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Mitos e verdades sobre o câncer de mama

Apesar do alerta para realizar periodicamente o exame de toque, a mamografia e visitar o ginecologista anualmente, muitas dúvidas ainda pairam sobre este mal.

Para esclarecer as questões sobre o câncer de mama, o Governo de São Paulo e o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) lançaram uma lista de mitos sobre a doença:

O câncer de mama é sempre hereditário?

Apenas 10% dos tumores tem esta correlação. No entanto, é sempre importante ficar atento ao próprio corpo para verificar o surgimento de nódulos ou feridas que persistem por muito tempo e não existiam antes. Nestes casos, a visita ao médico não pode ser adiada.

O autoexame substitui a mamografia?

O autoexame ou o exame clínico, feito por um especialista, não são suficientes para o diagnóstico de câncer. Recomenda-se que a mamografia seja realizada regularmente.

O desodorante aerossol facilita o desenvolvimento de tumores?

A axila não tem células mamárias, portanto, o uso de qualquer tipo de desodorante não afeta as mamas.

A prótese de silicone pode dificultar o diagnóstico?

Não há consenso científico quanto às limitações dos exames de imagem em pacientes que possuem próteses de silicone nas mamas. Além disso, não há pesquisas que relacionem a cirurgia para aumento dos seios com o aparecimento de tumores.

O uso de sutiã apertado aumenta as chances de câncer de mama?

Independente do tecido ou modelo, o sutiã não favorece o desenvolvimento do câncer de mama.

A pílula anticoncepcional provoca câncer?

Não existem estudos que permitam a associação entre o uso do anticoncepcional e o aumento da incidência de câncer.

Quando o câncer aparece novamente, a doença não tem mais cura?

Cada paciente responde de uma maneira aos tratamentos, por isso, não é possível afirmar que todos os casos vão evoluir da mesma forma.

Pacientes com câncer de mama em fase inicial, do tipo específico HER2-positivo, com alto risco de recorrência, ganham um novo aliado, o Perjeta® (Pertuzumabe) da Roche, empresa mundial líder em oncologia. O tratamento acaba de ser aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para uso antes da cirurgia, também conhecida como neoadjuvância.

Segundo Sergio Simon, diretor-presidente do Grupo Brasileiro de Estudos Clínicos em Câncer de Mama (GBECAM), médico oncologista do Hospital Albert Einstein e do CPO-Centro Paulista de Oncologia, “a inclusão de Pertuzumabe em combinação com Trastuzumabe e quimioterapia no tratamento neoadjuvante do câncer de mama promove a diminuição de maneira acentuada do nódulo tumoral, possibilitando a cirurgia conservadora, além de impedir que a doença se dissemine, aumentando as chances de cura da paciente”.

A aprovação da nova indicação de Perjeta® é voltada para pacientes com câncer de mama HER2-positivo localmente avançado, inflamatório ou em estágio inicial com elevado risco de recorrência (tumores maiores que 2 cm de diâmetro e/ou linfonodo positivo) como parte de um esquema terapêutico completo para o câncer de mama inicial.

A agência reguladora se baseou nos estudos Tryphaena (estudo de segurança) e NEOSPHERE, que analisou 417 pacientes e tinha como desfecho primário a resposta patológica completa, ou seja, o total desaparecimento do tumor na peça cirúrgica, e obteve 45% de resposta patológica com Pertuzumabe comparado ao esquema de Trastuzumabe com resposta de 29%.

“Temos uma alta incidência de câncer de mama no País. Dos 57 mil novos casos de câncer mama apontados pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), cerca de 20% são HER2-positivo”, contextualiza dr.  Antônio Frasson, professor da Faculdade de Medicina da PUCRS e mastologista do núcleo de mama do Centro de Oncologia e Hematologia do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

“Esta aprovação é um marco e contribui para a constante evolução no tratamento neoadjuvante precoce da doença. Nos últimos anos, conquistamos grandes avanços para a saúde da mulher proporcionando um melhor entendimento do processo do câncer”, conclui o especialista.

Perjeta® (Pertuzumabe) teve sua primeira indicação aprovada pela ANVISA em junho de 2013 na indicação de câncer de mama metastático HER2-positivo em combinação com Trastuzumabe e Docetaxel.

A Roche é pioneira no desenvolvimento de terapias-alvo e na busca constante de tratamentos cada vez mais individualizado ao paciente, envolvendo os diversos tipos e estágios do câncer de mama.

Sobre Perjeta (Pertuzumabe)
Perjeta® (Pertuzumabe) é um medicamento que tem como alvo o receptor HER2, uma proteína que se encontra na superfície de muitas células normais e em quantidades muito elevadas no exterior de células cancerosas no câncer de mama HER2-positivo. Perjeta® (Pertuzumabe) foi desenvolvido para impedir que o receptor HER2 se conecte a outros receptores HER (como EGFR / HER1, HER3 e HER4) sobre a superfície das células –  evitando o crescimento e sobrevivência do tumor. A ligação de Perjeta® (Pertuzumabe) na proteína HER2 também aciona o sistema imunológico do corpo para destruir as células cancerosas. Os mecanismos de ação de Perjeta® e Herceptin® (Trastuzumabe) se complementam, pois se ligam a lugares diferentes no receptor HER2 e promovem um duplo-bloqueio – ou seja, mais efetivo para impedir o crescimento das células do câncer, pois interrompe as vias de sinalização que fazem as células se multiplicarem e permanecerem vivas.

Cientistas da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP), da USP, descobriram que um extrato de soja biotransformado é capaz de destruir células de tumores de mama.

Publicado na revista inglesa Nutrition and Cancer, o trabalho explica que a “interação das moléculas presentes no extrato de soja biotransformado com os receptores de estrógeno presentes nas células MCF-7, possa ser um dos motivos que explique a maior sensibilidade desta linhagem à morte celular”.

Após a descoberta, serão realizados testes em que relacionarão o uso do extrato de soja com células normais e outras linhagens de células de câncer de mama mais agressivos.

Novos estudos serão realizados para provar o benefício do extrato da soja para o tratamento contra o câncer de mama.

Uma pesquisa buscou analisar a relação entre o consumo de fibras e o risco do câncer de mama. Nenhum estudo realizado até então havia focado em adolescentes e jovens adultos, período onde surgem os fatores relacionados a este tipo de tumor.

Para realizar o estudo, foram analisadas 90.534 mulheres, que faziam parte do grupo Nurses’ Health Study II. Informações referentes a alimentação e dieta foram respondidas por elas em um questionário completo em 1991, quando as voluntárias tinham entre 27 e 44 anos, e após 4 anos. Em 1998, as mulheres completaram um novo questionário sobre a alimentação durante o ensino médio.

Os pesquisadores analisaram a quantidade de fibra ingerida durante a juventude e a incidência de câncer nos anos posteriores. Notou-se que o consumo de 10g de fibra por dia está relacionado com a queda de 13% no risco de sofrer câncer de mama.

A explicação para este resultado ainda não está completa, mas os estudiosos acreditam que as fibras possam reduzir o nível de estrogênio no sangue, um dos fatores que levam a doença.

Informações do Medical News Today

Apesar do alerta para realizar periodicamente o exame de toque, a mamografia e visitar o ginecologista anualmente, muitas dúvidas ainda pairam sobre este mal.

Para esclarecer as questões sobre o câncer de mama, o Governo de São Paulo e o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) lançaram uma lista de mitos sobre a doença:

O câncer de mama é sempre hereditário?

Apenas 10% dos tumores tem esta correlação. No entanto, é sempre importante ficar atento ao próprio corpo para verificar o surgimento de nódulos ou feridas que persistem por muito tempo e não existiam antes. Nestes casos, a visita ao médico não pode ser adiada.

O autoexame substitui a mamografia?

O autoexame ou o exame clínico, feito por um especialista, não são suficientes para o diagnóstico de câncer. Recomenda-se que a mamografia seja realizada regularmente.

O desodorante aerossol facilita o desenvolvimento de tumores?

A axila não tem células mamárias, portanto, o uso de qualquer tipo de desodorante não afeta as mamas.

A prótese de silicone pode dificultar o diagnóstico?

Não há consenso científico quanto às limitações dos exames de imagem em pacientes que possuem próteses de silicone nas mamas. Além disso, não há pesquisas que relacionem a cirurgia para aumento dos seios com o aparecimento de tumores.

O uso de sutiã apertado aumenta as chances de câncer de mama?

Independente do tecido ou modelo, o sutiã não favorece o desenvolvimento do câncer de mama.

A pílula anticoncepcional provoca câncer?

Não existem estudos que permitam a associação entre o uso do anticoncepcional e o aumento da incidência de câncer.

Quando o câncer aparece novamente, a doença não tem mais cura?

Cada paciente responde de uma maneira aos tratamentos, por isso, não é possível afirmar que todos os casos vão evoluir da mesma forma.

Para dar continuidade aos eventos do Outubro Rosa, o instituto Oncoguia promoverá o II Encontro Vivendo com Câncer de Mama Metastático no próximo dia 18 deste mês.

Pacientes e familiares que convivem com o câncer de mama metastático, quando se espalha por outros órgãos, participarão de palestras com especialistas sobre diferentes temas:
• Novidades no tratamentos do câncer de mama metastático
• Direitos dos pacientes: teoria e prática
• Pesquisa clínica: o que isso tem a ver comigo?
• Qualidade de vida possível, sim, apesar do câncer
• Cuidando dos meus sentimentos
• Dicas de paciente para paciente

Pesquisa realizada pelo Instituto Oncoguia com pacientes de câncer de mama metastático também confirmou esse dado: 48% das mulheres ouvidas afirmaram que têm metástase desde o momento do diagnóstico.

Serviço:

Data: 18 de outubro de 2014
Horário: 9h às 17h
Local: Rua Rosa e Silva, 60, Higienópolis, São Paulo (SP)
Inscrições: gratuitas, pelo telefone 0800 773 1666

Mais um evento de conscientização sobre a necessidade da prevenção ao câncer de mama. Desta vez, na cidade de São Paulo, em um de seus pontos turísticos: o Parque Ibirapuera.

Até o dia 12 de Outubro, serão realizadas mamografias gratuitas para mulheres a partir de 40 anos. Estarão disponíveis especialistas do Hospital de Câncer de Barretos para o atendimento de até 50 mulheres por dia. A carreta é adaptada para receber cadeirantes.

Serviço:

Local: Parque Ibirapuera – Praça de Eventos (portão 10)

Data: até 12 de Outubro

Gratuito

Desde o incentivo à prevenção do câncer de mama, 61% dos tumores são detectados em estágios mais precoces, o que permite um tratamento mais eficaz.

Por estarmos no Outubro Rosa, o câncer de mama e sua prevenção ganha destaque. Para elevar o conhecimento sobre este mal e mostrar o quão importante é fazer os exames periodicamente, empresas lançam ações e projetos sociais em prol do combate ao câncer.

Uma dessas corporações é a Nestlé, que produziu um vídeo apresentando o quanto os seios femininos são observados diariamente. O objetivo é que as mulheres prestem atenção nos próprios seios e cuide deles.

Durante o mês de outubro, exames de mamografia ocorrerão gratuitamente na Secretaria da Mulher, em Barueri. O evento ocorre em parceria da Philips Healthcare com a Prefeitura de Barueri, que promoverão ações culturais, esportivas e beneficentes em prol do combate ao câncer de mama.

O projeto terá início com o atendimento pelos exames de mamografia e enviados para análise. Os casos identificados serão encaminhados pela secretaria para realização do tratamento em uma unidade pública de alta complexidade em oncologia para seguimento do tratamento.

As mulheres que forem ao evento necessitam levar um documento oficial com foto e o cartão do SUS.

Programação:

Até 10 de Outubro – Mutirão para doação de cabelos

Serão confeccionadas perucas com cabelo natural, a partir das doações. Para ser um doador, é necessário que o cabelo esteja lavado e tenha ao menos 15 centímetros.

Local: Boulevard Central – Barueri (SP)

Horário: das 9h às 17h

 

De 6 a 31 de Outubro – Mutirão de mamografias

As mamografias deverão ser agendadas com antecedência.

Local: Secretaria da Mulher de Barueri

Horário: segunda a sexta-feira das 9h às 17h

 

11 de Outubro – Caminhada Rosa e show de Cleiton & Camargo

Para participar da caminhada não é necessário se inscrever, mas quem quiser pode colaborar com o NCCM (Núcleo de Combate ao Câncer de Mama), usando uma camiseta rosa ou adquirindo o kit. A largada e o término serão em frente ao ginásio poliesportivo José Corrêa, com um show de encerramento da dupla Cleiton & Camargo.

Local: Em frente ao Ginásio Poliesportivo José Corrêa

Horário: largada às 18h

 

31 de Outubro – Jantar beneficente com show de Ana Mametto

Jantar em prol do combate ao câncer de mama com direito a apresentação da artista Ana Mametto, com o seu show Rosa Morena.

Local: Buffet Apogeo – Av. Tamboré, 1007, Tamboré, Barueri – SP

Horário: 20h

Ingresso: R4 150,00 (individual). O fundo será revertido para o NCCM

 

Durante todo o mês de outubro, ações voltadas para a saúde feminina e a prevenção do câncer de mama ocorrerão no país.

Para dar início ao Outubro Rosa, o projeto “De Peito Aberto – a autoestima da mulher com câncer de mama, uma abordagem humanista” instalou uma exposição fotográfica e promoverá, apenas hoje (1°), palestra sobre a importância em prevenir e diagnosticar o câncer de mama, com a participação de pacientes, médicos, profissionais de saúde, especialista em seguro para a mulher e a população em geral.

O evento ocorrerá no Osasco Plaza Shopping até o dia 12.

Exposição fotográfica “De Peito Aberto – a autoestima da mulher com câncer de mama, uma abordagem humanista”

Data: 18/9 a 12/10
Local: Osasco Plaza Shopping (rua Ten. Avelar Pires de Azevedo, 81, Centro – Osasco)
Tel.: (11) 2117-2777
Horários: segunda a sábado, das 10h às 22h / domingos e feriados, das 11h às 22h
Palestra Interativa “De Peito Aberto”: 1º Outubro, às 19h

O câncer de mama é a maior causa de morte por câncer entre as mulheres em todo o mundo, segundo dados do INCA (Instituto Nacional de Câncer). Novos estudos indicam que são esperados mais de 57 mil novos casos de câncer de mama, com um risco estimado em 56 casos a cada 100 mil mulheres, para 2014.

Por se tratar de um problema global e que necessita de instrução, uma campanha foi lançada pela organização CIBC (Canadian Breast Cancer Foudation) e mostra o dia a dia de uma mulher desde a descoberta do tumor até a cura.

O objetivo do vídeo é promover a corrida Run for the cure e, por meio do evento, arrecadar fundos para novas pesquisas, educação e programas de conscientização sobre o câncer de mama.

Assista a seguir:

 

Cientistas do Centro de pesquisa do Câncer Fred Hutchinson, em Seattle, estudaram se o sutiã pode contribuir para elevar o risco de sofrer com câncer de mama. Foram observados os tipos de sutiã que as mulheres usavam, desde quando e por quanto tempo durante o dia.

Não houve evidências de que usar sutiã está associado com o câncer de mama.

Foi decidido que este tema seria pesquisado após o grande número de textos que sugeriam a dificuldade na circulação e drenagem que o sutiã causava. Em um livro publicado em 2005, os autores afirmavam ter evidências da ligação entre o sutiã e o risco de câncer.

Mais de mil mulheres que foram diagnosticadas com câncer de mama, entre 2000 e 2004, foram comparadas com 469 mulheres que não sofreram deste mal.

Todas as participantes haviam passado pela menopausa e apresentava idade entre 55 e 74 anos. Para elaborar a pesquisa, foram pedidos, além do modelo do sutiã, o formato e o tempo de uso diário, o histórico familiar de câncer de mama, o peso e a altura, o nível educacional, renda, força, uso de hormônio e se haviam feito mamografia recentemente.

Os pesquisadores afirmam que é preciso tomar cuidado com o que é divulgado na internet. Muitas informações não apresentam dados verídicos e pesquisados.

 

Um estudo realizado pela EPIC – Investigação Perspectiva Europeia de Câncer e Nutrição indica que praticar 35 minutos de exercício físico por dia diminui em 10% o câncer de mama entre as mulheres. A pesquisa foi realizada com 59 mil mulheres em fase de pós-menopausa.

A região do Sudeste do Brasil apresenta a maior taxa de incidência deste tipo de câncer, graças à alimentação inadequada, estresse e sedentarismo.

Todos os adultos saudáveis precisam se alimentar adequadamente e criar rotinas saudáveis, como caminhar, correr, dançar, andar de bicicleta.

A pesquisa ainda mostra que outras doenças, como problemas cardíacos e diabetes, podem ser prevenidas com atividades físicas.

Em um estudo realizado pela Ohio State University Comprehensive Cancer Center, nos Estados Unidos, mostrou que o tomate ajuda a prevenir o câncer de mama.

Para realizar a pesquisa, 70 voluntárias adicionaram o tomate em sua alimentação diária por dez semanas. Após este período, ficaram 14 dias sem o ingerir. Para finalizar, durante outras 10 semanas, consumiram soja.

O resultado mostrou que o consumo de tomate eleva os níveis de adiponectina, hormônio associado à redução do risco de ter câncer de mama.

Desde o ano passado, o governo do estado de São Paulo promove a carreta-móvel, do programa “Mulheres de Peito”, onde oferece mamografia gratuita para mulheres com idade entre 50 e 69 anos. A carreta passará por diversas cidades do estado paulista.

Durante os próximos 15 dias, a Freguesia do Ó será o endereço fixo da carreta. Para fazer o exame, não é necessário apresentar o pedido médico. Contudo, quem estiver fora da faixa etária proposta, deverá levar a solicitação de exame.

O local conta com uma equipe multidisciplinar composta por técnicos em radiologia, profissionais de enfermagem, funcionários administrativos e um médico ultrassonografista. O resultado da mamografia fica pronto em 48 horas

A carreta-móvel já passou por diversas cidades do interior e litoral, além de bairros paulistanos. Os horários de funcionamento são: segunda a sexta, das 9h às 20h, e aos sábados, das 9h às 13h.

Serviço:

Local: Em frente ao Hospital Geral de Vila Penteado, na Av. Ministro Petrônio Portela, 1642.

Horário: Segunda a sexta – 9h às 20h

                   Sábado – 9h às 13h

Gratuito

De acordo com o INCA (Instituto Nacional de câncer José Alencar Gomes da Silva), o segundo tipo de câncer mais frequente no mundo é o de mama, respondendo por 22% dos novos casos descobertos por ano. Apenas em 2014, estima-se que houve 57.120 casos. Se diagnosticado no início e tratado oportunamente, o resultado é positivo.

É pensando nos pacientes mais carentes que criou-se a Casa de Mama, ambulatório da Disciplina de Mastologia do Departamento de Ginecologia da Escola Paulista de Medicina, da UNIFESP. O local disponibiliza consulta com especialistas e equipamentos de última geração, como o mamógrafo digital, a ultrassonografia, a mesa de estereotaxia para biópsias por mamografia e o laboratório de citopatologia.

Todos os exames necessários são feitos no mesmo dia que o paciente passa pela consulta. Não há agendamento direto, é necessário o encaminhamento de consultas vindas das Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Serviço:

Telefone: (11) 5575 3451

Local: Rua Marselhesa, 249 – Vila Clementino

Fonte: Portal INCA e Catraca Livre

19168717O Câncer de Mama possui um tratamento invasivo e é muito comum que as mulheres sejam submetidas à mastectomia, cirurgia de retirada parcial ou total da mama. A operação deixa danos físicos e psicológicos, já que a perda da mama acarreta na perda de autoestima das pacientes que se sentem menos femininas. Uma das soluções mais procuradas por essas mulheres é a reconstrução da mama, quando não há contraindicações médicas. Em alguns casos acontece a perda da aréola e mamilo. Nessas ocasiões é possível fazer a reconstrução do complexo aréolo-mamilar. O enxerto de pele é uma das maneiras mais tradicionais de se fazer essa restauração, no entanto ele nem sempre tem a aprovação da paciente devido à diferença de cores entre as aréolas. Uma alternativa para esse contraste é a micropigmentação que é mais eficaz, nesse sentido.

A Restauração

Vanessa Silveira, mestra em Micropigmentação Fio a Fio 3D e diretora do Instituto Vanessa Silveira, explica o processo “A restauração pode ser feita pela micropigmentação logo que o seio for reconstruído e sua cicatrização tenha ocorrido adequadamente. É um método invasivo que utiliza agulhas para infiltrar pigmento (feito à base de óxido de ferro e dióxido de titânio, considerados hipoalergênicos) sob a pele, desenhando um novo complexo aréolo-mamilar, melhorando a aparência estética, que tanto incomoda a paciente mastectomizada”. A micropigmentação aréolo-mamilar tem uma grande importância na qualidade de vida e na recuperação da autoestima das pacientes mastectomizadas, no Piauí, desde abril deste ano, ela está sendo disponibilizada gratuitamente pelo SUS. “A maioria das mulheres que recorre à micropigmentação paramédica passou por uma mastectomia. Geralmente, essas mulheres já se submeteram à cirurgia de implante de próteses de silicone e recorrem a este método para obter a simetria da aréola mamária. Os resultados pós-cirúrgicos são muitos bons e têm como um dos principais objetivos promover a satisfação da paciente e fazê-la voltar a se sentir mais uma vez de bem consigo mesma”, completa a profissional.

Com a ajuda da micropigmentação é possível restaurar também a pigmentação da aréola mamária, contribuindo para a simetria dos seios. Vanessa explica que a técnica consiste na implantação de pigmentos na camada subepidérmica da pele através do auxílio de agulhas e de aparelho especializado. “A técnica é eficaz em seus resultados e produz uma uniformidade na cor dos seios, deixando-o mais similar possível ao seio existente. Tem durabilidade de aproximadamente dois anos, podendo ser prolongada por não sofrer influência dos raios solares, principal agente clareador no processo de despigmentação”, assevera.

Cuidados

O procedimento é delicado e invasivo, por isso requer cuidado especiais. O primeiro deles é na hora da escolha do profissional, que deve ser credenciado, todos os acessórios utilizados nos procedimentos, tais como agulhas, batoques e ponteiras, são descartáveis. Depois de feita, a micropigmentação precisa de cuidados para a sua recuperação perfeita e cicatrização natural. “Esse é um procedimento que trata uma região superficial e sensível, comportamentos como esfregar e coçar, nadar em mar ou piscina e banhos de água quente devem ser evitados”, alerta Vanessa.

19175347Quem está passando pelo tratamento da doença possui mais uma aliada, muitas vezes esquecida. Os exercícios, monitorados por especialistas, ajudam a melhorar as condições físicas para encarar a radioterapia. Além do fortalecimento físico terapêutico, ela ajuda também na recuperação: é comum que a mulher perca, após a mastectomia (cirurgia para a retirada do tumor), a amplitude de movimentos do braço ou que surjam edemas na região. “A fisioterapia auxilia justamente nesses problemas. Um trabalho de fortalecimento muscular local também pode ser importante para ajudar na recuperação da amplitude de movimento”, explica a fisioterapeuta Marina Ribeiro, gestora do portal Fisioterapia.com.

A profissional alerta que as sessões devem acontecer antes e depois da cirurgia, pois a prática é essencial para que os braços voltem a se movimentar normalmente. “A quantidade de sessões depende da extensão da cirurgia e do envolvimento da paciente, mas, em casos complexos, o tratamento costuma a demorar, pelo menos, 12 atendimentos”, explica.

As sessões são muito importantes durante a radioterapia, na qual as mulheres precisam manter o antebraço atrás da cabeça. Sem as devidas precauções o movimento pode ser muito doloroso, Maria Goreti Favoreto Ribeiro (55), descobriu há dois anos a doença e conta que a desinformação das pacientes é a maior causa desse problema “Vi muitas mulheres sentindo essas dores, então ia ensinando alguns exercícios que eu aprendi nas sessões de fisioterapia”. Ela iniciou os atendimentos dez dias após a cirurgia, “Depois da cirurgia é como se o braço tivesse morrido: fica preso, grudado ao corpo. Mas por conta desse tratamento fui retomando os movimentos e, quando chegou a hora de fazer a radioterapia, eu não sofria por isso”, lembra. Maria está finalizando o tratamento com medicamentos e passa bem.

Denise Dias Xavier, coordenadora da pós-graduação em Fisioterapia Dermatofuncional e Cosmetologia da Faculdade Inspirar, explica que as dores acontecem, pois, a radioterapia queima os tecidos, causando o enrijecimento da pele, superficial ou profundo, e limitando ainda mais os movimentos, “Temos exercícios preventivos e técnicas de terapias manuais que melhoram a função do braço”. Conclui Denise.

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