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Câncer de mama metastático: a voz das pacientes e familiares

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(Foto: Divulgação)

Medo, tristeza e insegurança. Esses são os principais sentimentos que tomam conta de uma mulher quando ela recebe o diagnóstico de câncer de mama metastático, também conhecido como câncer de mama avançado ou de estágio IV, é o câncer de mama que se espalhou para além de seu foco inicial para outros órgãos do corpo, mais frequentemente os ossos, pulmões, o fígado ou o cérebro. Mas ela não sofre sozinha. Para os familiares dessa paciente, a percepção de sofrimento nesse momento é ainda mais acentuada.

Durante a coletiva de imprensa “Câncer de Mama Metastático: A Voz das Pacientes e da Família”, na terça-feira (22), em São Paulo, a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, divulgou uma pesquisa inédita realizada em nove capitais com pacientes com câncer de mama metastático e seus familiares. O levantamento revelou o impacto da enfermidade sobre a rotina dos filhos, a vida afetiva e sexual do casal e o orçamento doméstico.

Quando falamos sobre os fatores de risco, a genética continua sendo o fator principal. “Há 80 ou 100 anos a mulher tinha a cultura de se casar e ter filhos cedo. Naquela época, casos de moças sendo mães aos 14 anos eram comuns. Já nos tempos de hoje, a mulher moderna está acostumada a ter filhos mais tardiamente, após os 30 anos, ou, às vezes, nem chega a tê-los. E esses são mais dois fatores de risco”, explica Sérgio Simon, presidente da Sociedade de Oncologia Clínica (SBOC) e médico do Centro Paulista de Oncologia e do Hospital Israelita Albert Einstein.

Um grande exemplo relembrado por Sérgio foi o da atriz Angelina Jolie, que segundos os médicos, com base nos exames realizados, chegou a ter 87% de risco de desenvolver o câncer de mama por causa de uma mutação genética, assim precisando fazer uma cirurgia para a retirada dos seios como forma de prevenção. “O câncer de mama que se origina devido a uma mutação genética transmitida entre os membros de uma mesma família representa menos de 10% dos casos diagnosticados dessa doença. Este foi o caso da Angelina Jolie. Nessa situação, o risco do desenvolvimento do câncer de mama durante a vida da mulher está entre 50 a 90%. Por isso, se a mulher tem casos de câncer de mama na família, é preciso fazer exames para saber se existe alguma mutação genética e ela poder se prevenir”.

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(Foto: Sérgio Simon – Divulgação)

A partir de entrevistas quantitativas e qualitativas envolvendo 170 pacientes e 240 familiares de nove capitais do país (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza, Belém, Curitiba e Porto Alegre), o levantamento “Câncer de mama metastático: a voz das pacientes e da família” trouxe um olhar aprofundado e diferente sobre o assunto. Assim, se 72% das pacientes afirmam que experimentaram muito sofrimento ao receber o diagnóstico do tumor, essa percepção é ainda mais contundente entre os familiares: 88% deles experimentaram esse sentimento quando o câncer da paciente foi identificado.

Mesmo fragilizada, a família ainda é a maior fonte de apoio para as pacientes. Para quase um terço das entrevistadas (29%), o companheiro é a principal fonte de apoio, seguida pelos filhos (28%), irmãos (14%), amigos (4%) e ex-marido (1%).

Casado com Elfriede Galera há 35 anos, o representante comercial Jadyr Galera, de 60 anos, vem apoiando a mulher no enfrentamento do câncer de mama metastático, diagnosticado em 2010. O casal, que já tinha o sonho de construir seu próprio veleiro para dar a volta ao mundo, acelerou os preparativos após a descoberta da doença. Jadyr se aposentou para se dedicar à mulher e terminar o barco. “Eu lavo, cozinho, passo, eu cuido dela, eu dou remédio, vou ao médico. Faço isso de coração para uma pessoa que amo, que esteve comigo uma vida inteira, não posso virar as costas”, desabafou o marido.

Depois de muito trabalho, em 2014 o barco finalmente navegou e os dois percorreram juntos uma pequena parte do litoral de São Paulo. No entanto, com a descoberta da doença em estágio avançado e a necessidade de várias etapas de tratamento, o sonho foi ajustado. “Em vez de dar a volta ao mundo, nós pretendemos percorrer a costa brasileira até chegar ao Caribe”, disse Jadyr. “Os planos que fazemos para o futuro ajuda a nos dar forças”, concluiu.

“Quando a família se vê diante de uma doença como essa, é claro que todas as atenções se voltam para a paciente. Mas é preciso olhar com mais atenção para o familiar, para essas pessoas que, embora profundamente abaladas com a descoberta de uma doença tão grave em alguém que amam, tentam se manter firmes para fornecer o apoio que esperam delas naquele momento”, explica Paula Kioroglo, psicóloga do Hospital Sírio-Libanês e psico-oncologista pela Sociedade Brasileira de Psico-Oncologia.

Dados apontam ainda que para 71%, a família ficou mais unida após a descoberta da doença, visão que é compartilhada por 75% dos familiares. Entretanto, logo que a metástase é diagnosticada a paciente tende a enxergar isso como uma sentença de morte, porém, é um equívoco. “Tenho uma paciente que completou ‘bodas de ouro de tratamento’ em novembro do ano passado. Ela descobriu o câncer de mama metastático em novembro de 1992, e está em tratamento até hoje. Então não temos como prever”, explica Sérgio.

“Muitos questionamentos passam pela cabeça da mulher que recebe um diagnóstico de câncer de mama avançado. Como contar para os filhos? Será que o companheiro estará ao lado dela durante todo o tratamento? E o trabalho, será necessário abandonar a profissão? Todas essas dúvidas reforçam a importância do apoio e do acolhimento a essa paciente, de modo que ela se sinta fortalecida para atravessar esse momento da melhor forma possível”, disse Luciana Holtz, presidente do Instituto Oncoguia.

Segundo Luciana Holtz, a metástase toma ainda mais conta da vida de uma paciente do que um câncer de mama inicial. São mais consultas, mais exames, mais etapas de tratamento. Por isso foi criada a Rede Mais Vida, programa de apoio e orientação focado em pacientes que convivem com câncer de mama metastático.

“A dimensão do cuidado com o paciente oncológico caracteriza-se pela preponderância do cuidar sobre o curar; exige atitudes humanas, não apenas analíticas, compreensíveis e essencialmente científicas, ver não somente a doença, mas o que existe de sadio no paciente”, explica a psicóloga Paula Kioroglo.

Diante da notícia da metástase, ela diz que a paciente vivencia novamente todos os sentimentos surgidos no momento do diagnóstico, em alguns casos de forma dobrada. Num segundo momento, seu foco e sua energia devem se voltar para o controle da doença, sempre buscando qualidade diante dessa nova fase da vida. “Meu sonho é envelhecer”, disse Renata Lujan, paciente com câncer de mama metastático.

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(Foto: Renata Lujan – Divulgação)

Em 2013, aos 33 anos, Renata foi diagnosticada com câncer de mama em estágio inicial. Faltavam 4 meses para o seu casamento e tudo estava preparado para o grande dia. Após o diagnóstico, o tratamento foi definido: quimioterapia seguida de cirurgia e radioterapia. E, em meio a essa notícia, ela e o noivo decidiram manter os planos. O casamento foi realizado entre um sessão e outra de quimioterapia, em uma cerimônia emocionante. “ Nós estávamos começando nossa vida enfrentando um grande desafio, só não sabíamos que seria apenas o começo”, relembra Renata.

Depois de 1 ano e 4 meses, aos 35 anos, ela recebeu o diagnóstico de câncer de mama metastático, com lesões nos ossos e fígado. “A notícia foi a certeza que minha vida estava acabando, porém descobri que na verdade não, apenas estava começando uma nova batalha”, disse ela.

Renata já passou por 7 protocolos de tratamento e se mostra esperançosa na evolução da ciência e na possibilidade de realizar seus sonhos. “ Descobri que viver vai muito além da garantia de se ter vida longa, viver é e deve sempre ser no agora”, encoraja.

Segundo o levantamento, grande parte das pacientes dizem estarem incomodadas com a falta de suporte das empresas em que trabalhavam. A pesquisa aponta que 49% abandonou a vida profissional, e a maioria diz não ter conseguido flexibilizar horários de trabalho de modo a conciliar o emprego com o tratamento. “Faço quimioterapia uma vez por semana, causando muitos efeitos colaterais, o que demanda um ou dois dias para se recuperar. Porém, ainda não me aposentei pois tenho a esperança que surja novos tratamentos menos agressivos, assim podendo voltar a trabalhar”, contou Renata.

O problema não só afeta a auto-estima, mas também o bolso. Para muitas, a renda familiar cai ao mesmo tempo em que os gastos com saúde aumentam. Para isso foi criado o auxílio-doença parental. “Em 2014, foi apresentado o PL de nº 286, de autoria da Senadora Ana Amélia, para incluir o auxílio-doença parental ao rol de benefícios previstos no regime geral. Já foi aprovado no Senado Federal e encontra-se na Comissão de Seguridade Social-Câmara dos Deputados aguardando designação de relator”, explicou Luciana Holtz.

Veja os dados:

Panorama geral em números

  • 60 mil brasileiras recebem o diagnóstico de câncer de mama no Brasil todos os anos
  • Um terço é a proporção de brasileiras da rede pública que recebem o diagnóstico em fase III; esse porcentual é de 10 a 15% no particular
  • 1,5 milhão é o número de novos casos da doença no mundo, a casa ano
  • 51 anos é a idade média das pacientes brasileiras com câncer de mama
  • 75% dessas mulheres tem mais de 50 anos
  • 30% das pacientes terão metástase, mesmo quando a detecção é precoce

Fatores de risco do câncer de mama:

Genética e estilo de vida

  •  Não ter filhos
  • Não amamentar
  • Maternidade tardia: após 30 anos
  • Menopausa tardia: após os 55 anos
  • Menarca precoce: antes dos 12 anos
  • Consumo frequente de bebidas alcoólicas
  • Excesso de peso (sobretudo na pós-menopausa)
  • Histórico familiar: parente de 1º grau (mãe, filha, irmã) diagnosticada antes dos 50 anos

 

 

 

Apesar do alerta para realizar periodicamente o exame de toque, a mamografia e visitar o ginecologista anualmente, muitas dúvidas ainda pairam sobre este mal.

Para esclarecer as questões sobre o câncer de mama, o Governo de São Paulo e o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) lançaram uma lista de mitos sobre a doença:

O câncer de mama é sempre hereditário?

Apenas 10% dos tumores tem esta correlação. No entanto, é sempre importante ficar atento ao próprio corpo para verificar o surgimento de nódulos ou feridas que persistem por muito tempo e não existiam antes. Nestes casos, a visita ao médico não pode ser adiada.

O autoexame substitui a mamografia?

O autoexame ou o exame clínico, feito por um especialista, não são suficientes para o diagnóstico de câncer. Recomenda-se que a mamografia seja realizada regularmente.

O desodorante aerossol facilita o desenvolvimento de tumores?

A axila não tem células mamárias, portanto, o uso de qualquer tipo de desodorante não afeta as mamas.

A prótese de silicone pode dificultar o diagnóstico?

Não há consenso científico quanto às limitações dos exames de imagem em pacientes que possuem próteses de silicone nas mamas. Além disso, não há pesquisas que relacionem a cirurgia para aumento dos seios com o aparecimento de tumores.

O uso de sutiã apertado aumenta as chances de câncer de mama?

Independente do tecido ou modelo, o sutiã não favorece o desenvolvimento do câncer de mama.

A pílula anticoncepcional provoca câncer?

Não existem estudos que permitam a associação entre o uso do anticoncepcional e o aumento da incidência de câncer.

Quando o câncer aparece novamente, a doença não tem mais cura?

Cada paciente responde de uma maneira aos tratamentos, por isso, não é possível afirmar que todos os casos vão evoluir da mesma forma.

Pacientes com câncer de mama em fase inicial, do tipo específico HER2-positivo, com alto risco de recorrência, ganham um novo aliado, o Perjeta® (Pertuzumabe) da Roche, empresa mundial líder em oncologia. O tratamento acaba de ser aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para uso antes da cirurgia, também conhecida como neoadjuvância.

Segundo Sergio Simon, diretor-presidente do Grupo Brasileiro de Estudos Clínicos em Câncer de Mama (GBECAM), médico oncologista do Hospital Albert Einstein e do CPO-Centro Paulista de Oncologia, “a inclusão de Pertuzumabe em combinação com Trastuzumabe e quimioterapia no tratamento neoadjuvante do câncer de mama promove a diminuição de maneira acentuada do nódulo tumoral, possibilitando a cirurgia conservadora, além de impedir que a doença se dissemine, aumentando as chances de cura da paciente”.

A aprovação da nova indicação de Perjeta® é voltada para pacientes com câncer de mama HER2-positivo localmente avançado, inflamatório ou em estágio inicial com elevado risco de recorrência (tumores maiores que 2 cm de diâmetro e/ou linfonodo positivo) como parte de um esquema terapêutico completo para o câncer de mama inicial.

A agência reguladora se baseou nos estudos Tryphaena (estudo de segurança) e NEOSPHERE, que analisou 417 pacientes e tinha como desfecho primário a resposta patológica completa, ou seja, o total desaparecimento do tumor na peça cirúrgica, e obteve 45% de resposta patológica com Pertuzumabe comparado ao esquema de Trastuzumabe com resposta de 29%.

“Temos uma alta incidência de câncer de mama no País. Dos 57 mil novos casos de câncer mama apontados pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), cerca de 20% são HER2-positivo”, contextualiza dr.  Antônio Frasson, professor da Faculdade de Medicina da PUCRS e mastologista do núcleo de mama do Centro de Oncologia e Hematologia do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

“Esta aprovação é um marco e contribui para a constante evolução no tratamento neoadjuvante precoce da doença. Nos últimos anos, conquistamos grandes avanços para a saúde da mulher proporcionando um melhor entendimento do processo do câncer”, conclui o especialista.

Perjeta® (Pertuzumabe) teve sua primeira indicação aprovada pela ANVISA em junho de 2013 na indicação de câncer de mama metastático HER2-positivo em combinação com Trastuzumabe e Docetaxel.

A Roche é pioneira no desenvolvimento de terapias-alvo e na busca constante de tratamentos cada vez mais individualizado ao paciente, envolvendo os diversos tipos e estágios do câncer de mama.

Sobre Perjeta (Pertuzumabe)
Perjeta® (Pertuzumabe) é um medicamento que tem como alvo o receptor HER2, uma proteína que se encontra na superfície de muitas células normais e em quantidades muito elevadas no exterior de células cancerosas no câncer de mama HER2-positivo. Perjeta® (Pertuzumabe) foi desenvolvido para impedir que o receptor HER2 se conecte a outros receptores HER (como EGFR / HER1, HER3 e HER4) sobre a superfície das células –  evitando o crescimento e sobrevivência do tumor. A ligação de Perjeta® (Pertuzumabe) na proteína HER2 também aciona o sistema imunológico do corpo para destruir as células cancerosas. Os mecanismos de ação de Perjeta® e Herceptin® (Trastuzumabe) se complementam, pois se ligam a lugares diferentes no receptor HER2 e promovem um duplo-bloqueio – ou seja, mais efetivo para impedir o crescimento das células do câncer, pois interrompe as vias de sinalização que fazem as células se multiplicarem e permanecerem vivas.

Cientistas da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP), da USP, descobriram que um extrato de soja biotransformado é capaz de destruir células de tumores de mama.

Publicado na revista inglesa Nutrition and Cancer, o trabalho explica que a “interação das moléculas presentes no extrato de soja biotransformado com os receptores de estrógeno presentes nas células MCF-7, possa ser um dos motivos que explique a maior sensibilidade desta linhagem à morte celular”.

Após a descoberta, serão realizados testes em que relacionarão o uso do extrato de soja com células normais e outras linhagens de células de câncer de mama mais agressivos.

Novos estudos serão realizados para provar o benefício do extrato da soja para o tratamento contra o câncer de mama.

Uma pesquisa buscou analisar a relação entre o consumo de fibras e o risco do câncer de mama. Nenhum estudo realizado até então havia focado em adolescentes e jovens adultos, período onde surgem os fatores relacionados a este tipo de tumor.

Para realizar o estudo, foram analisadas 90.534 mulheres, que faziam parte do grupo Nurses’ Health Study II. Informações referentes a alimentação e dieta foram respondidas por elas em um questionário completo em 1991, quando as voluntárias tinham entre 27 e 44 anos, e após 4 anos. Em 1998, as mulheres completaram um novo questionário sobre a alimentação durante o ensino médio.

Os pesquisadores analisaram a quantidade de fibra ingerida durante a juventude e a incidência de câncer nos anos posteriores. Notou-se que o consumo de 10g de fibra por dia está relacionado com a queda de 13% no risco de sofrer câncer de mama.

A explicação para este resultado ainda não está completa, mas os estudiosos acreditam que as fibras possam reduzir o nível de estrogênio no sangue, um dos fatores que levam a doença.

Informações do Medical News Today

Apesar do alerta para realizar periodicamente o exame de toque, a mamografia e visitar o ginecologista anualmente, muitas dúvidas ainda pairam sobre este mal.

Para esclarecer as questões sobre o câncer de mama, o Governo de São Paulo e o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) lançaram uma lista de mitos sobre a doença:

O câncer de mama é sempre hereditário?

Apenas 10% dos tumores tem esta correlação. No entanto, é sempre importante ficar atento ao próprio corpo para verificar o surgimento de nódulos ou feridas que persistem por muito tempo e não existiam antes. Nestes casos, a visita ao médico não pode ser adiada.

O autoexame substitui a mamografia?

O autoexame ou o exame clínico, feito por um especialista, não são suficientes para o diagnóstico de câncer. Recomenda-se que a mamografia seja realizada regularmente.

O desodorante aerossol facilita o desenvolvimento de tumores?

A axila não tem células mamárias, portanto, o uso de qualquer tipo de desodorante não afeta as mamas.

A prótese de silicone pode dificultar o diagnóstico?

Não há consenso científico quanto às limitações dos exames de imagem em pacientes que possuem próteses de silicone nas mamas. Além disso, não há pesquisas que relacionem a cirurgia para aumento dos seios com o aparecimento de tumores.

O uso de sutiã apertado aumenta as chances de câncer de mama?

Independente do tecido ou modelo, o sutiã não favorece o desenvolvimento do câncer de mama.

A pílula anticoncepcional provoca câncer?

Não existem estudos que permitam a associação entre o uso do anticoncepcional e o aumento da incidência de câncer.

Quando o câncer aparece novamente, a doença não tem mais cura?

Cada paciente responde de uma maneira aos tratamentos, por isso, não é possível afirmar que todos os casos vão evoluir da mesma forma.

Para dar continuidade aos eventos do Outubro Rosa, o instituto Oncoguia promoverá o II Encontro Vivendo com Câncer de Mama Metastático no próximo dia 18 deste mês.

Pacientes e familiares que convivem com o câncer de mama metastático, quando se espalha por outros órgãos, participarão de palestras com especialistas sobre diferentes temas:
• Novidades no tratamentos do câncer de mama metastático
• Direitos dos pacientes: teoria e prática
• Pesquisa clínica: o que isso tem a ver comigo?
• Qualidade de vida possível, sim, apesar do câncer
• Cuidando dos meus sentimentos
• Dicas de paciente para paciente

Pesquisa realizada pelo Instituto Oncoguia com pacientes de câncer de mama metastático também confirmou esse dado: 48% das mulheres ouvidas afirmaram que têm metástase desde o momento do diagnóstico.

Serviço:

Data: 18 de outubro de 2014
Horário: 9h às 17h
Local: Rua Rosa e Silva, 60, Higienópolis, São Paulo (SP)
Inscrições: gratuitas, pelo telefone 0800 773 1666

Mais um evento de conscientização sobre a necessidade da prevenção ao câncer de mama. Desta vez, na cidade de São Paulo, em um de seus pontos turísticos: o Parque Ibirapuera.

Até o dia 12 de Outubro, serão realizadas mamografias gratuitas para mulheres a partir de 40 anos. Estarão disponíveis especialistas do Hospital de Câncer de Barretos para o atendimento de até 50 mulheres por dia. A carreta é adaptada para receber cadeirantes.

Serviço:

Local: Parque Ibirapuera – Praça de Eventos (portão 10)

Data: até 12 de Outubro

Gratuito

Desde o incentivo à prevenção do câncer de mama, 61% dos tumores são detectados em estágios mais precoces, o que permite um tratamento mais eficaz.

Por estarmos no Outubro Rosa, o câncer de mama e sua prevenção ganha destaque. Para elevar o conhecimento sobre este mal e mostrar o quão importante é fazer os exames periodicamente, empresas lançam ações e projetos sociais em prol do combate ao câncer.

Uma dessas corporações é a Nestlé, que produziu um vídeo apresentando o quanto os seios femininos são observados diariamente. O objetivo é que as mulheres prestem atenção nos próprios seios e cuide deles.

Durante o mês de outubro, exames de mamografia ocorrerão gratuitamente na Secretaria da Mulher, em Barueri. O evento ocorre em parceria da Philips Healthcare com a Prefeitura de Barueri, que promoverão ações culturais, esportivas e beneficentes em prol do combate ao câncer de mama.

O projeto terá início com o atendimento pelos exames de mamografia e enviados para análise. Os casos identificados serão encaminhados pela secretaria para realização do tratamento em uma unidade pública de alta complexidade em oncologia para seguimento do tratamento.

As mulheres que forem ao evento necessitam levar um documento oficial com foto e o cartão do SUS.

Programação:

Até 10 de Outubro – Mutirão para doação de cabelos

Serão confeccionadas perucas com cabelo natural, a partir das doações. Para ser um doador, é necessário que o cabelo esteja lavado e tenha ao menos 15 centímetros.

Local: Boulevard Central – Barueri (SP)

Horário: das 9h às 17h

 

De 6 a 31 de Outubro – Mutirão de mamografias

As mamografias deverão ser agendadas com antecedência.

Local: Secretaria da Mulher de Barueri

Horário: segunda a sexta-feira das 9h às 17h

 

11 de Outubro – Caminhada Rosa e show de Cleiton & Camargo

Para participar da caminhada não é necessário se inscrever, mas quem quiser pode colaborar com o NCCM (Núcleo de Combate ao Câncer de Mama), usando uma camiseta rosa ou adquirindo o kit. A largada e o término serão em frente ao ginásio poliesportivo José Corrêa, com um show de encerramento da dupla Cleiton & Camargo.

Local: Em frente ao Ginásio Poliesportivo José Corrêa

Horário: largada às 18h

 

31 de Outubro – Jantar beneficente com show de Ana Mametto

Jantar em prol do combate ao câncer de mama com direito a apresentação da artista Ana Mametto, com o seu show Rosa Morena.

Local: Buffet Apogeo – Av. Tamboré, 1007, Tamboré, Barueri – SP

Horário: 20h

Ingresso: R4 150,00 (individual). O fundo será revertido para o NCCM

 

Durante todo o mês de outubro, ações voltadas para a saúde feminina e a prevenção do câncer de mama ocorrerão no país.

Para dar início ao Outubro Rosa, o projeto “De Peito Aberto – a autoestima da mulher com câncer de mama, uma abordagem humanista” instalou uma exposição fotográfica e promoverá, apenas hoje (1°), palestra sobre a importância em prevenir e diagnosticar o câncer de mama, com a participação de pacientes, médicos, profissionais de saúde, especialista em seguro para a mulher e a população em geral.

O evento ocorrerá no Osasco Plaza Shopping até o dia 12.

Exposição fotográfica “De Peito Aberto – a autoestima da mulher com câncer de mama, uma abordagem humanista”

Data: 18/9 a 12/10
Local: Osasco Plaza Shopping (rua Ten. Avelar Pires de Azevedo, 81, Centro – Osasco)
Tel.: (11) 2117-2777
Horários: segunda a sábado, das 10h às 22h / domingos e feriados, das 11h às 22h
Palestra Interativa “De Peito Aberto”: 1º Outubro, às 19h

O câncer de mama é a maior causa de morte por câncer entre as mulheres em todo o mundo, segundo dados do INCA (Instituto Nacional de Câncer). Novos estudos indicam que são esperados mais de 57 mil novos casos de câncer de mama, com um risco estimado em 56 casos a cada 100 mil mulheres, para 2014.

Por se tratar de um problema global e que necessita de instrução, uma campanha foi lançada pela organização CIBC (Canadian Breast Cancer Foudation) e mostra o dia a dia de uma mulher desde a descoberta do tumor até a cura.

O objetivo do vídeo é promover a corrida Run for the cure e, por meio do evento, arrecadar fundos para novas pesquisas, educação e programas de conscientização sobre o câncer de mama.

Assista a seguir:

 

Cientistas do Centro de pesquisa do Câncer Fred Hutchinson, em Seattle, estudaram se o sutiã pode contribuir para elevar o risco de sofrer com câncer de mama. Foram observados os tipos de sutiã que as mulheres usavam, desde quando e por quanto tempo durante o dia.

Não houve evidências de que usar sutiã está associado com o câncer de mama.

Foi decidido que este tema seria pesquisado após o grande número de textos que sugeriam a dificuldade na circulação e drenagem que o sutiã causava. Em um livro publicado em 2005, os autores afirmavam ter evidências da ligação entre o sutiã e o risco de câncer.

Mais de mil mulheres que foram diagnosticadas com câncer de mama, entre 2000 e 2004, foram comparadas com 469 mulheres que não sofreram deste mal.

Todas as participantes haviam passado pela menopausa e apresentava idade entre 55 e 74 anos. Para elaborar a pesquisa, foram pedidos, além do modelo do sutiã, o formato e o tempo de uso diário, o histórico familiar de câncer de mama, o peso e a altura, o nível educacional, renda, força, uso de hormônio e se haviam feito mamografia recentemente.

Os pesquisadores afirmam que é preciso tomar cuidado com o que é divulgado na internet. Muitas informações não apresentam dados verídicos e pesquisados.

 

Um estudo realizado pela EPIC – Investigação Perspectiva Europeia de Câncer e Nutrição indica que praticar 35 minutos de exercício físico por dia diminui em 10% o câncer de mama entre as mulheres. A pesquisa foi realizada com 59 mil mulheres em fase de pós-menopausa.

A região do Sudeste do Brasil apresenta a maior taxa de incidência deste tipo de câncer, graças à alimentação inadequada, estresse e sedentarismo.

Todos os adultos saudáveis precisam se alimentar adequadamente e criar rotinas saudáveis, como caminhar, correr, dançar, andar de bicicleta.

A pesquisa ainda mostra que outras doenças, como problemas cardíacos e diabetes, podem ser prevenidas com atividades físicas.

Em um estudo realizado pela Ohio State University Comprehensive Cancer Center, nos Estados Unidos, mostrou que o tomate ajuda a prevenir o câncer de mama.

Para realizar a pesquisa, 70 voluntárias adicionaram o tomate em sua alimentação diária por dez semanas. Após este período, ficaram 14 dias sem o ingerir. Para finalizar, durante outras 10 semanas, consumiram soja.

O resultado mostrou que o consumo de tomate eleva os níveis de adiponectina, hormônio associado à redução do risco de ter câncer de mama.

Desde o ano passado, o governo do estado de São Paulo promove a carreta-móvel, do programa “Mulheres de Peito”, onde oferece mamografia gratuita para mulheres com idade entre 50 e 69 anos. A carreta passará por diversas cidades do estado paulista.

Durante os próximos 15 dias, a Freguesia do Ó será o endereço fixo da carreta. Para fazer o exame, não é necessário apresentar o pedido médico. Contudo, quem estiver fora da faixa etária proposta, deverá levar a solicitação de exame.

O local conta com uma equipe multidisciplinar composta por técnicos em radiologia, profissionais de enfermagem, funcionários administrativos e um médico ultrassonografista. O resultado da mamografia fica pronto em 48 horas

A carreta-móvel já passou por diversas cidades do interior e litoral, além de bairros paulistanos. Os horários de funcionamento são: segunda a sexta, das 9h às 20h, e aos sábados, das 9h às 13h.

Serviço:

Local: Em frente ao Hospital Geral de Vila Penteado, na Av. Ministro Petrônio Portela, 1642.

Horário: Segunda a sexta – 9h às 20h

                   Sábado – 9h às 13h

Gratuito

De acordo com o INCA (Instituto Nacional de câncer José Alencar Gomes da Silva), o segundo tipo de câncer mais frequente no mundo é o de mama, respondendo por 22% dos novos casos descobertos por ano. Apenas em 2014, estima-se que houve 57.120 casos. Se diagnosticado no início e tratado oportunamente, o resultado é positivo.

É pensando nos pacientes mais carentes que criou-se a Casa de Mama, ambulatório da Disciplina de Mastologia do Departamento de Ginecologia da Escola Paulista de Medicina, da UNIFESP. O local disponibiliza consulta com especialistas e equipamentos de última geração, como o mamógrafo digital, a ultrassonografia, a mesa de estereotaxia para biópsias por mamografia e o laboratório de citopatologia.

Todos os exames necessários são feitos no mesmo dia que o paciente passa pela consulta. Não há agendamento direto, é necessário o encaminhamento de consultas vindas das Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Serviço:

Telefone: (11) 5575 3451

Local: Rua Marselhesa, 249 – Vila Clementino

Fonte: Portal INCA e Catraca Livre

19168717O Câncer de Mama possui um tratamento invasivo e é muito comum que as mulheres sejam submetidas à mastectomia, cirurgia de retirada parcial ou total da mama. A operação deixa danos físicos e psicológicos, já que a perda da mama acarreta na perda de autoestima das pacientes que se sentem menos femininas. Uma das soluções mais procuradas por essas mulheres é a reconstrução da mama, quando não há contraindicações médicas. Em alguns casos acontece a perda da aréola e mamilo. Nessas ocasiões é possível fazer a reconstrução do complexo aréolo-mamilar. O enxerto de pele é uma das maneiras mais tradicionais de se fazer essa restauração, no entanto ele nem sempre tem a aprovação da paciente devido à diferença de cores entre as aréolas. Uma alternativa para esse contraste é a micropigmentação que é mais eficaz, nesse sentido.

A Restauração

Vanessa Silveira, mestra em Micropigmentação Fio a Fio 3D e diretora do Instituto Vanessa Silveira, explica o processo “A restauração pode ser feita pela micropigmentação logo que o seio for reconstruído e sua cicatrização tenha ocorrido adequadamente. É um método invasivo que utiliza agulhas para infiltrar pigmento (feito à base de óxido de ferro e dióxido de titânio, considerados hipoalergênicos) sob a pele, desenhando um novo complexo aréolo-mamilar, melhorando a aparência estética, que tanto incomoda a paciente mastectomizada”. A micropigmentação aréolo-mamilar tem uma grande importância na qualidade de vida e na recuperação da autoestima das pacientes mastectomizadas, no Piauí, desde abril deste ano, ela está sendo disponibilizada gratuitamente pelo SUS. “A maioria das mulheres que recorre à micropigmentação paramédica passou por uma mastectomia. Geralmente, essas mulheres já se submeteram à cirurgia de implante de próteses de silicone e recorrem a este método para obter a simetria da aréola mamária. Os resultados pós-cirúrgicos são muitos bons e têm como um dos principais objetivos promover a satisfação da paciente e fazê-la voltar a se sentir mais uma vez de bem consigo mesma”, completa a profissional.

Com a ajuda da micropigmentação é possível restaurar também a pigmentação da aréola mamária, contribuindo para a simetria dos seios. Vanessa explica que a técnica consiste na implantação de pigmentos na camada subepidérmica da pele através do auxílio de agulhas e de aparelho especializado. “A técnica é eficaz em seus resultados e produz uma uniformidade na cor dos seios, deixando-o mais similar possível ao seio existente. Tem durabilidade de aproximadamente dois anos, podendo ser prolongada por não sofrer influência dos raios solares, principal agente clareador no processo de despigmentação”, assevera.

Cuidados

O procedimento é delicado e invasivo, por isso requer cuidado especiais. O primeiro deles é na hora da escolha do profissional, que deve ser credenciado, todos os acessórios utilizados nos procedimentos, tais como agulhas, batoques e ponteiras, são descartáveis. Depois de feita, a micropigmentação precisa de cuidados para a sua recuperação perfeita e cicatrização natural. “Esse é um procedimento que trata uma região superficial e sensível, comportamentos como esfregar e coçar, nadar em mar ou piscina e banhos de água quente devem ser evitados”, alerta Vanessa.

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