Otimismo: Dia Mundial de Luta Contra a AIDS
dezembro 1, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias, Saúde Física
Hoje, 1º de dezembro, Dia Mundial de Luta Contra a AIDS, especialistas e associações recordam que, desde o início da epidemia, cerca de 30 milhões de pessoas já morreram no mundo por causa da doença. Em 2010, no entanto, há certo otimismo com a redução de novas infecções, os novos tratamentos contra a doença e os meios adicionais para prevenir a transmissão.
As novas transmissões, por exemplo, reduziram 19% desde 1999, alcançando a cifra de 2,6 milhões no ano passado, segundo a UnAIDS. Além disso, hoje o acesso aos tratamentos se ampliaram: mais de 5,2 milhões de pessoas tiveram acesso a antirretrovirais nos países em desenvolvimento, quando em 2004 não chegavam aos 700.000 beneficiários.
No entanto, o diretor executivo da UnAIDS, Michel Sidibé, recorda que 10 milhões de pessoas continuam à espera de um tratamento e os avanços obtidos até agora são muito frágeis por causa da situação financeira mundial. Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 630 mil brasileiros vivem com HIV em todo o País – desses, 255 mil não sabem que estão infectados.
Desde a descoberta
Já são 30 anos desde a descoberta do vírus, nos Estados Unidos e na França. Depois das promessas de cura nos anos 1980 e muito esforço e investimentos em pesquisas,
vários medicamentos antiretrovirais (ARVs) zeram a carga viral, afastando a capacidade do vírus abrir as portas do organismo para infecções oportunistas, com ganhos na qualidade de vida dos portadores, que levam uma vida quase normal.
Porém, o saldo atual que é ainda não temos uma vacina realmente eficaz, embora 30 estejam em testes.
Gel e uso de antirretrovirais são esperanças no combate à AIDS
Um dos métodos mais promissores hoje é a utilização dos antirretrovirais em pessoas não infectadas. Um estudo realizado por 11 centros de pesquisa de Brasil, Peru, Equador, Estados Unidos, África do Sul e Tailândia mostrou que o uso profilático do antirretroviral Truvada (que reúne as substâncias emtricitabina e tenofovir) pode reduzir o risco de infecção pelo vírus HIV em até 94,9%. Atualmente, o medicamento é usado apenas para o tratamento de pessoas já infectadas pelo vírus, mas não está disponível no Brasil.
Também está se ensaiando um gel microbicida que cria uma “esperança para toda uma geração de mulheres”. Publicado em julho passado, o estudo realizado pelo centro Caprisa em mulheres sul-africanas demonstrou que um gel vaginal microbicida a base de Tenofovir (um antirretroviral) reduz em 39% o índice de infecção sexual.
Pesquisadores franceses e canadenses falam ainda de um tratamento ‘a la carte’, ou seja, administrável quando a pessoa (homossexual masculino) for manter uma atividade sexual.
Além das experiências com animais, outros dados médicos apoiam esta estratégia: desde 1994 já foram utilizados com êxito os antirretrovirais para reduzir o risco de transmissão do vírus da mulher grávida a seu filho e nos casos de exposição acidental ao vírus (por exemplo, usando uma agulha contaminada).
Os tratamentos (triterapêuticos) que reduziram espetacularmente a mortalidade nas pessoas infectadas pelo HIV também reduzem as quantidades de vírus no sangue e no esperma, o que contribui para limitar seu contágio.
Por fim, outra boa notícia é que uma pesquisa do Instituto de Métrica e Avaliação de Saúde da Universidade de Washington revela que as nações ricas quadruplicaram o financiamento de programas de saúde nos países pobres entre 1990 e 2010, fundamentalmente graças à maior conscientização da necessidade de lutar contra o HIV/AIDS.
Dificuldade
Mas, o que torna o HIV tão diferente e difícil de ser controlado mesmo com as tecnologias mais avançadas do século 21 e todo o conhecimento de microbiologia?
P problema é que o vírus possui altíssimas taxas de mutação, algumas prejudiciais a ele mesmo, capazes de torná-lo até mesmo menos virulento em algumas situações. Em outras, no entanto, o HIV se torna resistente aos medicamentos existentes.
“Em qualquer das situações, ele acaba ‘escapando’ dos alvos das vacinas, pela mudança estrutural de suas proteínas”, explica o médico infectologista do Hospital 9 de Julho, Dr. Gustavo Johanson.
Na opinião de Johanson, o HIV (vírus da imunodeficiência humana) ainda é um capítulo em aberto na história da medicina e da humanidade. Por hora, segundo ele, não temos muito o que escolher, ou seja, temos que insistir na prevenção à infecção, no tratamento, caso a pessoa já esteja contaminada, com os medicamentos existentes.
“A vacina ideal ainda não chegou, ou seja, aquela capaz de criar imunidade suficiente para impedir a infecção de maneira rápida e eficaz ao se deparar com o HIV” , conmpelta.
Atraso no diagnóstico
Entre os desafios do combate à AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) no Brasil, está o atraso no diagnóstico da doença. Para o presidente do Fórum de Organizações Não Governamentais (ONGs) AIDS do Estado de São Paulo, Rodrigo de Souza Pinheiro, ainda faltam informações e campanhas nesse sentido.
De acordo com Pinheiro, o Estado cumpre seu papel de certa forma, mas ainda há muitos desafios. “Um deles é a questão do diagnóstico tardio, muitas pessoas ainda demoram para ser diagnosticadas. Deveríamos ter mais campanhas, mais serviços que pudessem atender e conscientizar a população a fazer o teste de HIV”, afirma.
Segundo ele, outro grande desafio é a inclusão de pessoas soropositivas na sociedade. “O preconceito com as pessoas que convivem com HIV/AIDS é muito grande. Uma das questões que temos trabalhado é para que realmente venha a diminuir essa questão do preconceito e da discriminação”.
Geração de crianças livre de HIV é meta possível
Uma geração de bebês poderá nascer livre da AIDS caso a comunidade internacional intensifique seus esforços para dar acesso universal à prevenção contra o HIV, ao tratamento e à proteção social, defende a Organização das Nações Unidas (ONU).
Um relatório da Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) indicou que milhões de mulheres e crianças, especialmente nos países pobres, são negligenciadas pelos serviços de HIV por causa do seu gênero, de seu status econômico ou social, da localização ou da educação.
Embora crianças tenham se beneficiado do progresso substancial da luta contra a doença, afirma o documento, é preciso fazer mais para garantir que todas as mulheres e crianças tenham acesso aos medicamentos e serviços de saúde destinados a evitar a transmissão do HIV de mãe para filho.
De acordo com os dados mais recentes da ONU, 370 mil crianças nasceram com o HIV em 2009, a grande maioria delas na África. Apenas pouco mais de metade de todas as grávidas infectadas pelo HIV (53%) obtiveram as drogas necessárias para evitar a transmissão de mãe para filho em 2009, em comparação com os 45% de 2008.
“10 Mitos e 1 Verdade: a AIDS existe. Previna-se”
Para marcar o Dia Mundial de Luta Contra a AIDS, o Instituto Kaplan – Centro de Estudos da Sexualidade Humana promove hoje, com o apoio do Laboratório Abbott, uma ação nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Recife.
A campanha espera atrair principalmente os jovens para chamar a atenção aos “mitos” da doença e conscientizar as pessoas sobre a importância da prevenção. Na ocasião, também haverá distribuição de informativos à população.
Neste sábado, 4, a entrega de material explicativo será ampliada para outras oito cidades do País: São José dos Campos, Salvador, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Cuiabá, Vitória e Florianópolis. O Parque do Ibirapuera, na capital paulista, também vai participar. A campanha conta com o apoio das Sociedades de Infectologia Brasileira, Paulista, Pernambucana, Riograndense e do Rio de Janeiro.
10 mitos:
1. HIV e AIDS são a mesma coisa;
2. Não é preciso se preocupar com a AIDS porque já existe tratamento;
3. Quem é HIV positivo não precisa fazer sexo seguro;
4. Sexo oral não transmite HIV;
5. Um casal virgem não corre risco de pegar HIV;
6. Quem tem parceiro fixo não precisa usar camisinha;
7. Quem tem HIV não pode ter filhos;
8. A AIDS pode ser transmitida pelo beijo;
9. O teste de HIV só deve ser feito quando há suspeita de AIDS;
10. Quem tem HIV desenvolverá AIDS, inevitavelmente.
E a única verdade é:
1.A AIDS existe. Previna-se e não se esqueça de falar com seu médico.
“Os avanços da medicina têm permitido uma melhora na qualidade de vida dos soropositivos.
No entanto, o que precisa evoluir é a questão do preconceito e da discriminação!”![]()
- SP: Mutirão de testes gratuitos de HIV até 1º de dezembro
*Com informações de agências de notícias.
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setembro 2, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Física
A maioria dos casos da epidemia global de AIDS é causada pelo retrovírus humano tipo 1 (HIV-1). No entanto, estudo realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) confirmou a presença de um segundo tipo de vírus da doença no Brasil, o HIV-2.
O vírus foi detectado em 15 pacientes, de diversos Estados brasileiros, todos em situação de coinfecção com o HIV-1.
Desde 1987, pesquisadores discutem a presença do HIV-2 no País, mas a nova pesquisa usou meios mais precisos para a confirmação.
Prevenção
Para o Ministério da Saúde, responsável pelas políticas contra a doença, o estudo tem impacto principalmente sobre a prevenção: o novo vírus reforça a necessidade de uso da camisinha.
A pesquisa aponta o risco de uma pessoa ser infectada duas vezes, pelos dois vírus da AIDS. O que pode ocorrer, por exemplo, na existência de múltiplos parceiros sexuais.
O vírus
O HIV-2 foi detectado pela primeira vez no Senegal, em 1985, tem evolução mais lenta e é menos transmissível. Porém, é resistente a uma das classes de medicamentos contra o outro vírus da AIDS. É epidêmico e endêmico em alguns países da África Ocidental, como Guiné Bissau, Gâmbia, Costa do Marfim e Senegal, entre outros.
Segundo informações da fundação, a OMS (Organização Mundial da Saúde) estimou, em 2008, que a epidemia por HIV-1 atingia 34 milhões de pessoas no mundo, enquanto o HIV-2 seria responsável pela infecção de 2 milhões.
AIDS: Uma descoberta para mudar o futuro…
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