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Você também quer que o Ronald McDonald se aposente?

O palhaço Ronald McDonald com seus enormes sapatos vermelhos e macacão amarelo com o logotipo da marca, há décadas tem sido usado como o porta-voz corporativo amigo das crianças.

A agência de notícia internacional AFP explica com detalhes o porquê o palhaço está estampado nos jornais e liderou o ranking de tendências no Twitter.

Médicos apoiam uma campanha para que o McDonald’s pare de fazer o marketing de sua comida-não-saudável para crianças e aposente o símbolo Ronald McDonald.

Eles produziram uma carta aberta com o esclarecimento da causa. “Nas próximas décadas, uma em cada três crianças desenvolverão diabetes tipo 2 como resultado das dietas ricas em fast-food, de acordo com o Centers for Disease Control and Prevention. Essa geração pode ser a primeira na história dos EUA a viver uma vida mais curta que a de seus pais.”

E completam: “Pedimos que ouça a nossa preocupação e aposente as promoções e marketing de alimentos ricos em açúcar, sal, gordura e calorias para as crianças, independentemente da sua forma – desde o Ronald McDonald aos brinquedos. Nossos filhos e sistema de saúde vão se beneficiar da sua liderança nesta questão.”

A ação faz parte de uma campanha da Corporate Accountability International que já dura dois anos. A organização sem fins lucrativos é mais conhecida por sua campanha para aposentar o mascote Joe Camel, do cigarro.

O McDonald’s defende em comunicado seu mascote, suas ofertas de alimentos e seu recorde em matéria de publicidade responsável:

“Com a Ronald McDonald House Charities, Ronald é um embaixador para o bem e envia mensagens importantes para as crianças sobre a segurança, a alfabetização e equilibrado estilo de vida. Servimos alimentos de alta qualidade, e nossa oferta do McLanche Feliz oferece variedades em porções só para crianças. Os pais dizem-nos que apreciam as nossas opções.”

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O pleno acesso a um atendimento médico de qualidade é direito de todo brasileiro previsto na Constituição. O ideal seria que, independente da classe social, todo indivíduo pudesse usufruir de forma gratuita dos serviços de profissionais da área de saúde.

Infelizmente a realidade não corresponde ao que reza a lei. Para aqueles que não têm renda suficiente para arcar com os custos dos planos de saúde ou mesmo com o atendimento em rede particular, resta a rede pública, com suas deficiências e dificuldades para atender à grande maioria da população.

Para a parcela da população cujo orçamento prevê gastos com convênios de saúde, o pagamento, mês a mês, pode ser bastante pesado. Segundo a Victory Consulting, especializada na consultoria de planos de saúde, atualmente um plano básico, com acomodação em enfermaria, pode custar mais de 700 reais por mês para pessoas na faixa etária acima dos 59 anos de idade.

A partir dos 49 anos, os preços dos planos aumentam consideravelmente devido aos maiores riscos de aparecimento de doenças graves.  Quanto mais avançada a idade, maiores também serão as chances de que sejam utilizados serviços e cuidados médicos caros, como internações ou cirurgias.

Abaixo a consultoria Victory mostra como os gastos mensais das pessoas com planos de saúde crescem ao longo do tempo:

Configurações: Plano Básico, enfermaria
Faixa etária   Empresa 1    Empresa 2    Empresa 3
49 a 53 anos   R$ 350,57    R$ 325,01    R$ 340,85
54 a 58 anos   R$ 448,27    R$ 364,64   R$ 426,06
59 ou mais      R$ 717,15     R$ 594,51    R$ 725,88

Para que os gastos com a saúde não transbordem os limites do orçamento, algumas medidas preventivas podem ser tomadas para evitar sacrifícios ao padrão de vida ou corte custos em outras áreas essenciais.

Uma delas é o planejamento ainda na vida economicamente ativa. Segundo Vera Bejatto, presidente da Victory Consulting, as regras da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) garantem a quem tem um plano de saúde corporativo há ao menos dez anos o direito de manter o mesmo plano quando se aposentar desde que assuma o pagamento integral do benefício. Como os valores pagos não mudam após a aposentadoria, pode ser uma forma interessante de economizar muito com saúde na terceira idade.

Ainda de acordo com a ANS, para os aposentados que tiverem contribuído com os planos corporativos de saúde por um período inferior a dez anos, será possível manter o mesmo seguro pagando o mesmo valor pelo número de anos de contratação do plano. Ou seja, uma pessoa que trabalhou durante cinco anos para uma empresa e manteve nesse período o mesmo plano de saúde terá o direito de pagar a mesma mensalidade após a aposentadoria por mais meia década.

Outro conselho a ser seguido é contratar plano de saúde o quanto antes. Segundo Andre Massaro, especialista em finanças do MoneyFit, para evitar surpresas em um orçamento planejado com base em renda da aposentadoria, o ideal é que o indivíduo contrate um plano de saúde assim que comece a trabalhar.

“Faz parte da boa educação financeira que se pense em adquirir convênio de saúde assim que a pessoa tiver uma renda que permita o pagamento do mesmo”, diz Massaro. Ele afirma que o ideal é que os custos com a saúde não ultrapassem 10% do orçamento mensal do indivíduo.

Se esse percentual não puder ser cumprido, o melhor a fazer é contratar um plano mais modesto. O maior risco é a pessoa simplesmente não contratar nenhum plano e ter de arcar com possíveis despesas médicas, um gasto que pode colocar o bem estar financeiro da família em sérios riscos.

O preço da diária de internação em um hospital na cidade de São Paulo custa, em média, 10.000 reais. O que significa que, apesar de algumas vezes parecer exorbitante, o preço pago por um plano de saúde não se compara aos gastos que uma pessoa pode ter ao optar por lidar com as despesas médicas em regime particular, sem o intermédio de um convênio.  “É absolutamente inviável pensar em envelhecer com qualidade sem um plano de saúde privado”, alerta Vera.

Medicamentos

Outra grande despesa de muitos aposentados é com remédios. Sérgio Miguel Parra, advogado-chefe do escritório Parra Consultoria Jurídica, especializado na área de seguros e planos de saúde, explica que, para ter acesso a medicamentos que não são passíveis de cobertura do plano de saúde, os consumidores devem buscar na Justiça liminares que obriguem o Sistema Único de Saúde (SUS) a assumir despesa. “A justiça tem sido um caminho viável para conseguir estes benefícios.”

Especialistas também lembram que, para envelhecer com saúde, é preciso cuidar dela de maneira preventiva. Fazer exercícios, manter uma dieta saudável e cortar excessos ajuda a diminuir a dependência do indivíduo a planos de saúde e contribui para uma vida mais longeva e saudável.

Até mesmo para aqueles que pretendem continuar a trabalhar após a aposentadoria, manter-se ativo fisicamente ajuda a dar mais energia e disposição. Não é porque alguém vai envelhecer que necessariamente vai ficar doente. Se participar de programas preventivos de promoção da saúde, a pessoa irá chegar à idade avançada com uma boa qualidade de vida”, diz Vera, da Victory Consulting.

Fonte: EXAME

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Aposentados que ganham acima de um salário mínimo poderão receber a boa notícia de um reajuste de 7% na aposentadoria. A proposta, que é retroativa a de janeiro depende apenas do aval do presidente Lula.

Originalmente, a Câmara prevê um reajuste de 6,14%. Mesmo assim diversas emendas ao texto foram apresentadas para que a taxa de aumento fosse maior. Para o líder do governo da câmara, Cândido Vaccarezza,

“O Brasil foi o país que mais concedeu reajuste aos aposentados, mesmo assim achei correto abrir uma negociação. O acordo está próximo, mas até o momento tenho compromisso apenas com o reajuste previsto na MP”.

Qual a sua opinião sobre o assunto? Acredita que o aumento será concedido? O Brasil é mesmo o país que mais concede reajuste aos aposentados? Comente.

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Segurança, tranquilidade e realizações. Bem, esses três ingredientes devem fazer parte da maioria das receitas perfeitas de aposentadoria, onde depois de uma vida inteira de dedicação e contribuição o trabalhador poderá, enfim, dedicar seu tempo à família e aos prazeres da vida.

Agora, o fermento para que esse bolo cresça chama-se saúde. Questão sempre em pauta, o Blog da Saúde lembra a você quem pode e quem não pode permanecer no plano de saúde corporativo após o desligamento da empresa ou aposentadoria. Confira!

Vamos lá. A permanência ou não do trabalhador dependerá de como era sua situação ativa na empresa. De acordo com os artigos 30 e 31 da Lei 9656, as condições para que o colaborador permaneça como beneficiário do plano de saúde são:

- Quando há contribuição mensal do funcionário para o benefício, mesmo ele sendo oferecido pela empresa, garante a permanência no plano após a saída da empresa;

- Quando há pagamento adicional para upgrade do plano oferecido pela empresa também garante a permanência do colaborador no plano;

Os dois itens acima permanecem válidos nos casos de demissão sem justa causa, onde se conta 1/3 do tempo de contribuição, a contar um tempo mínimo de seis meses e máximo de dois anos (24 meses).

Para facilitar o raciocínio basta contar um terço do tempo em que você contribuiu enquanto funcionário.

No caso dos aposentados, a cada um ano de contribuição você conta um ano de extensão do plano. Quando o período de contribuição for superior a dez anos o colaborador terá direito vitalício ao plano de saúde oferecido pela empresa.

Quem paga por isso?

Após a saída do funcionário, seja por demissão ou por aposentadoria, a responsabilidade de pagamento de 100% do valor do plano é do beneficiário e não mais da empresa.

Aos que não contribuem com parte do plano ou não fazem upgrade o direito a permanência no plano não é estendido após a saída do funcionário.

Existem modelos de política de RH em que a empresa opta por estender a permanência do funcionário no plano, fator esse que independe da contribuição ou não contribuição durante o período de trabalho.

Atenção! Não confunda contribuição com co-participação. Esta última não garante a extensão do plano.

“Conhecer é a melhor maneira de buscar e assegurar seus direitos como cidadão.
Não se deixe enganar e faça sempre o uso consciente do seu benefício saúde.”

*Com informações da CBN.
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Uma pesquisa mundial realizada pela Korn/Ferry Institute com profissionais de vários setores concluiu que nos próximos sete anos metade dos executivos em posição de liderança estará aposentada. Diante desse cenário, as empresas se preocupam com o futuro dos negócios.

O grande desafio é o processo de sucessão. Os líderes lidam com o fato da atual geração não ter o mesmo conhecimento acumulado dos veteranos de plantão. Para o sonho do negócio se manter e prosperar, escolher os herdeiros do negócio é um processo bastante delicado.

Muitas pessoas acreditam que a salvação é ter filhos que toquem o negócio adiante, mas a sucessão em empresas familiares também conta com dificuldades que vão além do mercado e podem gerar até desarmonia na família.

O Blog da Saúde ouviu Domingos Ricca, sócio-diretor da DS consultoria, uma das mais importantes empresas de consultoria para empresas familiares do País, para falar e dar dicas sobre o assunto.

1. Qual o atual cenário das empresas familiares brasileiras?
O processo de sucessão é uma realidade para a maioria das empresas no Brasil. 85 % delas são de origem familiar e se ainda não chegaram ao momento de definição sucessória, certamente terão que se preparar para a hora decisiva.

2. Qual a maior dificuldade no processo de sucessão de uma empresa familiar?
A dificuldade não está somente em garantir o futuro da empresa, mas também em manter a harmonia familiar.

3. Então, qual a melhor forma para realizar o processo?
Um consultor é importante para mediar neste caso, mas o fundamental é que esse processo se inicie pelas mãos do fundador da empresa. O carisma e a liderança do dono do negócio garantem tranquilidade para o funcionamento da empresa durante o processo. Leva vantagem a empresa que já definiu de forma clara e objetiva as atribuições de cada parente e que dentro do organograma funcional são respeitados e tratados como profissionais. A profissionalização e a sucessão quando caminham juntas se tornam ferramentas importantes para perpetuar um negócio de família.

4. E se os sucessores não quiserem caminhar no mesmo ramo?
A sucessão é um processo que vai sendo construído com a empresa, deve ter uma base fincada nos alicerces fortes do empreendedorismo. Se uma empresa já se profissionalizou e desenvolveu processos administrativos que independem da ação familiar, com certeza estará pronta para enfrentar a sucessão mesmo que o sonho do filho seja diferente do sonho do pai. E mesmo que o dono da empresa morra antes de iniciado o processo sucessório.

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