Novas infecções pelo HIV foram reduzidas em 21% desde 1997
novembro 22, 2011 por Paula Sanches
Em: Saúde Física
O novo relatório do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) traz boas notícias, mas evidencia que ainda há muito a ser melhorado.
De acordo com o UNAIDS e as estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), quase metade das 14,2 milhões de pessoas elegíveis para o tratamento em países de baixa e média renda tiveram acesso à terapia antirretroviral em 2010, um aumento de 1,35 milhões desde 2009. Com certeza, os números refletem o avanço mundial em combater a doença, mas este último dado mostra que metade dos infectados ainda ficam sem o tratamento em países de baixa e média renda.
Os benefícios do antirretroviral
Como o tratamento contínuo reduz a carga viral de uma pessoa vivendo com HIV a níveis praticamente imperceptíveis, e também o risco de transmitir o vírus para um parceiro não infectado, estudos recentes mostram que o tratamento pode ser até 96% eficaz na prevenção da transmissão do HIV entre casais sorodiscordantes para o HIV.
Portanto, tem impacto significativo na redução do número de novas infecções.
Tratamento com antirretrovirais evitou 2,5 milhões de mortes desde 1995
Desde 2005, os óbitos relacionados à doença diminuíram de 2,2 milhões para 1,8 milhões em 2010. Cerca de 2,5 milhões de mortes são estimadas de terem sido evitadas em países de baixa e média renda, devido ao maior acesso ao tratamento de HIV desde 1995.
Investimentos inteligentes
O UNAIDS elaborou um novo plano referencial de investimentos para a Aids que está focado em alto impacto, baseado em evidências e em estratégias de alto valor.
O marco referencial é baseado em seis atividades do programa essencial: intervenções focalizadas para as populações com maior risco de infecção (particularmente trabalhadoras(es) do sexo e seus clientes, os homens que fazem sexo com homens e usuários de substâncias injetáveis), a prevenção de novas infecções pelo HIV em crianças; a promoção de práticas mais seguras, promoção e distribuição de preservativos; maior acesso a tratamento, assistência e apoio para pessoas vivendo com HIV, e oferta de serviços de circuncisão médica masculina voluntária em países com alta prevalência de HIV.
Para reduzir rapidamente a novas infecções pelo HIV e para salvar vidas, o relatório Global do UNAIDS de 2011 do Dia Internacional da AIDS destaca que a responsabilidade compartilhada é primordial.
Segundo a ONU, no final de 2010 foram estimados:
• 34 milhões de pessoas no mundo vivendo com HIV;
• 2,7 milhões de novas infecções por HIV;
• 1,8 milhões de pessoas morreram de doenças relacionadas à Aids.
• Quase a metade das pessoas (47%) com indicação de terapia antirretroviral estão em tratamento.
Mulheres e crianças
• As mulheres são mais afetadas na África Subsaariana (59% de todas as pessoas vivendo com HIV).
• Em 2010, 48% das gestantes vivendo com HIV recebiam esquemas eficazes de medicamentos para prevenir novas infecções por HIV entre crianças.
• Em 2010, cerca de 390 mil (340 a 450 mil) crianças nasceram com HIV comparado com o pico de 560 mil (500 a 630 mil) em 2002.
• Os óbitos relacionados à Aids entre crianças com menos de 15 anos diminuíram em 20% entre 2005 e 2010.
O Dia Mundial da Aids é comemorado no dia 1° dezembro e tem o intuito de prevenir, alertar e mostrar os avanços em relação à doença. Acesse aqui o relatório global.
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outubro 26, 2011 por Paula Sanches
Em: Saúde Social
Se você é jovem, tem entre 15 e 29 anos, e gostaria de criar e moldar a nova estratégia das Nações Unidas sobre a juventude e a AIDS, eles apostam em você. Através de um projeto colaborativo online, que vai usar várias plataformas das mídias sociais, a ideia é desenvolver novas políticas para combater a pandemia.
O projeto, CrowdOutAIDS.org, funcionará por um período de dois meses em que qualquer jovem (dentro da faixa etária citada) poderá participar.
Eles acreditam que as novas gerações não devam ser apenas destinatários das mensagens passadas, mas sim atores e criadores da mudança.
Os participantes poderão usar suas próprias redes sociais como Facebook, Twitter, Orkut e blogs pessoais para espalhar o projeto e, em seguida, discutir suas ideias, através de fóruns online e outras plataformas colaborativas como o ‘Google Docs’.
Sobre
Todo dia, 3.000 jovens se infectam com HIV e grande parte dos 5 milhões de jovens vivendo com a doença não têm acesso ao tratamento.
Para mudar isso, UNAIDS precisa de uma nova abordagem sobre o tema. São 4 passos principais:
1. Passar as informações online aos jovens
2. Mostrar seu conhecimento e priorizar ações
3. Encontrar soluções
4. Desenvolver ações coletivas contra o HIV
Em junho de 2011, os líderes mundiais comprometeram-se com metas ambiciosas focadas na Aids para 2015. A menos que uma nova geração de jovens intensifiquem-nas, esses objetivos não serão alcançados.
Os jovens podem resolver os desafios de hoje na resposta à doença.
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setembro 14, 2011 por Blog da Saúde
Em: Saúde Física
Três gatos geneticamente modificados para resistir ao Vírus da Imunodeficiência Felina (FIV) abriram novos caminhos para pesquisas sobre AIDS. Até aí, tudo bem. Mas o mais estranho desse experimento, é que os animais resistem à forma felina do HIV, o FIV, porque brilham no escuro.
Os gatos, chamados GM, agora com um ano de idade, têm um brilho verde fantasmagórico sob luz ultravioleta, isso porque eles têm recebido um gene que fabrica uma proteína fluorescente verde (normalmente produzida pela água-viva Aequorea victoria).
Os estudos foram feitos nos EUA, na Clínica Mayo, em Rochester, Minnesota. Os pesquisadores, liderados pelo doutor Eric Poeschia, inseriram o gene que produz a fluorescência ao lado do gene antiviral para rastrear as células, as deixando fáceis de identificar no microscópio ou se aplicada luz direta no animal.
A pesquisa também pode ajudar os veterinários a combater o vírus, que mata milhões de gatos selvagens a cada ano e também infecta grandes felinos, incluindo leões.
Proteção aos humanos
Até então, os pesquisadores demonstraram que as células dos gatos são protegidas de FIV. E agora eles esperam injetar o vírus nos animais para verificar se eles são realmente imunes.
Ao injetar o gene nos gatos, a equipe espera oferecer ao animal proteção à AIDS felina. Esse estudo poderá ajudar os pesquisadores a desenvolver e testar abordagens semelhantes para proteger os humanos da infecção por HIV.
Segundo Poeschla, os gatos têm claramente o gene protetor em todos os seus tecidos, incluindo os gânglios linfáticos, timo e baço. “Isso é crucial porque é onde a doença realmente acontece, e onde se vê a destruição de células T, alvo de HIV em humanos”, explica o pesquisador.
A pesquisa irá beneficiar humanos também, pois, conforme o líder do estudo: “Uma das melhores coisas sobre esta pesquisa biomédica é que ela tem como objetivo beneficiar tanto a saúde humana quanto a saúde felina. Se pudermos mostrar que o resultado pode proteger esses animais, ele nos dará muitas informações sobre como proteger humanos”.
Não é a primeira vez que esse tipo de experiência é feita, mas o novo método é muito mais eficiente e versátil do que as técnicas anteriores.
Porém existem dúvidas se os gatos irão substituir os macacos na pesquisa do HIV. Porque o SIV nos primatas é muito mais estreitamente relacionado ao HIV, o que traria a relação simples para tirar conclusões sobre os humanos. Via NewScientist.
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setembro 9, 2011 por Blog da Saúde
Em: Saúde Social
Todo 05 de setembro, aniversário de Freddie Mercury, é comemorado o Freddie For A Day (FFAD). Nesta data, a vida do cantor é lembrada e celebrada com bom-humor e solidariedade.
O dia tem o propósito de angariar fundos para a Mercury Phoenix Trust, organização de caridade em combate ao HIV, criada em memória do artista após a sua morte.
O intuito principal desse dia é conscientizar as pessoas sobre o HIV. Aqui no Brasil, a campanha beneficiará o trabalho de combate ao HIV realizado pela Sociedade Viva Cazuza – tanto Freddie quanto Cazuza morreram de doenças relacionadas à AIDS.
Buscando chamar a atenção de maneira divertida para essa causa, a ideia é a de se caracterizar de Freddie Mercury por um dia, nem que seja usando só o característico bigode, mesmo virtualmente (no site há a possibilidade de colocar nas próprias fotos o bigode ou a famosa bandana do Cazuza).
Algumas celebridades já aderiram à causa, como Ivete Sangalo, NX Zero, Lenine, Danilo Gentili e Katy Perry. Mas todos podem participar, é só entrar no site e tirar a sua foto. Nos divertindo ajudamos essa causa, que é tão importante.
Confira as fotos de artistas que já participaram:
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agosto 23, 2011 por Paula Sanches
Em: Últimas Notícias
Podendo ser usado por crianças menores de 6 anos de idade, o medicamento tipranavir será adotado quando não há resposta ao tratamento ou falha na terapia usada.
Este será o primeiro antirretroviral (ARV) incorporado ao SUS exclusivamente para esses pacientes. A droga entra como opção mais confortável de medicação de 3ª linha, ou seja, indicada para vírus resistentes – a 1ª linha é composta por medicamentos mais usuais e utilizados em tratamentos iniciais. O tipranavir é também o primeiro medicamento de resgate, que auxilia quando não há resposta ao tratamento ou falha na terapia, adotado no país que poderá ser utilizado por menores de 6 anos de idade.
A medida atualiza o consenso pediátrico atual, destaca o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Dirceu Greco. Farão parte das recomendações outras duas formulações (fosamprenavir solução oral e darunavir pediátrico). Em combinação com o ritonavir solução oral, estes medicamentos são potencializados e inibem a replicação do HIV, ajudando a reduzir a infecção das células saudáveis do organismo.
O que muda
Até então, o esquema de resgate terapêutico de 3ª linha era feito com ARV indicados para adultos e utilizados por crianças como medida excepcional.
Os menores de 5 anos e de baixo peso só tinham a opção do inibidor de protease (lopinavir/ritonavir), utilizado quando ocorria falha terapêutica com os medicamentos prescritos no tratamento inicial. Com uma formulação mais moderna, cada dose do fosamprenavir, por exemplo, representa ¼ do volume da dose do amprenavir, que será substituído.
Ao todo, o Ministério da Saúde oferece 13 drogas para crianças que desenvolveram a doença. Atualmente, existem no país 4.006 menores de 13 anos em tratamento, sendo que 186 deles estão utilizando medicamentos de 3ª linha.
Orientação aos profissionais do setor
Médicos e farmacêuticos de Unidade de Dispensação de Medicamentos (UDM) dos serviços de saúde especializados em HIV/aids receberam nota técnica sobre os novos ARV. O documento traz informações de prazos de armazenamento e realização de testes de genotipagem para verificar a resistência do HIV e indicações de uso desses medicamentos no Brasil, para que o médico prescreva a melhor combinação de antirretrovirais para o paciente.
No texto, os médicos também são alertados a repassar aos pais e cuidadores de crianças com Aids informações sobre como administrar as doses dos remédios.
O frasco do ritonavir pode durar de três a seis meses e o curto período de validade (6 meses) se dá em decorrência da própria formulação do medicamento. Por esta razão, os usuários são orientados a retornar com o frasco do medicamento a cada consulta e retirada do ritonavir na UDM, para melhor controle do produto. A precaução é para evitar que a criança tome medicamento vencido.
Todas as orientações são do Ministério da Saúde.
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julho 25, 2011 por Paula Sanches
Em: Saúde Física
É a primeira vez que um estudo mostra que a implementação desse procedimento é eficaz em nível comunitário na prevenção da Aids.
O estudo, do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), realizado no município de Orange Farm, na África do Sul, mostrou uma redução de 55% na prevalência do HIV e uma redução de 76% na incidência do HIV em homens circuncidados.
Para que fique claro, prevalência mede quantas pessoas estão doentes; incidência mede quantas pessoas tornaram-se doentes. Ambos os conceitos envolvem espaço e tempo – quem está ou ficou doente num determinado lugar numa dada época.
Aumento da prática
Durante o estudo, serviços de circuncisão gratuitos oferecidos a todos os homens com mais de 15 anos de idade resultaram em 20 mil circuncisões ao longo de um período de três anos, em Orange Farm, que tem cerca de 110 mil habitantes.
O UNAIDS destacou que muitos países africanos apoiam fortemente o aumento da circuncisão masculina. O Quênia assumiu a liderança, proporcionando a circuncisão masculina voluntária para 290 mil homens nos últimos três anos, principalmente na província de Nyanza.
O Governo da Suazilândia, que tem a maior taxa de prevalência do HIV no mundo – 26% dos adultos com idades entre 15 a 49 anos – lançou recentemente um plano para oferecer a circuncisão médica masculina voluntária a 152.800 homens nessa faixa etária.
Métodos combinados
“Para atingir o objetivo de zero novas infecções pelo HIV, o UNAIDS recomenda fortemente uma combinação de métodos preventivos do HIV, que incluem o uso correto e consistente de preservativos masculinos e femininos; espera para iniciar a vida sexual; menos parceiros; circuncisão médica masculina; e garantia que o máximo de pessoas possível com necessidade de terapia antirretroviral tenham acesso a esta”, destaca a agência.
Todas as informações foram divulgadas pela ONU Brasil.
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junho 13, 2011 por Paula Sanches
Em: Últimas Notícias
Quem desenvolveu o novo exame foi a equipe do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fiocruz. O teste confirmatório será distribuído pelo Ministério da Saúde na rede pública a partir do segundo semestre de 2011.
Os testes usados atualmente também são rápidos. A diferença é que se der soropositivo, a pessoa precisa esperar a confirmação do diagnóstico por outro exame, o que pode levar a quase um mês.
Com margem mínima de erro, o imunoblot rápido DPP® HIV 1/2, como é chamado, garante vários benefícios aos portadores da doença, que vão da agilidade no diagnóstico ao desempenho em termos de sensibilidade e especificidade. É possível fazer o diagnóstico e a confirmação ao mesmo tempo.
O novo teste tem custo cinco vezes menor. O registro foi concedido pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) em setembro de 2010.
O gerente do Programa de Desenvolvimento de Reativos de Biomanguinhos/Fiocruz, Antônio Ferreira, ressalta que, quanto mais rápido se tem o diagnóstico, melhor pode ser o tratamento do soropositivo. Quase metade da mortalidade por Aids no Brasil tem relação com a demora para iniciar o tratamento.
Aids no Brasil
A Aids, doença que se manifesta após a infecção do organismo pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), foi identificada no Brasil há quase 30 anos.
O primeiro caso foi registrado em 1982, em São Paulo. Segundo dados do Ministério da Saúde, em 1987 havia 2.775 casos da doença no país. Nesse contexto, uma equipe de pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz, coordenada pelo imunologista Bernardo Galvão, isolou pela primeira vez na América Latina o vírus HIV-1, dando visibilidade à pesquisa da Fundação.
Após mais de duas décadas, o programa nacional é referência mundial e distribui, gratuitamente, preservativos e medicamentos à população brasileira.
O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) fornece drogas antirretrovirais para Aids; há redes de monitoramento da resistência de pacientes à terapia que garantem a eficácia do tratamento e o aumento da sobrevida de soropositivos; e são feitos estudos para desenvolver vacinas e novos esquemas terapêuticos.
Segundo dados do Ministério da Saúde, estima-se que 630 mil pessoas estejam vivendo com Aids no Brasil, atualmente. Em 85% dos municípios haveria pelo menos um caso.
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março 18, 2011 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, confirmou a falta do remédio atazanavir, antirretroviral utilizado no tratamento contra o HIV/Aids. O medicamento deve chegar na próxima semana.
A afirmação é do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, responsável pelo combate a doenças sexualmente transmissíveis (DST). O primeiro lote do atazanavir 300 mg, com 4,95 milhões de comprimidos, chegou a Brasília na tarde de ontem e será enviado aos estados entre os dias 22 e 25 de março.
O ministro garantiu que os pacientes não foram prejudicados pelo problema.
Parte do comunicado sobre o atazanavir, didanosina e saquinavir
Sobre o abastecimento de medicamentos antirretrovirais no Brasil, o Ministério da Saúde reafirma o compromisso de garantir tratamento aos que dele necessitam e informa que:
- Não houve risco ao tratamento de nenhum paciente que utiliza antirretrovirais. O Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais antecipou-se à dificuldade de abastecimento do atazanavir 300mg. Uma das medidas recomendadas foi a substituição temporária do atazanavir por outros medicamentos, garantindo terapia igualmente eficaz a todos os pacientes.
- Em relação à didanosina 400mg e ao saquinavir 200mg, não houve desabastecimento. O que ocorreu foi uma recomendação de remanejamento local dos estoques e da programação de distribuição para que não houvesse descontinuidade no tratamento.
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março 4, 2011 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
Em 2010, número de contatos ao serviço estadual foi 60% maior no período pós-folia; testes de HIV também aumentam. Não deixe para procurar informação sobre o assunto só depois do carnaval.
A procura de paulistas com dúvidas sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis e locais que fazem testes de HIV chega a crescer 60% logo após o Carnaval. É o que aponta balanço da Secretaria de Estado da Saúde com base nos dados do Disk-Aids, serviço telefônico gratuito para orientações à população.
Em janeiro de 2010, foram registrados 405 atendimentos. No período de um mês após o carnaval naquele ano, o número de atendimentos subiu para 659.
No Centro de Referência em DST/Aids, unidade estadual na zona sul de São Paulo, também foi registrado, no ano passado, aumento de 39% no número de pessoas que fizeram o teste de HIV após o Carnaval: de 336 em janeiro para 467 em março.
“O aumento na procura pelo Disk-Aids e pelos testes demonstra a importância de se divulgar esses serviços. Com orientação, a pessoa consegue ter um encaminhamento correto para cada situação vivida” explica Maria Clara Gianna, diretora do Centro de Referência e Treinamento em DST/AIDS.
Sobre o serviço
O Disque DST/Aids é um serviço de utilidade pública oferecido pela Secretaria de Estado da Saúde desde 1983. Foi o primeiro serviço desta natureza na América Latina e a primeira resposta governamental para o enfrentamento da epidemia no início da década de 80.
Desde 1998 o serviço Disque DST/Aids passou a ser um canal gratuito (0800 16 25 50) de escuta, acesso à informação, orientação e aconselhamento sobre práticas de sexo seguro, serviços especializados para realização de teste anti-HIV e instituições governamentais e não governamentais que atuam na defesa dos direitos dos portadores de DST/HIV/Aids.
O serviço funciona de segunda a sexta-feira das 8h às 18h. Não haverá atendimento durante o feriado de Carnaval. O serviço retorna ao meio-dia da quarta-feira, 9 de março.
Prevenção será sempre a melhor forma de combater doenças. Use preservativo!
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fevereiro 28, 2011 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
Cerca de 200 pessoas entraram em contato, mas somente dois foram efetivamente recrutados para um estudo que necessita de 25 voluntários.
O estudo é referente a duas vacinas preventivas contra o HIV, e está sendo conduzido pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo por intermédio do Centro de Referência e Treinamento em DST-Aids.
O problema é que pode estar comprometido por falta de voluntários. Do total de 184 pessoas que dispuseram-se a participar, 79 pessoas participaram de palestras informativas na unidade e 37 assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido para participar da pesquisa.
Entretanto, somente oito tinham, efetivamente, o perfil buscado para participar do estudo, dos quais seis não poderão participar em razão de suas condições de saúde. Restam, portanto, 23 vagas.
Quem pode ser voluntário
Mulheres e homens entre 18 e 50 anos de idade, saudáveis e não infectados pelo HIV que residam na cidade de São Paulo ou na região metropolitana podem se inscrever. Mulheres grávidas ou amamentando não podem participar. Os homens devem ser circuncidados para participar do estudo.
Os voluntários irão passar por avaliação médica, coleta de amostras de sangue e urina e responderão a questionários sobre práticas de exposição ao HIV.
Este é o sexto estudo de vacina preventiva contra o HIV conduzido pela Unidade de Pesquisa de Vacinas Anti-HIV do CRT-DST/Aids para a rede internacional de pesquisa de vacinas HIV Vaccine Trials Network (HVTN), sediada nos EUA e composta por instituições líderes em pesquisa em 27 cidades de quatro continentes.
“É importante ressaltar que o HIV não está presente nas vacinas que serão testadas. Elas usam componente sintético, que não apresenta o menor risco de infecção pelo vírus da Aids”, afirma o médico Artur Kalichman, coordenador-adjunto do CRT-DST/Aids e responsável pela Unidade de Pesquisa de Vacinas.
Para se inscrever basta procurar a Unidade de Pesquisa de Vacinas Anti-HIV, pelo telefone 5087-9915, e-mail vacinas@crt.saude.sp.gov.br ou ir pessoalmente ao Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids, da Secretaria, que fica na Rua Santa Cruz, 81, Vila Mariana, zona sul da capital.
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fevereiro 10, 2011 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
A produção será feita pelo laboratório público da Fundação Ezequiel Dias, do governo de Minas Gerais.
Até agora, o governo federal, que distribui o medicamento no SUS, comprava o tenofovir do laboratório Gilead, mas o Inpi (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) negou o pedido de patente feito pelo laboratório, abrindo espaço para a produção nacional.
Com o início da fabricação, 10 dos 20 medicamentos antirretrovirais fornecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) passam a ser fabricados no Brasil, diminuindo em cerca de 47% os custos com a importação do medicamento (até 2015) e fortalecendo a autonomia do país na produção de fármacos.
Por enquanto, o valor unitário do tenofovir continuará o mesmo (R$ 4,02 por comprimido), mas em cinco anos a estimativa do governo é de uma economia de R$ 410 milhões até 2015.
O tenofovir é utilizado atualmente por 64 mil pacientes com Aids e cerca de 1.500 com hepatite. O primeiro lote do medicamento estará disponível para os pacientes no final de março.
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dezembro 16, 2010 por Blog da Saúde
Em: Destaque, Saúde Física
O paciente teve um caso isolado, mas sua história pode dar dicas sobre como achar a cura para a doença.
Timothy Ray Brown de 42 anos, um americano habitante de Berlim, teve um transplante arriscado de sangue de células-tronco em 2007 para tratar leucemia. Seu doador além de ter um tipo sanguíneo compatível com o seu, também tinha uma mutação gênica que fazia com que ele fosse resistente ao HIV.
Agora, três anos depois, sem tomar remédios antirretrovirais desde o transplante, e passar por testes completos, os médicos puderam declarar oficialmente:
O paciente de Berlim não mostra nenhum sinal de leucemia ou infecção por HIV, de acordo com um relatório divulgado pela revista Blood.
A demonstração é surpreendente é interessantíssima, mas até o momento é uma terapia muito arriscada para se tornar comum, pois é difícil até mesmo de encontrar doadores compatíveis, disse Michael Saag da Universidade de Alabama.
Sabe-se que…
O transplante a que foi submetido é feito para tratar câncer, e seu risco se realizado em pessoas saudáveis é desconhecido.
Esse tratamento envolve a destruição completa do sistema imunológico do receptor com medicamentos e radiação, e com as células do doador é que se desenvolverá um novo sistema imunológico.
A taxa de mortalidade ou complicações desse procedimento podem ser 5% maiores que nos procedimentos tradicionais, disse Saag.
Pesquisadores alemães informam que isso representa um avanço científico. A possível cura, porém, só veio depois de muitas complicações e tratamentos de saúde.
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dezembro 1, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias, Saúde Física
Hoje, 1º de dezembro, Dia Mundial de Luta Contra a AIDS, especialistas e associações recordam que, desde o início da epidemia, cerca de 30 milhões de pessoas já morreram no mundo por causa da doença. Em 2010, no entanto, há certo otimismo com a redução de novas infecções, os novos tratamentos contra a doença e os meios adicionais para prevenir a transmissão.
As novas transmissões, por exemplo, reduziram 19% desde 1999, alcançando a cifra de 2,6 milhões no ano passado, segundo a UnAIDS. Além disso, hoje o acesso aos tratamentos se ampliaram: mais de 5,2 milhões de pessoas tiveram acesso a antirretrovirais nos países em desenvolvimento, quando em 2004 não chegavam aos 700.000 beneficiários.
No entanto, o diretor executivo da UnAIDS, Michel Sidibé, recorda que 10 milhões de pessoas continuam à espera de um tratamento e os avanços obtidos até agora são muito frágeis por causa da situação financeira mundial. Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 630 mil brasileiros vivem com HIV em todo o País – desses, 255 mil não sabem que estão infectados.
Desde a descoberta
Já são 30 anos desde a descoberta do vírus, nos Estados Unidos e na França. Depois das promessas de cura nos anos 1980 e muito esforço e investimentos em pesquisas,
vários medicamentos antiretrovirais (ARVs) zeram a carga viral, afastando a capacidade do vírus abrir as portas do organismo para infecções oportunistas, com ganhos na qualidade de vida dos portadores, que levam uma vida quase normal.
Porém, o saldo atual que é ainda não temos uma vacina realmente eficaz, embora 30 estejam em testes.
Gel e uso de antirretrovirais são esperanças no combate à AIDS
Um dos métodos mais promissores hoje é a utilização dos antirretrovirais em pessoas não infectadas. Um estudo realizado por 11 centros de pesquisa de Brasil, Peru, Equador, Estados Unidos, África do Sul e Tailândia mostrou que o uso profilático do antirretroviral Truvada (que reúne as substâncias emtricitabina e tenofovir) pode reduzir o risco de infecção pelo vírus HIV em até 94,9%. Atualmente, o medicamento é usado apenas para o tratamento de pessoas já infectadas pelo vírus, mas não está disponível no Brasil.
Também está se ensaiando um gel microbicida que cria uma “esperança para toda uma geração de mulheres”. Publicado em julho passado, o estudo realizado pelo centro Caprisa em mulheres sul-africanas demonstrou que um gel vaginal microbicida a base de Tenofovir (um antirretroviral) reduz em 39% o índice de infecção sexual.
Pesquisadores franceses e canadenses falam ainda de um tratamento ‘a la carte’, ou seja, administrável quando a pessoa (homossexual masculino) for manter uma atividade sexual.
Além das experiências com animais, outros dados médicos apoiam esta estratégia: desde 1994 já foram utilizados com êxito os antirretrovirais para reduzir o risco de transmissão do vírus da mulher grávida a seu filho e nos casos de exposição acidental ao vírus (por exemplo, usando uma agulha contaminada).
Os tratamentos (triterapêuticos) que reduziram espetacularmente a mortalidade nas pessoas infectadas pelo HIV também reduzem as quantidades de vírus no sangue e no esperma, o que contribui para limitar seu contágio.
Por fim, outra boa notícia é que uma pesquisa do Instituto de Métrica e Avaliação de Saúde da Universidade de Washington revela que as nações ricas quadruplicaram o financiamento de programas de saúde nos países pobres entre 1990 e 2010, fundamentalmente graças à maior conscientização da necessidade de lutar contra o HIV/AIDS.
Dificuldade
Mas, o que torna o HIV tão diferente e difícil de ser controlado mesmo com as tecnologias mais avançadas do século 21 e todo o conhecimento de microbiologia?
P problema é que o vírus possui altíssimas taxas de mutação, algumas prejudiciais a ele mesmo, capazes de torná-lo até mesmo menos virulento em algumas situações. Em outras, no entanto, o HIV se torna resistente aos medicamentos existentes.
“Em qualquer das situações, ele acaba ‘escapando’ dos alvos das vacinas, pela mudança estrutural de suas proteínas”, explica o médico infectologista do Hospital 9 de Julho, Dr. Gustavo Johanson.
Na opinião de Johanson, o HIV (vírus da imunodeficiência humana) ainda é um capítulo em aberto na história da medicina e da humanidade. Por hora, segundo ele, não temos muito o que escolher, ou seja, temos que insistir na prevenção à infecção, no tratamento, caso a pessoa já esteja contaminada, com os medicamentos existentes.
“A vacina ideal ainda não chegou, ou seja, aquela capaz de criar imunidade suficiente para impedir a infecção de maneira rápida e eficaz ao se deparar com o HIV” , conmpelta.
Atraso no diagnóstico
Entre os desafios do combate à AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) no Brasil, está o atraso no diagnóstico da doença. Para o presidente do Fórum de Organizações Não Governamentais (ONGs) AIDS do Estado de São Paulo, Rodrigo de Souza Pinheiro, ainda faltam informações e campanhas nesse sentido.
De acordo com Pinheiro, o Estado cumpre seu papel de certa forma, mas ainda há muitos desafios. “Um deles é a questão do diagnóstico tardio, muitas pessoas ainda demoram para ser diagnosticadas. Deveríamos ter mais campanhas, mais serviços que pudessem atender e conscientizar a população a fazer o teste de HIV”, afirma.
Segundo ele, outro grande desafio é a inclusão de pessoas soropositivas na sociedade. “O preconceito com as pessoas que convivem com HIV/AIDS é muito grande. Uma das questões que temos trabalhado é para que realmente venha a diminuir essa questão do preconceito e da discriminação”.
Geração de crianças livre de HIV é meta possível
Uma geração de bebês poderá nascer livre da AIDS caso a comunidade internacional intensifique seus esforços para dar acesso universal à prevenção contra o HIV, ao tratamento e à proteção social, defende a Organização das Nações Unidas (ONU).
Um relatório da Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) indicou que milhões de mulheres e crianças, especialmente nos países pobres, são negligenciadas pelos serviços de HIV por causa do seu gênero, de seu status econômico ou social, da localização ou da educação.
Embora crianças tenham se beneficiado do progresso substancial da luta contra a doença, afirma o documento, é preciso fazer mais para garantir que todas as mulheres e crianças tenham acesso aos medicamentos e serviços de saúde destinados a evitar a transmissão do HIV de mãe para filho.
De acordo com os dados mais recentes da ONU, 370 mil crianças nasceram com o HIV em 2009, a grande maioria delas na África. Apenas pouco mais de metade de todas as grávidas infectadas pelo HIV (53%) obtiveram as drogas necessárias para evitar a transmissão de mãe para filho em 2009, em comparação com os 45% de 2008.
“10 Mitos e 1 Verdade: a AIDS existe. Previna-se”
Para marcar o Dia Mundial de Luta Contra a AIDS, o Instituto Kaplan – Centro de Estudos da Sexualidade Humana promove hoje, com o apoio do Laboratório Abbott, uma ação nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Recife.
A campanha espera atrair principalmente os jovens para chamar a atenção aos “mitos” da doença e conscientizar as pessoas sobre a importância da prevenção. Na ocasião, também haverá distribuição de informativos à população.
Neste sábado, 4, a entrega de material explicativo será ampliada para outras oito cidades do País: São José dos Campos, Salvador, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Cuiabá, Vitória e Florianópolis. O Parque do Ibirapuera, na capital paulista, também vai participar. A campanha conta com o apoio das Sociedades de Infectologia Brasileira, Paulista, Pernambucana, Riograndense e do Rio de Janeiro.
10 mitos:
1. HIV e AIDS são a mesma coisa;
2. Não é preciso se preocupar com a AIDS porque já existe tratamento;
3. Quem é HIV positivo não precisa fazer sexo seguro;
4. Sexo oral não transmite HIV;
5. Um casal virgem não corre risco de pegar HIV;
6. Quem tem parceiro fixo não precisa usar camisinha;
7. Quem tem HIV não pode ter filhos;
8. A AIDS pode ser transmitida pelo beijo;
9. O teste de HIV só deve ser feito quando há suspeita de AIDS;
10. Quem tem HIV desenvolverá AIDS, inevitavelmente.
E a única verdade é:
1.A AIDS existe. Previna-se e não se esqueça de falar com seu médico.
“Os avanços da medicina têm permitido uma melhora na qualidade de vida dos soropositivos.
No entanto, o que precisa evoluir é a questão do preconceito e da discriminação!”![]()
- SP: Mutirão de testes gratuitos de HIV até 1º de dezembro
*Com informações de agências de notícias.
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novembro 23, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
Três laboratórios russos se juntaram para desenvolver a vacina considerada a mais efetiva até o momento contra o vírus da AIDS.
A efetividade chegou a 30% nos testes, se o paciente receber seis doses anuais, o que pode salvar um milhão de vidas ao ano, segundo o Departamento de Aids do Instituto de Imunologia da Rússia.
O trabalho conjunto dos três laboratórios acelerará o estudo e simplificará o processo. Por volta de 500 portadores do HIV foram selecionados para participar dos testes de laboratório.
Os responsáveis afirmam que, por enquanto, só uma dose contra o HIV desenvolvida nos Estados Unidos e provada na Tailândia demonstrou efetividade relativa.
Últimos dados sobre infectados pelo HIV, segundo ONU
Boas notícias: em 2009, o número de pessoas que contraíram o vírus caiu em 20% em relação há 10 anos, com o total de 2,6 milhões de novos infectados.
O novo relatório das Nações Unidas revela que o número de novos casos de contaminação com o vírus da Aids está diminuindo.
O que foi feito
Em 2009, a Aids matou 1,8 milhão de pessoas, 300 mil a menos que em 2004. O diretor-executivo do Unaids, Michel Sidibe, disse que os investimentos em prevenção e tratamento estão dando certo, mas ainda há muito trabalho a ser feito.
O Unaids informou que a quantidade de pessoas tratadas com antirretrovirais passou de 700 mil em 2004 para 5 milhões em 2009. Outra razão para a redução de casos é o uso de preservativos nas relações sexuais.
Mundo
Em todo o mundo, cerca de 33,3 milhões de pessoas estão vivendo com o HIV. O índice de novas infecções diminuiu ou estabilizou-se em pelo menos 56 países. A África Subsaariana continua sendo a área mais afetada pelo vírus, com cerca de sete em cada 10 novas contaminações.
No Brasil, a prevalência entre adultos continua menor que 1%, por causa do tratamento com antirretrovirais e campanhas de prevenção.
Essas informações são do documento publicado pelo Programa Conjunto da ONU sobre HIV/Aids, Unaids, e a Organização Mundial da Saúde, OMS.
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novembro 16, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES/SP), em parceria com os municípios paulistas, promove de hoje (16/11) até o dia 1º de dezembro um mutirão de testes gratuitos de HIV. O objetivo da campanha “Fique Sabendo” 2010 é incentivar o diagnóstico precoce da infecção pelo vírus da Aids, fundamental para o sucesso do tratamento.
A previsão é que pelo menos 120 mil exames sejam realizados em todo o Estado, incluindo 20 mil testes rápidos, com resultados em até 15 minutos.
Mais de 460 municípios aderiram à campanha, um total de 3,5 mil unidades de saúde. Ao todo, cerca de 40 mil profissionais foram mobilizados para o mutirão, entre enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais e técnicos de laboratório.
Além de oferecer exames à população mais vulnerável ao HIV, como homossexuais, usuários de drogas, travestis e transexuais, a campanha também pretende incentivar pessoas que nunca realizaram o teste a conhecerem o seu status sorológico, independentemente de sua sexualidade.
“É fundamental que as pessoas com vida sexual ativa façam o teste para descobrirem se são ou não portadora do vírus HIV e, em caso de positividade, iniciarem imediatamente o acompanhamento médico”, afirma Maria Clara Gianna, coordenadora do Programa Estadual de DST/Aids.
Para saber se o seu município está participando da campanha, clique aqui. Mais informações sobre o mutirão podem ser obtidas no Disque DST/Aids: 0800-16-25-50.
Fazer o teste de Aids é uma atitude que mostra como você se preocupa com a sua saúde!
- AIDS: Uma descoberta para mudar o futuro…
- AIDS: 25 milhões de pessoas já morreram e 2,7 milhões são contaminadas a cada ano
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outubro 15, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
O Ministério da Saúde vai oferecer um novo medicamento para pacientes com AIDS que não respondem mais aos tratamentos convencionais.
Depois de três meses de negociação, o governo firmou um acordo com o laboratório Janssen Cilag para a compra do antirretroviral etravirina, considerado de terceira geração, ou seja, drogas mais modernas, mas que são indicadas apenas para pessoas que já não são beneficiados pelos efeitos dos medicamentos antigos.
Com a decisão, sobe para 20 a lista de remédios oferecidos no País contra o vírus HIV.
Serão adquiridos 3.360 frascos, suficientes para atender 500 pacientes durante um ano. A primeira remessa do medicamento, com 488 frascos, já começou a ser distribuída aos Estados. O acordo, anunciado ontem, 14, é de R$ 4,2 milhões.
Escolha do coquetel
A escolha do coquetel indicado a cada paciente é feita de acordo com a avaliação de uma série de fatores, como o estado geral do paciente, a quantidade de células de defesa e a contagem do vírus no organismo.
A indicação clínica para a etravirina é feita a partir do histórico de tratamento do paciente e do teste que avalia a resistência aos antirretrovirais, realizado nos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen).
O procedimento para o novo remédio será o mesmo exigido para outras drogas indicadas em casos de resistência, como o raltegravir e a enfuvertida. A solicitação tem de ser analisada por um comitê técnico estadual formado por infectologistas.
Atualmente, o etravirina é usado no Canadá e na Inglaterra.
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outubro 4, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
Os medicamentos antirretrovirais podem ser usados a partir de agora como forma de prevenção por pessoas que tiveram relações sexuais desprotegidas e correm o risco de se infectarem com o vírus HIV.
A informação faz parte do Consenso Terapêutico, documento lançado hoje, 04, pelo Ministério da Saúde.
O que mudou?
O uso preventivo dos antirretrovirais era indicado apenas em casos de violência sexual ou para médicos e outros profissionais de saúde que tiveram contato com sangue de paciente soropositivo.
Agora, passa a ser usado também para quem teve uma relação sem camisinha ou em que o preservativo estourou.
No entanto, o assessor técnico do Departamento de DST e AIDS, Ronaldo Hallal, destaca que a medida só deve ser adotada em casos excepcionais. Segundo ele, o método de prevenção mais adequado continua sendo o preservativo porque, além de ser mais seguro, não tem os efeitos colaterais dos medicamentos para o tratamento da AIDS.
Como fazer?
Para ter acesso aos antirretrovirais como forma de prevenção, a pessoa deve procurar um dos 700 centros de referência no tratamento de HIV e Aids em até 72 horas após a relação sexual desprotegida. O ideal é que sejam duas horas. O tratamento dura 28 dias.
Além disso, a recomendação da terapia será feita depois da avaliação de um médico. “Vários elementos serão avaliados, como o parceiro sexual e o tipo de relação que foi estabelecida”, destacou o assessor.
O uso será recomendado para pessoas que mantém ou tiveram relação com soropositivos ou que integram grupos onde a prevalência da doença é igual ou maior que 5%: usuários de drogas injetáveis, gays ou homens que fazem sexo com homens e profissionais do sexo.
O governo ainda fará um monitoramento dessa demanda para verificar se não há banalização do procedimento.
Portadores do vírus HIV
O Consenso Terapêutico também traz orientações para casais com pelo menos um portador do HIV que desejam ter filhos. A proposta é esclarecer sobre todas as metodologias existentes para reduzir ao máximo o risco de contaminação do bebê e do parceiro, caso ele não tenha o vírus.
“É um direito de todos. Se ter filhos é a decisão do casal, cabe ao governo orientar para que esse desejo seja colocado em prática com a maior segurança”, afirmou Ronaldo Hallal.
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setembro 10, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Corporativa
Artigo: Demissão de portadores do vírus HIV, como funciona a lei?
* Por Luciana Galvão Vieira de Souza
O sistema jurídico não garante expressamente a estabilidade do portador do vírus da AIDS no emprego. No entanto, a justiça tem utilizado garantias constitucionais do direito à vida, ao trabalho e à dignidade para assegurar que esses empregados sejam mantidos ou voltem a fazer parte do quadro de funcionários, quando dispensados.
Tem sido cada vez maior a quantidades de decisões dos tribunais que entendem que a dispensa de funcionários portadores do vírus HIV é arbitrária e discriminatória e determinam a reintegração dos ex-empregados aos quadros das empresas.
Importante frisar que, geralmente, as organizações precisam, inclusive, pagar os salários retroativos desde a dispensa até efetiva reintegração, além de indenização por danos morais.
Isso pelo fato da pessoa não conseguir outro emprego, devido aos transtornos com a perda do direito ao plano de saúde e a falta de meios para comprar os medicamentos utilizados no tratamento e controle da AIDS. Resultado: grande estrago ao caixa da empresa.
No entender dos juízes, em circunstâncias nas quais o trabalhador é portador do vírus HIV e o empregador tem ciência desse fato, o mero exercício imotivado do direito potestativo da dispensa, isto é, dispensa sem justa causa, faz presumir discriminação e arbitrariedade.
Assim, quando há evidência de que a empresa efetivamente tinha conhecimento do estado de saúde do empregado no ato da dispensa, a justiça entende que a empresa tem dever social de reintegrar o portador de HIV.
A manutenção dele no emprego, com direito aos salários, assistência e tratamento médicos, decorre da aplicação de princípios e de garantias fundamentais da própria Constituição.
*Luciana Galvão Vieira de Souza é advogada, especialista em Direito Empresarial. Atua como consultora em planejamento trabalhista, relações do trabalho, direito coletivo e individual, relações sindicais e processual. É sócia da Galvão e Freitas Advogados (São Paulo/SP), integrante da OAB, associada da Associação dos Advogados de São Paulo – AASP, Diretora Jurídica do Grupo de Relações Industriais Sindicais – GRIS, apoiadora e integrante de grupos de RH, palestrante e autora de diversos artigos publicados.
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