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Apagão do Medo – Você é Acluofóbico?

A sensação de impotência é enorme, as mãos começam a suar frio, a inquietação chega a tal ponto que não conseguimos mais destinguir se o perigo é real ou imaginário.

Se ao ficar completamente “às escuras” você já sentiu todas essas sensações fique atento, você pode sofrer a chamada Acluofobia – ou Medo do Escuro. Definido pelo Dicionário da Língua Portuguesa como

“uma espécie de medo doente e um horror instintivo a alguma coisa”

a fobia nos dicionários de psiquiatria, mas especificamente no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – DSM-IV faz parte do rol dos Transtornos de Ansiedade, onde tais características mostram-se clinicamente significantes.

Já na Psicanálise, a fobia é tratada como um sintoma, que pode ou não estar relacionado à inquietação e não aceitação de situações e experiências já vividas pelo indivíduo.

Para que você fique atento aos sinais e saiba o que fazer em situações conflitantes como as que aconteceram recentemente em metade do país, O Blog da Saúde conversou com o psiquiatra Carlos Augusto Galvão, do Hospital Beneficência Portuguesa, confira:

1) Sabemos que o “medo do escuro” é muito comum entre as crianças. O que nos faz perceber qual é o limite para a Acluofobia?
Comum em crianças, mas torna-se de interesse psiquiátrico caso este medo torne-se exagerado, como por exemplo, a criança entrar em angústia quando se aproxima a noite, mas de uma maneira geral, quando o medo do escuro torna-se patológico ele vem sempre acompanhado de outros sintomas, como o medo de enfrentar a escola, difc. de aprendizado e de socialisação, insônia, agressividade, e por aí…

2) Em pacientes diagnosticados da fobia, o que fazer em situações de blecaute geral, como acontecido recentemente?
Na impossibilidade de acender imediatamente uma fonte de luz, ajuda muito estimular os outros sentidos desta pessoa ( audição, tato… ) numa tentativa de afastar a insegurança e o desencadear da fobia.

3) Acluofobia tem cura? Como é feito o tratamento?
Não existe uma doença chamada de acluofobia; trata-se de um sintoma que pode ou não demonstrar a presença de uma doença. Quando começa a atrapalhar a vida do indivíduo o médico tem de apurar minuciosamente que afecção pode estar causando tal desconforto, tratar esta afecção de maneira adequada ( medicamentos, psicoterapia, etc…) e desta maneira o sintoma desaparecerá. Quanto ao medo de escuro infantil, ele desaparece, ou fica sob controle, com o desenvolvimento da criança.

4) O medo, em seus diversos aspectos pode estar relacionado às experiências do indivíduo? Há um exemplo prático que possa mencionar?
Não necessariamente. O medo (ou prudência) é uma função do cérebro, que junto com sua função antagônica a coragem, é responsável não só por amplos mecanismos do pensamento humano, como também pela relação do indivíduo com o seu meio. Partindo deste princípio, sim. O medo é desenvolvido também pelas experiências do indivíduo. Um exemplo: abri aquela porta e quase fui mordido por um cachorro. Vou ter medo de abrir de novo aquela porta; afinal “gato escaldado tem medo de água fria”

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Se não bastasse o dinheiro a mais tomado nas contas de luz, após o apagão de terça-feira, além de ficar no escuro você perdeu algum aparelho elétrico? Fique tranquilo. As concessionárias de energia devem ressarcir todos os consumidores pelos danos ocasionados.

Em 90 dias você pode fazer a reclamação. Após notificação a empresa tem 10 dias para detectar se o problema foi mesmo decorrente do blecaute. Profissionais do IDEC lembram que o consumidor tem direito de reclamar reparo por todos os danos, sejam materiais ou morais dependendo da situação.

Entenda abaixo os seus diretos, e, caso for de São Paulo e queira relatar o seu problema clique aqui.

 

Divulgação FSP - Clique para ampliar

Divulgação FSP - Clique para ampliar

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Presidente de Itaipu, Jorge Samek afirma que o fator chave para o blecaute ocorrido ontem foi na transmissão e não na geração de energia. Questionado sobre sistemas de emergência Jorge afirma que existe, porém ocorreu a queda simultânea das cinco grandes linhas de transmissão. Acompanhe no vídeo abaixo:

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Enquanto as luzes se apagaram na noite de terça-feira, 10, muitas vidas que precisavam da energia elétrica para sobreviver passaram por momentos críticos. Em situações como essa os geradores de energia em hospitais tornam-se peça fundamental.

Aparelhos presentes nas Unidades de Terapia Intensiva, como os de monitoramento cardíaco e respiradores, por exemplo, possuem uma bateria que dura no máximo três horas.

Para que transtornos e riscos como esse não aconteçam é importante que a estrutura física dos hospitais comporte o equipamento. Em Bauru, interior de São Paulo, houve correria e tumulto na tentativa de salvar seis crianças internadas em hospital sem o recurso de energia extra.

Abaixo você confere artigo exclusivo para o Blog da Saúde do Dr. Túlio Yamada, Cirurgião Geral e Diretor Administrativo do CECMI – Centro Especializado em Cirurgias Minimamente Invasivas.

 

Artigo Dr. Túlio Yamada

Na última terça-feira, 10/11, às 22h13, o Brasil ficou às escuras. Em 18 dos 26 Estados o apagão durou cerca de três horas e tempo suficiente para gerar transtornos a mais de 60 milhões de brasileiros.

Com problemas de toda natureza, dos mais simples aos mais complexos, uma das áreas mais afetadas nestas situações é a hospitalar. Embora seja determinado por Lei, com supervisão do Ministério da Saúde e até mesmo da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), nem todos conseguem suprir a falta de energia elétrica de forma eficaz e com os requisitos básicos necessários. A exigência é que todo hospital seja provido de geradores para garantir atendimento e manutenção em suas áreas críticas, como UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e Centro Cirúrgico.

A tríplice proteção que um hospital deve ter em seu escopo organizacional são os geradores de energia, os “No breaks” e baterias acopladas aos equipamentos do centro cirúrgico e UTI.

Todos estes recursos são fundamentais. A rede elétrica sofre constantes variações, sobretudo nos grandes centros urbanos. Por isto, os “No breaks” e as baterias internas dos equipamentos são fundamentais para manter o correto funcionamento, mesmo por períodos curtos de oscilações, que podem durar segundos. Normalmente, um gerador, mesmo acionado imediatamente em caso de queda abrupta, leva de 12 a 15 segundos para entrar em ação. E é neste ínfimo espaço de tempo que “No breaks” e baterias devem cumprir suas funções, mantendo o contínuo funcionamento nas alas críticas de qualquer hospital.
 
A determinação da ANVISA cobra dos hospitais sistemas de emergência com geradores alimentados por diesel ou similar para cobrir a falta de energia elétrica em casos de interrupção. Os equipamentos nos setores críticos devem ter sua alimentação chaveada automaticamente para a fonte de emergência, garantindo o suprimento de energia por, no mínimo, 24 horas.

No CECMI – Centro Especializado em Cirurgias Minimamente Invasivas – implantamos um grupo gerador para atender UTI e Centro Cirúrgico, atrelados a “No breaks”. Os equipamentos instalados nas áreas críticas são modernos e possuem baterias internas próprias. Isto tudo permite uma segurança muito grande, uma garantia tripla para nossos pacientes.

Este cuidado, como disse, deve estar no escopo do projeto de qualquer hospital, planejado por arquitetos experientes, e os equipamentos instalados em local adequado, respeitando inclusive os limites sonoros, uma vez que estarão dentro da área hospitalar. Ainda que não houvesse uma Lei a ser cumprida, tais recursos sempre deveriam constar como equipamentos essenciais, assim como uma simples gaze, um bisturi ou um estetoscópio.

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Após o apagão que atingiu boa parte do país durante o início da noite de terça, 10 e avançou pela madrugada de hoje é possível encontrar na página da Itaipu na internet informações de que a hidrelétrica já opera em condições normais.

Informações do Ministério de Minas e Energia dão conta de que o motivo da falta de energia elétrica foi uma pane nas linhas de transmissão de energia da usina de Itaipu.

Foram atingidos ao todo trechos dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas, Espírito Santo, Goiás, Pernambuco, Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Também fizeram parte da lista as cidades de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Bahia, Rondônia, Alagoas e Acre.

Saiba mais no vídeo abaixo:

 

 

*Com informações da FSP.

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