Artigo: Demissão de portadores do vírus HIV, como funciona a lei?
setembro 10, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Corporativa
Artigo: Demissão de portadores do vírus HIV, como funciona a lei?
* Por Luciana Galvão Vieira de Souza
O sistema jurídico não garante expressamente a estabilidade do portador do vírus da AIDS no emprego. No entanto, a justiça tem utilizado garantias constitucionais do direito à vida, ao trabalho e à dignidade para assegurar que esses empregados sejam mantidos ou voltem a fazer parte do quadro de funcionários, quando dispensados.
Tem sido cada vez maior a quantidades de decisões dos tribunais que entendem que a dispensa de funcionários portadores do vírus HIV é arbitrária e discriminatória e determinam a reintegração dos ex-empregados aos quadros das empresas.
Importante frisar que, geralmente, as organizações precisam, inclusive, pagar os salários retroativos desde a dispensa até efetiva reintegração, além de indenização por danos morais.
Isso pelo fato da pessoa não conseguir outro emprego, devido aos transtornos com a perda do direito ao plano de saúde e a falta de meios para comprar os medicamentos utilizados no tratamento e controle da AIDS. Resultado: grande estrago ao caixa da empresa.
No entender dos juízes, em circunstâncias nas quais o trabalhador é portador do vírus HIV e o empregador tem ciência desse fato, o mero exercício imotivado do direito potestativo da dispensa, isto é, dispensa sem justa causa, faz presumir discriminação e arbitrariedade.
Assim, quando há evidência de que a empresa efetivamente tinha conhecimento do estado de saúde do empregado no ato da dispensa, a justiça entende que a empresa tem dever social de reintegrar o portador de HIV.
A manutenção dele no emprego, com direito aos salários, assistência e tratamento médicos, decorre da aplicação de princípios e de garantias fundamentais da própria Constituição.
*Luciana Galvão Vieira de Souza é advogada, especialista em Direito Empresarial. Atua como consultora em planejamento trabalhista, relações do trabalho, direito coletivo e individual, relações sindicais e processual. É sócia da Galvão e Freitas Advogados (São Paulo/SP), integrante da OAB, associada da Associação dos Advogados de São Paulo – AASP, Diretora Jurídica do Grupo de Relações Industriais Sindicais – GRIS, apoiadora e integrante de grupos de RH, palestrante e autora de diversos artigos publicados.
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setembro 2, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Física
A maioria dos casos da epidemia global de AIDS é causada pelo retrovírus humano tipo 1 (HIV-1). No entanto, estudo realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) confirmou a presença de um segundo tipo de vírus da doença no Brasil, o HIV-2.
O vírus foi detectado em 15 pacientes, de diversos Estados brasileiros, todos em situação de coinfecção com o HIV-1.
Desde 1987, pesquisadores discutem a presença do HIV-2 no País, mas a nova pesquisa usou meios mais precisos para a confirmação.
Prevenção
Para o Ministério da Saúde, responsável pelas políticas contra a doença, o estudo tem impacto principalmente sobre a prevenção: o novo vírus reforça a necessidade de uso da camisinha.
A pesquisa aponta o risco de uma pessoa ser infectada duas vezes, pelos dois vírus da AIDS. O que pode ocorrer, por exemplo, na existência de múltiplos parceiros sexuais.
O vírus
O HIV-2 foi detectado pela primeira vez no Senegal, em 1985, tem evolução mais lenta e é menos transmissível. Porém, é resistente a uma das classes de medicamentos contra o outro vírus da AIDS. É epidêmico e endêmico em alguns países da África Ocidental, como Guiné Bissau, Gâmbia, Costa do Marfim e Senegal, entre outros.
Segundo informações da fundação, a OMS (Organização Mundial da Saúde) estimou, em 2008, que a epidemia por HIV-1 atingia 34 milhões de pessoas no mundo, enquanto o HIV-2 seria responsável pela infecção de 2 milhões.
AIDS: Uma descoberta para mudar o futuro…
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agosto 23, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Social
Em lugares muito pobres, como a África, Ásia e até mesmo partes remotas do Brasil, o acesso à saúde não é nem precário, e sim, inexistente.
Por falta de recursos e diagnóstico, pessoas chegam até a morrer sem antes descobrir qual doença têm. Além disso, o acompanhamento laboratorial também é muito caro.
Uma nova técnica está em alta e pode se tornar o mecanismo ideal para diagnósticos de baixo custo: exames médicos com papel.
Como funciona
A simplicidade é um dos fatores que mais chama atenção nesse método apresentado pelo Dr. George Whitesides – chamado de diagnóstico para todos.
O mini papel é capaz de diagnosticar malária, AIDS, tuberculose e outras doenças, ao entrar em contato com uma gota de sangue do paciente. Então os reagentes presentes em cada parte do papel entram em ação deixando o papel colorido de acordo com o respectivo problema, como na foto.
O interessante é que os corantes são pigmentos comuns, como tintas de impressora, o que permite manter os custos de produção bem baixos – por volta de um centavo de dólar cada teste.
O exame pode ser realizado pela própria pessoa, em casa, sem a necessidade de um profissional. Há ainda a possibilidade de enviar uma foto do teste por e-mail ou celular para o médico e ele avaliar desta maneira.
Espera-se que com investimento necessário, o projeto se torne realidade o mais rápido possível. George acredita que os primeiros exames estarão disponíveis a partir do ano que vem.
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julho 22, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Física
Os novos rumos e investimentos para prevenção e tratamento da Aids foram apresentadas durante a 18ª Conferência Internacional sobre a Aids, que teve início na segunda-feira, 18, e termina amanhã, 23, na capital austríaca, Viena.
Acompanhe os principais pontos, pesquisas e avanços apresentados:
TRATAMENTO PRECOCE
O tratamento precoce com o coquetel antiviral reduz em 75% o risco de morte de pacientes com HIV.
A conclusão é de um estudo realizado no Haiti, com 816 soropositivos assintomáticos, com CD4 de 280 por milímetro cúbico de sangue.
Metade do grupo iniciou o tratamento duas semanas após o diagnóstico e a outra metade teve de esperar a contagem de CD4 chegar a 200.
O estudo durou 21 meses e teve de ser interrompido por razões éticas óbvias: o adiamento da terapia havia quadruplicado o risco de morte no grupo que demorou mais para iniciar o tratamento!
O nível de CD4 e o teste de carga viral (que mede quantidade de HIV no sangue) são os exames mais usados para decidir o início da terapia com os antirretrovirais, que inibem a reprodução do HIV.
No Brasil, 43% dos soropositivos iniciam a terapia tardiamente – quando a contagem das células de defesa do organismo (CD4) está muito baixa.
O recente estudo confirma o que outros trabalhos observacionais já tinham constatado: para reduzir as mortes, a terapia deve ser iniciada com o CD4 menor que 350 células por milímetro cúbico de sangue.
Em abril, o Brasil passou a adotar esse critério, a exemplo do que fazem os países europeus. Antes, a terapia era indicada quando o CD4 estava próximo a 200. Nos EUA, o tratamento é iniciado ainda mais cedo, com o CD4 abaixo de 500 ou tão logo a pessoa descubra ser soropositiva.
DIAGNÓSTICO TARDIO
O principal problema no Brasil é o diagnóstico tardio. Cerca de 630 mil brasileiros são portadores do vírus HIV, mas 255 mil ainda não sabem disso, segundo o Ministério da Saúde.
Assim, muitas pessoas procuram ajuda quando já estão doentes ou com CD4 baixíssimo. A maioria dos pacientes descobre o HIV quando procura o serviço de saúde em razão de outra doença.
GRAVIDEZ E AMAMENTAÇÃO
O tratamento antirretroviral desde o início da gravidez e durante o período de amamentação pode reduzir para 5% ou menos o risco de transmissão do vírus HIV da mãe para o filho.
Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), os medicamentos antirretrovirais devem ser usados a partir da 14ª semana de gestação até o final do período de amamentação. Quanto antes o tratamento começar, menos chances há de o feto ou o recém-nascido ser contaminado.
A OMS aconselha que o bebê seja amamentado até o final do primeiro ano de vida. A organização também lembra que mais mulheres precisam fazer testes voluntários de HIV e ser assessoradas antes de terem os primeiros sintomas.
PACIENTES EM TRATAMENTO
A instituição ainda informou que cerca de 5,2 milhões de pessoas soropositivas receberam o tratamento contra o HIV até o final de 2009. No final de 2008 eram 4 milhões.
“Nós estamos muito entusiasmados por esse resultado, é o maior crescimento que vimos em um único ano”, afirma Gottfried Hirnschall, diretor do departamento de HIV/Aids da OMS.
CUSTO ANUAL
A Aliança Internacional HIV/Aids, que reúne grupos de caridade e de combate à doença ao redor do mundo, alertou que o custo anual de combate à epidemia de HIV deve alcançar os 35 bilhões de dólares em 2030 se os governos não investirem corretamente em medidas de prevenção.
O grupo afirmou que o vírus, que já infecta cerca de 33,4 milhões de pessoas no mundo, é uma “custosa bomba relógio” para famílias, governos e doadores.
“Para cada duas pessoas que recebem tratamento, cinco outras são contaminadas. A essa taxa, o gasto com HIV vai subir de 13 bilhões de dólares agora para entre 19 bilhões e 35 bilhões de dólares em um espaço de tempo de 20 anos”, disse Alvaro Bermejo, diretor executivo da aliança.
Os dados mais recentes, de 2008, mostram que o número anual de novas infecções de HIV estava em 2,7 milhões, o mesmo de 2007. Em 2001, a taxa era de 3 milhões.
ESPERANÇA
Cientistas divulgaram a criação de um gel vaginal capaz de reduzir em 39% o risco de contrair o vírus HIV durante relações sexuais, conforme informou o Centre for the AIDS Programme of Research in South Africa (CAPRISA).
O microbicida contém 1% de ‘tenofovir’, conhecido antirretroviral utilizado no combate ao vírus responsável pela Aids, e foi testado em mulheres na África do Sul.
Se outros estudos confirmarem a eficiência do gel, a aplicação prolongada pode evitar 500 mil novas infecções pelo HIV na próxima década no país.
O CAPRISA reuniu 889 mulheres com alto risco de contágio em zonas rural e urbana de KwaZulu-Natal. Noventa e oito pessoas foram contaminadas durante o teste, sendo que 38 delas utilizaram o gel. Outras 60 receberam placebos.
ESPERANÇA 2
Em outra iniciativa, cientistas descobriram dois poderosos anticorpos capazes de bloquear, em laboratório, a maioria das cepas conhecidas do vírus da inumodeficiência humana adquirida (HIV), abrindo potencialmente o caminho para uma vacina eficaz contra a Aids.
Até hoje, a busca por uma vacina contra a infecção continua infrutífera, apesar dos grandes esforços da comunidade internacional e dos recursos empregados.
Mas estes dois antígenos, batizados de VRCO1 e VRCO2, parecem muito promissores, pois impedem a infecção de células humanas em mais de 90% das variedades do HIV em circulação, e com uma eficácia sem precedentes.
Encontrar anticorpos capazes de neutralizar cepas de HIV em todo o mundo foi, até agora, muito árduo, já que o vírus muda constantemente as proteínas que recobrem sua superfície para escapar da detecção do sistema imunológico, destacam os autores destes trabalhos.
Esta capacidade de mutação rápida resultou em um grande número de variações do HIV, mas os virologistas puderam detectar alguns pontos na superfície do vírus que permanecem constantes nas cepas, como as que unem os anticorpos VRCO1 e VRCO2.
INVESTIMENTOS BRASILEIROS
Relatório divulgado pela Unaids (Programa das Nações Unidas para HIV/Aids) elogia a forma como o Brasil lida com a Aids, mas também sugere que o país amplie seus investimentos na prevenção da doença. No país existem 630 mil pessoas contaminadas pela Aids.
“O Brasil deveria aumentar os esforços para atingir o objetivo de acesso universal à prevenção do HIV, considerando que menos de 7% do total de gastos com a Aids são destinados à prevenção”, informa o relatório Panorama Unaids 2010.
O documento, que cita dados referentes ao ano de 2008, informa que o Brasil gastou, naquele ano, US$ 623 milhões (cerca de R$ 1,1 bilhão) com seu programa de Aids.
O relatório afirma ainda que, entre 2003 e 2008, um terço dos novos casos de Aids no Brasil foram diagnosticados somente nos últimos estágios da doença.
COMISSÃO
A ONU (Organização das Nações Unidas) criou uma comissão para promover mudanças na comunicação feita para a prevenção da Aids.
Entre os integrantes, o marqueteiro Nizan Guanaes; o arcebispo Desmond Tutu, ganhador do Prêmio Nobel da Paz; a descobridora do vírus HIV e prêmio Nobel de Medicina Françoise Barré-Sinoussi; os ex-presidentes da França Jacques Chirac e do Chile Michelle Bachelet; o cofundador do Facebook Chris Hughes; e o astro do basquete Magic Johnson.
De acordo com a entidade, o acesso a remédios é essencial, mas uma forte campanha de prevenção é a única forma de frear a epidemia.
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junho 11, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Física
Para ajudar no combate à AIDS, a International Partnership for Microbicides (IPM) está lançando na África um estudo para testar um anel vaginal que libera antirretrovirais, medicamentos que impedem a multiplicação do vírus HIV no organismo em várias etapas de sua reprodução.
O anel vaginal é um método anticoncepcional que consiste em inserir um anel flexível no fundo da vagina, que normalmente libera hormônios.
Para o teste, 280 mulheres saudáveis, sexualmente ativas e soronegativas vão utilizar um anel contendo 25 mg de dapivirine e um placebo – que devem ser substituídos mensalmente durante três meses. O dapivirine já é utilizado para evitar a transmissão da AIDS de mãe para filho.
As participantes do estudo receberão ainda preservativos e aconselhamentos para evitar a doença.
Primeiramente, a pesquisa medirá a capacidade de aceitação do uso do dispositivo. Se os testes de segurança e aceitabilidade forem conclusivos, os anéis passarão por uma fase de testes destinada a medir sua eficácia, podendo ser comercializados em 2015.
O IPM lançou seu estudo em centros de pesquisas do sul e do leste da África, regiões em que a AIDS castiga mais fortemente.
Mais iniciativas contra a doença no Continente Africano
Com a Copa do Mundo, a Organização das Nações Unidas (ONU) quer reforçar a campanha mundial de combate à infecção de bebês com o vírus HIV.
Embaixadores do Programa das Nações Unidas sobre HIV-Aids (Unaids) querem que os capitães das seleções de futebol que vão disputar o Mundial assinem um documento de apoio à prevenção da mortalidade materna e de bebês em decorrência da AIDS.
A iniciativa da ONU tem o apoio do ex-capitão da seleção da Alemanha, Michael Ballack, e do jogador do Togo Emmanuel Adebayor – ambos embaixadores do Unaids.
Jogadores das equipes de Camarões, do Paraguai, do Uruguai e da África do Sul já assinaram o documento.
Números da AIDS
- A AIDS é a principal causa de morte entre mulheres em idade reprodutiva (entre 15 e 44 anos).
- A cada 90 minutos quase 80 recém-nascidos são infectados com o vírus no mundo.
- Em 2008, 430 mil bebês foram infectados, sendo 90% na África Subsaariana.
*Informações das Nações Unidas no Brasil e da Organização Mundial da Saúde (OMS).
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junho 2, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Corporativa
O que já era irregular na administração pública, agora também foi proibido no setor privado. As empresas privadas não podem exigir dos funcionários exame de HIV nem para admissão, nem em consultas periódicas.
A medida foi baseada no Programa de Direitos Humanos e também na Lei nº 9.029, que proíbe a exigência de atestados de esterilização ou de gravidez em mulheres que ingressam na empresa.
Apesar de editada pelo Ministério do Trabalho, a proibição já estava prevista no Programa Nacional dos Direitos Humanos, lançado no final do ano passado.
É importante lembrar que são permitidas campanhas corporativas que estimulem os funcionários a ter controle da própria saúde, inclusive saber se estão contaminados pelo vírus da AIDS.
O que não pode é impor o teste. O resultado do exame também é de total privacidade da pessoa.
No Brasil, a estimativa é de que pelo menos 630 mil estão infectados com o vírus HIV. Muitas vezes, os portadores levam uma vida normal e a doença não apresenta nenhum sintoma.
Sua empresa promove debates sobre prevenção de doenças? Dê a sugestão! A temática é importante para ser discutida com empresários.
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maio 7, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Espiritual
Versículo: Regozijai-vos sempre. Orai sem cessar. Em tudo, dai graças,
porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco. 1 Tessalonicenses 5:16-18
Pensamento: Onde seu coração reside? Este é o assunto desses versículos? São
sobre aonde passamos a maior parte do tempo com os nossos corações.
Há uma ciência constante na sua vida que Deus está presente? Ou
Deus está presente na sua conveniência e se ausenta quando você
está ocupado ou sente que está tudo bem? A alegria vem ao saber que
nunca estamos sozinhos. A oração é a conversa contínua que temos,
Espírito para Espírito, filho ao Aba, humano com Deus.
Agradecimento e alegria são os lembretes que temos sido abençoados,
mesmo apesar do que as circunstâncias implicam.
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maio 5, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Física
Planejamento é essencial. Existem datas e condições clínicas bastante específicas que portadoras de HIV devem seguir; como e quando as chances de transmissão do vírus diminuem na reprodução natural.
A informação e acompanhamento médico podem fazer toda a diferença para quem não tem acesso a outros métodos: em 2008, por volta de 3.000 mulheres soropositivas engravidaram e a maioria estava em tratamento com o antirretroviral, medicamento contra o vírus.
O Ministério da Saúde elaborou um documento para alertar que se a gravidez for bem planejada pelo casal na melhor fase clínica do tratamento da AIDS, o risco de contágio tanto para o bebê, como para o parceiro, não desaparece, mas chega a quase zero.
“Todas as brasileiras que queiram ter filhos os tenham em condições seguras para si e para seus bebês.”
José Gomes Temporão, ministro da Saúde
Quais são as condições necessárias? Não são poucas, mas possíveis. É preciso estar com o CD4 (células de defesa) elevado, carga viral indetectável, não ter outras doenças crônicas, não ter infecções do trato genital e planejar a data para quando estiver no período fértil.
Após a relação desprotegida, o documento recomenda que o parceiro sem o vírus tome os antirretrovirais como prevenção. Se a mulher for soropositiva, ela deverá continuar tomando o antirretroviral durante a gravidez, e o bebê também tomará no primeiro mês de vida. Fora isso, a criança não pode ser amamentada.
OMS
Recomendações da Organização Mundial da Saúde: No caso de a mulher ser HIV positivo e o homem não, a melhor opção é a autoinseminação. No caso do homem ter a doença, sugere-se a reprodução assistida.
O documento do Ministério quer atingir àqueles que não têm condições financeiras para os tratamentos, que são caros.
*Este artigo conta com informações da Folha de SP
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março 30, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Social
Agora virou moda! Desde o comentário “infeliz” do BBB Marcelo Dourado sobre a transmissão do vírus HIV, o Ministério da Saúde investigou e descobriu várias irregularidades e informações errôneas quando o assunto é AIDS.
Foram encontradas em algumas cartilhas, por exemplo, informações como:
Sintomas da AIDS
- sapinho na boca e na garganta;
- língua inchada;
- diarréia durante mais de um mês;
- perda da memória e da capacidade intelectual.
Bem, as informações acima poderiam – vejam bem – PODERIAM - ser aceitas na década de 80, e não nos dias atuais. Ah, esqueci de dizer que entre os grupos de risco estão os tatuados e hemofílicos.
Gente, o assunto é sério e merece atenção. Disseminar informações ultrapassadas quando o assunto é saúde não é nada legal. Para Ivo Brito, um dos diretores de DST / AIDS do Ministério da Saúde:
“A informação é um dos pilares mais importantes para que as pessoas adotem práticas sexuais mais seguras. Quando a informação é segura e sem contradições, a assimilação é fácil. Mas, quando há materiais como esse gerando contrainformação, as pessoas ficam confusas e nosso trabalho é prejudicado”.
E para que os internautas do Blog da Saúde não se deixem enganar, lembramos que basta um clique para obter as informações e orientações corretas. Quer saber mais? Clique aqui!
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março 9, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Física
Recentemente falamos sobre a tuberculose. Um estudo realizado pela Fiocruz em parceria com instituição americana apontou que portadores do vírus HIV são os mais prejudicados com o diagnóstico de tuberculose.
Só no Rio de Janeiro, no período de um ano 32,4% das mortes de soropositivos foram devido à doença. O estudo também levantou que no Brasil o número de óbitos é maior devido à velha mania de procurar tratamento tarde demais.
No Brasil a média de novos casos de tuberculose por ano ultrapassa os 90 mil casos. Portanto, se você achava que bastava vacina BCG quando era bebê está enganado.
Tuberculose pega?
Sim. Ela pode ocorrer por meio das secreções respiratórias – tosse e espirro - e por gotículas de saliva. Quem está contaminado elimina milhares de bacilos no ambiente ao tossir. Eles podem ser inalados por pessoas saudáveis e contaminá-las.
“Ao longo de nossa vida o melhor remédio para qualquer doença
é a visita regular ao médico e o cultivo dos bons hábitos.”
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março 2, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
Cientistas interessados no desenvolvimento de princípios ativos de medicamentos de alto custo contra a AIDS terão incentivo financeiro para realizar as pesquisas. O anúncio foi feito pelo Secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Reinaldo Guimarães. O edital também tem apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia.
O dinheiro para as pesquisas será do Fundo Nacional da Saúde e Setorial de Saúde. De acordo com o secretário, “fazemos vários medicamentos, mas o princípio ativo vem de fora. Queremos empresas nacionais produzindo.”
*Com informações do jornal o Estado de São Paulo.
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fevereiro 24, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Física
Segundo dados de 2007, cerca de 33 milhões de pessoas vivem com AIDS no mundo*. A doença é provocada pelo vírus do HIV que ataca as células de defesa do corpo e deixa o organismo mais frágil. Por conta disso o soropositivo fica mais suscetível a doenças.
Para deixar o organismo mais forte, os pacientes têm que tomar antirretrovirais que impedem a multiplicação do vírus do HIV no corpo, evitando que doenças oportunistas – aquelas que aproveitam da debilidade do sistema imunológico para se desenvolver –, como a tuberculose, se manifestem nesses pacientes.
Um alerta da FDA
Segundo a FDA (Food and Drug Administration, agência que regula medicamentos e alimentos nos EUA) dois tipos de antirretrovirais, o saquinavir e o ritonavir, aumentam os riscos de pacientes soropositivos terem problemas cardíacos.
A agência ainda não tem como confirmar a relação do uso dessas drogas com os riscos cardíacos, mas alerta os médicos e pacientes quanto essa possibilidade.
Segundo os médicos, a medicação não pode ser interrompida, apenas substituída em alguns casos.
Aqui no Brasil, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) está acompanhando o caso, mas alerta que os riscos cardíacos são menores que os benefícios do tratamento.
*Dados do Estadão.com, especial do dia 6 de Agosto de 2008
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fevereiro 17, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Física
Se você fosse capaz de mudar o futuro como Evan no filme “Efeito Borboleta” o que você mudaria?
O ser humano ainda não tem o mesmo poder da ficção, mas a ciência está provando a cada dia que pode mudar o futuro da medicina.
AIDS
Atualmente, cerca de 630 mil pessoas sofrem com a AIDS no Brasil. Campanhas de conscientização do uso da camisinha em relações sexuais são realizadas o tempo todo, e mesmo assim os casos não param de crescer no mundo.
Além disso, a cura ainda não foi descoberta pela medicina, somente um coquetel de remédios pode ajudar o soropositivo a prolongar o seu tempo de vida. Mas uma descoberta de cientistas americanos pode fazer com que no futuro seja diferente.
Antigamente, os cientistas achavam que os glóbulos brancos – que fazem parte do sêmen, junto com os espermatozóides e o plasma seminal – eram os responsáveis pela transmissão do vírus para o seu parceiro, pois são eles que costumam ser atacados pelo HIV que deposita seus genes no DNA dos glóbulos brancos.
Diante dos estudos, os cientistas descobriram que o transmissor do vírus são os RNAs– moléculas parecidas com o DNA – que ficam flutuando no sêmen. Elas que carregam o material genético do HIV. Isso foi comprovado através da comparação de genes das células presentes na vesícula seminal com os glóbulos brancos da corrente sanguínea, que possuíam uma pequena diferença.
Como os cientistas agora sabem qual parte do sêmen que transmite o vírus do HIV, eles poderão desenvolver vacinas e medicamentos que previnam a transmissão da AIDS.
“O futuro reserva muitas coisas boas, e a ciência mostra, através de suas descobertas, que
um mundo sem doenças não é impossível. Por enquanto faça a sua parte e previna-se!”
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