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Sessão única de radioterapia pode tratar câncer de mama

Uma única dose de radioterapia logo após a retirada do tumor é tão eficaz contra o câncer de mama quanto o tratamento convencional, que inclui 30 sessões.

A conclusão é de um estudo inglês feito com 2.232 mulheres com câncer ductal invasivo (o mais comum) submetidas à cirurgia conservadora da mama.

Elas tinham, em média, 63 anos e 86% dos tumores tinham menos de 2 cm, ou seja, estavam em estágio inicial.

De acordo com os autores do estudo, da University College London, na Inglaterra, 90% das recorrências de câncer são nos mesmos quadrantes de onde foram retirados os tumores. Por isso, uma só sessão após a cirurgia seria eficiente.

Para a realização da pesquisa, as mulheres foram divididas em dois grupos. Uma parte recebeu radioterapia intraoperatória em dose única. O outro grupo fez radioterapia externa convencional, com sessões diárias durante cinco semanas. Todas foram acompanhadas por quatro anos.

Resultado: As taxas de recorrência do tumor foram similares. Seis no primeiro grupo e cinco do segundo! Além disso, a radiação intraoperatória foi menos tóxica para as pacientes.

Entenda como é feita a aplicação em dose única

Logo após a retirada do tumor, a paciente, ainda anestesiada, é direcionada para outra sala onde recebe a radioterapia. A dose única é aplicada durante 20 minutos ininterruptos de radiação. Depois da sessão, a paciente tem a mama reparada e preservada.

O procedimento dura em média 40 minutos, além da cirurgia.

Atenção! O método é restrito para mulheres com tumor único, em estágio inicial (com menos de 3 cm) e que não tenha atingido as axilas.

Se adotada em larga escala, a técnica poderia reduzir a fila para a terapia.

O tratamento padrão para mulheres com câncer de mama inclui a cirurgia para retirada do tumor com a conservação do seio e a aplicação de radioterapia em toda região durante 30 dias.

Isso exige que a mulher compareça ao centro de tratamento diariamente, durante cinco semanas, o que pode atrapalhar a adesão ao tratamento e gera uma fila de espera para radioterapia.

A dose única substitui cerca de 30 dias de radioterapia ambulatorial!

Vale ressaltar: A técnica ainda é experimental e não está disponível em larga escala no Brasil.

Os resultados do estudo foram publicados no Lancet.

Para mais informações sobre o câncer de mama, clique aqui.

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O Blog da Saúde traz com exclusividade aos internautas informações inéditas fornecidas pela Dra. Dirce Perissinotti. Confira.

Dra Dirce

Psicóloga, Doutora e Mestre em Ciências - Neurologia/Fisiopatologia Experimental - pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

Após um ano de trabalho junto a 173 mulheres portadoras de dores crônicas, por meio do grupo de apoio psicológico gratuito “Mulheres que Doem Demais”, o Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho mapeou os principais fatores influenciadores da qualidade de vida destas mulheres, relacionados ao seu trabalho, família e vida social.

 Coordenada pela psicóloga dra. Dirce Perissinotti, as mulheres se reuniram durante o ano de 2008, uma vez por mês, numa média de 15 pessoas por sessão. O objetivo era compartilhar as consequências da dor crônica em suas vidas, recebendo das terapeutas orientações para a melhor identificação de suas limitações e estratégias de superação. Em paralelo às discussões de grupo, as participantes respondiam um questionário com indicações do grau de interferência da dor em suas vidas, sob diferentes aspectos.

Reconhecidas cientificamente por possuírem maior incidência de doenças relacionadas às dores crônicas, 60% das mulheres disseram que um dos fatores de maior relevância no contexto da dor é a falta de apoio familiar. Elas referem falta de atenção e valorização de seus problemas, com 49,09% referindo esta carência especialmente nos momentos de crise, em que consideram que as pessoas deveriam tratá-las com mais carinho.

De acordo com dra. Dirce, a ansiedade e a angustia das portadoras de dor crônica, somados ao ritmo de vida das pessoas que as cercam, acaba por exacerbar os sintomas da dor pela falta de tempo que dispõem juntas. “Embora o apoio da família e das demais pessoas ao redor seja importante e necessário, a mulher precisa aprender a identificar as limitações do outro, buscando nela outras maneiras para amenizar seu sofrimento.”

 No período de coleta de dados para a pesquisa, as mulheres também relataram limitações para realizar tarefas simples do cotidiano, como limpar a casa ou mesmo caminhar, subir escadas, com 89,19% referindo ter diminuindo o trabalho ou atividade regular diária em função da dor. Dirce afirma que os dados refletem a própria adesão das mulheres aos tratamentos propostos, já que elas não se sentem dispostas. Neste contexto, a depressão soma-se ao quadro, gerando um ciclo de piora física e emocional. Prova disso é que 74,55% afirmaram que a depressão aumenta a sua dor.

 A psicóloga chama a atenção para outro dado da pesquisa, em que 50,91% das mulheres do grupo responderam que a prática de exercícios físicos diminui a intensidade da dor que sentem. “Isso mostra que estar ativa, tanto física como mentalmente, ajuda a promover melhor bem estar, fazendo com que mesmo que a dor não seja extinta, fique em segundo plano na vida destas mulheres”.

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