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Campanha de prevenção a herpes-zóster é lançada no país

Desde a quinta-feira (4), a campanha da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) sobre a herpes-zóster é divulgada em sites e veículos de comunicação.

Esta infecção viral é causada por um vírus chamado Varicela-zóster, que não deve ser confundido com o vírus da herpes simples. Essa doença surge pelo vírus da catapora (varicela) adormecido.

Seus principais sintomas são formigamento, febre baixa no primeiro dia e lesões vermelhas que doem e coçam, bem parecidas com picadas de inseto ou alergia. Por fim, surgem bolhas com água (onde contém o vírus). Para quem tem uma boa saúde, em sete dias todas as lesões terão criado crosta e a doença terá chegado ao fim.

A herpes-zóster pode ser transmitida através do contato. Por isso, é importante separar as toalhas e os objetos pessoais que entram em contato com a lesão, que deverá ser limpada com água boricada e coberta para impedir que bactérias causem infecção.

Esta doença pode acometer pessoas de qualquer idade, mas é mais perigosa quando acontece com quem possui mais de 50 anos, por causa do sistema imunológico que é mais devagar.

A vacina de prevenção a catapora pode ajudar a evitar a herpes-zóster, mas este estudo é muito recente.

A herpes-zóster costuma curar por si mesma, mas isso depende do sistema imunológico da pessoa. Por isso, é importante buscar ajuda médica assim que os primeiros sintomas surgirem. Caso o tratamento não seja realizado, a herpes-zóster pode piorar e gerar dificuldade na execução de atividades do cotidiano, como movimentar os braços. Em casos mais graves, quando ataca a região dos olhos, pode causar cegueira.

Para saber mais sobre esta doença e a nova campanha, visite: http://www.entendaozoster.com.br/

Começa, nesta sexta-feira (23), oficialmente a primavera. Mas com ela aparece também a catapora. Em consequência das temperaturas mais elevadas nessa estação do ano, há uma maior facilidade de transmissão da varicela, popularmente conhecida como catapora, fazendo com que os surtos (dois ou mais casos em um mesmo ambiente) da doença tornem-se mais comuns.

Prova disso é que em 2010 o Estado de São Paulo registrou 39.043 casos da doença. O pior ano da doença no estado foi 2003, com 51,6 mil casos. Geralmente benigna, a doença atinge principalmente crianças, mas os adultos infectados com o vírus precisam de cuidados especiais, sobretudo se tiverem outras doenças associadas.

Altamente contagiosa, a catapora se caracteriza pela presença de febre e vesículas (aquelas pintas vermelhas com líquido) com intensa coceira que se espalham em todo o corpo, evoluindo para crostas, até a cicatrização. A maioria das crianças tem entre 250 e 500 lesões, que podem permanecer por até duas semanas.

Transmissão e prevenção

A transmissão do vírus da catapora ocorre por contato direto, através da saliva, das secreções respiratórias ou por contato com o líquido do interior das vesículas. Depois de infectado o paciente fica imune a ela, ou seja, se contrai o vírus apenas uma vez na vida.

Os que estão com catapora precisam ter atenção especial com as condições de higiene da pele e também se alimentar bem, explica Telma Regina Carvalhanas, diretora da Divisão de Doenças de Transmissão Respiratória, do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

No caso de crianças, deve-se ainda evitar o contato com outras crianças que estejam com a doença. “Quem estiver doente deve ficar em casa. Somente assim é possível evitar surtos”, explica a médica do CVE.

A diretora orienta ainda que, uma vez doente, é preciso ter cuidado com as infecções, que podem ocorrer por causa das feridas na pele. Do contrário, podem ocorrer complicações, como infecção secundária das lesões de pele, pneumonia, encefalite, complicações hemorrágicas, hepatite, artrite e infecção invasiva grave, com risco de óbito. As pessoas com baixa imunidade podem apresentar quadros mais graves da doença.

“É necessário manter o paciente muito bem higienizado. As lavagens de mãos têm que ser excessivas para evitar que as bolhas se contaminem e infecções mais graves aconteçam”, conclui Telma.

Como a vacina não integra o calendário do Ministério da Saúde para distribuição na rede pública, é necessário que os pais fiquem atentos nesse período do ano e tomem todos os devidos cuidados preventivos.

São Paulo é o único estado do Brasil que tem um sistema de vigilância epidemiológica e monitoramento constante de surtos da doença, com controle em creches e escolas através do fornecimento gratuito de vacinação.

Recomendações para evitar complicações da catapora:

Corte sempre as unhas e as deixe limpas;

Use roupas leves, para evitar calor e aliviar as coceiras;

Use luvas na hora de dormir, se a coceira incomodar muito;

Não arranque as crostas que se formam quando as vesículas regridem;

Mantenha-se em repouso enquanto tiver febre;

Consuma alimentos leves e muito líquido.

O Senado aprovou ontem (17) um projeto de lei que inclui cinco vacinas no calendário básico de vacinação da criança. Com o projeto, o Sistema Único de Saúde (SUS) passa a ser obrigado a disponibilizar as vacinas: hepatite A, meningocócica conjugada C, pneumocócica conjugada 7-valente, varicela (catapora) e pneumococo.

*Duas delas, a meningocócica conjugada C e pneumocócica conjugada 7-valente, já haviam sido incluídas no calendário no início deste ano, por decisão do Ministério da Saúde.

Agora é obrigatório

Segundo o ministério, as novas vacinas são aplicadas hoje na rede pública para os chamados “casos especiais”. As doses são oferecidas no SUS, por exemplo, para portadores de HIV, doenças pulmonares crônicas ou para quem vai se submeter a transplantes. A partir da sanção da lei, elas passam a ser obrigatórias para todas as crianças.

Para o autor do projeto, deputado federal Alexandre Silveira (PPS-MG), a inclusão dessas vacinas no calendário oficial deve reduzir significativamente a mortalidade infantil no País.

Vacinas

– A vacina contra a hepatite A previne a inflamação do fígado causada pelo vírus HAV. Por seu modo de transmissão, é típico de áreas menos desenvolvidas, com más condições de higiene e falta de saneamento básico. Nesses locais, a doença predomina em crianças de 2 a 6 anos, mas pode ser adquirida em qualquer idade.

Atualmente, o SUS recomenda a aplicação da vacina somente em casos especiais, como em portadores de doenças crônicas no fígado ou pessoas que passaram por transplante de medula óssea;

– Altamente contagiosa, a varicela, popularmente chamada de catapora, é uma das doenças virais mais comuns na infância. É causada pelo vírus varicela-zoster;

– A meningocócica conjugada C protege contra a bactéria meningococo C, que causa meningite (inflamação das membranas que envolvem o encéfalo e medula espinhal), principalmente em crianças de até 4 anos. A transmissão é de pessoa para pessoa por meio de beijo e secreções expelidas por tosse, fala ou espirro.

Atualmente, a vacina meningocócica conjugada C é aplicada aos 3 e 5 meses, com reforço aos 15 meses.

– A vacina pneumocócica conjugada 7-valente previne a pneumonia. Ela é aplicada aos 2, 4 e 6 meses, com reforço entre 12 e 15 meses;

– A quinta vacina combate o pneumococo, bactéria que pode causar doenças meningites, pneumonias pneumocócicas, sinusite, inflamação no ouvido, septicemia (infecção generalizada). É indicada hoje para crianças maiores de 5 anos portadoras de imunodeficiências (como cardiopatias e pneumopatias) e idosos que vivem em asilos, casas de repouso ou hospitais.

O texto aprovado pelo Senado, já havia passado pela Câmara dos Deputados. Agora segue para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.