26°C | Rio de Janeiro, Rio de Janeiro | 05 / 02 / 2012
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Longe da meta do clima: CO2 ainda em alta

O principal personagem do aquecimento global, o dióxido de carbono (CO2), continua preocupando (e muito!). Apesar de pauta constante e alvo diversas iniciativas, a emissão do CO2 não caiu como o esperado.

A conclusão é de um estudo realizado por um grupo de pesquisadores do Reino Unido, Estados Unidos, Austrália e França. O texto, uma atualização anual do Global Carbon Project, destaca que as emissões de dióxido de carbono não dão sinais de queda global e pior: pode atingir nível recorde em 2010.

Os autores concluíram que as emissões do poluente em 2009 foram apenas 1,3% menores do que as do ano anterior. A queda é menos da metade do que se estimava há um ano.

Relação com a crise

A previsão dos especialistas era que a crise econômica e financeira, que afetou diversos países no último ano, contribuísse com a redução do CO2. De fato, isso ocorreu. A maioria dos países industrializados apresentou diminuição da emissão do dióxido de carbono, como o Reino Unido, que registrou em 2009 queda de 8,6% em relação ao ano anterior.

Entretanto, diversas economias emergentes tiveram crescimento elevado, mesmo com a crise, o que refletiu no aumento das emissões do gás. Na China, houve, por exemplo, uma elevação de 8% e na Índia de 6,2%.

A pesquisa, publicada na revista Nature Geoscience, aponta ainda que, se o crescimento econômico continuar, as emissões globais de combustíveis fósseis aumentarão em mais de 3% em 2010, aproximando-se das elevadas taxas observadas entre 2000 e 2008.

Como cumprir as metas?

Segundo documento divulgado hoje (23) pelo Programa Ambiental da ONU (Pnuma), se tudo der certo e todos os países fizerem o máximo para conter emissões de carbono nos próximos anos, o mundo ainda estará longe de atingir a meta de limitar o aquecimento global a 2ºC.

Para cumprir o que foi prometido na última conferência do clima de Copenhague (COP-15) e evitar um possível aquecimento descontrolado da Terra, os países não apenas teriam de endurecer suas metas de corte de emissão do CO2, como ainda precisariam desligar todo o sistema de transporte do globo!

Em números: No documento, feito por nove institutos de pesquisa, os cientistas afirmam que as emissões de gases do efeito estufa deveriam ficar entre 40 e 48,3 bilhões de toneladas de CO2 até 2020, e que o valor deveria atingir seu auge entre 2015 e 2021. Para os pesquisadores, manter essa faixa e cortar as emissões globais de 48% a 72%, entre 2020 e 2050, daria ao mundo uma chance “mediana” de respeitar o limite de 2C.

No entanto, o próprio relatório documento informa que “as emissões esperadas para 2020 variam de 48,8 e 51,2 bilhões de toneladas de CO2-equivalente”. Ou seja, mesmo no melhor cenário, em que todos os países cumpram suas promessas, o total de emissões ainda estará entre 500 milhões e 8,8 bilhões de toneladas acima do que os cientistas julgam tolerável.

Resumindo: Se a humanidade quiser ter 66% de chance de manter o aquecimento global abaixo de 2ºC no fim deste século, o nível global de emissões em 2020 terá de ser de 44 bilhões de toneladas de CO2 equivalente, ou seja, a soma de todos os gases-estufa “convertidos” no potencial de aquecimento do dióxido de carbono.

Senão…

Em contrapartida, se nada for feito, as emissões podem chegar a 56 bilhões de toneladas em 2020. “Isso elimina a chance dos 2ºC e pode nos colocar no caminho de 5ºC de aquecimento em 2100″, informou Suzana Kahn Ribeiro, pesquisadora da Coppe-UFRJ, uma das autoras do relatório, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo.

Para tentar chegar mais perto do almejado 2ºC no aquecimento global, os países precisam adotar o que o “The Emissions Gap” chama de “cumprimento estrito de metas condicionais”.

Ou seja, o cumprimento das reduções que alguns países dizem que farão se outros fizerem. Não entendeu? Vamos explicar melhor: a União Européia, por exemplo, se compromete a passar de 20% para 30% de corte em relação a 1990 se os EUA também avançarem nas suas metas.

O cálculo dos cientistas é que se isso for feito, ficaria “sobrando” na atmosfera em 2020 “apenas” 5 bilhões de toneladas para atingir os 2ºC.

O relatório do Pnuma, intitulado “The Emissions Gap” (“A Lacuna das Emissões”), será entregue à chefe da Convenção do Clima da ONU, Cristiana Figueres. Seus autores passaram seis meses avaliando 223 cenários de emissões de CO2 construídos a partir das metas voluntárias de corte de carbono propostas por vários países no Acordo de Copenhague (documento que resultou da conferência).

Há menos de uma semana para o começo da Conferência do Clima de Cancún (COP 16),  no próximo dia 29, a intenção da ONU é chamar a atenção de que não é aceitável que o encontro termine apenas com fracas promessas.

*Com informações Agência FAPESP e FSP.
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Sim, é possível. O mais novo protótipo de veículo ecológico da China, o YeZ, é totalmente movido a energias naturais.  O carro absorve CO2 (dióxido de carbono) para gerar eletricidade e o devolve em forma de oxigênio!

Se você está pensando: − O carro faz fotossíntese? Você está correto!

A energia necessária para o veículo é obtida na natureza, simulando o processo que as plantas fazem: ele absorve CO2 (grande vilão do aquecimento global) e libera oxigênio na atmosfera, fazendo juz ao seu teto em formato de folha.

Divulgação

A energia solar é captada através de painéis presentes na parte superior do veículo e aeólica aproveitada através de um sistema de captação do vento presente nas quatro rodas.

A energia obtida por esses processos ficam armazenadas nas baterias responsáveis pelo movimento do veículo.

Divulgação

Bom demais para ser verdade?

A previsão para que o veículo esteja disponível para uso é 2030.

O YeZ, palavra que em mandarim significa folha, é um carro conceito apresentado pela GM e a fabricante chinesa SAIC.

Conheça outras iniciativas sustentáveis:

- Cem árvores nascem de uma caixa de papelão

- Champagne sustentável: Tamanho menor, menos emissão de CO2

- Estacionamentos Verdes

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Imagem site oficial

A princípio parece uma caixa de papelão como qualquer outra. Pode ser produzida em qualquer dimensão: como caixa de pizza, de eletrônicos ou de sapatos. A diferença é que ao plantá-la você faz nascer cem árvores.

Rasgue-a, enterre os pedaços de papelão e regue. A Life Box pode ser plantada, no máximo, até dois anos após ser recebida, mas precisa mantê-la seca até decidir plantá-la. Caso contrário, as sementes podem começar a brotar antes do seu desejo.

Na composição de cada caixa foram inseridas cerca de 100 sementes de árvores com esporos de fungos que formam uma micorriza – ação mútua benéfica existente entre certos fungos e plantas. Ao serem plantadas, as sementes brotam com ajuda dos fungos.

Imagem do Site Oficial

E se apenas uma árvore das cem possíveis crescer? Em 30 anos, ela absorverá 1 tonelada de dióxido de carbono (CO2). A empresa pretende lançar outros tipos de Life Box para serem usadas no jardim, ou em locais menores.

A invenção de Paul Stamets, foi aprovada pelo Departamento de Agricultura de todos os estados americanos (menos o Havaí), mas para ser enviada ao exterior precisa da aprovação de cada país para que espécies de plantas não se espalhem fora do seu habitat natural.

As caixas ainda são produzidas em pequena escala. Imagine se alguma empresa grande resolvesse aderir a ideia e financiasse o processo? A gente espera para ver!

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Imagine sentir no próprio corpo os efeitos do CO2 no meio ambiente! Arrepiou só de pensar? Sinal que sua consciência ambiental anda pesada!

A ideia partiu de uma designer de Nova York.

Kristin O’Friel criou um espartilho com sensores que se comprimem ou distendem de acordo com a quantidade de CO2 no ar. Abaixo imagem da novidade.

Divulgação

E você, teria coragem de usar o espartilho como protesto? Se a moda pega precisaremos de alguns cilindros de oxigênio a tira colo!

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No Brasil, quando a preocupação não é o verão, é o carnaval! As mulheres têm uma preocupação maior com a estética nesse período do ano, principalmente as passistas das escolas de samba que irão exibir o seu corpo esbelto nas passarelas do Anhembi e da Marquês de Sapucaí.

O homem que deseja uma mulher que não tenha celulites ou estrias, que procure crie um avatar, pois não existe mulher livre desse tormento estético. Nem mesmo as mais saradas estão livres, mas existe uma maneira de reverter essa situação, mas para isso é preciso dinheiro ou patrocínio.

Carboxiterapia
Essa é a alternativa para se livrar da celulite, flacidez, gordura localizada e estrias. O tratamento é realizado através de sessões onde a paciente recebe a aplicação de CO2 embaixo da pele. A aplicação do gás na pele resulta em uma melhor circulação sanguínea nos tecidos, isso faz com que a mulher queime mais gordura e produza mais colágeno – proteína responsável por manter as células unidas.

A aplicação só deve ser feita em clínicas de estética especializadas, com profissionais competentes.

Para fazer o tratamento é preciso ter um bom limite no cartão de crédito ou ser bancada por alguém, do contrário, nada feito! As sessões podem de R$ 40,00 a R$ 200,00, algumas clínicas podem cobrar até R$500,00, cada sessão.

O gás carbônico utilizado é retirado da própria respiração do ser humano, portanto não tem contra-indicações.

“Você está pronta para se “turbinar” para o carnaval?” Comente.

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O Blog da Saúde já falou de algumas alternativas para combater o aquecimento do nosso planeta, como usar tinta branca e seqüestro de CO2. Uma nova pesquisa foi divulgada ontem, e pode ser mais uma alternativa inteligente para o combate do aquecimento global.

Cientistas conseguiram criar um mecanismo capaz de utilizar o gás Carbônico, um dos causadores do efeito estufa presente na atmosfera, para produzir um catalisador químico. Dessa forma, o que ficaria solto na atmosfera, ajudando no aquecimento global, será utilizado como um produto industrial.

A descoberta aconteceu “sem querer”. Os cientistas não sabem ao certo como conseguiram criar esse mecanismo que tem uma placa à base de cobre com o poder de aproximar as moléculas de CO2 e transformá-las em uma substância chamada oxalato de lítio, que poderá ser usada em produtos de limpeza, por exemplo.

Além de tirar o CO2 da atmosfera, a substância que será criada é reciclável, e consegue prender bem o gás, não voltando tão rápido para o meio ambiente.

Mas ainda não é possível produzir esse mecanismo em larga escala, o experimento não vai sair tão cedo dos laboratórios, por isso é preciso utilizar medidas já existentes para conter o aquecimento enquanto podemos.

Saiba como funciona esse mecanismo:

Divulgação FSP

 

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Você já ouviu falar de seqüestro de CO2? De certa forma soa entranho, mas essa prática é mais natural do que se imagina.

Na fase de crescimento das árvores elas precisam de uma quantidade maior de carbono. Por conta disso, elas absorvem o CO2 da atmosfera aproveitando somente o carbono e liberando o oxigênio que retorna para o meio ambiente. Uma árvore sozinha é capaz de absorver cerca de 180 quilos de CO2.

Outro tipo de seqüestro de CO2 é o seqüestro geológico de carbono que consiste em separar o CO2 dos outros gases emitidos pelas indústrias. Assim que é separado, o gás é capturado e transportado através de navios, dutos, balões. Após esse processo ele é injetado em um reservatório geológico, como em minas de carvão, campos de petróleo abandonados ou em fase final de exploração, ou em lençóis de água subterrânea que não podem mais ser utilizadas pelo homem.

Esse conceito de seqüestro foi definido durante o Protocolo de Kyoto, em 1997. Mas fica difícil seguir com essa prática, já que os custos são altos, precisando do apoio de empresas privadas para dar continuidade aos projetos iniciados em algumas Universidades do país.

A Petrobrás é uma das empresas que investem seus recursos em seqüestro de carbono, a empresa afirma ter investido R$ 30 milhões em pesquisas.

Para que outras empresas tenham a mesma iniciativa é necessário que o Governo tome alguma providência, como incentivar que as empresas comecem a investir em pesquisas que ajudem na melhoria do ar que circula na atmosfera.

Você acha que o Governo deveria tomar essa iniciativa? Ou seria mais fácil evitar
a produção de gases que provocam o aquecimento global? Comente.

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A Torre Eiffel pintada de branco, os famosos ônibus londrinos de dois andares pintados de branco, a muralha de China inteira em branco… E não é coberto de neve. Pintar (com tinta mesmo) os telhados de branco ou até mesmo cidades inteiras é uma solução relativamente barata e simples para combater o aquecimento global.

Segundo cientistas californianos, a medida irá contribuir para redução da emissão de CO2 e da elevação da temperatura nos centros urbanos decorrente da escassez de áreas verdes e outras alterações do homem na paisagem como as construções e a emissão de poluentes.

A teoria é baseada no princípio de que as cores claras refletem luz e as devolvem para a atmosfera, enquanto as cores escuras absorvem e as transformam em calor contribuindo assim para o aquecimento da terra.

Pintar as edificações de branco também seria eficaz na redução do uso de energia. Por exemplo, devido à redução do calor interno seria quase que desnecessário a utilização de ar condicionado para refrescar os ambientes.

O resultado dessa recauchutagem branca seria equivalente a tirar todos os carros de circulação por 11 anos. Quem agradece são as indústrias de tinta que precisarão disponibilizar matéria suficiente para pintar tantos lugares.

O problema é que as tintas, assim como os outros materiais utilizados na construção civil são produzidas de derivados do petróleo e, consequentemente, também implicariam na liberação de gases. Será que o CO2 liberado para produção de tanta tinta branca seria comparativamente menor do que a quantidade economizada pela medida?

Você entrará nesta campanha e pintará sua casa de branco também? E se formos mais além e só usássemos roupas brancas, será que a mudança seria significativa?  Comente.

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Líderes de mais de 193 países começam hoje uma bateria de reuniões que se estenderá por seis dias. O intuito é definir um acordo global que visa a redução das emissões de gases causadores do efeito estufa.

O aumento da concentração de gás carbônico na atmosfera está diretamente ligado ao aumento da temperatura no planeta. Gráficos de mais de 400 mil anos confirmam essa tese.

O início de tudo, no entanto deve-se principalmente à Revolução Industrial. Foi nessa época que o homem começou a utilizar máquinas movidas a carvão e petróleo, em que a queima libera o gás CO2 na atmosfera.

Durante a cerimônia de abertura um dos representantes da Convenção das Nações Unidas foi enfático ao afirmar que “o tempo das declarações formais acabou” e que “chegou o momento de darmos as mãos”.

Abaixo, informações úteis para que você entenda porque chegamos a tal ponto de degradação ambiental. Acompanhe.

Na torcida para que “diplomacias”  à parte o discurso se confirme, o Blog da Saúde  acompanha e aguarda bons resultados diante do encontro mundial.

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Faltam apenas 4 dias para a Conferência da ONU sobre as mudanças climáticas. Durante o encontro em Copenhagen, uma tonelada de CO2 será representada na forma de um cubo a fim de mostrar o impacto que o gás causa para o aquecimento global.

A quantidade demonstrada equivale ao que uma pessoa emite em apenas um mês numa cidade industrializada. Segundo a diretora da empresa responsável pelo projeto, “O CO2 é invisível ao olho humano e, às vezes, o que você não vê você ignora”.

O vídeo a seguir mostra o projeto:

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Ainda neste século nós deveremos nos habituar ao calor intenso, que deve aumentar, e muito. Recentes pesquisas sobre as emissões de dióxido de carbono (CO2) no meio ambiente serão as grandes responsáveis.

Por isso é de extrema importância que desde já haja um esforço concentrado para a diminuição da queima de combustíveis fósseis.

A imagem abaixo, retirada do Blog do Planeta  demonstra como o mês de outubro passado foi mais quente que a média entre 1971 e 2000. Pontos vermelhos são quentes e pontos azuis são frios. Nosso país ficou de dois a três graus mais quente.

Divulgação Blog do Planeta - Clique para Ampliar

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“Aplique Filtro Solar e conscientize-se.”
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Os dados oficiais não mostram, mas os danos ao meio ambiente causados pela agropecuária assustam. Os alvos de programação para diminuição de emissões concentra-se na maioria das vezes no setor energético e de desmatamento.

Você então deve se perguntar o que os pobres bois têm a ver com isso? O que acontece é que os gases produzidos no estômago do boi geram muito metano. O gás metano para se ter ideia é cerca de 21 vezes mais forte que o CO2. Seus dejetos, quando não manejados de maneira correta também contribuem para a liberação do gás na atmosfera.

Um período estudado entre os anos de 1994 e 2005 demonstrou um percentual de 26,6% de crescimento na emissão de gases diretamente relacionada à atividade agropecuária. Além dos problemas destacados acima há também a questão de manejo do solo. Na mesma pesquisa, o percentual somado sobre desmatamento e transformação de áreas agricultáveis em pasto responde por 26,6%.

O Blog da Saúde ouviu a Dra. Roberta Gasparotto, advogada especializada em Direito Ambiental para saber quais são os caminhos para a solução desse problema. Confira!

1) Por que a importância do peso da agropecuária as emissões brasileiras é ignorada até pelo Ministério do Meio Ambiente?
As emissões da gropecuária brasileira são ignoradas devido à sua importância comercial. O rebanho bovino mundial é de um bilhão de cabeças, sendo que o Brasil tem o maior rebanho bovino comercial do mundo, com cerca de 204,7 milhões de cabeças e atualmente lidera as exportações mundiais. O volume exportado representa mais de 30% de participação no mercado mundial. O total das vendas desse produto para o exterior representa 7% de todas as exportações brasileira s. Além disso, o Brasil é uma das poucas nações com capacidade para expandir sua área de pastagem (de aproximadamente 200 milhões de hectares).

2) Qual a diferença de efeito do gás metano e do CO2 no meio ambiente?
O gás metano é um dos gases causadores do Efeito Estufa, que é o grande responsável pelo aquecimento global. O gás metano tem potencial de aquecimento 21 vezes superior à do Dióxido de Carbono. Não podemos esquecer que as fezes dos animais liberam Óxido Nitroso, que tem potencial de aquecimento 310 vezes superior ao Dióxido de Carbono. Além destes gases ainda há a preocupação com o CO2, gas liberado quando há o desmatamento de florestas para formação de pastos.

3) Confinar os animais e plantar cana de açucar em solo degradado ajuda?
A pecuária gera uma quantidade significativa de dejetos, que apresentam elevado potencial poluidor, de águas, solo e ar. O confinamento dos animais já é uma metodolgia aprovada pela Convenção Quadro das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (CQNUMC). É conhecida como: ACM0010 “Metodologia consolidada de linha de base para redução de emissão de gases do efeito estufa provenientes do sistema de manejo do esterco”. Esta metodologia prevê que os animais devem estar confinados, seus dejetos devem ser coletados e, com auxílio de um biodigestror deve-se realizar a queima do gases oriundos dos dejetos, podendo ainda gerar energia elétrica. A pecuária é também o setor que mais ocupa terras no Brasil.  De acordo com IBGE, há 172,3 milhões de hectares no Brasil utilizados com pasto e, caso os animais sejam confinados esta área ocupada pode ser diminuída. No tocante à plantação de cana-de-açúcar em solo degradado, estudos da equipe da USP comprovam que este tipo de plantio é uma boa forma de reter mais carbono no solo.  No entanto, são necessários cuidados para que os animais que ali estavam antes do plantio não sejam removidos para outro lugar causando mais desmatamento.

*Roberta Gasparotto é graduada em Direito pela Universidade Estadual de Londrina e especializada em Direito Ambiental pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP desde 2007. OAB SP 254.583. O contato com a profissional pode ser feito através do e-mail: robertagasparotto@uol.com.br .
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