeno recebem objetos que não servem mais para os irmãos. Sem contar o cuidado diferente dependendo do sexo da criança.

Caçula costuma ser mais mimado, o que pode deixá-lo egoísta, por exemplo. Mas como a formação das famílias tem mudado, os estudiosos do tema podem ter dificuldade em classificar a relação de influência da ordem.

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Será que é tão oposta a relação entre rendimento e distração?

A revista Galileu Galilei publicou os resultados de um estudo de pesquisadores da Universidade de Illinois com dados interessantes (e até intuitivo quando somos nós que exercemos alguma tarefa): pequenas distrações ajudam a pessoa a manter-se concentrada na mesma tarefa por um período mais longo do que se ela estivesse fazendo a tarefa principal sem parar.

Isso porque, para esses estudiosos, o pensamento age neste caso como uma sensação. Serve para aquelas situações em que deixamos de prestar atenção, como quando “um objeto está por um longo período em nosso campo de visão periférico, e depois de um tempo, ele “some” de nossa visão. Quem já perdeu foco depois de muito tempo concentrado na mesma atividade, sem distrações, passa pela mesma coisa”, explica o periódico.

Assim, como perderemos o foco depois de determinado tempo em uma tarefa, uma distração curta ajudaria a retomar à atividade. “A atenção não é o problema, o problema é que, com o tempo, o cérebro se habitua a uma atividade e seus estímulos não são mais registrados de maneira significativa. É a sensação de ler a mesma página de um livro várias vezes e não entender nada.”

Estudo

Foram 84 voluntários analisados, divididos entre aqueles que se concentravam somente em uma tarefa e aqueles que se concentravam por um período com momentos de distração. Esses últimos prenderam sua atenção por mais tempo na tarefa principal e ainda se saíram melhor nela.

Isso vai de encontro à ideia de que o cérebro detecta e responde a mudanças. “Na prática, eles sugerem que ao realizar uma tarefa que exige muito tempo de concentração, a pessoa faça pequenas pausas para retomar a atenção.”

Imagens ‘fofas’ geram gentileza e cautela nas atitudes

Sempre há estudiosos para revelar curiosidades que adoramos saber. Desta vez, psicólogos da Universidade de Virginia, nos Estados Unidos, resolveram testar se a sensibilidade causada por imagens fofas tem algum efeito no comportamento humano.

Dois estudos, com voluntários de ambos os sexos, revelaram que ao verem fotos de cães e gatos filhotes, tinham melhor desempenho em um jogo em que era preciso cuidado, do que aqueles que viram fotos de filhotes crescidos.

Os pesquisadores dizem que a exposição à fofura nos faz agir com mais cuidado, além de melhorar a nossa coordenação motora.

Essa mudança de comportamento para um maior cuidado após ver as imagens, faz sentido como uma adaptação para cuidar de crianças pequenas, e é consistente com a visão de que a fofura libera o nosso ‘sistema’ de cuidados.

O estudo mostrou ainda que a fofura não pode fazer as pessoas fisicamente mais fracas, mas pode torná-las menos dispostas a exercer a sua força total.

Vale ressaltar o que, no geral, já imaginávamos: as mulheres relataram maior ternura e tristeza e avaliaram as imagens como mais bonitas e mais interessantes, independentemente da condição, que os homens.

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Baby Boomers, Geração X, Y. Mas afinal, o que a época em que você nasceu revela sobre seu comportamento no ambiente corporativo?

Uma geração era definida pela média de diferença entre pais e filhos, o que traria uma nova geração a cada 25 anos, mais ou menos.

O que foi visto e continuamos a presenciar, nos últimos 50 anos, é que o intervalo entre uma geração e outra ficou mais curto – devido à evolução acelerada de tecnologias, pensamentos, comportamentos, etc.

Isso resulta em pessoas de diferentes idades (com diferenças bruscas de conhecimento) convivendo cada vez mais em todos os lugares, incluindo o trabalho.

Para entender o posicionamento de cada geração, é preciso também entender quais acontecimentos deram as características que a tornam um grupo hoje. Quem são os baby boomers?

Eles são filhos provenientes do final da Segunda Guerra Mundial. Nos Estados Unidos, com a volta dos soldados para casa, muitas mulheres engravidaram. Houve um “boom” de bebês. Por isso, essa geração é chamada de “baby boomers”. Uma geração que não queria mais a guerra, e sim paz e amor.

No Brasil, os “baby boomers” eram jovens quando começou a ditadura. Essa é a geração que lutou contra os militares, a geração da Jovem Guarda, da Bossa Nova, do Tropicalismo, do rock ‘n’ roll e dos festivais aqui e lá fora.

“A ideia da geração ‘baby boomer’ foi construir uma carreira que fosse sólida, na qual a gente tivesse uma fidelização ao trabalho. Uma carreira que nos realizasse, e não necessariamente nos oferecesse apenas um aporte material”, afirma o educador Mário Sérgio Cortella.

Estão preocupados com o dever, a segurança e em permanecer muito tempo numa empresa. Provavelmente ocupam posições de presidência, de chefia, de diretoria. Os seus pais os ensinaram a ter com os mais velhos uma figura de autoridade.

A geração X foi jovem na década de 80. Viram o Brasil censurado pela ditadura, mas assistiram às Diretas Já.

Quem é da geração X pintou a cara para derrubar o presidente. Viu a tecnologia entrar de vez em casa e usou diferentes moedas até chegar no Real.

Eles querem trabalhar mais para ganhar mais dinheiro. “São apegados a títulos e cargo, e gostam de deixar claro em que posição estão, porque, para eles, é mérito de muito esforço”, diz Renato Trindade, presidente da Bridge Research.

Ainda têm certa resistência à tecnologia e não buscam estar sempre conectados à inovação.

A geração seguinte cresceu num país que já era uma democracia e uma economia aberta. Nos anos 90, o Brasil foi melhorando e sendo respeitado depois do plano Real, e a internet abriu as portas do mundo para a geração Y.

Este profissional não busca um trabalho fechado. Ele não quer apenas receber ordens, mas também quer participar. Busca sempre a evolução imediata. É impulsivo e impaciente e quer estar em constante ascensão na carreira.

Para entender outros aspectos, veja o filme ‘We All Want to Be Young’ (Todos Nós Queremos Ser Jovens), resultado de diversos estudos realizados pela BOX1824 nos últimos 5 anos. A BOX1824 é uma empresa de pesquisa especializada em tendências de comportamento e consumo.

We All Want to Be Young (leg) from box1824 on Vimeo.

*Com informações do G1
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Capa da cartilha do CNJ (Divulgação)

Com o crescimento dos casos de bullying nas escolas e comunidades, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu produzir e distribuir gratuitamente uma cartilha para orientar pais e educadores de como prevenir o problema.

A proposta é ajudar na identificação de crianças e adolescentes que sofrem ou praticam bullying, ato de violência, humilhação e intimidação física ou psicológica, que pode levar a consequências graves, como evasão escolar e até suicídios.

Em forma de perguntas e respostas, o texto traz várias orientações sobre como identificar o fenômeno, quais são suas consequências e como evitar. Segundo o material, o exemplo dos pais é fundamental para a atitude que os filhos terão em relação aos colegas.

A cartilha, escrita pela psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, integra o projeto Justiça nas Escolas, que visa aproximar o Judiciário e as instituições de ensino do país no combate e prevenção de problemas que afetam crianças e adolescentes.

De acordo com o material, a conduta dos agressores pode ser identificada já em casa, por meio de sinais como comportamento desafiador e agressivo com os familiares. Já crianças que sofrem bullying, geralmente, apresentam sintomas físicos, como dores de cabeça e vômitos, principalmente no período que antecede a aula. Isolamento, retração, tristeza, depressão também são alguns sintomas das vítimas.

A cartilha ainda informa que o bullying é cometido pelos meninos com a utilização da força física e pelas meninas com intrigas, fofocas e isolamento das colegas.

Inicialmente, serão distribuídas 46 mil cartilhas em tribunais, no MEC e em secretarias estaduais da Educação.

O projeto Justiça nas Escolas envolve a promoção de seminários e visitas de membros da Justiça aos colégios para discutir com professores, educadores, psicólogos, alunos e pais, questões como combate às drogas, bullying, violência nas escolas, evasão escolar, prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e cidadania.

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Crianças que passam muitas horas por dia na frente da TV ou do computador têm mais risco de sofrer problemas psicológicos e de comportamento, mesmo que mantenham alguma atividade física regularmente.

A informação é de um estudo da Universidade de Bristol, na Inglaterra. Os pesquisadores perguntaram a cerca de mil crianças de 10 e 11 anos quanto tempo passam por dia jogando vídeo games ou assistindo televisão. As respostas variaram entre zero e cinco horas.

As crianças também responderam a um questionário para determinar seu estado psicológico, com perguntas como ‘geralmente me sinto sozinho, triste ou com vontade de chorar’, e ‘gosto de brincar sozinho’. Além disso, os pequenos receberam um aparelho que deveriam usar durante uma semana na cintura para medir a intensidade das atividades físicas realizadas.

Consequencias?

De acordo com os pesquisadores, excesso de tecnologia aumenta em cerca de 60% o risco de distúrbios psicológicos, independentemente da quantidade de atividade física que a criança pratique ao longo da semana.

O levantamento apontou que as crianças que passavam duas ou mais horas por dia em frente à TV ou computador eram mais hiperativas, apresentavam déficit de atenção, mais dificuldades em se relacionar socialmente, excesso de timidez e agressividade, além de mais problemas emocionais do que aquelas que passavam menos tempo.

Sedentarismo

Os resultados contrariam ainda alguns estudos realizados anteriormente, que demonstram que as crianças que praticavam atividades físicas compensavam os efeitos negativos das horas passadas em frente a uma tela.

“Percebemos que não há uma ligação entre um nível de atividade maior e um estado mental melhor. As crianças mais inativas, que não passaram a maior parte do tempo na frente da TV ou da internet, também foram bem nos testes psicológicos”, destacou a médica Angie Paige, coordenadora do estudo.

Segundo os pesquisadores, muitos pais, inclusive, acreditam que os filhos podem passar o tempo que quiserem vendo TV ou jogando, desde que compensem se exercitando. No entanto, a médica afirma que o resultado obtido mostra que não há dúvidas de que os pais precisam limitar as horas que os filhos passam na web ou vendo televisão.

Outros estudos e mais consequencias

Uma pesquisa feita pela Universidade de Montreal, no Canadá, apontou que crianças que passam mais tempo assistindo televisão têm um rendimento pior na escola e comem mais alimentos açucarados e gordurosos, que podem resultar em problemas de saúde como colesterol e obesidade.

Nos Estados Unidos e Austrália, por exemplo, os pediatras recomendam que as crianças não assistam mais que duas horas de televisão por dia.

O levantamento foi publicado no jornal americano Pediatrics.

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O estresse não é só realidade de gente grande. Muitas crianças também têm que passar por situações que podem desencadear o problema.

No entanto, diferente do que muitos pensam, o bullying, prática de violência, humilhação e intimidação física ou psicológica, não é a primeira causa de estresse infantil. São os adultos os principais causadores, entre pais e professores muito rigorosos.

Pesquisa da associação internacional para prevenção e tratamento de estresse, ISMA-BR (International Stress Management Association), realizada com 220 crianças, de 7 a 12 anos de idade, aponta:

- 63% das crianças reclamam das criticas e desaprovação familiar;
- 56% do excesso de tarefas;
- 41% dos pequenos apontam o bullying como causa de estresse.

Dentro de casa

Muitas vezes o adulto não percebe que um comentário dele traz tanto prejuízo à criança. De acordo com Ana Maria Rossi, psicóloga e presidente ISMA-BR, os pequenos precisam de limites, mas a maneira de o adulto se expressar e estabelecê-los vai ser importantíssima para a formação da autoestima da criança.

Como detectar o estresse infantil?

“Os pais começam a ficar preocupados, mas ao levar os filhos ao pediatra, muitas vezes nenhuma causa clínica para o mal-estar é revelada. Após encaminhar a psicólogos, há casos que chegam a necessitar de medicação, para depressão ou para ansiedade”, destaca Ana Maria.

No início, geralmente, a criança fica pouco comunicativa. Com o tempo, além da falta de expressão, chegam as dores de cabeça, de barriga e pouco ânimo para sair.

Benefício secundário

Entre as crianças, uma das maneiras mais comuns de demonstrar problemas que podem acarretar o estresse é o que os psicólogos chamam de benefício secundário.

Ao ser hostilizada no ambiente escolar por conta das roupas que veste ou de sua aparência, a criança passa a se queixar de dores, por vezes inexistentes. A reclamação faz com que elas possam escapar, por alguns dias, da escola.

Segundo a psicóloga, alegar a dor faz com que elas evitem o lugar que as deixa tristes, conseguindo o que querem. “A criança é muito intuitiva, sabe como usar sua sensibilidade para manipular o adulto”, ressalta a diretora da unidade brasileira da ISMA.

O benefício secundário também é utilizado para fugir do acúmulo de atividades, muitas vezes impostas pelos pais. Por isso, segundo Ana Maria Rossi, é importante entender o que a criança gosta.

Escutar e tentar entender

Para a psicóloga, o mais importante para os pais é saber escutar os filhos e entender suas limitações. “É importante dar à criança desafios compatíveis com a idade. Há pais que pedem para o filho pagar contas na internet e, quando a criança erra, reclama, a chama de burra, de incompetente. Isso é inaceitável”, afirma Ana Maria.

Quanto às mentiras, o melhor é tentar entender o porquê de a criança usar o mecanismo de defesa, em vez de censurá-lo por isso.

Ana Maria também afirma que os pais não devem ter medo de educar os filhos, cedendo às táticas de crianças muito mimadas para obter o que querem. “Para evitar um escândalo, muitas vezes os pais desviam da função de orientar, e isso é um desserviço à criança”, explica a presidente da ISMA-BR.

A pesquisa foi feita com crianças do Rio Grande do Sul e São Paulo.

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25/11/2009

As aceleradas transformações na maneira de gerir os negócios ao longo dos últimos 20 anos mostraram a importância de uma renovação constante. A crise econômica mudou o modelo vigente de se fazer negócios. Nesse contexto, o conhecimento e a percepção em estar atento às mudanças são apontados, cada vez mais, como um fator determinante para trazer verdadeiros diferenciais competitivos a serviços e produtos – algo fundamental em tempos de altíssima competitividade, tanto fora, quanto dentro do Brasil, já que é preciso levar em consideração a opinião dos consumidores e a forma com que eles reagem às ações das empresas e marcas, o que trouxe mudanças profundas no relacionamento entre estes dois agentes.

O fato é que as pessoas e companhias estão se especializando em se transformarem, sobretudo exercitando a capacidade de assimilar o valor significativo das mudanças para o progresso empresarial e a contínua melhoria pessoal. Ao mesmo tempo em que experimentamos facilmente – mudar de casa, de carro, de opinião, de empresa – ainda temos convicções arraigadas que não nos permitem quebrar alguns paradigmas, mas é importante que façamos um esforço para mudarmos junto com as novas tendências do mercado.

Para falar um pouco da experiência de mudar, o evento contará com três palestrantes. Após a abertura de Marlene Ortega, sócia-diretora da Universo Qualidade  e Vice-Presidente da Business Professional Women, o mestre budista Arthur Shaker, Instrutor de Meditação Budista no Centro de Estudos de Yoga Narayana, avalia a importância de mudar na mente e no espírito. Os apegos às velhas fórmulas nos detêm nos momentos de escolher um novo caminho. Para evoluir é preciso desapegar-se daquilo que nos parece seguro.

A prática que pode favorecer o trânsito das pessoas por outros percursos será explicada pelo segundo palestrante Co-fundador e Presidente da Sociedade Brasileira de Programação Neurolingüística, Gilberto Cury, e por fim, o Professor Consultor em Gestão Empresarial, Waldez Ludwig com sua experiência na interpretação dos cenários corporativos e na área de desenvolvimento do capital intelectual espelhará em sua palestra os exemplos bem ou mal sucedidos de mudança, ao mesmo tempo que nos provocará com suas colocações diretas e consistentes.

Afinal, porque tanto medo se o caminho sempre foi desconhecido?

SERVIÇO   
Local:
Renaissance São Paulo Hotel
Data: 25 de Novembro de 2009

Horário: 14h00min
Endereço: Al. Santos, 2.233 (Próximo ao Metrô Consolação)

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O ser humano nasce dotado desse dom: a Espontaneidade. No entanto, com o passar do tempo e o acúmulo de responsabilidades acabamos por pensar demais antes de falar e agir. Tal atitude nos faz refletir sobre a importância de nossas escolhas e seu resultado em nossa rotina. Abaixo, artigo da psicóloga Ana Flávia sobre o assunto, publicado no Blog da Simbiose Brasil. Boa Leitura!

Vivemos em constantes transições sociais, culturais e, principalmente, pessoais. Nesse cenário sem muitas respostas, mas com muitas perguntas, abro mais uma reflexão sobre as nossas escolhas. Nem sempre é fácil escolhermos entre uma coisa e outra, pois certamente a escolha que fizermos acarretará na perda de algo que também é significativo para nós.

Assim como em cada fase de vida, as escolhas que fazemos são singularmente diferentes, e cabe a nós avaliarmos como elas interferem no contexto em que estamos inseridos. Vamos nos descobrindo ao longo do tempo e, a cada descoberta, fazemos uma escolha.

Escolhi a Psicologia por querer saber os “porquês” da vida e uma de minhas descobertas no percurso acadêmico foi o Psicodrama. Esta teoria me chamou a atenção por ter como pilares conceituais a espontaneidade e criatividade, condições indispensáveis para o bom desenvolvimento dos diferentes papéis sociais, pelos quais se dão todas as relações humanas.

De forma indireta, espontânea, criativa e lúdica, as técnicas psicodramáticas conseguem estimular a manifestação verdadeira dos afetos individuais através da dramatização. Tive interesse em saber como essa teoria funcionava na prática. Em uma das “conversas de corredor” na faculdade, recebi um convite para ir ao Centro Cultural São Paulo para conhecer as sessões abertas de Psicodrama que acontecem lá. Escolhi confirmar minhas expectativas de que esse seria o momento ideal que abriria portas para novas descobertas e, conseqüentemente, novas escolhas.

Realmente é tudo muito espontâneo. O local onde acontecem as sessões é convidativo. O palco e o psicodramatista despertam a platéia a experimentar ser ator e autor de sua própria historia, colocando no palco questões trazidas pelos participantes, como situações familiares, amorosas, institucionais, enfim, aquelas que são da vida real.

Todos nós nascemos espontâneos e só deixamos de sê-lo devido a fatores adversos do ambiente afetivo-emocional e social. Quando permitimos trabalhar nossa espontaneidade ao longo da vida, podemos notar nossas ações desempenhadas com maior flexibilidade e criatividade. Nós escolhemos a faculdade que vamos fazer; a carreira profissional que queremos trilhar; as pessoas com quem vamos nos relacionar. E, se estamos fazendo escolhas, estamos buscando o que acreditamos ser melhor para nós, neste momento.

E você, tem feito as escolhas que acredita serem as melhores para o momento de vida que está?

Ana Flávia Fernandes Ferreira é Psicóloga formada pela Universidade São Marcos e atualmente desenvolve projetos na área de Recursos Humanos na empresa de comunicação Simbiose Brasil.

Psicodrama no CCSP
Realização: Associação Amigos do Centro Cultural São Paulo
Coordenação: Cida Davoli
Não há necessidade de inscrição.
Mais informações: Divisão de Ação Cultural e Educativa tel. 3397-4037 – Sábados, das 10h30 às 13h – Sala Adoniran Barbosa.
Para visitar a página do Psicodrama Público no Centro Cultural São Paulo clique aqui.

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Um fenômeno homônimo em quase todo o globo merece atenção na mesma magnitude. O bullying, do inglês bully (cruel, intimidador, agressivo), é o termo utilizado para designar o comportamento hostil por parte de algumas crianças aos seus colegas.

A violência física e moral ocorre em escolas de todo mundo, tanto públicas quanto privadas. O que muitas vezes parece ser uma brincadeira infantil pode tomar proporções tão grandes que refletem no decorrer da vida dos envolvidos e da sociedade.

O bullying induz outras formas de violência, estimula o comportamento agressivo e bloqueia a auto-estima da “pessoa alvo”. Alguns transtornos mentais também podem ser desencadeados pelo bullying, sendo fatores responsáveis por grandes massacres como o de Columbine e na Escola Virgínia Tech, nos EUA. Casos em que estudantes revoltados entraram armados em suas escolas, matando colegas e professores.

Recentemente, o bullying também é praticado virtualmente, sua prática na internet potencializa mais vítimas. É por todos esses motivos que o assunto deve ser pensado por toda sociedade: pais, educadores, psicólogos, juristas, etc.

Mas, de quem é a culpa?

Princípios e caráter são esculpidos desde pequenos, tendo como responsável primordial a família. É nesse ambiente que a criança será introduzida a certos valores.

Na escola, é onde essa criança terá o primeiro convívio público, aprenderá a viver em sociedade e colocar em prática o respeito ao próximo. Nos dias atuais, as crianças têm passado mais parte do seu tempo na escola do que em casa e é por isso que as instituições de ensino também têm participação efetiva na formação e na integridade física e psicológica dos alunos.

Para o Coordenador do Departamento de Psiquiatria de Infância e Adolescência da Associação Brasileira de Psiquiatria, Lúcio Simões de Lima, a melhor alternativa é promover grupos de discussões em escolas, condomínios, igrejas, etc. “Devemos proceder com muita conversa: com a criança, com a escola, com palestras no meio em que está acontecendo o bullying”, aconselha.

“O bullying envolve os ‘pequenos’, mas é assunto também para ‘gente grande’”

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Pesquisa recente realizada na Universidade Estadual de Oklahoma  revelou evidências a respeito do gosto das mulheres por homens comprometidos. O motivo? Segundo os autores da pesquisa a razão é o fato de os homens comprometidos já serem “pré-selecionados” por outras mulheres. Outra razão interessante é o aspecto cultural. Nos EUA as mulheres são socializadas para serem competitivas, logo, projetam sua autoestima a partir do companheiro das mulheres rivais.

E você, o que pensa sobre o assunto? Acha que as brasileiras se encaixam nesse comportamento?

 

*Com informações da FSP

 

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A cidade de São Paulo está seguindo mais uma tendência mundial: a queda na fecundidade. Um estudo da Fundação Seade constatou que o índice que mede a quantidade de filhos por mulher caiu de 2,3 para 1,9 no período de 1997 para 2007. Mas, se o seu planejamento familiar não segue essa tendência não se preocupe.

Nem a mais, nem a menos.

Para driblar o radicalismo alguns países desenvolvidos, em que esse costume é mais antigo, algumas medidas extremas de incentivo à maternidade já estão sendo tomadas. Entre elas está a concessão de subsídios em dinheiro para cada filho gerado.  Por isso, o ideal é um equilíbrio entre vontade, disponibilidade e muito bom-senso.

Comportamento geral.

Atualmente são apenas três subprefeituras da metrópole que mantém uma taxa equivalente à manutenção da população sem necessidade de migração. Os resultados são reflexos da mudança nos valores e modelos culturais e são positivos quando enumeradas as causas:

- aumento da escolaridade;
- maior participação feminina no mercado de trabalho;
- uso de métodos anticoncepcionais;
- programas sociais que auxiliam a população de baixa renda.

Diante desse novo cenário demográfico de queda e envelhecimento da população alguns setores buscam adaptações. É o caso dos serviços de transporte, educação, consumo, habitação e, principalmente, saúde. Segundo a assistente na atenção básica da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, Sonia Freire, o impacto das mudanças reverterá numa maior preocupação com práticas de prevenção de doenças e incentivo à atividade física.

“Pense à frente: prevenir é o melhor remédio”

*Este post contou com informações da Folha de S.Paulo

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