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Notícias que marcaram a saúde em 2011

Mais um ano chega ao fim deixando para trás uma história. Vamos revê-la pelo ponto de vista mais saudável: os avanços, as lutas e as ações relacionadas à medicina e à saúde de todos! A cada ano, esperamos mais e mais novidades beneficiárias a todos nós: que venha um 2012 cheio de boas notícias ;D

Proibição de medicamentos emagrecedores

A venda dos inibidores de apetite contendo as substâncias femproporex, mazindol e anfepramona foi proibida no Brasil, desde o dia 9 de dezembro de 2011.

A Anvisa tomou a decisão com base em estudos que mostraram mais riscos do que benefícios no uso destes medicamentos. A dispensação e venda destes produtos está vetada independentemente da data da prescrição que consta na receita médica.

E a sibutramina?

Não foi proibida, mas comprar o medicamento nas farmácias não é mais tão fácil como antigamente. Ainda bem. O médico pode prescrever ao seu paciente em Notificação de Receita do tipo B2, com validade de 30 dias, quantidade suficiente para 30 dias de tratamento e dose máxima diária de 15 mg.

Já dá para imaginar o porquê de tanta precaução. A droga era a mais usada para perder peso, mesmo em pessoas sem problemas de obesidade específicos.

Quando o assunto é emagrecimento, grande parte das pessoas esquece de que automedicação é super perigoso. Este ano, um veículo renomado publicou em matéria de capa, um remédio que dizia ser o “milagre” para perder peso, sem efeitos colaterais.

Mas pagou um grande mico: o medicamento Victoza foi aprovado pela Anvisa apenas para tratar diabetes tipo 2. Após a matéria, a procura foi tanta, que quem realmente precisava da droga ficou sem e quem não precisava poderia lidar com os possíveis efeitos colaterais não citados.

Atitudes Bizarras

Já ouviu falar em “slimming”? É uma mania assustadora difundida entre adolescentes alemãs que consiste em colocar bebida alcoólica no absorvente interno para embebedar rápido sem ficar com bafo.

Esse ano, grupos no facebook trocaram ideias sobre o assunto, divulgando vídeos de instruções e dicas de como fazer pela internet. Além de ser um absurdo, essa prática pode danificar as partes íntimas e aumentar o risco de infecção.

Muito conhecimento sobre o câncer

Muitas pessoas influentes passaram por momentos difíceis ao enfrentarem o câncer este ano e serviram para disseminar conhecimento sobre a doença, como formas de prevenção e diagnóstico precoce. Sabe quem são eles?

O ator Reynaldo Gianecchini foi diagnosticado com linfoma no começo de agosto. No momento, está em tratamento, mas com certeza serve como fonte de inspiração para muita gente. Para conscientizar as pessoas, ele entrou na campanha da ABRALE (Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia), que resultou no vídeo abaixo.

No mês de outubro, o câncer faz de Steve Jobs uma vítima. O fundador da Apple descobriu que tinha uma forma rara de câncer no pâncreas, já havia passado por um transplante de fígado 2 anos antes.

Outro caso recente foi o diagnóstico de câncer na laringe dado ao ex-presidente Lula. Por ter sido descoberto em uma fase precoce, os médicos acreditam que há uma grande chance de cura (nós também acreditamos). Ele é ex-fumante e mantinha o hábito de fumar cigarrilhas, atitudes que favorecem ao aparecimento da doença.

Ao presenciarmos esses quadros de câncer, não dá para ficar de braços cruzados e não tomar uma atitude. A Senadora Ana Amélia levou em frente uma proposta de lei que propõe a inclusão da quimioterapia oral (tratamento sistêmico oral) na cobertura básica obrigatória dos planos de saúde.

Isso proporcionará muito mais qualidade de vida aos pacientes, além de diminuir a necessidade de internações hospitalares. Agora, é cruzar os dedos e esperar “que o Senado [...] atue com humanidade na votação deste projeto”, como disse Luciane Holtz, presidente do Instituto Oncoguia.

Cigarro não tem mais vez

A Austrália virou líder mundial na luta contra o tabagismo ao aprovar uma lei que proibia marcas de cigarro em maços, eliminando a última forma de publicidade do tabaco.

Após essa medida, o Brasil também tomou algumas providências em prol dessa luta. O Projeto de Lei de Conversão foi aprovado pelo Senado proibindo o uso de cigarro em qualquer ambiente fechado. Além disso, os avisos de alerta dos males de fumar deverão aparecer em 30% da área frontal dos maços de cigarro a partir de 2016.

A Associação de Controle ao Tabagismo – ACT, em parceria com a Fundação do Câncer, também luta para impor limites na indústria do tabaco. Petição pública para proibição de vários fatores, entre eles, vetar a adição de aromas como menta ou cravo, já que são mais atrativos para os adolescentes começarem a fumar. A equipe do Blog da Saúde já assinou.

Se você ainda não se convenceu a parar de fumar, optamos por mostrar imagens que valem mais que mil palavras. Fotos de irmãs gêmeas, em que uma delas, além de ser fumante, tomou sol ao longo da vida. Sol mais cigarro sem dúvidas resultam no envelhecimento precoce da pele.

Imagem: WebMD

Campanhas mais legais!

Criação da agência curitibana The Getz, a campanha “Esta vaga não é sua nem por um minuto” ganhou o prêmio na categoria de solidariedade no Yahoo Big Idea Chair. A Campanha tem o objetivo de conscientizar sobre as vagas exclusivas que são, muitas vezes, desrespeitadas no nosso país. Confira o vídeo:

No Peru, a violência dos torcedores nas partidas de futebol acabou em morte. O governo tomou uma ação: proibiu a presença das torcidas no estádio. A liga de futebol peruana respondeu: sem torcida, sem futebol. E assim, o futebol peruano foi suspenso. Todos os jornais noticiaram na primeira página o acontecimento negativo.

Enquanto isso, o jornal esportivo El Bocón divulgou uma campanha de paz, deixando todas as páginas em branco. O lema era “A violência só fará com que o futebol desapareça. Cuidemos do futebol. Cuidemos da vida”. É um bom recado para nós, brasileiros, que seremos sede da copa do mundo em 2014. Veja a repercussão dessa ação pela paz esportiva:

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O Icesp, ligado à Secretaria de Estado da Saúde e à Faculdade de Medicina da USP, é o primeiro hospital público do país a adotar a técnica de radiocirurgia.

Trata-se de uma terapia simples e rápida para tratar pacientes oncológicos que, por motivos clínicos, não poderiam se submeter aos riscos de uma cirurgia comum.

O tratamento é indicado para tumores primários ou metástases localizadas no pulmão e na coluna vertebral, desde que isolados e com até cinco centímetros de diâmetro.

Essa tecnologia de ponta visa concentrar uma grande dose de radiação em focos bastante específicos, provocando a morte das células cancerígenas por meio da quebra de seu DNA e chance mínima de danos aos tecidos sadios.

Além disso, o equipamento possibilita que, mesmo havendo uma pequena movimentação do tumor, provocada pela respiração, somente a área programada seja tratada. Isso porque o aparelho ajusta os disparos quando o tecido saudável fica à frente do dispositivo emissor da radiação. O procedimento dura, em média, cerca de uma hora e libera o paciente para voltar à sua rotina normal imediatamente.

Antes de dar início ao tratamento, uma imagem do tumor gerada pelo próprio equipamento de radioterapia é realizada para que a equipe de médicos e físicos possa posicionar o alvo que será submetido à radiocirurgia.

Justamente por essa precisão, a técnica promove maior proteção dos tecidos vizinhos contra a radiação quando comparada ao tratamento de radioterapia convencional. Embora recebam uma dose elevada de radiação, os pacientes apresentam uma tolerância muito maior à nova técnica.

O período de tratamento é mais curto. São necessárias de uma a cinco aplicações, número que pode subir para cerca de 30, quando empregada a radioterapia comum.

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Palavras positivas, de amor e esperança têm o poder de transformar o modo como os pacientes com câncer enfrentem a doença.

O projeto Doepalavras do Instituto Mário Penna, já conhecido aqui do Blog da Saúde, agora lançou um livro com centenas de mensagens selecionadas entre as mais de 2 milhões que já foram enviadas aos pacientes em tratamento.

Esta é a primeira publicação da América Latina a conter a tecnologia de realidade aumentada, que, misturando elementos do mundo real com os do virtual, possibilita ao leitor ter uma espécie de “livro infinito”. Ao posicionar a hashtag que tem no livro em frente à webcam o leitor pode conferir todas as mensagens que são transmitidas aos pacientes diariamente.

Exemplares serão enviados a diversas instituições que cuidam de pessoas em tratamento oncológico no Brasil para que outros tenham a oportunidade de encontrar conforto e esperança nos recados.

Confira algumas das mensagens que estão no livro:

“Confie no caminho que nos dá direito a uma nova chance e nos faz realizar o que quer que seja: a fé. Acredite em você e em Deus.” Abílio Diniz

“Devemos sempre ter fé e confiança. Fé em Deus e confiança nos médicos. Esse é o caminho par alcançarmos o nosso objetivo.” José de Alencar

“A felicidade existe na forma de harmonia consigo mesmo e com os outros.” Lya Luft

Seja forte! Não como as ondas que tudo destroem, mas como as rochas que tudo superam!” Site VouConfessarQue

“Um herói é um indivíduo comum que encontra a força para perseverar e resistir apesar dos obstáculos devastadores.” Adilson da Silva Bitencourt

“Eu sei que esta fase está sendo difícil, mas depois de uma tempestade é que o céu fica realmente bonito!” Adriélly

“Ninguém pode livrar os homens da dor, mas será bendito aquele que fizer renascer neles a coragem para suportá-la. (Selma Lagerl)” Aline Gregório

“Um dia bom começa com um sorriso!” Corine

“Não deixem que a dúvida paire um único momento sobre vocês. Eu sempre acreditei na minha cura e estou aqui feliz!” Isabel

Doe suas palavras

Atualmente, os textos – com o máximo de 140 caracteres, enviados pelo site ou pelo Twitter – podem ser vistos não só pelos pacientes nas salas de quimioterapia, radioterapia e de espera das unidades do Instituto Mário Penna, como também em qualquer hospital do mundo aliado ao projeto.

Pois o Instituto, que é referência no tratamento de câncer, já disponibiliza o site, gratuitamente, para hospitais de todo o mundo, que só necessitam obter permissão e dados sobre instalação via e-mail. Hoje, a página do Doepalavras é acessada em 137 países, nos idiomas português, inglês e espanhol.

Então, estando em qualquer lugar do mundo você pode mudar, com as suas palavras, o dia de alguém. Aproveite que no próximo domingo, dia 28, é dia Nacional do Voluntariado e faça um paciente sorrir e acreditar que, sim, é possível vencer o câncer. Doe as suas palavras e o seu afeto a esses lutadores.

As  suas mensagens são capazes de gerar sorrisos como esses:

Campanha #Doepalavras – Palavras transformam:

Prêmios

A campanha, idealizada pela RC Comunicação, já recebeu prêmios como:

- Melhor ação de comunicação do mundo na categoria Internet, pelo 90° Festival do Art Directors Club de New York;

- Ficou comofinalista do Tomorrow Awards Winter 2011 e do Festival Internacional de Cannes;

- O Desafio Ted Sudeste – a maior conferência de ideias inspiradoras do mundo;

- O Yahoo Big Idea Chair 2010, como a melhor ideia do ano;

- O Top de Marketing 2010, da Associação dos Dirigentes de Marketing e Vendas do Brasil;

- O 1° Grand Prix Especial outorgado pelo Sindicato das Agências de Propaganda.

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Receber o diagnóstico de um câncer abala tanto a estrutura física e emocional do paciente, quanto a sua relação com o ambiente de trabalho.

Focada neste tema, a psiquiatra e diretora do Núcleo de Psico Oncologia do Hospital A.C.Camargo, Maria Teresa Lourenço, ministrou a palestra “Como acolher o colaborador com câncer”, durante o CONARH 2011, para orientar gestores sobre como oferecer suporte ao colaborador após o diagnóstico da doença durante o tratamento e na sua retomada à rotina profissional.

A médica lembrou que as pessoas devem se conscientizar de que o câncer está no outro e, portanto, a maneira com que ele enfrentará a doença será também distinta. Alguns necessitam apenas serem ouvidos, já outros não suportam nem tocar no assunto, agem como se nada estivesse acontecendo.

Têm colaboradores que precisarão do trabalho e de manter, de certa forma, a rotina para vencerem a luta contra a doença. Enquanto outros colocarão a culpa de ter tido o problema devido ao estresse.

Assim, quando temos algum colega na empresa ou pessoa próxima nesta situação, temos que observar e tentar compreender como aquele indivíduo, que é único, lida com o tema, e como podemos dar suporte e ajudá-lo nesse combate.

Ou seja, se ele gostar de falar do assunto, ouça. Se ele gostar de receber visitas de outros colaboradores, programe, sempre que possível, com os outros colegas de trabalho visitas em grupo.

A diretora do Núcleo de Psico Oncologia alerta que o câncer hoje é considerado uma doença crônica e que com os avanços da medicina em relação a outras doenças, por conta do aumento da expectativa de vida, será uma doença cada vez mais comum entre os nossos círculos sociais.

Então temos que tirar aquele estigma, e associação, de que ser diagnosticado com câncer é algo irreparável, pois os estudos e os tratamentos estão evoluindo a todo o tempo. E, sim, é possível ter qualidade de vida durante o tratamento.

Confira abaixo a entrevista que o Blog da Saúde fez com a médica:

Como receber um colega de trabalho com câncer. from Blog da Saúde on Vimeo.

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Pesquisas realizadas pela Universidade de Oxford têm demonstrado que pessoas mais altas têm maior risco de desenvolver câncer ao longo da vida.

Os resultados da análise, publicada na revista científica Lancet Oncology, mostram que a cada dez centímetros a mais na altura, cresce em 16% a possibilidade de ter um dos dez tipos mais comuns de câncer: cólon, reto, melanoma maligno, mama, endométrio, útero, ovário, rins, linfoma não-Hodgkin e leucemia. O risco relacionado à altura apareceu nas estatísticas de maneira significativa apenas para estes tipos.

O estudo britânico, divulgado na BBC, acompanhou somente dados de mulheres (1,3 milhões de meia-idade na Grã-Bretanha, entre 1996 e 2001). No entanto outras dez pesquisas mostraram que há também a relação entre altura e câncer nos homens.

Entre as mulheres com menos de 1,52m foram registrados 750 casos de câncer por grupo de 100 mil por ano. Entre as que tinham 1,62m, altura considerada mediana, a quantidade de casos de câncer passou para 850. Já nas mais altas, com 1,75m, o número passou para mil casos.

O aumento no total de câncer por acréscimo de 10cm de altura não variou expressivamente por nível socioeconômico ou por outras dez características pessoais que foram avaliadas.

A quantidade de hormônios de crescimento na infância das pessoas que são mais altas pode ser a explicação para o elevado risco de câncer. Pois os altos têm um maior número de células no corpo, que podem vir a sofrer mutações e originar o problema. Além disso, os hormônios aumentam a taxa de divisão celular, o que também é um fator determinante da doença. Todavia, a razão dos problemas por trás desses resultados não foram definidas pelos pesquisadores.

Não há razão para alarde

Quem tem uma altura acima da média não precisa ficar com medo dessas informações. Afinal não é essa a característica determinante para o aparecimento da doença.
De qualquer maneira, é necessário se cuidar para prevenir qualquer tipo de câncer.

Então, a melhor alternativa é manter atividades físicas regularmente, não fumar, não abusar de bebidas alcoólicas, ter uma alimentação saudável e usar filtro solar diariamente.

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Um paciente de 36 anos com câncer que precisou de uma nova traqueia foi operado com sucesso na Suécia.

Traqueia Sintética - Imagem: BBC

O órgão sintético foi desenvolvido por cientistas em Londres, que o revestiram com células-tronco retiradas da medula óssea do paciente. Dois dos grandes (imensos) diferenciais da técnica são que não é preciso um doador e não há risco do órgão ser rejeitado.

De novo: não é preciso um doador – e isso é simplesmente genial. A chave para a mais recente técnica de modelagem é uma estrutura que é uma réplica exata de traqueia do próprio paciente, feita graças à nanotecnologia.

Durante uma operação de 12 horas, o cirurgião italiano líder, Professor Paolo Macchiarini, removeu todo o tumor e a traqueia doente e substituiu-a com a réplica feita sob medida.

Além disso, o corpo do paciente vai aceitá-la como sua própria, ou seja, ele não terá que tomar os fortes medicamentos antirrejeição que os pacientes transplantados precisam. Paolo, disse à BBC, que muitos outros órgãos poderão ser reparados ou substituídos da mesma forma.

O órgão sintético foi desenvolvido por cientistas da University College London; a operação foi realizada no Karolinska University Hospital, na Suécia, e a informação foi divulgada na BBC inglesa.

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O levantamento do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) foi realizado com 12,8 mil pacientes da unidade, entre dezembro de 2008 e maio de 2011.

Além de apontar que 25% dos pacientes oncológicos operados na unidade têm menos de 50 anos, o estudo mostra ainda que, do total de cirurgias oncológicas, a maioria é em mulheres, somando 51,5%. Na análise exclusiva dos que tem até 49 anos, o público feminino também é maioria, representando 64% dos casos.

A principal especialidade cirúrgica utilizada é a urologia, responsável por 28% de todos os procedimentos realizados. Em seguida, estão as especialidades de cabeça e pescoço (11%), aparelho digestivo (8,5%), ginecologia (8,5%), mastologia (7%), toráxica (5%) e ortopédica (2%). Cirurgias plásticas reparadoras são responsáveis por 8% dos procedimentos cirúrgicos.

O estudo mostra ainda que 30% dos pacientes submetidos a uma cirurgia de câncer têm mais de 70 anos; 27% têm entre 60 e 69 anos; e 24% têm entre 50 e 59 anos.

Considerados jovens, os pacientes com menos de 50 anos somam 25% de todos os operados. A maior parte deles está concentrada na faixa etária de 40 a 49 anos (14%), seguida por aqueles que têm entre 30 e 39 anos (6%).

Pacientes com idade entre 20 e 29 anos correspondem a 4% dos que foram submetidos à cirurgia e os que têm até 19 anos representam 2% dos operados.

“Esse levantamento mostra claramente que a idéia de que o câncer afeta somente os pacientes mais velhos está errada. É um número expressivo e por isso é sempre muito importante que as pessoas, independente da idade, façam os exames de rotina regularmente e procurem o médico de sua confiança sempre que notarem alguma anormalidade com a saúde”, alerta o oncologista e diretor Geral do Icesp, Paulo Hoff.

Confira os 10 principais passos para prevenir o câncer, segundo o Icesp:

1. Não fume. Mesmo uma pequena quantidade de tabaco pode fazer um grande estrago.

2. Não abuse de bebidas alcoólicas, principalmente se estiver violando a regra número um.

3. Mantenha hábitos de sexo seguro. Use camisinha. O contato com alguns vírus transmitidos sexualmente, como o papiloma vírus humano (HPV), pode desencadear alguns tipos de câncer.

4. O sexo seguro é caminho, ainda, para evitar os vírus da hepatite B (para a qual há vacina) e da hepatite C, ambos com potencial para levar ao câncer de fígado.

5. Evite o consumo excessivo de açúcares, de gorduras, de carne vermelha, de porco e das processadas. Invista em uma dieta saudável, rica em verduras, legumes e frutas.

6. Na mesma linha da dieta saudável, vale reforçar a importância de evitar o consumo de alimentos com muito sódio e conservantes, como é o caso dos enlatados, embutidos e fast foods em geral.

7. Cuidado com o sol. Use filtro solar diariamente e evite a exposição entre 10h e 16h. Na praia ou na piscina, lance mão, também, de barreiras físicas, como chapéu, camiseta e guarda-sol.

8. Pratique atividades físicas todos os dias. Recomendação de que o exercício tenha duração mínima de 30 minutos.

9. Mantenha-se atento à saúde. Procure assistência especializada caso note qualquer anormalidade em seu corpo.

10. Faça um check-up anual e realize todos os exames de diagnóstico precoce (screening) indicados pelo seu médico. Esta também é uma atitude fundamental.

A pesquisa foi realizada pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), ligado à Secretaria de Estado da Saúde e à Faculdade de Medicina da USP.

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Dois assuntos que precisam ser tratados com urgência: dieta para minimizar os efeitos colaterais dos tratamentos oncológicos e o alto índice de pacientes desnutridos, como identificou um estudo.

O levantamento do Instituto do Câncer do Estado de SP (Icesp) apontou que cerca de 60% dos pacientes atingidos pela doença apresentam risco nutricional. O estudo revelou ainda que grande parte desses pacientes já chega para tratamento com quadro de desnutrição.

As chances de um paciente oncológico apresentar problemas com a alimentação é três vezes maior do que o observado em portadores de outras doenças. Isso acontece por vários fatores, como o estágio da enfermidade e fase do tratamento, que pode causar efeitos colaterais como a diminuição do apetite e alterações no paladar.

O Blog da Saúde já mostrou algumas dicas para minimizar os efeitos desagradáveis causados pelo tratamento quimioterápico. Mas somado a essas dicas, há o novo livro Comida que Cuida – Câncer, editado pelo laboratório Sanofi-Aventis e distribuído gratuitamente via internet.

O Icesp atende pessoas já diagnosticadas com câncer e, por isso, grande parte dos pacientes admitidos chega ao hospital em estado de desnutrição ou com risco nutricional. Nas UTIs, este índice alcança 78% dos pacientes.

Os números são semelhantes aos da unidade de pronto atendimento, que registra 72%. Nas enfermarias cirúrgicas, observou-se uma média de 20% de pacientes desnutridos, índice menor do que os 59% apresentados nas enfermarias da Oncologia-Clínica geral.

A detecção da desnutrição no início do tratamento oncológico e ação nutricional imediata estão significativamente associadas à cura da doença.

“A indicação de complementos alimentares logo no início do tratamento reduz em cerca de 10% a taxa de mortalidade, ou seja, quanto antes intervirmos, maior é a chance de cura. Porém, é fundamental que as pessoas tenham uma boa alimentação durante a vida para evitar problemas como esses”, explica Thais Cardenas, coordenadora do setor de Nutrição e Dietética do Icesp.

Comida que cuida

A ideia do livro e também a dos médicos, é desmitificar que a refeição adequada nesses casos é a sopinha de hospital.

Gengibre, menta, salmão e até gomas de mascar são alguns ingredientes apresentados na obra, que reúne dicas dietéticas fundamentais, como informou o Estado de S. Paulo.

Evitar a diminuição do peso do paciente durante o tratamento é um dos desafios para os médicos.

O desenvolvimento do câncer de mama, cólon (intestino grosso) reto, próstata, esôfago e estômago está associado à alimentação, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Diversos tipos da doença são ligados à alimentação, por isso mantenha o equilíbrio das porções.

O livro Comida que Cuida – Câncer, editado pelo laboratório Sanofi-Aventis, pode ser acessado gratuitamente via internet, veja aqui.

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Pesquisadores do Hospital Geral de Massachusetts desenvolveram um método capaz de detectar tumores ao analisar milhares de células – o que pouparia os pacientes das inúmeras biópsias tradicionalmente realizadas.

Munidos de um pequeno aparelho de ressonância magnética nuclear – sistema para análise rápida de tumores – uma agulha fina e um telefone celular, foi possível fazer a detecção.

A tecnologia foi implementada em um ambiente clínico para analisar as células obtidas por punção em lesões suspeitas de 50 pacientes.

Imagem: C. Min/H. Lee/R. Weissleder - NewScientist

Ao utilizar a agulha fina, os médicos conseguiram obter um número suficiente de células para verificar a quantidade de proteínas indicadoras em todos os pacientes dentro de 60 minutos. O pequeno aparelho de ressonância conectado ao celular faz com que os médicos possam medir e ler os dados junto à cama do paciente.

O sistema conseguiu acertar o diagnóstico de câncer em 96% dos pacientes, um número mais alto que o da biópsia tradicional, que é 84% precisa, como informou o NewScientist.

Os resultados também mostraram que os níveis de proteína deterioram com o tempo, ressaltando a necessidade de finalizar o diagnóstico com rapidez.

Método Tradicional

O método padrão para o diagnóstico de câncer é a coleta de uma porção do tecido de tumor, que é submetido a uma imuno-histoquímica, como é denominado o teste que indica a existência de células cancerígenas. Os resultados podem demorar três ou mais dias.

A análise desenvolvida em Massachusetts também exige a coleta de uma amostra celular, mas é extraída com uma agulha mais fina, além de não exigir dias de espera, já que o resultado demora cerca de uma hora para sair.

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“Uma constatação destas é motivo de alegria por ser uma solução simples.”

A frase acima é de Timóteo Leandro Araújo, professor-coordenador do Programa Agita São Paulo, uma parceria entre a  Unifesp e a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo.

Estudo

O Programa analisou o comportamento de 271 idosas do Estado e os resultados foram surpreendentes.

Pelo método de análise adotado, as mulheres que caminharam pelo menos 150 minutos por semana em intensidade moderada, apresentaram um consumo de medicamentos 34% menor que aquelas que não atingiram os mesmos minutos gastos.

Isso significa que fazer pelo menos duas horas e trinta minutos de caminhada moderada por semana pode ser um benefício e tanto na qualidade de vida dessas mulheres.

O programa oferece caminhadas e aulas de atividade física com objetivo na melhora da força muscular, equilíbrio, flexibilidade e capacidade aeróbica.

De acordo com a secretaria, o levantamento pode auxiliar na elaboração de novas estratégias para aumentar o nível de atividade física da população idosa, com objetivo de reduzir o gasto financeiro com distribuição de medicamentos.

É uma forma de todo mundo sair ganhando, já que os gastos públicos com medicamentos são altos, assim como é grande o impacto nas finanças de um idoso.

Exercícios evitariam 25% dos casos de câncer de mama e cólon

A OMS (Organização Mundial da Saúde) lançou outro dado com o mesmo tempo necessário de prática de exercícios, mas neste caso, valendo para mulheres de qualquer idade.

São pelo menos 150 minutos de exercícios por semana para que cerca de 25% dos casos de câncer de mama e cólon pudessem ser evitados. Essas são as novas Recomendações Mundiais sobre Atividade Física.

Segundo os últimos dados disponíveis, de 2008, 460 mil de mulheres morreram vítimas do câncer de mama e 610 mil de câncer de cólon.

Do total de 7,6 milhões de mortes de pessoas em decorrência de todos os tipos de câncer, recentes pesquisas mostraram que 3,2 milhões estão relacionadas à ausência de atividade física.

De fato, calcula-se que 31% da população mundial não pratiquem nenhuma atividade física, o que torna a falta de exercício o quarto maior fator de risco para contrair câncer.

O primeiro fator é a pressão alta, seguido do tabaco e do excesso de glicose no sangue.

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Um estudo analisou as múmias para indicar que o câncer é mesmo uma doença que surgiu com as mudanças no nosso estilo de vida.

Uma equipe da Universidade de Manchester, na Inglaterra, investigou cerca de mil múmias do Egito e da América do Sul, todas com mais de 3 mil anos.

Foram encontrados apenas 4 casos de tumores benignos e um único maligno, presente numa múmia egípcia de 200 a.C. Ainda assim, o tumor maligno tinha a ver com uma mutação genética que é o cerne de pouquíssimas ocorrências cancerígenas.

Isso significa que a doença evoluiu com o jeito moderno de viver.

“Não há nenhum elemento encontrado na natureza que cause câncer, além de ser uma doença que não tem registro nos textos antigos”, afirma Rosalie David, co-autora do estudo.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores reidrataram amostras de tecido dos corpos embalsamados e as analisaram com um microscópio. Assim foi possível identificar células com as alterações cancerígenas.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o câncer deve ultrapassar as doenças cardíacas como causa de morte da população até o final de 2010, mas quase não existia até a Revolução Industrial.

Muita poluição + mudança nos hábitos alimentares = maior incidência

O grupo também investigou textos gregos e só encontrou dois casos de câncer nos escritos. “Por outro lado, há evidências, nas múmias e nos textos, de problemas cardíacos e circulatórios.”, diz.

Na literatura médica mais recente, as primeiras descrições da doença apareceram no século 17. Depois disso, começaram a aparecer com mais frequência. A pesquisa foi publicada no jornal científico Nature Reviews Cancer.

O que tem a ver o câncer, as múmias e a modernidade?

Um estudo analisou as múmias para indicar que o câncer é mesmo uma doença que se expandiu com as mudanças no nosso estilo de vida.

Uma equipe da Universidade de Manchester, na Inglaterra, investigou cerca de mil múmias do Egito e da América do Sul, todas com mais de 3 mil anos.

Foram encontrados apenas 4 casos de tumores benignos e um único maligno, presente numa múmia egípcia de 200 a.C. Ainda assim, o tumor maligno tinha a ver com uma mutação genética que é o cerne de pouquíssimas ocorrências cancerígenas.

Isso significa que a doença evoluiu com o jeito moderno de viver.

“Não há nenhum elemento encontrado na natureza que cause câncer, além de ser uma doença que não tem registro nos textos antigos”, afirma Rosalie David, co-autora do estudo.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores reidrataram amostras de tecido dos corpos embalsamados e as analisaram com um microscópio. Assim foi possível identificar células com as alterações cancerígenas.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o câncer deve ultrapassar as doenças cardíacas como causa de morte da população até o final de 2010, mas quase não existia até a Revolução Industrial.

Muita poluição + mudança nos hábitos alimentares = maior incidência

O grupo também investigou textos gregos e só encontrou dois casos de câncer nos escritos. “Por outro lado, há evidências, nas múmias e nos textos, de problemas cardíacos e circulatórios.”, diz.

Na literatura médica mais recente, as primeiras descrições da doença apareceram no século 17. Depois disso, começaram a aparecer com mais frequência.

A pesquisa foi publicada no jornal científico Nature Reviews Cancer.

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Na semana em que se celebra o Dia Nacional do Doador de Sangue, comemorado hoje, 25 de novembro, o Instituto Nacional de Câncer – Inca conta com a solidariedade para abastecer o estoque que atende pacientes de suas cinco unidades hospitalares. Há necessidade especial de plaquetas, indispensáveis à coagulação sanguínea.

A instituição recebe, em média, 1,3 mil pacientes por mês, realizando aproximadamente 700 cirurgias. A coordenadora de Hemoterapia do Inca, Iara Motta, informa que houve uma redução nas doações voluntárias na segunda quinzena deste mês.

Como os pacientes realizam cirurgias, tratamento quimioterápico e radioterápico, além de transplantes de medula óssea, são necessárias transfusões de sangue frequentes.

O Banco de Sangue do Inca funciona de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 14h30, e aos sábados, das 8h às 12h, na Praça Cruz Vermelha, 23, 2º andar, Rio de Janeiro. Para a doação de plaquetas, é necessário marcar horário nos telefones: (21) 2506-6021 e 2506-6580.

Em Brasília, a data será marcada com o lançamento da campanha “Faço Parte desta Corrente – Doo o Meu Melhor” pela Fundação Hemocentro. O objetivo da iniciativa é formar uma corrente em prol da doação voluntária de sangue e medula óssea. A fundação fica no Setor Médico Hospitalar Norte, quadra 03, conjunto A, Bloco 03, próximo ao HRAN, no início da Asa Norte. O atendimento é feito de segunda a sábado, das 7h às 18h. Telefone para informações: 160 ou (61) 3327-4424.

A Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo também promove ações especiais na capital, em Campinas e em Marília para incentivar a doação e comemorar o Dia Nacional do Doador de Sangue. Na programação, estão previstas apresentações musicais e artísticas.

O posto Clínicas da Fundação Pró-Sangue fica na avenida Dr. Enéas Carvalho de Aguiar, 155 – 1º andar. O Hemocentro de Campinas se localiza rua Carlos Chagas, 480 – Cidade Universitária. Já o Hemocentro de Marília está na rua Lourival Freire, 240 – Fragata.

A lista com todos os postos de coleta no Estado pode ser consultada no site da Secretaria. Para informações sobre outros postos de coleta da Fundação Pró-Sangue, ligue no Alô Pró-Sangue 0800-55-0300, acesse o site da fundação ou siga o twitter da @pro_sangue.

Posso doar?

Qualquer pessoa em boas condições de saúde, entre 18 e 65 anos, e pesando mais de 50 kg pode doar sangue. Para a doação, a pessoa não deve vir em jejum, mas deve evitar a ingestão de alimentos gordurosos até 4 horas antes do procedimento e, em caso de bebidas alcoólicas, 12 horas antes. Pessoas com febre, gripe ou resfriado não podem doar temporariamente, assim como grávidas e mulheres no pós-parto com tempo mínimo de três meses. É preciso trazer documento de identidade original com foto.

Comprometa-se com esta iniciativa e faça a sua parte!

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Pense na situação: você sobrevive a um câncer, mas descobre que a quimioterapia causou danos ao seu coração e que eles podem ser irreversíveis?

Cerca de 10% dos pacientes oncológicos correm esse risco, mas até hoje não havia regras claras e reunidas em um só documento sobre como tratar os doentes.

Impasse

O que fazer quando um paciente precisa de uma medicação que, apesar de altamente eficiente no controle e tratamento de diversos tipos de câncer, traz uma série de riscos ao coração? Esse é o dilema que muitos médicos têm que enfrentar.

Um dos efeitos mais graves da quimioterapia é a cardiomiopatia, responsável por causar um enfraquecimento do músculo do coração, que pode levar à insuficiência cardíaca e, em última instância, à morte.

Além da cardiomiopatia, as drogas podem causar taquicardias, arritmias, insuficiência cardíaca congestiva (ICC) e até a morte súbita.

Estudos internacionais mostram que os pacientes que passaram por tratamentos de câncer têm até 30% mais chances de desenvolver o problema do que a população em geral.

Normas

Por isso, para orientar os profissionais e garantir o controle do câncer com menos chances de complicações cardiovasculares, o Brasil criou as primeiras diretrizes mundiais sobre o atendimento cardíaco a pacientes oncólogicos.

As normas, que estão sendo editadas pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e por oncologistas, deverão ser publicadas no início de 2011.

No documento haverá uma lista dos quimioterápicos que podem causar efeitos nocivos ao coração e as recomendações sobre como os médicos devem tratar esses pacientes. Entre os quimioterápicos cardiotóxicos estão as antraciclinas, ciclofosfamida e o trastuzumab.

De acordo com o cardiologista Ricardo Kalil Filho, um dos coordenadores das novas diretrizes, o médico será orientado a solicitar um ecocardiograma ao paciente dois meses depois do início da quimioterapia.

Se o músculo do coração apresentar deficiência, um cardiologista passa a fazer parte da equipe e, junto com o oncologista, define a mudança do remédio, a diminuição da dose ou a indicação de drogas que melhorem o músculo cardíaco.

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, informa que o SUS será um dos grandes usuários das diretrizes, já que é responsável pelo atendimento de 80% dos tratamentos de câncer no Brasil.

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A partir de janeiro de 2011, o Registro Nacional de Doares de Medula Óssea (Redome), do Instituto Nacional de Câncer (Inca), deve contar com um sistema de informática que permitirá o cadastramento de doadores pela internet. A novidade trará agilidade e mais chances para um paciente encontrar um doador.

Atualmente, o acesso é feito pelo e-mail redome@inca.gov.br. O cadastro é realizado por meio dos hemocentros.

Como funcionará?

O novo sistema permitirá ao Inca fazer testes que vão determinar a característica genética do doador. As informações serão mantidas no banco de dados do Registro Nacional de Doares de Medula Óssea e cruzadas posteriormente com os dados do paciente, que são inscritos, via internet, no Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea (Rereme).

O doador cadastrado poderá ser chamado para fazer a doação até completar 60 anos.

Qualquer pessoa na faixa etária dos 18 aos 55 anos pode se inscrever como doadora de medula óssea. Para tanto, em um primeiro momento, ela deve fornecer seus dados pessoais e fazer a coleta de uma amostra de sangue.

Além do cadastramento de doadores pela internet, o Redome também passou a contar com um novo número de telefone (21) 3207-5238. O canal pode ser utilizado para obter informações sobre o processo e tirar dúvidas de pessoas interessadas em doar medula óssea.

Não tem risco?

O coordenador do Redome, o hematologista Luis Fernando Bouzas, esclarece que a coleta da medula óssea não representa nenhum risco para o doador. O procedimento é simples.

“É um procedimento seguro. O doador não sofre nenhum tipo de problema ou sequela. A medula óssea é aquele material líquido, gelatinoso, parecido com o sangue, que tem dentro dos ossos. Não tem nada a ver com a medula espinhal ou o sistema nervoso central”, explica

Como já informamos no Blog da Saúde, dentro de três ou quatro dias, o doador já pode voltar às suas atividades normais. “Não há razão ficar com medo. Mais de 50 mil transplantes são realizados por ano em todo o mundo”, destaca Bouzas.

Segundo ele, há cerca de 70 doenças com indicação para transplante de medula óssea. Entre elas, leucemias agudas e crônicas, linfomas e doenças da medula óssea, como anemias graves e congênitas.

Atenção: A doação de medula óssea é vetada às pessoas que tiveram ou têm doenças transmissíveis pelo sangue, caso da hepatite B e C e da aids. Elas não podem ter também nenhum tipo de câncer, doenças infecciosas ou ligadas à medula óssea.

Doadores cadastrados

O Inca conta hoje com cerca de 1,8 milhão de doadores cadastrados no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea. Essa marca torna o Redome o terceiro maior registro do mundo em número de doadores.

O sistema procura doadores em potencial dentro e fora do país, isso porque em todo o mundo há 15 milhões de doadores cadastrados.

“Quando não encontramos um doador brasileiro no registro nacional, ao mesmo tempo acessamos os registros de outros países para buscar essa possibilidade. Não é comum encontrar um doador fora do Brasil mas, às vezes, acontece”, informa o hematologista.

Ele explicou que a razão para isso é que parte da população brasileira é originária de correntes migratórias, principalmente da Europa e África.

Quem precisa de doação

Hoje, 30% dos pacientes têm um doador compatível na família que, em geral, é um irmão.

70%  dependem do registro nacional. São eles os pacientes cadastrados no Rereme, banco de dados que totaliza 6,8 mil inscritos, dos quais 1,2 mil estão ativos este ano, na busca de um doador compatível.

Previsão

Para 2011, a meta é aumentar o percentual de possibilidades de encontrar um doador compatível para os pacientes inscritos no Rereme para 60% a 70%. “Para isso, vamos ter que cadastrar um número significativo de doadores”, revelou Bouzas.

O Inca está trabalhando para direcionar as campanhas para regiões mais específicas e de menor representatividade no Redome, como Nordeste, com destaque para a Bahia; o Norte, sobretudo a Amazônia; e o Centro-Oeste.

Campanhas

São Paulo

No dia 20 de novembro, o Hospital Universitário São Francisco, em parceria com a AMEO (Associação da Medula Óssea do Estado de São Paulo), promoverá uma campanha de cadastramento de doadores de medula óssea, no Centro Comunitário da Universidade São Francisco, em Bragança Paulista (SP).

Para participar da campanha, o voluntário deve ter entre 18 e 55 anos, estar em bom estado de saúde, apresentar documento com foto e comprovante de residência. Após uma breve palestra explicativa, o participante que decidir fazer a doação será encaminhado à coleta de sangue para o teste de compatibilidade, no mesmo local. Não é necessário estar em jejum.

Local: Centro Comunitário da Universidade São Francisco – Rua Renata de Oliveira, s/no. (Próximo ao estacionamento de alunos da Universidade São Francisco)
Dia e horário: 20/11, das 10 às 16 horas.
Informações: HUSF – Atendimento ao Cliente: 0800-773-7734

Rio de Janeiro

No próximo dia 12 de dezembro, será realizada na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, a 2ª Corrida e Caminhada com Você, pela Vida – Doe Medula Óssea, em um percurso de 6 quilômetros.

O evento abrirá a Semana de Mobilização Nacional para Doação de Medula Óssea. As campanhas têm apresentado resultados positivos. Nos últimos anos, foram cadastrados cerca de 350 mil a 380 mil doadores anualmente.

Participe você também. Seja um doador! Clique aqui para mais informações.

- Transplante de medula: Mais uma esperança na busca por um doador

- Transplante de medula óssea terá cobertura de planos de saúde

* Com informações da Agência Brasil.
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Nove novos tratamentos para câncer de fígado e de mama, leucemia aguda e linfoma foram incluídos no Sistema Único de Saúde – SUS.

O tratamento de câncer pelo SUS, que deve atender em 2010 a 300 mil pacientes, ganhou hoje (25) reforço de R$ 412 milhões com a assinatura de portarias de reestruturação da assistência em oncologia pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão.

O total de investimento do governo chegará a R$ 2 bilhões e, segundo Temporão, é a maior mudança desde 1999, quando o sistema de tratamento oncológico foi criado. “Isso permite remunerar melhor o sistema, além do uso de novas técnicas e a incorporação de novas drogas ao tratamento”, disse o ministro da Saúde.

Ele destacou que isso foi possível com a melhor gestão dos recursos do setor e negociações com laboratórios para a compra de medicamentos mais baratos. Os novos recursos serão repassados anualmente a estados e municípios.

Dos novos procedimentos incorporados ao tratamento oncológico, três são para tratamento de câncer do fígado e cinco são de quimioterapia para tratamento de câncer de mama, linfoma e leucemia aguda.

Brasil

Temporão afirmou ainda que o País é um dos poucos que têm uma rede para tratamento de câncer pelo sistema público de saúde em todas as etapas,  que conta atualmente com 266 pontos de atendimento.

Os quase 100 tipos de câncer diagnosticados atualmente constituem o segundo grupo de doenças que mais matam no Brasil, atrás apenas das doenças cardiovasculares.

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Um novo método é capaz de detectar a presença de tumores no pulmão, no intestino, nas mamas ou na próstata: através de amostras da respiração da própria pessoa.

Pesquisadores de Israel desenvolveram um sensor que faz o diagnóstico de tumores em estágio inicial. Futuramente, acreditam que esse exame poderia ser uma opção barata e portátil.

O que a respiração indica

O estudo, feito pelo Insituto de Tecnologia de Haifa, constatou que é possível detectar sinais químicos emitidos pelas células tumorais através da respiração do paciente. Em outras palavras, o sensor diferencia “respiração saudável” de “respiração cancerosa”.

O chamado “nariz eletrônico” seria capaz de, além de detectar a presença do tumor, revelar em qual lugar do corpo está. Com a facilidade da aplicação, poderia acompanhar o tratamento e notar possíveis recaídas.

Ainda é preciso estudar o método em larga escala para que venha agregar aos exames já existentes. Mas vale lembrar a importância das pesquisas em métodos de diagnóstico, uma vez que se o câncer for descoberto logo no início as chances de sucesso no tratamento são significantemente maiores.

O artigo foi publicado no British Journal of Cancer.

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Mieloma Múltiplo

Amanhã, 6 de agosto, a ABRALE – Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia – realiza, em São Paulo, o Encontro de Pacientes sobre “Tratamentos de Mieloma Múltiplo”.

A palestra será ministrada pela Dra. Vânia Hungria, professora de Hematologia e Oncologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e membro do Comitê Científico Médico da ABRALE.

Poderão participar pacientes e familiares, profissionais da saúde e demais interessados.

O evento terá início às 14h30, no auditório do edífico China Trade Center (sede da associação), localizado na Rua Pamplona, 518 – 3º andar.  

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no www.abrale.org.br ou pelo 0800-773-9973, até às 12 horas do dia 6 de agosto.

Atenção! Para quem tiver interesse e não puder comparecer, é possível acompanhar a palestra pela internet em tempo real, sem a necessidade de inscrição prévia. É só acessar o site da ABRALE com 15 minutos de antecedência.

Os Encontros de Pacientes, realizados quinzenalmente, têm por objetivo a troca de experiências e esclarecimentos de dúvidas sobre as doenças onco-hematológicas (leucemia, linfoma, mieloma múltiplo e mielodisplasia)

A Associação também oferece atendimentos psicológico e jurídico, além de programas educacionais gratuitamente. Mais informações no www.abrale.org.br ou pelo 0800-773-9973.

Reprodução assistida

Atualmente a infertilidade, atinge cerca de 20% do total de casais brasileiros que tentam a gravidez. As causas são variadas e podem estar relacionadas tanto a problemas femininos quanto masculinos.

No dia 10 de agosto, o Grupo Huntington, com o apoio do Programa Acesso, promove a palestra “Fertilidade: um compromisso do casal”. O objetivo do encontro é divulgar os avanços médicos na área e oferecer informações para futuros pais que querem ter filhos, mas não conseguem engravidar.

Na ocasião, as médicas Claudia Gomes e Thais Domingues e o urulogista Mauro Bibancos, do grupo Huntington, abordarão de forma didática as novas técnicas de reprodução assistida.

O encontro será no dia 10 de agosto, às 19h30, no Teatro Silvio Romero, localizado na Rua Coelho Lisboa, 334 – Bairro Tatuapé – São Paulo/SP. A entrada é gratuita e as vagas são limitadas. Mais informações: (11) 2091-7888.

Dores Crônicas

No dia 13 de agosto, o Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional, do Hospital 9 de Julho, promoverá em São Paulo, a quarta reunião do “Grupo de Apoio Psicológico aos Portadores de Dores Crônicas”, pela campanha Viva Sem Dor 2010.

Com sessões mensais e gratuitas, a ação tem o objetivo promover a interação e troca de experiências entre os portadores, que sofrem importante interferência emocional e consequente queda de qualidade de vida.

Com até 15 integrantes por sessão, o grupo estimula o compartilhamento de vivências físicas e emocionais com a dor, com orientações da equipe de psicólogos para o melhor entendimento e enfretamento de suas limitações.

Os participantes ainda são orientados sobre técnicas de relaxamento corporal que podem ajudar a evitar ou amenizar crises dolorosas.

Ao longo do ano, o grupo de atendimento psicológico do Centro de Dor mapeará o perfil dos participantes, que deve resultar num estudo analítico de caso e resultados obtidos.

Horário: das 11h às 12h
Local: Sala Jorge Amado – anexa do Hospital 9 de Julho – Rua Peixoto Gomide, 527, São Paulo/SP
Inscrições: gratuitas e limitadas pelos telefones (11) 3539 – 99901 e (11) 3539- 9902

Lombalgia

O Centro de Dor, do Hospital 9 de Julho, também promove, no dia 14 de agosto, atendimento gratuito para portadores de lombalgia.

A ação, parte da campanha Viva Sem Dor 2010, tem como objetivo orientar os pacientes quanto ao diagnóstico e tratamento da doença, que é um dos problemas mais recorrentes da medicina, chegando a acometer 90% da população em alguma fase da vida.

Especialistas em neurocirurgia, ortopedia, reumatologia, fisioterapia e psicologia, dentre outros, após breve explanação sobre a doença, atenderão os participantes, verificarão seus exames – caso possuam –, para proceder diagnóstico e orientação de tratamento, seja no próprio hospital ou serviço público, que será indicado pelos profissionais durante a ação.

A grande maioria das dorsalgias, grupo de patologias em que a lombalgia é agrupada, é causada por entorses, distorções, trauma ou em função de deformidade da estrutura anatômica. Cerca de 10% das pessoas, no entanto, apresentam dorsalgia por doenças sistêmicas.

A dorsalgia pode ser influenciada por má qualidade do sono, fadiga, sedentarismo e fatores psicossociais. A lombalgia também pode ser causada por esforços repetitivos, excesso de peso, condicionamento físico inadequado, erro postural, falta de ergonomia no trabalho, osteoartrose da coluna, osteofitose (bico de papagaio) e osteoporose.

Horário: das 8 às 12h e das 14 às 17h
Local: Centro de Dor – Hospital 9 de Julho
Endereço: Rua Peixoto Gomide, 613 – 8º Andar – Ala D – Cerqueira César – São Paulo/SP
Inscrições: É necessário agendamento prévio por telefone (11) 3539 – 99901 e (11) 3539- 9902

Psicanálise

Considerado inacessível para a maioria dos brasileiros, o tratamento com um psicanalista está se aproximando da população de baixa renda no Rio. As consultas, que não custam menos de R$ 80 na tabela do Conselho Regional de Psicologia, são oferecidas de graça no IEC – Instituto de Estudos da Complexidade.

O instituto reúne psicanalistas experientes, que orientam profissionais em início de carreira. Eles se revezam no atendimento gratuito a quase cem pacientes.  Os problemas tratados vão de depressão à síndrome do pânico, passando por traumas causados pela violência.

O projeto tem parceria com a PUC do Rio e ONGs, que encaminham as pessoas.

Para participar não é preciso comprovar renda ou ser encaminhado. Basta ligar e deixar recado, agendando um horário (21) 2543-6064. Quando há vagas, o instituto entra em contato e seleciona os interessados.

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Cerca de 15 meses após assinar convênio com o Hospital Sírio-Libanês e lançar o Projeto Ciclotron, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) se tornou a primeira instituição hospitalar pública do país a produzir as substâncias necessárias para fazer exames capazes de diagnosticar o câncer, ainda que em estágio inicial.

O primeiro lote de radiofármacos foi preparado ontem, no próprio Hospital das Clínicas, e levado ao Hospital Sírio-Libanês, onde foi aplicado em três pacientes que, na sequência, passaram por uma tomografia por emissão de pósitrons (PET/CT), um dos mais modernos métodos de detecção de tumores de mama, de pulmão, colon, linfomas e melanomas malignos, além de alguns exames neurológicos e cardiológicos.

Segundo o diretor do Serviço de Medicina Nuclear do Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas, Carlos Buchpiguel, os R$ 17,6 milhões investidos no Projeto Ciclotron pela Secretaria Estadual de Saúde e pelos dois hospitais paulistas é uma iniciativa pioneira que permitirá ao país avançar nas pesquisas e no desenvolvimento de novos compostos e produtos para o setor.

O médico informa que será produzida a quantidade necessária para suportar toda a demanda interna e eventualmente parte da demanda externa da capital paulista.

O preço pelo qual o medicamento será comercializado pelo Hospital das Clínicas ainda não foi definido.

De acordo com a médica do Serviço de Medicina Nuclear do Sírio-Libanês, Elba Etchebehere, a dose de fluordexoxiglicose necessária para a realização da tomografia (cerca de dez miliquirri) custa, em média, R$ 1 mil. Um valor alto já que o custo final do exame, para os pacientes, gira em torno dos R$ 3 mil.

“Com maior produção, vamos conseguir popularizar e ampliar a pesquisa, o que acabará beneficiando os pacientes de todo o Brasil”, disse Elba.

Produção

Como o tempo de validade da substância é extremamente curto (cerca de 110 minutos segundo a Cnen), o medicamento tem que ser entregue logo após ser fabricado, o que exige laboratórios espalhado por todo o país.

Atualmente, no Brasil, o fluordexoxiglicose só é produzido por cinco instituições: o Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN), de Belo Horizonte (MG); o Instituto de Engenharia Nuclear (IEN) do Rio de Janeiro e o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), de São Paulo, além de duas empresas privadas, uma de Porto Alegre (RS) e outra de Brasília (DF).

Na semana passada a Coordenação Geral de Instalações Médicas e Industriais da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) autorizou uma terceira empresa a iniciar a produção do radiofármaco. A comissão analisa outros pedidos de laboratórios privados interessados em fabricar o medicamento.

* Com informações da Agência Brasil.
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