Circuncisão masculina pode ajudar a prevenir HIV
julho 25, 2011 por Paula Sanches
Em: Saúde Física
É a primeira vez que um estudo mostra que a implementação desse procedimento é eficaz em nível comunitário na prevenção da Aids.
O estudo, do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), realizado no município de Orange Farm, na África do Sul, mostrou uma redução de 55% na prevalência do HIV e uma redução de 76% na incidência do HIV em homens circuncidados.
Para que fique claro, prevalência mede quantas pessoas estão doentes; incidência mede quantas pessoas tornaram-se doentes. Ambos os conceitos envolvem espaço e tempo – quem está ou ficou doente num determinado lugar numa dada época.
Aumento da prática
Durante o estudo, serviços de circuncisão gratuitos oferecidos a todos os homens com mais de 15 anos de idade resultaram em 20 mil circuncisões ao longo de um período de três anos, em Orange Farm, que tem cerca de 110 mil habitantes.
O UNAIDS destacou que muitos países africanos apoiam fortemente o aumento da circuncisão masculina. O Quênia assumiu a liderança, proporcionando a circuncisão masculina voluntária para 290 mil homens nos últimos três anos, principalmente na província de Nyanza.
O Governo da Suazilândia, que tem a maior taxa de prevalência do HIV no mundo – 26% dos adultos com idades entre 15 a 49 anos – lançou recentemente um plano para oferecer a circuncisão médica masculina voluntária a 152.800 homens nessa faixa etária.
Métodos combinados
“Para atingir o objetivo de zero novas infecções pelo HIV, o UNAIDS recomenda fortemente uma combinação de métodos preventivos do HIV, que incluem o uso correto e consistente de preservativos masculinos e femininos; espera para iniciar a vida sexual; menos parceiros; circuncisão médica masculina; e garantia que o máximo de pessoas possível com necessidade de terapia antirretroviral tenham acesso a esta”, destaca a agência.
Todas as informações foram divulgadas pela ONU Brasil.
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agosto 23, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Social
Em lugares muito pobres, como a África, Ásia e até mesmo partes remotas do Brasil, o acesso à saúde não é nem precário, e sim, inexistente.
Por falta de recursos e diagnóstico, pessoas chegam até a morrer sem antes descobrir qual doença têm. Além disso, o acompanhamento laboratorial também é muito caro.
Uma nova técnica está em alta e pode se tornar o mecanismo ideal para diagnósticos de baixo custo: exames médicos com papel.
Como funciona
A simplicidade é um dos fatores que mais chama atenção nesse método apresentado pelo Dr. George Whitesides – chamado de diagnóstico para todos.
O mini papel é capaz de diagnosticar malária, AIDS, tuberculose e outras doenças, ao entrar em contato com uma gota de sangue do paciente. Então os reagentes presentes em cada parte do papel entram em ação deixando o papel colorido de acordo com o respectivo problema, como na foto.
O interessante é que os corantes são pigmentos comuns, como tintas de impressora, o que permite manter os custos de produção bem baixos – por volta de um centavo de dólar cada teste.
O exame pode ser realizado pela própria pessoa, em casa, sem a necessidade de um profissional. Há ainda a possibilidade de enviar uma foto do teste por e-mail ou celular para o médico e ele avaliar desta maneira.
Espera-se que com investimento necessário, o projeto se torne realidade o mais rápido possível. George acredita que os primeiros exames estarão disponíveis a partir do ano que vem.
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junho 11, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Física
Para ajudar no combate à AIDS, a International Partnership for Microbicides (IPM) está lançando na África um estudo para testar um anel vaginal que libera antirretrovirais, medicamentos que impedem a multiplicação do vírus HIV no organismo em várias etapas de sua reprodução.
O anel vaginal é um método anticoncepcional que consiste em inserir um anel flexível no fundo da vagina, que normalmente libera hormônios.
Para o teste, 280 mulheres saudáveis, sexualmente ativas e soronegativas vão utilizar um anel contendo 25 mg de dapivirine e um placebo – que devem ser substituídos mensalmente durante três meses. O dapivirine já é utilizado para evitar a transmissão da AIDS de mãe para filho.
As participantes do estudo receberão ainda preservativos e aconselhamentos para evitar a doença.
Primeiramente, a pesquisa medirá a capacidade de aceitação do uso do dispositivo. Se os testes de segurança e aceitabilidade forem conclusivos, os anéis passarão por uma fase de testes destinada a medir sua eficácia, podendo ser comercializados em 2015.
O IPM lançou seu estudo em centros de pesquisas do sul e do leste da África, regiões em que a AIDS castiga mais fortemente.
Mais iniciativas contra a doença no Continente Africano
Com a Copa do Mundo, a Organização das Nações Unidas (ONU) quer reforçar a campanha mundial de combate à infecção de bebês com o vírus HIV.
Embaixadores do Programa das Nações Unidas sobre HIV-Aids (Unaids) querem que os capitães das seleções de futebol que vão disputar o Mundial assinem um documento de apoio à prevenção da mortalidade materna e de bebês em decorrência da AIDS.
A iniciativa da ONU tem o apoio do ex-capitão da seleção da Alemanha, Michael Ballack, e do jogador do Togo Emmanuel Adebayor – ambos embaixadores do Unaids.
Jogadores das equipes de Camarões, do Paraguai, do Uruguai e da África do Sul já assinaram o documento.
Números da AIDS
- A AIDS é a principal causa de morte entre mulheres em idade reprodutiva (entre 15 e 44 anos).
- A cada 90 minutos quase 80 recém-nascidos são infectados com o vírus no mundo.
- Em 2008, 430 mil bebês foram infectados, sendo 90% na África Subsaariana.
*Informações das Nações Unidas no Brasil e da Organização Mundial da Saúde (OMS).
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