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Método que evita infecção por HIV poderá ser adotado pelo SUS

Quando uma pessoa está mais vulnerável à exposição ao vírus da Aids, uma combinação de antirretrovirais é dada durante dias. Este método que evita a infecção por HIV pode ser incorporado ao SUS, segundo proposta apresentada pelo Ministério da Saúde.

O Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais prepararão um protocolo clínico que será encaminhado à Comissão de Incorporação de Tecnologia no SUS até o fim deste ano.

A expectativa é que 10 mil pessoas sejam atendidas no primeiro ano de incorporação. O objetivo é destinar o método a pessoas com alto risco de infecção pelo HIV. No entanto, não foram detalhados o perfil dos grupos que serão beneficiados.

De acordo com matéria publicada no G1, a profilaxia pré-exposição é recomendada pela Organização Mundial da Saúde desde 2014 e sua eficácia foi comprovada a partir de testes clínicos.

Aids no Brasil

Relatório publicado pela Unaids (agência da ONU para Aids) mostrou que o Brasil é o país com maior número de novos casos de HIV na América Latina. Segundo pesquisa, entre 2010 e 2015 houve um crescimento de 4% nas novas infecções por HIV no País, o que representa 40% nos novos casos da América Latina e Caribe. No resto do mundo, os números continuaram estáveis.

O Ministério da Saúde divulgou hoje (1), no Dia Mundial de Luta Contra a Aids, dados sobre o HIV no Brasil e o teste rápido para Aids que estará disponível nas farmácias a partir do ano que vem.

Na coletiva de imprensa, o Ministro da Saúde, Marcelo Castro, afirmou que a taxa de mortalidade relacionada à Aids caiu 10,9% no Brasil em 12 anos. Segundo dados oficiais, foram registradas 6,4 mortes a cada mil pessoas em 2003, enquanto que ano passado registrou-se 5,7 falecimentos.

A redução na taxa de mortalidade ainda precisa melhorar, mas o índice alcançado já é visto como uma razão a ser comemorada. Para o ministro, este avança tem relação com o maior acesso ao tratamento (antirretrovirais que mantém o vírus inativo).

Para o tratamento ser realizado logo cedo, o Ministério da Saúde promete deixar disponível os testes rápidos de HIV em farmácias de todo o país até o ano que vem. Os autotestes, de acordo com Marcelo Castro, beneficiarão principalmente as pessoas que têm vergonha de fazer o exame no posto de saúde. A expectativa que os testes estejam disponíveis até o meio do ano.

Hoje (28), 170 cidades do Estado de São Paulo promoverão plantões para oferecer o teste rápido de detecção de HIV. Diversas unidades da Secretaria da Saúde disponibilizarão o exame. A iniciativa faz parte da campanha “Fique Sabendo”.

Na capital do estado, as atividades acontecerão das 9h às 15h no Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids, na Vila Mariana (r. Santa Cruz, 81).

Gratuitamente, qualquer pessoa pode realizar o teste. Este é feito a partir de uma mostra de saliva, ideal para pessoas que têm medo de picadas de agulhas.

A campanha “Fique Sabendo”, que teve início no dia 25 de novembro, vai até o dia 1º de dezembro.  Cerca de 40 mil profissionais da saúde estão espalhados em unidades da capital e do interior de São Paulo, incluindo penitenciárias, para realizar exames 350 mil exames de sífilis e HIV. Neste ano, 568 municípios participam da campanha.

Informações sobre as unidades do interior que participação do mutirão estão disponíveis no site www.crt.saude.sp.gov.br.

Estudo divulgado hoje (17) aponta que medicamento usado para tratar o alcoolismo em combinação com outras substâncias pode contribuir para a erradicação do vírus da aids nas pessoas soropositivas em tratamento.

O medicamento disulfiram acorda o vírus adormecido no organismo infectado, permitindo a destruição tanto do vírus quanto das células que o abrigam e isso sem efeitos colaterais.

Os pacientes soropositivos são tratados com antirretroviral (ART), um coquetel de medicamentos padrão chamado terapia tripla, que permite manter o vírus (HIV) inativos. Apesar de ser algo bom, é difícil encontrar uma “cura” quando o vírus se encontra desta forma. É preciso acordá-lo para eliminá-lo, indica o diretor da pesquisa, Julian Elliot, para o The Lancet HIV.

Os testes realizados com 30 pessoas em tratamento antirretroviral mostram que o medicamento não é tóxico e é seguro de usar.

A realização de testes em combinação com outras drogas é o próximo passo para verificar se este método consegue atingir o vírus.

O Poupatempo Itaquera realizará amanhã (6) ação para alertar população sobre a necessidade de prevenir-se do HIV e demais Doenças Sexualmente Transmissíveis.

Profissionais do Centro de Prevenção da Cidade Líder estarão à disposição para tirar dúvidas sobre as doenças, além de distribuírem preservativos e folhetos com os locais onde são realizados exames gratuitos e orientação psicológica.

Serviço:

Poupatempo Itaquera: Av. do Contorno, 60 (ao lado da Estação Corinthians-Itaquera)

Data: 6 de agosto

Horário: 9h às 13h

O Diário Oficial da União publicou hoje (23) um novo protocolo que permite o acesso fácil aos medicamentos antiaids a toda população. O tratamento denominado profilaxia pós-exposição é indicado a quem teve risco de contato com o vírus causador da aids.

A exposição ao vírus pode ocorrer por meio de relações sexuais desprotegidas e por acidente ocupacional, quando médico ou enfermeiro entram em contato com o sangue do paciente.

O objetivo desta nova diretriz é facilitar o acesso e evitar que alguns serviços recusem fornecer a terapia.

O tratamento é encontrado em qualquer SUS. Para que ele seja efetivo, é importante começa-lo até 72 horas após a exposição ao vírus. O ideal é que seja iniciado nas primeiras duas horas após a exposição. O medicamento deverá ser tomado durante 28 dias.

O Ministério da Saúde lançará em dezembro um aplicativo para orientar a população sobre os postos mais próximos de distribuição.

Ontem (14), o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (Unaids) reconheceu o Brasil como referência mundial no controle da epidemia. Segundo o relatório divulgado, o país foi o primeiro a oferecer combinação do tratamento para HIV.

O Ministério da Saúde garante acesso ao tratamento a toda a população, graças a negociação com multinacionais farmacêuticas que garante os medicamentos antirretrovirais aos brasileiros. O relatório também afirma o Brasil conseguiu deter e reverter a propagação do HIV.

Além do acesso ao tratamento, houve uma melhora na área do diagnóstico. A população pode realizar o exame para detectar a Aids em consultórios e Centros de Testagem e Aconselhamento. Segundo dados do Ministério da Saúde, nos quatro primeiros meses de 2014 foram realizados 1,9 milhão de testes no país. Em 2015, no mesmo período, foram 2,1 milhões de exames feitos.

Apesar do Brasil já executar várias medidas para atingir a meta da Organização Mundial de Saúde (OMS) de acabar com a epidemia até 2030, como as campanhas de prevenção, todos os países têm desafios, por exemplo, a redução do número de pessoas com HIV sem saber.

Para melhorar ainda mais o controle, o Ministério da Saúde ampliará a testagem, a conscientização sobre o uso da camisinha e o início precoce do tratamento.

Por ser o Dia Mundial da Luta Contra Aids e com o intuito de conscientizar a população, os postos Poupatempo Itaquera e Sé promovem ações hoje.

Em Itaquera, uma equipe do Serviço de Atendimento Especializado em Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST)/AIDS do bairro Cidade Líder II estará na unidade, das 9h às 15h, para distribuir preservativos e material educativo aos cidadãos, com orientação sobre a importância de realizar o teste preventivo de DST e encaminhamento para os serviços de saúde da Zona Leste.

Já o posto Sé recebe atores do Laboratório Garapa, que apresentam a peça teatral “A História Secreta do Lobo Mau e da Chapeuzinho Vermelho”, que de maneira lúdica, divertida e visualmente impactante apresenta instruções sobre namoro e cuidados com a saúde.

O Poupatempo Itaquera fica localizado na Av. do Contorno, 60 (ao Lado da Estação Corinthians-Itaquera do Metrô). E o posto Sé fica na Praça do Carmo, s/nº – Centro. As duas unidades atendem de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, e aos sábados, das 7h às 13h.

Em pesquisa realizada pelo Instituto Vox Populi no ano de 2013, o índice de satisfação dos serviços prestados, por ambas as unidades, obteve 99% de aprovação dos usuários.

A camisinha, se usada corretamente durante a relação sexual, previne até 98% das transmissões do HIV. No Brasil, cerca de 600 milhões de preservativos são usados anualmente. Contudo, de acordo com o Ministério da Saúde, seriam necessários mais de um bilhão para prevenir doenças sexualmente transmissíveis.

Um dado importante que deve receber a atenção da sociedade é que muitos jovens não utilizam camisinha. Segundo a pesquisa realizada, em 2012, pela Caixa Seguros em parceria com o Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), quatro em cada dez jovens brasileiros acham desnecessário o uso de preservativo. Um dos motivos é o medo que o parceiro desconfie da fidelidade, caso propusesse sexo seguro.

A pesquisa foi realizada com 1208 jovens entre 18 e 29 anos de 15 estados brasileiros. Ao todo, 91% dos entrevistados já haviam tido relação sexual, 40% não consideravam o uso da camisinha um método eficaz na prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) ou gravidez, 36% não usaram preservativo na última vez que tiveram relações sexuais e apenas 9,4% foram a algum centro de saúde nos últimos 12 meses para obter informações ou tratamento para DSTs.

Este último dado também deve receber uma atenção a mais. Como há falta de informações e interesse por parte de alguns jovens, um em cada cinco acredita que é possível contrair o HIV por meio de talheres e copos de outras pessoas e 15% acredita que malária, dengue, hanseníase e tuberculose são DSTs.

Tanto as informações quanto o uso de preservativos são extremamente importantes.

A depressão é a principal causa de doença e de inaptidão entre os adolescentes com idades entre 10 e 19 anos, anunciou a Organização Mundial da Saúde (OMS). O documento divulgado pelo órgão destaca que os três principais motivos de morte no mundo nesta faixa de idade são “os acidentes de trânsito, a Aids e o suicídio”.

Em 2012, 1,3 milhão de adolescentes morreram no mundo. Esta é a primeira vez que a OMS publica um relatório completo sobre os problemas de saúde dos adolescentes. Para elaborar o documento, a organização utilizou os dados fornecidos por 109 países. Os problemas nesta faixa de idade estão relacionados, com o cigarro, o consumo de drogas e bebidas alcoólicas, a Aids, os transtornos mentais, a nutrição, a sexualidade e a violência. “O mundo não dedica atenção suficiente à saúde dos adolescentes”, declarou a médica Flavia Bustreo, subdiretora geral para a saúde das mulheres e das crianças na OMS.

Os homens sofrem mais acidentes de trânsito que as mulheres, com uma taxa de mortalidade três vezes superior. A morte durante o parto é a segunda maior causa de mortalidade entre as jovens com idades entre 15 e 19 anos, depois do suicídio, segundo a OMS. Entre 10 e 14 anos, a diarreia e as infecções pulmonares representam a segunda e quarta causas de falecimento.

O documento destaca ainda que pelo menos um adolescente em cada quatro não realizam exercícios físicos suficientes, pelo menos uma hora por dia, e que em alguns países um em cada três é obeso.

Fonte: Veja online

Graças a uma iniciativa do Ministério da Saúde, a cidade de São Paulo receberá a campanha Fique Sabendo, onde será diagnosticado HIV, por meio de um exame oral. O atendimento ocorrerá nos dias 28 e 29 de abril, na Praça da República.

O exame será feito por profissionais capacitados e o diagnóstico fica pronto em 20 minutos, com 99% de confiabilidade. Caso haja a confirmação do resultado positivo para a presença do vírus, a pessoa será encaminhada a um dos serviços especializados para início do tratamento.

Para fazer o exame, será necessário alguns cuidados 30 minutos antes de fazer o procedimento:

- evitar ingerir alimentos ou bebidas;

- não fumar ou inalar qualquer substância,

- não escovar os dentes ou usar antisséptico bucal;

- não usar batom;

- evitar realizar atividade oral que deixe resíduos

O exame é gratuito.

Para mais informações, acesse:

www.dstaids.prefeitura.sp.gov.br

Serviço:

Local: Praça da República – Centro – São Paulo, SP

Data: 28 e 29 de abril

Horário: 10h às 16h

Gratuito

Dia_Mundial_AIDS

IS6064Uma vacina brasileira contra o vírus HIV será testada em macacos a partir de setembro. O imunizante, que começou a ser desenvolvido em 2001, conseguiu bons resultados nas avaliações feitas em camundongos. “Nos camundongos nós tivemos uma resposta muito forte, muito intensa, que agora a gente vai desafiar para saber se essa resposta é forte assim nos macacos”, explicou um dos responsáveis pelo projeto, o pesquisador da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), Edecio Cunha Neto.

A nova fase de testes é decisiva, uma vez que os macacos têm o sistema imunológico muito mais próximo do humano do que os camundongos. “Se no macaco nós tivermos uma resposta da força que nós tivemos no camundongo, nós temos um candidato à vacina muito poderoso”, diz Cunha. Nesta fase, a vacina será ministrada a quatro animais e os pesquisadores precisarão de ao menos seis meses para começar a avaliar os resultados.

O vírus causador da aids tem uma série de características que dificultam a criação de uma vacina, apesar das intensas pesquisas desenvolvidas em todo o mundo para isso. Uma delas é a grande variação do genoma nas diversas variedades do vírus. Segundo Cunha, essa diferença pode chegar a 20%. “Para nós contornarmos isso, nós selecionamos ‘regiões’ do HIV que eram muito conservadas, que não mudavam de um vírus para o outro”, explicou.

De acordo com o pesquisador, com a tecnologia atual, esse é o único modelo viável de imunização. A vacina que bloqueia completamente a ação do vírus “nem em modelo animal tem obtido sucesso”.

Após o teste com o primeiro grupo de macacos, a vacina passará por uma nova fase de testes, também em símios, com uma amostragem maior. “Vai ter pequenas variações na vacina e vai ter vários grupos de quatro animais cada um para ver qual variação que tem a resposta mais forte”, detalha Cunha. A partir daí será possível passar para os testes em humanos.

O pesquisador ressalta, no entanto, que a avaliação de eficácia em larga escala dependerá de “uma decisão política” para o desenvolvimento dessa tecnologia no Brasil, devido aos custos envolvidos. Seriam 10 mil pessoas avaliadas por cinco anos, com um investimento que varia de R$ 100 milhões a R$ 200 milhões. “Não é um recurso que um fundo de pesquisa vai financiar”, enfatiza. Até agora foram investidos, segundo Cunha, R$ 1 milhão no projeto. Os testes em macacos deverão demandar  mais R$ 2 milhões, segundo a estimativa do especialista.

*Com informações da Agência Brasil

vírus hiv_inmagineDois pacientes infectados com Aids que passaram por um transplante de medula óssea – para combater um linfoma – pararam de tomar os antirretrovirais há semanas, já que o vírus HIV não se pronunciou mais. O anúncio foi feito nesta quarta-feira, durante uma conferência internacional de Aids, em Boston, nos EUA.

O sucesso destes casos lembra o de Timothy Ray Brown, o famoso “paciente de Berlim” que não tem sinais do vírus há cinco anos, desde que recebeu o transplante de medula óssea de um doador com um mutação rara, garantindo resistência ao HIV.

Os casos de Boston, assim como o de Berlim, não são viáveis como uma procedimento padrão para os 34 milhões de infectados no mundo pelo HIV, mas especialistas se animaram com os resultados, já que trata-se de mais um passo na longa e até agora infrutífera busca pela cura. Os resultados podem encorajar futuros projetos de reengenharia genética de pacientes infectados.

Pelo menos duas equipes já estão experimentando as variantes desta ideia, afirmou Steven G. Deeks, um pesquisador de Aids da Universidade da Califórnia, na Escola de Medicina de São Francismo. A pesquisadora Françoise Barré-Sinoussi, uma das responsáveis pela descoberta do vírus e presidente do Encontro da Sociedade Internacional da Aids, que é realizada em Kuala Lumpur, na Malásia, considerou a descoberta “muito interessante e encorajadora”.

Brown é considerado o primeiro caso de “cura do HIV”. Mas existem diferenças importantes entre este e os dos pacientes de Boston. Por exemplo, nenhum especialista em Aids, incluindo médicos do Brigham and Women’s Hospital que acompanharam os pacientes, usa a palavra “cura” para descrever o status deles.

TÉCNICA

A técnica usada neles envolve o enfraquecimento do sistema imune antes do transplante. É tão perigoso que é antiético executar o procedimento em alguém que não corre o risco de morrer de câncer, especialmente porque pessoas com HIV podem viver relativamente bem com o uso de coquetéis antirretrovirais.

“Mas não podemos falar de ‘cura’ “, acrescentou a cientista. “O acompanhamento foi muito curto”. Um paciente parou de tomar o antirretroviral há sete semanas. O outro já tem 15 semanas. Nenhum vírus ou anticorpo contra o vírus foi encontrado na corrente sanguínea ou nos tecidos desde então. Normalmente, quando um paciente para de tomar o remédio, o vírus retorna geralmente em menos de um mês.

A medula óssea dos pacientes de Boston, onde novas células do sangue são produzidas, foi apenas parcialmente destruída pelas drogas antes que eles recebessem a nova medula de doadores, um processo que tem de 15% a 20% de risco de morte, segundo Timothy Henrich, médico que tem acompanhado os dois pacientes.

Já a medula de Brown foi totalmente destruída pelas drogas e pela radiação em todo o corpo, um procedimento que mata 40% dos pacientes, e que foi feito apenas duas vezes até hoje. A nova medula veio de um doador que era geneticamente compatível e tinha uma mutação rara que torna a pessoa resistente à infecção do HIV. A mutação, conhecida como delta 32, cria células CD4 – as células brancas do sangue que atacam o vírus – em que faltam o receptor CCR5, a “porta” usada pelo vírus para acessar a célula. Os doadores de Boston não tinham esta mutação.

*Com informações do jornal O Globo

aids01O novo diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita, afirmou que está disposto a discutir o uso de antirretrovirais por pessoas que não estão infectadas pelo HIV, como forma de prevenção da doença.

A estratégia é conhecida como pré-exposição. Nesses casos, o remédio funciona como uma proteção, reduzindo o risco de a pessoa se contaminar pelo vírus. Embora estudos já tenham demonstrado a eficácia dessa política, ainda há dúvidas sobre como a estratégia poderia ser adotada em maior escala. ““A terapia pré-exposição ainda não está preconizada, mas não há dúvidas de sua eficácia em todas as populações vulneráveis””, disse o diretor.

Mesquita adiantou que o assunto será considerado pelo governo como um instrumento adicional. “Quero analisar o potencial de sermos mais incisivos na aplicação da ciência para nos tornarmos um dos primeiros países do mundo livre do HIV em um futuro que espero não tão longe”.”

O governo brasileiro se prepara também para liberar o uso de antirretrovirais para portadores de HIV, independentemente da carga viral, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A ideia é ofertar o medicamento para pacientes de populações de maior vulnerabilidade para a doença, como homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo e usuários de drogas. Em outubro do ano passado, a medida já foi liberada para portadores de HIV com vida sexual ativa.

blog_piscandoVermelhoA recomendação é que todos continuem usando preservativos em suas relações. Essa será uma proteção a mais”, afirmou Padilha ao Estado. O tratamento precoce de aids está entre as ferramentas de prevenção adotadas por alguns países.

“Estudos mostram que, ao reduzir de forma significativa a carga viral com os medicamentos, o risco de transmissão para o parceiro cai expressivamente”, disse Padilha.

O uso antecipado do remédio, porém, ficará a critério do paciente. Não há evidências científicas se a antecipação do tratamento traz benefícios para o soropositivo. Mesquita também demonstrou interesse em ampliar o uso de antirretrovirais no País como uma forma de prevenção. O Brasil já faz isso e talvez possamos ampliar ainda mais. De todas as medidas adotadas atualmente para prevenir o HIV, essa é a que tem maior taxa de efetividade”, disse.

Mesquita foi responsável pelo tratamento como prevenção no Vietnã, quando comandava o programa de aids naquele país. “Na época, as pessoas ainda tinham muita timidez em assumir esta posição. Hoje há um claro consenso sobre o tema.”

*Com informações da Exame

vírus hiv_inmagineO Instituto Nacional de Saúde dos EUA (NIH, na sigla em inglês) suspendeu um estudo que testava uma vacina experimental contra o HIV, informou a agência de notícias Reuters nesta quinta-feira (25).

A interrupção ocorreu após um comitê de revisão independente avaliar que a vacina não impede a infecção pelo vírus nem reduz a presença do vírus no sangue.

O teste, que foi iniciado em 2009, é o mais recente de uma série de pesquisas com resultados negativos. Chamado HVTN 505, o estudo envolveu 2.504 voluntários em 19 cidades dos EUA. A pesquisa avaliava homens que fazem sexo com homens e transexuais que fazem sexo com homens.

O comitê de revisão recomendou que nenhuma outra vacina seja aplicada. O Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos EUA, que patrocinou o estudo, disse que vai continuar a acompanhar os participantes do estudo para avaliar melhor os dados experimentais.

blog_piscandoAté o momento, não há vacinas aprovadas para prevenir a infecção pelo vírus da imunodeficiência humana, ou HIV, o vírus que causa a Aids.

 
Fonte: Bem Estar

DVD-on-LAB_divulgação_Royal Institute of TechnologyCriado em 1995, o DVD já foi um pouco de tudo: de símbolo de status a símbolo de falta de intimidade com a internet e seus meios de acessar conteúdo audiovisual nela. Agora, na era do Blu-Ray, talvez os DVDs tenham se tornado menos relevantes e, aproveitando que estão meio de lado, pesquisadores fizeram uma invenção um tanto inusitada: um dispositivo que detecta o HIV rapidamente.

Cientistas adaptaram um aparelho de DVD para que ele se transformasse um microscópio de varredura a laser que pode analisar o sangue com precisão e realizar imagens de celular. De acordo com os pesquisadores da Escola de Biotecnologia do KTH Royal Institute of Technology, da Suécia, o dispositivo “é uma importante ferramenta de análise de DNA, RNA, proteínas e até células inteiras”. Em suma: um teste completo de HIV que não demora mais que alguns minutos para dar o veredito.

Além da velocidade, uma das principais vantagens do aparelho é o preço. Se produzido em massa, cada unidade sairia por 200 dólares. Para se ter uma ideia, a técnica mais utilizada hoje em dia, a citometria de fluxo, costuma ser 150 vezes mais cara que a invenção dos suecos. Isso sem falar no fato de que o DVD é portátil e pode ser manuseado de maneira bem menos complexa que os aparelhos gigantes e convencionais.

Por causa de todas essas características e recursos, o Lab-on-DVD vem sendo encarado como uma ótima alternativa para os cidadãos de países pobres. O estudo foi publicado no site da Nature no dia 27 de março.

 

*Com informações da Revista Galileu e do site Popsci

aids-and-hiv-crosswordTestes caseiros para detectar HIV podem ser uma alternativa para auxiliar no controle da epidemia de aids. Ainda hoje, o estigma e o medo impedem pessoas de comparecer a um centro de saúde para fazer o exame.

A conclusão é de uma revisão de estudos publicada ontem pela revista PloS Medicine. O trabalho, feito na Universidade McGill, no Canadá, levou em conta 21 pesquisas anteriores que avaliaram a estratégia do autoteste em sete países. Ao todo, 12.402 indivíduos participaram.

  • O autoteste, que é feito em casa e detecta a doença pela saliva, teve alta aceitabilidade, índice que variou de 74% a 96%. Entre 61% e 91% dos voluntários declararam preferir o teste caseiro ao feito em unidades de saúde.

O que facilitou a preferência tanto pelo autoteste supervisionado quanto pelo não supervisionado, segundo o estudo, foi “privacidade, anonimato, economia de tempo e conveniência”.

Uma das autoras, Nitika Pant Pai, cita que mesmo na América no Norte a discriminação contra o diagnóstico de HIV ainda é excessivo. “Tanto é que 40% dos pacientes com HIV dos EUA aparecem nos hospitais com uma infecção avançada”, diz.

No Brasil, esse teste não é aprovado. Para Maria Clara Gianna, coordenadora do Programa Estadual de DST/Aids-SP, a estratégia deveria ser testada no País. “Hoje, identificamos como principal estratégia a realização de testes nos serviços de saúde, com acolhimento e orientação.”

Para o infectologista Olavo Henrique Munhoz Leite, da Faculdade de Medicina do ABC, os resultados representam uma quebra de paradigma. “Passamos anos a fio falando da importância do aconselhamento pré-teste. Mas os resultados mostram que as pessoas aderem muito mais fazendo o teste sozinhas em casa.”

Fonte: Agência Estado | Estadão Conteúdo

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