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Novo mapa da dengue no país para o verão de 2012

O Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) revela que 48 municípios brasileiros estão em situação de risco para ocorrência de surto da dengue, sendo que 23 deles estão no nordeste.

Os cuidados para a não proliferação do mosquito devem começar desde já, uma vez que em dezembro ainda há tempo para eliminar os criadouros. De janeiro a maio é considerado o período epidêmico, no qual os cuidados devem continuar e somado a eles a atenção para a possível necessidade de acompanhamento médico, caso apareçam os sintomas.

O Ministério da Saúde acompanhará de perto a evolução da dengue nos estados e municípios e contará com mais uma ferramenta para monitoramento da doença por meio das redes sociais, chamada de Observatório da Dengue. O mapa revelou que 4,6 milhões de pessoas vivem em áreas de risco para epidemia de dengue, mas este cenário pode ser revertido se as pessoas adotarem bons hábitos e agirem como fiscais dos focos do mosquito.

Criadouros por região

Norte: Abastecimento de água 34,8%; Depósitos domiciliares 20,8%; Lixo 44,4%
Nordeste: Abastecimento de água 72,1%; Depósitos domiciliares 18,6%; Lixo 9,3%
Sudeste: Abastecimento de água 29,7%; Depósitos domiciliares 46,9%; Lixo 23,4%
Centro Oeste: Abastecimento de água 42,3%; Depósitos domiciliares 27,9%; Lixo 29,8%
Sul: Abastecimento de água 20%; Depósitos domiciliares 34,5%; Lixo 45,5%

Foram 561 municípios pesquisados. O relatório aponta, ainda, que 236 cidades estão em alerta e 277 possuem índice satisfatório. Até o final de novembro, foram notificados 742.364 casos suspeitos de dengue em todo o país. Em comparação com o mesmo período do ano passado, houve uma redução de 25%.

Tipos do vírus

A Dengue possui quatro sorotipos de vírus (DENV 1, DENV 2, DENV 3 E DENV 4). As atividades de vigilância virológica em 2011, destacam o predomínio da circulação do sorotipo DENV 1 no país.

Foram constatadas, porém, uma circulação importante dos tipos DENV 2 e DENV 4. Esse cenário, associado às condições ambientais, que permitem a manutenção do mosquito Aedes aegypti, alerta para a possibilidade de persistência da transmissão em níveis elevados do vírus no verão de 2012.

Informações detalhadas sobre a incidência de criadouros do mosquito Aedes aegypti e o percentual de notificações dos casos, por região, podem ser obtidas aqui.

Para saber mais:

- Inseticidas combatem o mosquito da dengue?

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O verão aproxima-se e o período é propício para a proliferação dos mosquitos da dengue. Isto é, se nós deixarmos.

Só em São Paulo, um mapeamento do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) e da Sucen (Superintendência de Controle de Endemias), apontou 283 (43%) dos municípios paulistas como de risco alto ou muito alto para a ocorrência de dengue no próximo verão.

A classificação levou em conta fatores como histórico de transmissão da doença e índices de infestação de larvas do Aedes aegypti, por exemplo. Por enquanto, ainda não está disponível a vacina contra a doença, mas os testes têm sido animadores.

Vacina contra a dengue

As novidades e os desafios no desenvolvimento da vacina contra a dengue serão apresentados durante a 13ª Jornada Nacional e 3ª Jornada Paulista de Imunizações, entre os dias 26 e 29 de outubro, em São Paulo.

Segundo informações do médico e professor de pediatria Luiz Carlos Rey, somente uma das vacinas que estavam sendo desenvolvidas passou para a fase 3, ou fase de testes clínicos.

“Todas as pesquisas clínicas com outras vacinas atenuadas contra dengue foram descontinuadas nas fases 1 ou 2. Há outras vacinas em vias de serem produzidas, tanto vivas (manipuladas geneticamente) quanto inativadas, entretanto elas irão demorar um pouco mais para chegar à fase 3”, adiantou o médico, que participa do evento da SBIm no dia 29 de outubro.

Os resultados dos estudos clínicos têm sido animadores, já que demonstram imunização duradoura após a aplicação de três doses da vacina, e baixa capacidade reatogênica (geração de efeitos colaterais). Os estudos estão sendo realizados em países do sudeste da Ásia e da América Latina como México, Porto Rico, Honduras, Colômbia e Brasil.

“A vacina deve chegar ao mercado em 2015”, antecipa Luiz C. Rey. Para o próximo verão, as previsões de uma epidemia de grandes proporções são assustadoras. O vírus do tipo 1 voltou depois de 20 anos. No início deste ano, apareceu pela primeira vez o do tipo 4.

Estados em que é preciso redobrar o alerta

O relatório do Ministério da Saúde 2010-2011 aponta os estados com risco muito alto da doença: Rio de Janeiro, Amazonas, Amapá, Maranhão, Piauí, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Sergipe e Bahia. Onde há risco alto são os estados do Pará, Mato Grosso, Tocantins, Minas, Espírito Santo, São Paulo e Paraná.

No início de 2011, os casos graves da doença no Nordeste, a segunda região mais populosa do país, foram 16% do total nacional, sendo que em Pernambuco foram registrados 116 casos, no Ceará 109 e no Rio Grande do Norte 74.

De acordo com Luiz C. Rey, que é pesquisador associado do Instituto de Biomedicina da Universidade Federal do Ceará, o estado ficou durante décadas com o sorotipo DEN-2 e depois com o DEN-3. “O sorotipo 4 ainda não tem importância epidemiológica por aqui, ele limita-se ao Norte”, disse.

Números da doença no NORDESTE

Em 2009 o Ceará foi um dos estados mais atingidos por epidemias de dengue. Em 2010 e 2011 o número TOTAL de casos reduziu e com isso diminuiu também a entrada do vírus 1. Entretanto, a incidência da doença vem aumentando em Fortaleza – o número de casos em 2011 já é cinco vezes maior que o registrado em 2010, quando foram confirmados 27.618 casos. Atualmente a cidade é responsável por 70% dos casos e metade dos óbitos por dengue no estado.

Um dos principais problemas de saúde pública no mundo

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que entre 50 a 100 milhões de pessoas se infectem anualmente em mais de 100 países de praticamente todos os continentes (a exceção é o continente europeu). Cerca de 550 mil doentes necessitam de hospitalização e 20 mil morrem em consequência da doença.

É importante lembrar que o objetivo da vacina é fazer a prevenção do adoecimento, uma vez que a redução da circulação do mosquito Aedes aegypti está a cargo da população por meio de medidas educativas incentivadas pelas políticas públicas.

Para o médico Renato Kfouri, presidente da SBIm Nacional, “o controle da transmissão do vírus da dengue se dá essencialmente no âmbito coletivo e exige um esforço de toda a sociedade”, afirma. Ele considera ainda prioridade prevenir sempre, uma vez que não existe nenhuma evidência técnica de que a erradicação do mosquito seja possível em curto prazo.

O médico Luiz Carlos Rey (CE) faz palestra no dia 29/10 com o tema Dengue e as novas perspectivas de vacinas, durante as Jornadas de Imunizações da SBIm, que já falamos por aqui.

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A rede social, em parceria com a ONG britânica The Samaritans, quer que você ‘cuide’ dos seus amigos na rede.

O Facebook anunciou o lançamento de um sistema que permite que você avise a equipe do site se achar que algum amigo esteja considerando suicídio.

A iniciativa foi tomada após uma série de casos polêmicos envolvendo pessoas que anunciaram suicídios em suas páginas pessoais. Para detalhar as preocupações que tem sobre outro usuário, há um formulário específico a ser encontrado na Central de Ajuda do Facebook.

Lá, você pode dizer informações sobre o usuário suspeito dizendo seu nome completo, o endereço da página onde ele postou as mensagens e outros detalhes.

Se os moderadores do site acharem necessário podem até acionar a polícia imediatamente, mas caso não seja necessária uma ação imediata, as informações serão encaminhadas à ONG britânica, que poderá entrar em contato com a pessoa para oferecer aconselhamento.

O que se viu até agora

Representantes do Facebook afirmam que sempre foi uma política da empresa notificar a polícia se um usuário estivesse em risco de dano corporal iminente.

O sistema funciona há três meses como teste e durante esse tempo recebeu muitos relatórios genuínos e nenhum tipo de brincadeira, segundo a ONG The Samaritans.

A ideia é conscientizar as pessoas sobre as maneiras como podem obter ajuda.

*Via BBC

- Salvo pelo Facebook

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Ministério da Saúde confirmou ontem, 12, o retorno do sorotipo 4 do vírus da dengue ao País, 28 anos depois dos últimos registros.

Três amostras de sangue de pacientes de Boa Vista (RR) deram positivo em exames de isolamento viral realizados no Instituto Evandro Chagas (IEC), unidade de referência para análises do vírus da dengue no País. Os pacientes se curaram.

“O exame demonstra por cultura de célula a reprodução do vírus. É a garantia inequívoca de que é o vírus 4″, afirmou o coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue, Giovanini Coelho.

O Brasil enviará um informe à Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a confirmação pela técnica, considerada “padrão ouro” pelo órgão para análise de sorotipos virais.

Como vem acompanhando o Blog da Saúde, o problema é que como o sorotipo não é registrado no País há quase 30 anos, a maioria da população brasileira não é imune a ele e há risco de epidemias nos próximos anos causadas pelo DENV-4.

Outro risco é o de aumento de casos graves, pois sucessivas infecções pelo vírus da dengue trazem maior possibilidade de formas mais perigosas da doença, como a febre hemorrágica.

A capital de Roraima também foi o local onde o vírus 4 foi isolado em 1981 e causou uma epidemia importante no ano seguinte.

Segundo destacou Coelho, no entanto, ainda não há evidências de circulação ampla do vírus, restrita aos bairros de Santa Tereza, Cidade Satélite e Buritis, em Boa Vista, onde estão os casos confirmados.

Nestes locais, as visitas domiciliares para aplicação de larvicidas e fumacê foram intensificados para diminuir os índices de infestação do Aedes aegypti. E mais amostras de sangue foram colhidas da população local.

*Com informações do OESP.
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O governo emitiu um alerta para todas as secretarias estaduais da Saúde sobre a possibilidade do retorno do vírus da dengue tipo 4 no Brasil.

A preocupação é do risco de epidemias e casos graves, em razão de a maioria da população nunca ter entrado em contato com esse agente causador da doença.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) também recebeu informe sobre a suspeita do governo brasileiro pelo fato de o País não registrar a presença do sorotipo há 28 anos.

Casos suspeitos

O Ministério da Saúde identificou quatro casos suspeitos em Roraima, todos registrados na capital, Boa Vista.

Os casos são de dois homens, com idade entre 43 e 45 anos, e duas mulheres de 12 a 19 anos. Os quatro são moradores dos bairros Pricumã, Buritis, Santa Teresa e Cidade Satélite. Apenas um deles ficou internado para observação, mas foi liberado em seguida.

De acordo com a Secretaria de Saúde de Roraima, o primeiro caso suspeito foi notificado no dia 30 de julho.

As amostras tiveram resultado confirmado por exames preliminares feitos no Laboratório Central do Estado (Lacen-RR), mas foram encaminhadas para o Instituto Evandro Chagas (IEC) para a realização de contraprova e testes complementares.

Uma remessa extra de medicamentos e inseticidas foi enviada para Roraima para a aplicação de fumacê e tratamento de pacientes com suspeita da doença.

De acordo com IEC, as primeiras análises indicam que o vírus das amostras de Boa Vista é semelhante ao que circula na Venezuela, país fronteiriço com Roraima.

Dengue tipo 4

O sorotipo DENV-4 não era detectado no Brasil desde 1982, mas já circula há vários anos em dez nações das Américas, incluindo o Peru, a Colômbia, o Equador e a Venezuela.

Os quatro sorotipos virais da dengue provocam os mesmos sintomas: dores de cabeça, no corpo, nas articulações e atrás dos olhos, febre, diarreia, vômito, entre outros. A forma de tratamento também é a mesma, independentemente do tipo de vírus.

Reincidência

Há dois anos, um grupo de especialistas da Fundação de Medicina Tropical do Amazonas causou polêmica ao relatar a reintrodução do vírus tipo 4 da dengue no Brasil. 

Os cientistas publicaram um trabalho sobre três pacientes examinados em Manaus na revista Emerging Infectious Diseases, do Centro de Controle de Doenças dos EUA, após testes na fundação, revalidados na Universidade de Porto Rico.

O artigo gerou reação do Ministério da Saúde, em razão de os resultados não terem sido revalidados no IEC, unidade paraense de referência para análises do vírus da dengue no País. A pasta chegou a contestar a publicação.

No ano passado, cientistas da USP fizeram análises genéticas detalhadas de amostras de dois pacientes de Manaus e também concluíram que realmente se tratava do tipo 4 da dengue.Mesmo assim, até hoje o ministério não reconhece o trabalho.

Números da dengue em Roraima

Até o dia 3 de julho, Roraima registrou mais de 4,8 mil casos de dengue. O Estado está entre os que atingiram a maior taxa de incidência da doença, mas hoje registra tendência geral de queda de casos.

Dengue tipo 1 – Vírus que estava inativo há 20 anos volta a ser identificado no RJ

*Com informações da Agência Brasil.
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A Abia – Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação – não gostou da nova resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e irá recorrer na Justiça.

A Anvisa teria dado às empresas o prazo de 180 dias para colocar alertas nas propagandas sobre riscos de saúde causado pelo consumo excessivo de alimentos com alta quantidade de açúcar, gordura e sódio.

Um dos argumentos usados pela associação contra a nova norma é de que alimentos e bebidas não alcoólicas não estão na lista de produtos que devem ter advertência, segundo a Constituição Federal. A lista é constituída por tabaco, remédios e agrotóxicos.

Veja o mandado da Abia contra a Anvisa aqui.

E você consumidor? Está do lado de quem? Comente!

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