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Menor não pode

O governo do Estado de São Paulo lançou ontem um programa exclusivo para combater o consumo de álcool na infância e adolescência.

O projeto conta com o apoio do Ministério Público de São Paulo e de representantes dos bares, supermercados e restaurantes.

Tendo sido apresentado pelo governador Geraldo Alckmin, desenvolverá ações para tratamento, educação e fiscalização do consumo indevido de álcool por adolescentes nos estabelecimentos comerciais do Estado.

Um novo projeto de lei, encaminhado à Assembléia Legislativa, prevê aplicação de multas de até R$ 87,2 mil, além de interdição por 30 dias, ou até mesmo a perda da inscrição no cadastro de contribuintes do ICMS, de estabelecimentos que vendam, ofereçam, entreguem ou permitam o consumo, em suas dependências, de bebida com qualquer teor alcoólico entre menores de 18 anos de idade.

O que muda?


Esse projeto de lei determina sanções administrativas, além das punições civis e penais já previstas pela legislação brasileira, a quem vende bebidas alcoólicas a menores de idade.

Atualmente, o comerciante só pode vender bebidas alcoólicas a maiores de 18 anos. Mas se essa pessoa repassa o álcool ao adolescente ou criança no local, ele não tem qualquer responsabilidade.

A nova legislação muda esse ponto e obriga o comerciante a pedir documento de identificação para realizar a venda ou deixar que o produto seja consumido no local.

Essas medidas têm como objetivo evitar que adolescentes tenham acesso a bebidas alcoólicas, que podem causar dependência, doenças, problemas familiares, violência, acidentes e mortes.

Os fornecedores de produtos ou serviços no Estado deverão afixar avisos de proibição de venda, oferecimento e permissão de consumo de bebidas alcoólicas a menores de idade, com indicação da nova lei.

Além de orientar os funcionários para que informem aos consumidores sobre a restrição e exigir documento oficial com foto para comprovar a maioridade do interessado em consumir bebida alcoólica.

Os estabelecimentos poderão abster-se de vender ou fornecer bebidas alcoólicas a quem se recuse a apresentar documento de identificação.

O início da aplicação das penalidades previstas na nova lei será precedido de ampla campanha educativa nos meios de comunicação, realizada pelo governo do Estado, para esclarecimento sobre os deveres, proibições e sanções.

Os perigos do álcool

Levantamento feito pela Secretaria da Saúde aponta que a cada 20 minutos uma pessoa é internada no Estado por problemas decorrentes do uso do álcool. Os motivos de internação vão desde intoxicação por abuso pontual até cirrose alcoólica, problemas cardíacos e câncer.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 4% das mortes ocorridas no mundo (cerca de 2,5 milhões de pessoas) são ocasionadas pela bebida, sem contar os crimes passionais e os acidentes de trânsito potencializados pelo abuso do álcool.

Os jovens são o principal alvo deste programa estadual. O Centro de Referência em Tratamento de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod) detectou que 80% dos pacientes diagnosticados alcoólatras deram o primeiro gole antes dos 18 anos, parte deles muito jovens, com 11 ou 12 anos.

Pesquisa do Instituto Ibope apontou que 18% dos adolescentes entre 12 e 17 anos bebem regularmente, e que quatro entre dez menores compram livremente bebidas alcoólicas no comércio. Segundo a análise, o consumo de álcool acontece, em média, aos 13 anos.

“Parte das pessoas que começam a beber na infância e na juventude torna-se, mais tarde, abusadora dessas substâncias, ingerindo regularmente quantidade diária de álcool acima da considerada tolerável pela OMS. Daí para a dependência química é um pulo. E é isso, exatamente, que pretendemos evitar”, diz Giovanni Guido Cerri, secretário de Estado da Saúde de São Paulo.

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Durante a semana você leva uma vida saudável e evita o consumo álcool? No entanto, chega a sexta-feira e o fim de semana já começa no happy hour?

Você sabia que o consumo excessivo de álcool, concentrado nos fins de semana, dobra os riscos de se morrer de parada cardíaca com relação a um consumo continuado? É o que revelou um estudo comparativo realizado na França e na Irlanda do Norte, publicado na edição on-line do British Medical Journal.

Como foi feita a pesquisa?

Os pesquisadores da Universidade de Toulouse investigaram se os hábitos de consumo de álcool, muito diferentes na França e na Irlanda do Norte, poderiam estar vinculados com a disparidade das taxas de mortalidade por doenças coronarianas, constatada entre os dois países.

Para se ter ideia, as taxas de casos de insuficiência coronariana aguda (infarto do miocárdio e morte coronariana) são duas vezes mais elevadas em Belfast, capital da Irlanda do Norte, do que na França.

Por isso, os cientistas acompanharam, durante 10 anos, cerca de mil homens de três cidades francesas (Lille, Estrasburgo e Toulouse) e de Belfast, de 50 a 59 anos e livres de doenças cardíacas no início do estudo, em 1991.

Descobertas

Durante o levantamento, os pesquisadores descobriram que o volume semanal de álcool consumido pelos bebedores regulares era praticamente idêntico em Belfast e na França.

A diferença…

No entanto, os “hábitos de consumo eram radicalmente diferentes nos dois países: em Belfast, o consumo de álcool estava mais concentrado em um dia da semana (no sábado), enquanto nas três cidades francesas, o consumo estava distribuído de forma mais regular ao longo da semana”.

O predomínio do “binge drinking”, definido no estudo como o consumo excessivo de álcool (ou seja, quatro ou cinco taças de vinho) em uma única ocasião, foi quase 20 vezes maior em Belfast do que na França: 9,4% dos homens em Belfast contra 0,5% dos franceses.

Paralelamente, a incidência anual de mortes coronarianas quase dobrou em Belfast (5,63 em 1.000) com relação à França (2,78 em 1.000).

Tipos de bebida

Foi constatado ainda que em Belfast, os homens bebiam principalmente cerveja (75,5%), seguida de destilados (61,3%), sendo o vinho pouco consumido (27,4%). Na França, ao contrário, o consumo de vinho predominava (91,8%).

“O consumo de vinho reflete um comportamento de vida diferente com relação ao de cerveja e está associado a outros fatores de proteção do sistema cardiovascular, como a alimentação”, explicou Jean Ferrières, um dos pesquisadores da Universidade de Toulouse.

A diferença está, por exemplo, em consumir em um ou dois dias grandes quantidades de álcool, que causa a morte coronariana, e o de se consumir regularmente vinho, que, segundo pesquisas, protege o coração.

O excesso faz mal!

No entanto, “é preciso lembrar a todos os grandes bebedores, seja qual for seu hábito de consumo, que aumentam o risco de desenvolver muitas doenças, como a cirrose, a pancreatite crônica e vários tipos de câncer”, destacou Annie Britton (University College London), no editorial publicado pelo British Medical Journal, em advertência aos efeitos nocivos do álcool para outras patologias, além do risco cardíaco.

- Cerveja e saúde combinam?

* Com informações da AFP.
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A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) procura voluntários para três diferentes procedimentos. Confira.

Alcoolismo

O Cebrid – Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas – recruta homens e mulheres com idade entre 18 e 65 anos para participarem de uma pesquisa clínica sobre o tratamento do álcool.

Os voluntários devem apresentar problemas relacionados ao uso de bebidas alcoólicas, mesmo se já frequentaram tratamentos anteriores.

Os interessados devem fazer as inscrições pelo telefone (011) 5083-1084, e falar com Valéria.

Menopausa

O estudo para tratamento da menopausa será conduzido pelo Ambulatório de Climatério.

As pesquisas envolvem medicamento a base de soja para combater os sintomas da menopausa. As voluntárias devem ter entre 40 e 65 anos, com atividade sexual ativa e que apresentem queixas sexuais e perda de memória.

É necessário que as voluntárias apresentem ausência de menstruação por pelo menos um ano e não tenham utilizado nenhum tipo de terapia hormonal nos últimos três meses.

Para iniciar o tratamento no ambulatório do Climatério serão realizados exames ginecológicos, antes da administração do medicamento por um período de seis meses.
As inscrições podem ser feitas de segunda à sexta-feira, das 8h às 15h, pelo telefone (011) 5549-6174.

Fibromialgia

A disciplina de Reumatologia da universidade recruta voluntários com diagnóstico de fibromialgia.

Podem participar do estudo mulheres com idade entre 18 e 60 anos, que saibam nadar e que tenham disponibilidade para participar de programa de exercícios físicos três vezes por semana, por um período de 12 semanas.

Os interessados deverão entrar em contato com Giovana pelo telefone (11) 8498-7581.

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Saúde ocular e bem-estar

De 23 a 26 de agosto, médicos do Instituto CEMA e Hospital Villa-Lobos, em parceria com o Laboratório Lavoisier, avaliam alterações da visão (catarata, doenças como glaucoma, uveíte, blefarite, entre outras), pressão arterial e glicemia na sede da Moocanda, no Centro Educacional da Mooca, em São Paulo/SP.

Semana da Saúde Moocanda
Data: De 23 a 26 de agosto
Horário: das 8h30 às 16h30
Local: Centro Educacional da Mooca – Rua Taquari, 549, Subprefeitura da Mooca – São Paulo/SP

Feira do Estudante

Nos dias 27, 28 de 29 de agosto, a V Feira Guia do Estudante, no Pavilhão Amarelo do Expo Center Norte, em São Paulo/SP contará com a participação das melhores faculdades do Brasil para trazer informações sobre mais de 100 carreiras, palestras e workshops, além de arena com jogos, debates e participação de celebridades, simulados, testes profissionais e palestras com profissionais e especialistas.

O evento também preparou atrações para o público universitário, como vagas de estágio oferecidas pelo Nube – Núcleo Brasileiro de Estágios – e atividades ligadas à educação financeira e investimentos, apresentados pela BM&FBOVESPA e Ideal Invest.

O objetivo de ajudar os pré-universitários de todo o País a escolherem com segurança sua carreira profissional, da faculdade à pós-graduação.

V Feira Guia do Estudante 2010
Data: dias 27, 28 e 29 de agosto de 2010
Horário: das 9h às 19h
Local: Pavilhão Amarelo do Expo Center Norte – Av. Otto Baumgart, 1000 (próximo à estação Tietê do Metrô) – São Paulo/SP
Inscrições: www.feiraguiadoestudante.com.br

Voluntários para pesquisas: compulsão por chocolate e alcoolismo

A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) oferece vagas para voluntários nos tratamentos de compulsão por chocolate e alcoolismo.

Compulsão por chocolate
O Departamento de Psicobiologia está com vagas abertas para voluntários de ambos os sexos, com idade entre 18 e 45 anos, que apresentam compulsão por chocolate, para tratamento alternativo com Ômega 3 durante o período de 2 meses.

O interessado deve ter Índice de Massa Corpórea (IMC) dentro da normalidade (18 a 25), não utilizar nenhum tipo de medicamento psicoativo (antidepressivos, antipsicóticos) e nem ter doenças psiquiátricas. Inscrições: (11) 2149-0162 – ramal 262 – (Falar com Fran).

Alcoolismo
O Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID) está recrutando homens e mulheres, com idade entre 18 e 65 anos, para participarem de uma pesquisa clínica sobre o tratamento do álcool.

Os voluntários devem apresentar problemas relacionados ao uso de bebidas alcoólicas.  Inscrições: (11) 5083-1084 (Falar com Valéria). Atenção: mesmo quem já frequentou tratamentos anteriores pode participar.

Unifesp – Universidade Federal de São Paulo
Rua Botucatu, 740 – Vila Clementino – São Paulo/SP

Psiquiatria

A VII Jornada Sudeste da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) – XIX Jornada de Psiquiatria da Associação Psiquiátrica do Estado do Rio de Janeiro (Aperj) reúne especialistas nos dias 26, 27 e 28 de agosto, no Centro de Convenções do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, no Rio de Janeiro.

O encontro, que terá como tema “O Desafio dos Diagnósticos Espectrais em Psiquiatria: Mito ou verdade”, será palco para palestras, mesas redondas, conferências e trocas de experiências sobre importantes temas para a prática clínica. Entre os assuntos a serem abordados, destaque para “Crack e cocaína como um problema de saúde pública”, “Psiquiatria comunitária”, “Atualização em psicofarmacologia”, “Transtornos de ansiedade”, “Transtornos de personalidade”, “Esquizofrenia” e a mesa redonda “Comer, beber e transar”.

VII Jornada Sudeste da ABP – XIX Jornada de Psiquiatria da APERJ
Data: 26, 27 e 28 de agosto de 2010
Local: Centro de Convenções do CBC – Rua Visconde e Silva, 52 – Botafogo/ RJ
Para mais informações e inscrições acesse: http://www.angraeventos.com.br/aperj/

Saúde do homem

Doenças sexualmente transmissíveis, diabetes, câncer de próstata, hipertensão arterial e disfunção sexual estão entre os temas que serão discutidos no 48º Congresso Científico do Hospital Universitário Pedro Ernesto, da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro). O encontro acontece entre os dias 23 e 27 de agosto.

O evento é voltado para profissionais de todas as áreas de saúde, alunos em formação e o público geral.

Espaço Atividade
Simultaneamente, o Espaço Atividade promoverá atividades voltadas à comunidade de Vila Isabel, professores e estudantes das escolas da região e seu entorno, profissionais e alunos da área de saúde. Não é necessário estar inscrito no congresso para participar.

48º Congresso Científico do Hospital Universitário Pedro Ernesto / Espaço Atividade
Data: de 23 a 27 de agosto
Local: HUPE – Hospital Universitário Pedro Ernesto
Av. 28 de Setembro, 77 – Térreo – Vila Isabel/RJ
Informações: (21) 2587-6208 / 6675

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Jornada do Instituto de Psiquiatria da USP e Congresso Paulista de Pediatria discutem os efeitos da ingestão de álcool na gravidez. O índice de alcoolismo feminino vem crescendo no Brasil de maneira alarmante, e a preocupação maior das autoridades de saúde é o abuso de bebidas alcoólicas durante a gravidez.

Este tema será discutido em São Paulo em dois grandes encontros, onde o pediatra especializado no assunto, Herman Grinfeld, irá esclarecer sobre os efeitos do consumo nocivo do álcool por gestantes.

Dia 20 de março, o Dr. Grinfeld faz palestra na II Jornada da Mulher Dependente Química, organizada pelo Instituto de Psiquiatria da USP. Já no dia 28 de março, participa do 12º Congresso Paulista de Pediatria, com a palestra “Abuso de Bebidas Alcoólicas na Gravidez”.

Nos encontros será levantada a discussão sobre os efeitos do abuso de bebidas alcoólicas durante a gravidez que levam à Sindrome Alcoólica Fetal (SAF), uma das doenças que apresentam compromentimento neuro-psiquiátrico.

O Brasil tem hoje um índice anual de natalidade de 3 milhões. Estima-se que a cada ano possam surgir de 3 a 9 mil novos casos de Sindrome Alcoólica Fetal.

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Chega essa semana às prateleiras brasileiras o livro “O fim do meu vício”. Nele, o cardiologista francês Olivier Ameisen conta como conseguiu livrar-se do alcoolismo, doença que o fez largar o trabalho, a habilitação e o convívio social.

Ameisen, após a leitura de um artigo científico que tratava dos resultados animadores do baclofeno – relaxante usado em espasmos musculares – em usuários de cocaína decidiu por conta própria testar o medicamento contra o álcool. A cobaia? Ele mesmo.

O Álcool e seus números no Brasil
De uma cervejinha com os amigos até os tropeços e cicatrizes emocionais o alcoolismo contabiliza 22 milhões de vítimas no país. Dados do Cebrid – Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas apontam que 30 milhões de brasileiros bebem em excesso.

Homens ou Mulheres?
Se antes os homens eram maioria na conta dos alcoólatras hoje o cenário começa a mudar. Nos últimos dez anos a quantidade de mulheres que passam da conta na bebida aumentou 50%. A consequência? Além da destruição física e moral dos viciados o gasto estimado com os problemas ocasionados pelo álcool chega a 7,3% do PIB – Produto Interno Bruto Brasileiro.

Atuação do Baclofeno
O remédio divide espaço em nosso cérebro com o álcool. Isso porque ambos atuam no chamado “sistema GABA”, o controlador da ansiedade. O baclofeno reproduz então a sensação de relaxamento e desinibição causada pelo consumo excessivo de bebidas alcoólicas.

Apesar de parecer simples, profissionais especialistas afirmam que as doses precisam ser aumentadas para que se alcance o efeito e que o acompanhamento médico é imprescindível. Por aqui a USP – Universidade de São Paulo pretende testar o medicamento em 150 dependentes sadios. Se o projeto for aprovado ainda levará cerca de três anos até que seja concluído.

**O medicamento ainda não é indicado para tratamentos contra o alcoolismo. Em matéria para a Revista Época, a Novartis, laboratório que fabrica o baclofeno no Brasil declarou que não pretende investir em pesquisas próprias nessa área.

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Práticas saudáveis quando começam desde cedo tornam-se um hábito. Este ciclo de ações em benefício à saúde reflete-se ao longo de nossas vidas. Uma prova disso é que a prática de atividades físicas enquanto jovem atenua o consumo de bebidas alcoólicas na fase adulta. Além disso, o tipo de exercício, a intensidade com que são praticados e a rede social dos atletas também influenciam no uso de álcool.

Uma pesquisa norueguesa divulgada pelo CISA – Centro de Informações sobre Saúde e Álcool feita com 3.251 estudantes avaliou que aqueles que estavam habituados a praticar exercícios físicos apresentavam menos episódios de embriaguez do que os mais ociosos. Também foi constatado que aqueles que praticavam esportes de resistência, como corrida e natação, envolveram-se menos com o consumo de álcool do que os praticantes de esportes de força, como musculação e lutas.

O fato pode ser explicado porque a bebida alcoólica altera o desempenho dos atletas ainda mais significadamente nos esportes de resistência. Adeptos a esportes coletivos também apresentaram maior tendência em consumir bebidas alcoólicas. Isso porque suas equipes são compostas por indivíduos mais sociáveis e a interação entre os membros pode contar com mais um companheiro: a bebida.

“Pesquisas e informação atualizada na prevenção contra o álcool são sempre válidas e importantes. Pratique esportes regularmente e não descuide de sua saúde. Se optar por beber seja moderado e responsável.”

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Estudo recente feito pelo Henry Ford Hospital em Detroit, Estados Unidos aponta que as bebidas energéticas, quando consumidas em excesso podem prejudicar o sistema cardiovascular. O teste foi feito com voluntários saudáveis entre 20 e 39 anos de idade.

Comercializados para aumentar a nossa carga de energia diária, os “energéticos” contém substâncias como cafeína, taurina, açúcares, vitaminas e outros complementos nutricionais que, quando consumidos em excesso elevam a pressão arterial e a frequência cardíaca.

Dr. James S. Klaus, médico responsável pela pesquisa  afirmou que mudanças significativas não foram encontradas nos eletrocardiogramas, porém, “os aumentos na pressão arterial e na frequência cardíaca da magnitude observada em nosso estudo, devem ser significantes em pessoas com doença cardiovascular conhecida. Pessoas jovens com doença cardiovascular prematura e não diagnosticada também podem estar sob risco”. Sua pesquisa foi publicada no jornal  “The Annals of Pharmacotherapy”.

Energéticos + Álcool = Combinação de Risco

Diante da polêmica do assunto, a equipe Blog da Saúde entrevistou a pesquisadora Maria Lucia Formigoni*, que falou sobre este assunto à Revista Época em 2008 e esclarece os malefícios desta combinação. Confira!

1) Misturar bebidas energéticas com álcool diminui a sensação de embriaguez?
Não. O que acontece é uma falsa sensação de controle sobre o efeito da bebida. A pessoa fica mais atenta e desperta, mas as alterações na coordenação motora permanecem.

2) Em sua pesquisa feita com camundongos ficou comprovada maior resistência à ingestão de álcool. Esta pesquisa já foi aplicada em humanos?
Sim. A pesquisa com humanos está em fase final e deve ser publicada até dezembro de 2009.

3) Você acha que o aumento do consumo de álcool por jovens está diretamente relacionado à combinação com energéticos?
Diante dos estudos e pesquisas realizados até agora é apenas uma hipótese. Em entrevista os jovens afirmam que consomem energéticos misturados com bebida para amenizar o gosto do álcool, o que, em consequência contribui para a hipótese de aumento do consumo.

*Maria Lucia Formigoni é graduada em Ciências Biológicas Modalidade Médica pela Escola Paulista de Medicina UNIFESP – Universidade Federal de São Paulo. Atualmente é chefe do departamento de Psicobiologia da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo, parecerista de vários periódicos nacionais e internacionais, membro da Research Society On Alcoholism e membro temporário do comitê de experts da Organização Mundial de Saúde (OMS) para definição das Políticas sobre Álcool.

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