Blog da Saúde
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Sabe aquela história de que ‘fumo às vezes, mas paro quando quiser’?

É furada. Mesmo se o adolescente fumar uma vez por mês, aproxima-se da dependência, o que aumenta ainda mais se ele demonstrar sintomas precoces como ânsia para fumar ou irritação quando não puder.

O estudo foi publicado na Pediatrics e acompanhou 370 voluntários durante 4 anos. Do total, 62% fumavam pelo menos uma vez por mês, 52% tinham sintomas de dependência e 40% tornaram-se fumantes diários.

Durante os anos de acompanhamento, os sintomas aumentavam conforme eles aumentavam o consumo. Se antes só tinham vontade de fumar, com o passar do tempo os relatos incluíam dificuldade para se controlar, abstinência da nicotina e a frequência passou a ser diária.

Brasil

A idade média em que os jovens começam a fumar vai de 13 a 15 anos. Mas com a contribuição das campanhas antitabagismo, como a Lei Antifumo, mais e mais pessoas deixam de fumar ou têm intenção de parar.

Na Pesquisa Especial de Tabagismo realizada pelo IBGE e pelo Ministério da Saúde, entre 1989 e 2008 o percentual da população brasileira fumante com 15 anos ou mais caiu de 32% para 17,2%.

Substituir o cigarro por cigarrilha e outros derivados do tabaco por achar que são menos prejudiciais, não adianta. Todos esses produtos possuem por volta de 4.700 substâncias tóxicas e mais de 40 são cancerígenas.

E se você acha que precisa de meses para ter algum benefício ao parar de fumar, se engana. Veja as informações do Hospital Albert Einstein:

20 minutos após fumar o último cigarro
•    a pressão arterial e a frequência cardíaca voltam ao normal
•    a temperatura das mãos e dos pés aumenta até o nível normal

8 horas após parar

•    estabilizam-se as concentrações sanguíneas de monóxido de carbono e de oxigênio
•    não há mais nicotina circulando no sangue

48 horas após parar

•    melhora significativa no olfato e no paladar

1 a 3 semanas após parar
•    melhora da disposição física
•    melhora a circulação sangüínea
•    a função pulmonar aumenta em até 30%

1 a 9 meses após parar

•    diminuem a tosse, a congestão nasal, a fadiga e a falta de ar
•    o risco de doença coronariana fica reduzido à metade se comparado ao risco de um fumante

5 anos após parar
•    em 5 a 15 anos, o risco de derrame cerebral fica reduzido ao mesmo de um não-fumante
•    o risco de câncer de boca, garganta e esôfago chega à metade do risco de um fumante

10 anos após parar

•    a taxa de morte por câncer de pulmão chega à metade da de um fumante
•    células pré-cancerosas são substituídas por células saudáveis

Você está esperando o quê para abandonar o vício? Qualquer pessoa pode parar de fumar!

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Já comentamos por aqui sobre a aceitação da Lei antifumo e sua ampliação para outros Estados brasileiros. Mundo afora, a lei antifumo já existe há algum tempo e, talvez, num futuro próximo será proibido fumar até dentro dos veículos.

Na Grã-Bretanha, resultados de um estudo feito pelo Royal College of Physicians mostrou que o fumo passivo é responsável por mais de 300 consultas e diagnósticos de asma em crianças. Acompanhe mais informações no vídeo abaixo:

E se a iniciativa acontecer por aqui? Você acha que o fumo
também deve ser proibido dentro dos veículos? Comente.

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Antigamente o cigarro era símbolo de elegância na sociedade, é possível observar isso nos filmes mais antigos de Hollywood. Como tudo na vida, a sociedade se desenvolveu e agora está mais preocupada com a saúde mundial. A imagem do cigarro mudou e se tornou a maldição do século.

O fumo mata 420 mil americanos por ano e três milhões de pessoas no mundo, seis por minuto. Segundo a Sociedade Americana de Câncer esse número pode chegar a 7 milhões no ano de 2020.

Pensando nisso a revista científica “PLoS Medicine” afirmou ontem, 23, que não irá mais publicar trabalhos que tenham algum financiamento da indústria de cigarros. Até porque isso seria uma contradição, já que a revista publica estudos que trazem benefícios a humanidade.

Essa é uma ótima iniciativa já que as empresas da indústria de cigarro não estão preocupadas com isso. O cigarro é o produto de consumo que mais obtém lucro no mercado.

“É importante lembrar que o principal preocupado com a sua saúde deve ser você mesmo”

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Se antes você achava que convidar gentilmente os amigos tabagistas a fumar na varanda ou no quintal de casa bastava para livrar-se dos resíduos tóxicos da fumaça…bem, é melhor pensar em outra alternativa.

Uma pesquisa realizada pelo Lawrence Berkeley National Laboratory destaca que mesmo quando apagado, o cigarro permanece sendo uma ameaça à saúde dos não fumantes.

Isso porque as toxinas liberadas na fumaça grudam em superfícies como pisos, carpetes e permanecem ali por semanas e até meses.

Nesse cenário, onde o perigo está invisível aos olhos as mais prejudicadas são as crianças, que brincam, manipulam objetos e engatinham em lugares contaminados.

Além disso, pele, roupa e cabelos de quem fuma – e de quem está próximo – ficam com partículas das substâncias tóxicas.

“Precisa de mais algum motivo para dar o primeiro passo e tentar livrar-se do vício? Se não for por você, que seja pelas pessoas que ama.”

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As razões para cessar o fumo vão desde os diversos males que causa à saúde até a nova lei implantada em algumas cidades do país. Mas, aqui vamos tratar de uma especifica: o custo que esse vício pode trazer para o fumante em termos financeiros.

A grande “pegadinha” em relação ao gasto com cigarro está na quantidade com que são comprados por vez. Ou seja, os fumantes têm o hábito de comprar poucos maços ao mesmo tempo e por isso acham que o preço do produto não influência drasticamente em seu orçamento. Se somados os custos, o resultado é surpreendente. Vale lembrar que além do gasto com o cigarro propriamente dito, o dinheiro também é usado com o tratamento de males e sintomas associados ao fumo.

Na maioria dos países desenvolvidos o preço do maço é bem mais elevado do que no Brasil. Para se ter uma idéia, na Inglaterra, é cobrado seis vezes mais. Confira aqui o preço em alguns outros países.

No entanto, o produto caminha para ser mais caro aqui também. O Ministério da Saúde, luta à anos para aumentar o preço do maço, o que serviria em prol das campanhas antifumo e aos pulmões, mas não aos bolsos da sociedade fumante. Um estudo feito pelo economista Roberto Iglesias para o Banco Mundial, mostra que um aumento de 10% no preço do cigarro leva a uma queda de 2,8% no consumo per capita em um prazo de três trimestres.

“E agora, será mais esse um bom motivo para parar de fumar e ainda economizar um dinheiro a mais?”

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