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SP antecipa e amplia campanha de vacinação contra febre amarela

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo vai antecipar e ampliar a campanha de imunização contra a febre amarela, com a meta de imunizar 8,3 milhões de pessoas ainda não vacinadas. O início será em 29 de janeiro, última segunda-feira do mês.

Haverá ‘Dias D’ nos sábados 3 e 17 de fevereiro, data prevista para encerramento da campanha. Durante o período, o Governo do Estado pretende vacinar moradores de 54 cidades que residem em áreas ainda não alcançados pelo vírus, mas que estão receptivas, pois integram os corredores ecológicos. A finalidade é proteger a população preventivamente. Nos ‘Dia D’, os postos de saúde dos municípios envolvidos estarão abertos em regime especial para atender a população.

O 54º município incluído foi São Caetano do Sul e outros doze municípios que teriam vacinação em bairros específicos agora serão contemplados em sua totalidade, para cidadãos que não receberam a vacina até o momento. Serão alcançadas as regiões da Grande São Paulo, Vale do Paraíba e Baixada Santista (confira abaixo a lista de municípios). Todos os recortes foram definidos por critérios epidemiológicos após análises técnicas e de campo feitas pelo CVE (Centro de Vigilância Epidemiológica/Divisão de Zoonoses) e Sucen (Superintendência de Controle de Endemias) em locais de concentração de mata.

Na capital, onde as estratégias de vacinação têm sido desenvolvidas desde o ano passado, a campanha visa imunizar 2,5 milhões de pessoas que residem em distritos previamente definidos das zonas Leste e Sul (Capão Redondo, Cidade Tiradentes, Grajaú , São Mateus, entre outros).

A campanha será realizada com dose fracionada da vacina, conforme diretriz do Ministério da Saúde. O frasco convencionalmente utilizado na rede pública poderá ser subdividido em até cinco partes, sendo aplicado assim 0,1 mL da vacina. Estudos evidenciam que a vacina fracionada tem eficácia comprovada de pelo menos oito anos. Estudos em andamento continuarão a avaliar a proteção posterior a esse período. As carteiras de vacinação terão um selo especial para informar que a dose aplicada foi a fracionada.

Cerca de 6,3 milhões de doses da vacina fracionada serão disponibilizadas para as pessoas ainda não imunizadas que residem nos locais definidos pela campanha. Quem já tomou uma dose da vacina, mesmo se fizer parte destes municípios incluídos na campanha, não precisará se vacinar novamente.  A vacina aplicada até o momento (dose padrão) tem validade para a vida toda, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde).

“Decidimos antecipar e a ampliar a campanha de vacinação para proteger a população contra a febre amarela. Pessoas ainda não vacinadas e que residem em locais onde ainda não há circulação do vírus receberão a dose fracionada, que é segura e tem eficácia comprovada. Em quinze dias de campanha, queremos triplicar o número de pessoas vacinadas no Estado de São Paulo”, destaca o secretário de Estado da Saúde, David Uip.

A campanha também prevê a oferta de 2 milhões de doses padrão, que serão disponibilizadas para crianças com idade entre nove meses e dois anos incompletos, pessoas que viajarão para países com exigência da vacina, grávidas residentes em áreas de risco e portadores de doenças crônicas – como diabéticos, cardiopatas e renais crônicos, por exemplo.

Deverão consultar o médico sobre a necessidade da vacina os portadores de HIV positivo, pacientes com tratamento quimioterápico concluído, transplantados, hemofílicos ou pessoas com doenças do sangue e de doença falciforme.

Não há indicação de imunização para grávidas que morem em locais sem recomendação para vacina, mulheres amamentando crianças com até 6 meses e imunodeprimidos, como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticoides em doses elevadas (como por exemplo Lúpus e Artrite Reumatoide). Em caso de dúvida, é fundamental consultar o médico.

Nas demais áreas do Estado de São Paulo onde já há vacinação em razão da circulação do vírus a imunização seguirá com a vacina padrão.

 

Município População-alvo
DIADEMA 365.124
MAUA 396.690
RIBEIRAO PIRES 105.651
RIO GRANDE DA SERRA 41.503
SANTO ANDRE 623.152
SAO BERNARDO DO CAMPO 707.474
SÃO CAETANO 94.435
BERTIOGA 46.251
CUBATAO 104.440
GUARUJA 275.974
ITANHAEM 85.935
MONGAGUA 45.537
PERUIBE 57.847
PRAIA GRANDE 260.175
SANTOS 333.561
SAO VICENTE 317.339
CACAPAVA 79.433
IGARATA 6.804
JACAREI 198.278
JAMBEIRO 5.366
MONTEIRO LOBATO 3.978
PARAIBUNA 16.549
SANTA BRANCA 12.466
SAO JOSE DOS CAMPOS 566.323
CARAGUATATUBA 89.603
ILHABELA 25.689
SAO SEBASTIAO 58.288
UBATUBA 74.237
APARECIDA 33.222
ARAPEI 2.448
AREIAS 3.675
BANANAL 9.715
CACHOEIRA PAULISTA 28.388
CANAS 4.507
CRUZEIRO 72.051
CUNHA 21.530
GUARATINGUETA 93.274
LAGOINHA 4.475
LAVRINHAS 6.623
LORENA 77.075
NATIVIDADE DA SERRA 6.549
PINDAMONHANGABA 138.567
PIQUETE 13.955
POTIM 20.158
QUELUZ 11.248
REDENCAO DA SERRA 3.745
ROSEIRA 9.721
SAO BENTO DO SAPUCAI 0
SAO JOSE DO BARREIRO 4.036
SAO LUIS DO PARAITINGA 10.013
SILVEIRAS 5.832
TAUBATE 253.003
TREMEMBE 42.025
CAPITAL 2.500.000
TOTAL 8.373.937

 

Uma iniciativa científica internacional busca eliminar a dengue. O projeto foi trazido da Austrália para o Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e pretende usar a bactéria Wolbachia como uma alternativa natural, segura e autossustentável. O projeto faz parte do programa internacional “Eliminar a Dengue: Nosso Desafio”, que também realiza estudos na Austrália, Vietnã, Indonésia e Colômbia.

Veja como o método funciona:

O Brasil enfrenta no momento uma grave epidemia de microcefalia. De outubro até janeiro foram registrados 4.180 mil casos suspeitos de malformação do cérebro de bebês, com 68 mortes. O governo federal afirma que medidas já são realizadas para combater o Aedes aegypti e não faltarão recursos para exterminar este problema.

Eliminação dos criadouros

A ação mais importante, segundo o Ministério da Saúde, é combater o mosquito por meio da eliminação dos criadouros.

Veja como você pode colaborar:

contraaedes

Proteção

Além disso, é importante se proteger do mosquito:

  • Use repelente;
  • Usar calças compridas e meias com cano alto;
  • Colocar tela mosqueteira nas janelas.

Vacina, soro e medicamentos

O Instituto Evandro Chagas (PA), o Instituto Butantã (SP) e a produtora de vacinas Bio-Manguinhos estão trabalhando para desenvolver uma vacina, um soro e medicamentos eficazes contra o zika vírus.

De acordo com o MS, estes institutos estão trocando informações com laboratórios estrangeiros, principalmente nos Estados Unidos, para desenvolver medicamentos contra a microcefalia.

 

Vamos fazer a nossa parte para ajudar a combater este mal!

Com o feriado de carnaval, muitas famílias aproveitam para viajar. No entanto, é preciso tomar alguns cuidados para evitar que o Aedes aegypit (mosquito que transmite Dengue, Chikungunya e Zika Vírus) se prolifere na sua casa que permanecerá fechada durante algum tempo.

O assessor da Superintendência de Vigilância Epidemiológica, Ambiental e Saúde do Trabalhador da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Fernando Campos Avendanho, destaca que a “recomendação aos viajantes é de que, antes de saírem de suas casas, façam uma vistoria detalhada dentro de casa e nos quintais com o objetivo de eliminar os recipientes ou tampar totalmente qualquer reservatório que possa acumular água parada e servir como criadouro do mosquito”, explica.

Vale lembrar que o verão, estação do ano em que as temperaturas são mais altas e as chuvas mais frequentes, oferece as condições ideais à proliferação do mosquito. Por isso, é importante reforçar os cuidados para eliminar os criadouros do Aedes aegypti e evitar a transmissão das doenças.

Ciclo de Reprodução do mosquito

“Do ovo, passando pela fase larvária até chegar à forma adulta, o ciclo de reprodução do mosquito pode variar de 5 a 10 dias em condições ideais, como acontece nesta época chuvosa e de calor do ano. A fêmea do mosquito deposita seus ovos na parede interna dos reservatórios e estes podem permanecer viáveis por aproximadamente um ano. Assim que o ovo entra em contato com a água ele eclode e inicia o ciclo”, explica Fernando.

Ainda de acordo com Fernando, “a ação mais efetiva para se evitar a transmissão de zika, chikungunya ou dengue é eliminar os focos do Aedes aegypti. Pesquisas mostram que cerca de 80% dos focos do mosquito estão nos domicílios”. Dessa forma, é indispensável que toda a população se mobilize e, cada um faça a sua parte no combate ao Aedes Aegypti.

Confira o que fazer em casa antes de viajar:

- Cuidado especial no armazenamento e destinação do lixo, mantendo-o em recipiente fechado e disponibilizando-o para recolhimento pela Limpeza Urbana;

- Jamais descarte o lixo ou qualquer outro material que possa acumular água no quintal de casa, no quintal de vizinhos, na rua ou em lotes vagos. Caixas de leite, latinhas, garrafas e similares, é recomendável retirar o fundo para descartar;

- Mantenha a caixa d’água sempre limpa e totalmente tampada;

- Mantenha as calhas livres de entupimentos para evitar represamento de água nas mesmas;

- Elimine os de vasos de plantas e bebedouros de animais;

- Mantenha piscinas devidamente tratadas e tampadas.

Fonte: Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais

Entra ano e sai ano, a recomendação é uma só: não deixe acumular água parada em casa, na escola ou no trabalho. São nestes locais que o mosquito Aedes aegypti encontra um local propício para a transmissão de Dengue, Chikungunya e Zika Vírus. Para sensibilizar a população sobre a importância de reservar um tempinho para fazer uma vistoria para eliminar qualquer possibilidade de foco destas doenças, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) lançou a campanha “10 Minutos Contra a Dengue”.

Esta nova abordagem é fruto de uma pesquisa elaborada pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), no Rio de Janeiro, que foi inspirada em uma estratégia adotada em Cingapura, no Sudeste Asiático. Ao reservar dez minutos semanais para a limpeza das residências, os moradores daquela localidade conseguiram controlar o Aedes aegypti e, com isso, eliminar possíveis criadouros.

“Temos que ter em mente que não se trata de uma ação unilateral, de responsabilidade apenas do poder público. A participação da população é fundamental nesse processo, uma vez que elas podem auxiliar com a mobilização e com as atividades de controle, inclusive estando atenta aos criadouros do vetor em seus domicílios”, explica o superintendente de Vigilância Epidemiológica, Ambiental e Saúde do Trabalhador da SES-MG, Rodrigo Said.

Sintomas

Com quatro sorotipos diferentes, a Dengue pode ser adquirida mais de uma vez, mesmo que a pessoa já tenha contraído a doença. Trata-se de uma doença infecciosa febril que dura um pouco mais de uma semana. O diagnóstico da Dengue se dá através de exame clínico no consultório médico no qual o profissional realiza a Prova do Laço e faz o pedido laboratorial para um exame de sangue no paciente.  A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que a pessoa com Dengue tome muito líquido para evitar desidratação e só use medicamentos com recomendação médica.

Já a Chikungunya é uma doença viral, muito comum em algumas regiões da África, causada pelo vírus CHIKV, da família Togaviridae. Na fase aguda, os sintomas são febre alta, dor muscular, exantema (erupção na pele), conjuntivite e dor nas articulações (poliartrite). No Brasil, o Aedes aegypti e o Aedes albopictus, mosquitos transmissores da dengue e da febre amarela, são vetores em potencial da doença.

E, por último, o Zika Vírus provoca uma doença com sintomas muito semelhantes ao da Dengue, febre amarela e Chikungunya. De baixa letalidade, a chamada febre zika causa febre baixa, hiperemia conjuntival (olhos vermelhos) sem secreção e sem coceira, artralgia (dores nas articulações) e exantema maculo-papular (manchas ou erupções na pele com pontos brancos ou vermelhos), dores musculares, dor de cabeça e dor nas costas. A doença tem um período de incubação de aproximadamente quatro dias até os sintomas começarem a se manifestar e os sinais e sintomas podem durar até sete dias. Abaixo, confira alguns cuidados simples que evitam a transmissão:

# Mantenha o quintal, a varanda, o porão ou o terraço da casa limpos e sem água parada para evitar os possíveis criadouros: nada de manter pratinhos de plantas com água, garrafas pet ou qualquer objeto que facilite o acúmulo de água;

# Dê um cuidado especial ao armazenamento e destinação do lixo. Jamais descarte qualquer outro material que possa acumular água no quintal de casa, no quintal de vizinhos, na rua ou em lotes vagos. Latas, caixas de leite e similares, é recomendável retirar o fundo para descartar;

# Mantenha as calhas livres de entupimentos para evitar represamento de água nas mesmas;

# Mantenha limpos e escovados os bebedouros de animais domésticos. É importante a água ser trocada diariamente;

# Mantenha piscinas devidamente tratadas;

# Cuidados extras para reservatórios de água: caixas de água devem estar bem tampadas e vedadas. Se optar em armazenar água das chuvas, é importante que tampe bem os recipientes.

Fonte: Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais

Este verão promete ser o mais quente e com maior quantidade de chuvas, em comparação com os outros anos. A combinação destes dois fatores resulta no aumento do número de reservatórios potenciais para a reprodução do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão das doenças Dengue, Zika Vírus e Chikungunya.

Por esta razão, é importante seguir as seguintes recomendações:

  • Retire todos os pratinhos das plantas;
  • Não deixe garrafas, pneus e outros objetos com água parada;
  • Mantenha a tampa fechada nas caixas d’água, no vaso sanitário e na máquina de lavar;
  • Se estiver estocando água em baldes, mantê-los tampados também;
  • Limpe a caixa d’água a cada 6 meses;
  • Retire semanalmente o reservatório de água atrás da geladeira;
  • Use mosqueteiro nas janelas;
  • Passe repelente diariamente.

Prevenir é a melhor maneira de acabar com os focos do mosquito e evitar a transmissão das doenças.

Vacina contra a dengue

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro da primeira vacina contra a dengue no Brasil na última segunda-feira (28).

Denominada Dengvaxia®, a vacina permite o combate somente contra a dengue, de forma a não proteger contra os vírus chikungunya e zika.

O produto ainda não está disponível no mercado. Apenas em 2016, o medicamento deverá ser vendido no país.

Para saber mais sobre a nova vacina, acesse: http://www.brasil.gov.br/saude/2015/12/primeira-vacina-contra-a-dengue-tem-registro-aprovado

Neste sábado (6), São Sebastião, no litoral de São Paulo, terá o Dia D contra o mosquito Aedes Aegypti, transmissor da Dengue e do Chikungunya. O objetivo é eliminar os focos de criadouro do mosquito.

A iniciativa da Sesau (Secretaria de Saúde), visa esclarecer a população sobre os perigos causados pelo Aedes. Para trabalhar esse da de mobilização, a pasta promoverá um mutirão de recolhimento de criadouros em bairros estratégicos em parceria com a Seadre (Secretaria das Administrações Regionais), além da panfletagem em forma de pedágio e stands em Maresias.

Confira a programação:

Dia D de Combate a Dengue e Chikungunya

Recolhimento de criadouro em bairros prioritários

Costa Sul 

Boracéia

Boiçucanga

Região Central

Topolândia

Olaria

Itatinga

Panfletagem nos stands informativos

Costa Sul

Boracéia

Maresias (stand no Circuito Brasileiro Universitário de Surf 2014)

Juquehy

Boiçucanga

Costa Norte

Canto do Mar

Região Central

São Francisco

Pontal da Cruz

Arrastão

Centro

Barequeçaba

Serviço: O “Dia D de Combate a Dengue e Chikungunya” acontecerá das 8h30 às 12h.

Para combater a reprodução do Aedes aegypti e, consequentemente, reduzir a transmissão da dengue, a empresa Oxitec produz mosquitos machos inférteis.

Ao serem soltos no ambiente, as fêmeas não conseguem reproduzir. Desta forma, cai o número de casos de dengue. Os mosquitos transgênicos não oferecem risco ao ambiente nem à população. 

Um teste feito na cidade de Jacobina, na Bahia, resultou na diminuição de 79% da população selvagem do mosquito da dengue em 6 meses. Isto promoveu a proteção de 1500 moradores do bairro Pedra Branca.

A empresa britânica responsável, Oxitec, é pioneira no controle de insetos transmissores de doenças e causadores de danos. Ela instalou a primeira fábrica no Brasil nesta terça-feira (29), na cidade de Campinas.

Assim, que aprovado e autorizado pela Anvisa e pelo governo, o projeto será implantado no país.

denguecartazConsiderada um dos principais problemas de saúde pública de todo mundo, a dengue é uma doença infecciosa febril transmitida por meio do mosquito Aedes aegypti. De acordo com números divulgados na última terça-feira (19) pelo Ministério da Saúde, foram notificados neste ano 1,4 milhão de casos prováveis de dengue no país. O levantamento, realizado entre outubro e novembro, identificou que 157 municípios estão em situação de risco de dengue e outros 525 em alerta.

Neste cenário destaca-se o Dia Nacional de Combate à Dengue, importante aliado no conjunto de ações para a prevenção da doença, que foi comemorado neste último sábado, 23. Esta data foi instituída pelo Governo com o objetivo de mobilizar iniciativas e a participação da sociedade para combate ao vetor da doença. No geral, os sintomas da dengue são inespecíficos, mas a população deve ficar atenta à febre alta, dor de cabeça, dores atrás dos olhos e nas articulações, perda de apetite, além de pequenas manchas avermelhadas pelo corpo e coceira. “As pessoas também devem se atentar para náuseas, vômitos, desmaios e dor abdominal no período que cessar a febre, pois podem ser sinais de gravidade da doença”, explica a médica emergencialista do Instituto Corpore, Dra Roberta Pietrobom Augusto.

Se diagnosticado, o tratamento da doença é feito por meio de hidratação de 80ml/kg/dia, com soros de reidratação e líquidos como água e sucos, repouso e uso de medicamentos para aliviar as dores. Além disso, antiinflamatórios e ácido acetilsalicílico (substância presente em remédios como aspirina e AAS) devem ser evitados já que favorecem as hemorragias.

A disseminação da dengue acontece principalmente do verão até o mês de maio, quando há maior incidência de chuvas. Mas a dengue se combate todos os dias. Água limpa e parada, chuvas frequentes e temperaturas elevadas são combinações perfeitas para os criadouros do mosquito. A dificuldade de erradicação da doença se dá pela fácil proliferação, já que a fêmea vive em média 40 dias e pode colocar cerca de 450 ovos, em qualquer época do ano, todos em condições de resistir por mais de um ano à espera de água para eclodir.

blog_piscandoAssim, torna-se muito importante que cada um faça a sua parte, mantendo suas casas livres do foco do mosquito e participando de iniciativas de conscientização. Participe! Inspecione regularmente a sua casa, oriente seus familiares, amigos e vizinhos a fazerem o mesmo.

De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira, 5,7 milhões de brasileiros vivem nos 77 municípios que correm risco de surto de dengue. Os dados integram o Levantamento Rápido do Índice por Aedes aegypti (LIRAa), uma pesquisa que analisou a infestação do mosquito nos imóveis de 1.239 cidades de todo o país — dos municípios pesquisados, 375 estão em situação de alerta e 787 em situação satisfatória.

O Ministério classifica um município como em situação de risco quando mais do que 3,9% dos imóveis pesquisados apresentam larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. Quando esse índice fica entre 1% e 3,8%, considera-se a cidade como em estado de alerta e, quando a incidência é menor do que 1%, a região está em situação satisfatória.

Jundiaí foi o único município do estado de São Paulo classificado como em situação de risco. Cidades como Guarujá, Bauru e Presidente Prudente estão entre as regiões paulistas que se encontram em estado de alerta. A capital paulista foi classificada com índice de infestação satisfatório. No estado do Rio de Janeiro, nenhum município foi classificado como em situação de risco, mas a capital se encontra em estado de alerta.

O levantamento ainda mostrou que os principais focos de criação do mosquito da dengue variam de acordo com cada região do país. No Nordeste, por exemplo, 73,6% das larvas de Aedes aegypti se concentram em reservatórios de água. No Sudeste, por outro lado, o principal foco são os depósitos domiciliares (59,2%) e, na região Sul, no lixo (46,5%). As regiões Centro-Oeste e Norte têm uma distribuição mais homogênea entre esses três criadouros.

EPIDEMIA

De acordo com os dados apresentados pelo Ministério da Saúde, o número de casos de dengue registrados entre janeiro e início de novembro de 2012 caiu 22% em relação ao mesmo período do ano anterior. Neste ano, foram 565.510 casos da doença contra 727.803 em 2011. A maior redução foi observada no Amazonas (93%).

Por outro lado, houve um aumento de casos de dengue nos estados de Roraima (56%), Tocantins (17%), Piauí (20%), Rio Grande do Norte (19%), Pernambuco (75%), Rio de Janeiro (11%), Sergipe (34%) e Bahia (30%). As maiores elevações ocorreram em Alagoas (239%) e no Mato Grosso (479%).

Casos graves — Segundo o levantamento, os casos graves diminuíram de 2011 para 2012. Entre janeiro e novembro desse ano, foram 3.774 casos graves da doença contra 10.507 no mesmo período do ano anterior — uma queda de 64%. A maior redução foi observada no estado do Amazonas (96%), seguido por Acre (94%), Roraima (94%) Paraná, (93%), São Paulo (83%), Espírito Santo (78%) e Rio de Janeiro (76%). Houve aumento do número de casos graves de dengue em estados da região Centro-Oeste. Só no Mato Grosso, o aumento foi de 291% — passando de 46 para 180 casos graves.

MORTALIDADE

A quantidade de mortes por dengue registradas em 2012, de 247 óbitos, teve uma redução de 49% em comparação a 2011, quanto 481 pessoas morreram em decorrência da doença. A cidade que registrou o maior número de óbitos foi o Rio de Janeiro, mas foi o Nordeste a região brasileira que concentrou a maior quantidade de óbitos. Amapá, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e o Distrito Federal não tiveram nenhuma morte por dengue neste ano.

“Os dados mostram que nós estamos no caminho certo. Conseguimos um cenário de redução de casos e óbitos com uma estratégia de enfrentamento da dengue: não apenas ir atrás do mosquito, mas ainda uma melhoria da assistência básica, capacitação dos profissionais, aprimoramento das ações e informatização dos dados de vigilância epidemiológica”, diz o ministro da saúde Alexandre Padilha.

Os dados foram divulgados junto com o lançamento da nova Campanha Nacional de Combate à Dengue, cujo slogan é “Dengue é fácil combater, só não pode esquecer”. O foco das ações realizadas até o final de dezembro é mobilizar a população a praticar medidas simples de prevenção contra o Aedes aegypti. A partir de janeiro, o Ministério quer incentivar a população a reconhecer os sinais e sintomas da doença e quais as principais medidas que devem ser adotadas pela população, em caso de suspeita.

Fonte: Veja

O Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) revela que 48 municípios brasileiros estão em situação de risco para ocorrência de surto da dengue, sendo que 23 deles estão no nordeste.

Os cuidados para a não proliferação do mosquito devem começar desde já, uma vez que em dezembro ainda há tempo para eliminar os criadouros. De janeiro a maio é considerado o período epidêmico, no qual os cuidados devem continuar e somado a eles a atenção para a possível necessidade de acompanhamento médico, caso apareçam os sintomas.

O Ministério da Saúde acompanhará de perto a evolução da dengue nos estados e municípios e contará com mais uma ferramenta para monitoramento da doença por meio das redes sociais, chamada de Observatório da Dengue. O mapa revelou que 4,6 milhões de pessoas vivem em áreas de risco para epidemia de dengue, mas este cenário pode ser revertido se as pessoas adotarem bons hábitos e agirem como fiscais dos focos do mosquito.

Criadouros por região

Norte: Abastecimento de água 34,8%; Depósitos domiciliares 20,8%; Lixo 44,4%
Nordeste: Abastecimento de água 72,1%; Depósitos domiciliares 18,6%; Lixo 9,3%
Sudeste: Abastecimento de água 29,7%; Depósitos domiciliares 46,9%; Lixo 23,4%
Centro Oeste: Abastecimento de água 42,3%; Depósitos domiciliares 27,9%; Lixo 29,8%
Sul: Abastecimento de água 20%; Depósitos domiciliares 34,5%; Lixo 45,5%

Foram 561 municípios pesquisados. O relatório aponta, ainda, que 236 cidades estão em alerta e 277 possuem índice satisfatório. Até o final de novembro, foram notificados 742.364 casos suspeitos de dengue em todo o país. Em comparação com o mesmo período do ano passado, houve uma redução de 25%.

Tipos do vírus

A Dengue possui quatro sorotipos de vírus (DENV 1, DENV 2, DENV 3 E DENV 4). As atividades de vigilância virológica em 2011, destacam o predomínio da circulação do sorotipo DENV 1 no país.

Foram constatadas, porém, uma circulação importante dos tipos DENV 2 e DENV 4. Esse cenário, associado às condições ambientais, que permitem a manutenção do mosquito Aedes aegypti, alerta para a possibilidade de persistência da transmissão em níveis elevados do vírus no verão de 2012.

Informações detalhadas sobre a incidência de criadouros do mosquito Aedes aegypti e o percentual de notificações dos casos, por região, podem ser obtidas aqui.

Para saber mais:

- Inseticidas combatem o mosquito da dengue?

O verão aproxima-se e traz consigo os fatores ideais para a proliferação do mosquito da dengue: calor e chuva. Outras pragas domésticas também encontram o ambiente perfeito no típico verão brasileiro.

A Proteste resolveu testar os inseticidas em aerossol para ver se as marcas cumprem o que alegam. Boas notícias! Todos os produtos testados matam o mosquito da dengue, e um, em especial, mata até mesmo as larvas do mosquito.

Resultados

Na avaliação contra o mosquito da dengue, todas as marcas testadas eleminaram 100% dos mosquitos em menos de 24 horas. São elas: Fort, Baygon, Raid Protector, Raid Multi, Raid Casa & Jardim, Mat Inset, Jimo Anti-Set, Mortein, SBP Mosquito da Dengue, SBP Multi Inseticida, SBP Casa & Jardim, SBP Citronela, SBP Eucalipto.

Mas vale destacar que o Jimo Anti-Inset e o Mortein Power Guard Multi Ação levaram 20 minutos para matá-los, tempo suficiente para que eles transmitam a doença.

Eficaz contra as larvas do Aedes aegypti

Como o Mat Inset Mata Dengue é o único produto disponível no mercado que afirma matar as larvas do mosquito transmissor da dengue, a Proteste avaliou sua eficácia separadamente.

O produto levou cinco minutos para eliminar 50% dos mosquitos e 24 horas para matar todos eles. Ao testarem seu desempenho para eliminar as larvas, passadas 24 horas, todas elas estavam mortas. Logo, o produto é realmente eficaz contra o mosquito da dengue e suas larvas. E pode ser uma boa opção para jardins, onde é mais comum ocorrer acúmulo de água.

Mas lembre-se: não é apenas com inseticida que se combate o Aedes aegypti. Você não pode facilitar a formação de criadouros do mosquito, deixando a água parada.

Para saber o resultado da ação dos inseticidas sobre a barata rasteira, a barata voadora e a mosca, veja o estudo completo.

O verão aproxima-se e o período é propício para a proliferação dos mosquitos da dengue. Isto é, se nós deixarmos.

Só em São Paulo, um mapeamento do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) e da Sucen (Superintendência de Controle de Endemias), apontou 283 (43%) dos municípios paulistas como de risco alto ou muito alto para a ocorrência de dengue no próximo verão.

A classificação levou em conta fatores como histórico de transmissão da doença e índices de infestação de larvas do Aedes aegypti, por exemplo. Por enquanto, ainda não está disponível a vacina contra a doença, mas os testes têm sido animadores.

Vacina contra a dengue

As novidades e os desafios no desenvolvimento da vacina contra a dengue serão apresentados durante a 13ª Jornada Nacional e 3ª Jornada Paulista de Imunizações, entre os dias 26 e 29 de outubro, em São Paulo.

Segundo informações do médico e professor de pediatria Luiz Carlos Rey, somente uma das vacinas que estavam sendo desenvolvidas passou para a fase 3, ou fase de testes clínicos.

“Todas as pesquisas clínicas com outras vacinas atenuadas contra dengue foram descontinuadas nas fases 1 ou 2. Há outras vacinas em vias de serem produzidas, tanto vivas (manipuladas geneticamente) quanto inativadas, entretanto elas irão demorar um pouco mais para chegar à fase 3”, adiantou o médico, que participa do evento da SBIm no dia 29 de outubro.

Os resultados dos estudos clínicos têm sido animadores, já que demonstram imunização duradoura após a aplicação de três doses da vacina, e baixa capacidade reatogênica (geração de efeitos colaterais). Os estudos estão sendo realizados em países do sudeste da Ásia e da América Latina como México, Porto Rico, Honduras, Colômbia e Brasil.

“A vacina deve chegar ao mercado em 2015”, antecipa Luiz C. Rey. Para o próximo verão, as previsões de uma epidemia de grandes proporções são assustadoras. O vírus do tipo 1 voltou depois de 20 anos. No início deste ano, apareceu pela primeira vez o do tipo 4.

Estados em que é preciso redobrar o alerta

O relatório do Ministério da Saúde 2010-2011 aponta os estados com risco muito alto da doença: Rio de Janeiro, Amazonas, Amapá, Maranhão, Piauí, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Sergipe e Bahia. Onde há risco alto são os estados do Pará, Mato Grosso, Tocantins, Minas, Espírito Santo, São Paulo e Paraná.

No início de 2011, os casos graves da doença no Nordeste, a segunda região mais populosa do país, foram 16% do total nacional, sendo que em Pernambuco foram registrados 116 casos, no Ceará 109 e no Rio Grande do Norte 74.

De acordo com Luiz C. Rey, que é pesquisador associado do Instituto de Biomedicina da Universidade Federal do Ceará, o estado ficou durante décadas com o sorotipo DEN-2 e depois com o DEN-3. “O sorotipo 4 ainda não tem importância epidemiológica por aqui, ele limita-se ao Norte”, disse.

Números da doença no NORDESTE

Em 2009 o Ceará foi um dos estados mais atingidos por epidemias de dengue. Em 2010 e 2011 o número TOTAL de casos reduziu e com isso diminuiu também a entrada do vírus 1. Entretanto, a incidência da doença vem aumentando em Fortaleza – o número de casos em 2011 já é cinco vezes maior que o registrado em 2010, quando foram confirmados 27.618 casos. Atualmente a cidade é responsável por 70% dos casos e metade dos óbitos por dengue no estado.

Um dos principais problemas de saúde pública no mundo

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que entre 50 a 100 milhões de pessoas se infectem anualmente em mais de 100 países de praticamente todos os continentes (a exceção é o continente europeu). Cerca de 550 mil doentes necessitam de hospitalização e 20 mil morrem em consequência da doença.

É importante lembrar que o objetivo da vacina é fazer a prevenção do adoecimento, uma vez que a redução da circulação do mosquito Aedes aegypti está a cargo da população por meio de medidas educativas incentivadas pelas políticas públicas.

Para o médico Renato Kfouri, presidente da SBIm Nacional, “o controle da transmissão do vírus da dengue se dá essencialmente no âmbito coletivo e exige um esforço de toda a sociedade”, afirma. Ele considera ainda prioridade prevenir sempre, uma vez que não existe nenhuma evidência técnica de que a erradicação do mosquito seja possível em curto prazo.

O médico Luiz Carlos Rey (CE) faz palestra no dia 29/10 com o tema Dengue e as novas perspectivas de vacinas, durante as Jornadas de Imunizações da SBIm, que já falamos por aqui.

Torcemos para que este modo de erradicação seja eficaz. Saiba o que acontece com este mosquito geneticamente modificado quando solto no ambiente.

O mosquito Aedes aegypti modificado gera filhotes que não chegam à fase adulta. Os cientistas misturam material genético de drosófilas (aquelas moscas que ficam nas frutas), ao do mosquito.

A transformação faz com que seus filhotes produzam uma proteína que causa sua morte ainda no estágio larval ou de pupa (a fase de casulo). Os pesquisadores já estão soltando essa versão transgênica do inseto em bairros de Juazeiro (BA).

Trabalho no laboratório

Os embriões são produzidos pela Biofábrica Moscamed, em Juazeiro (BA), e identificados com um marcador fluorescente. Por diferença de tamanho em relação às fêmeas, os machos – que alimentam-se de néctar e sucos vegetais – são isolados antes da fase adulta, quando serão liberados no ambiente.

Eles serão soltos em cinco bairros da cidade. Lá, concorrerão para procriarem com as fêmeas, o que, em longo prazo, deve reduzir a população local dos insetos.

A previsão é de liberação de 50 mil mosquitos por semana nesses locais, e a conclusão do estudo está prevista para 18 meses após o início do procedimento.

Os primeiros 10 mil mosquitos já foram soltos no começo da semana, no bairro de Itaberaba. Amanhã, serão liberados mais 8.000 no mesmo local. A Malásia aderiu a mesma prática recentemente.

Será que a medida tem algum risco?

Não há chance de aumentar a incidência da dengue, já que os mosquitos machos não se alimentam de sangue, por isso não transmitem a doença, e sua única função é copular com as fêmeas – informações da bióloga Margareth Capurro, coordenadora da iniciativa.

Em relação ao possível desequilíbrio ambiental, Capurro afirma também ser praticamente nulo. O A. aegypti não é nativo do Brasil e encontrou um ambiente ideal porque não possui predadores naturais por aqui.

“Os mosquitos transgênicos vivem por aproximadamente sete dias e não deixam descendentes. Para retirá-los da população de insetos do local, basta parar de abastecê-la com novos indivíduos.”

Sem a modificação, o ovo do mosquito da dengue precisa de apenas uma semana para se tornar adulto e transmitir a doença.

Apesar de mais caro, o procedimento pode substituir inseticidas e larvicidas, reduzindo o lançamento de possíveis poluentes no ambiente.

“O que essas substâncias fazem é selecionar indivíduos resistentes, que não morrem com os produtos”, aponta a bióloga.

A iniciativa é coordenada pela bióloga Margareth Capurro, pesquisadora da USP, e foi aprovada pela CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança).

*Via FSP

Nos últimos meses, o Brasil registrou os primeiros casos do vírus chikungunya, transmitido pelo mesmo mosquito da dengue, o Aedes aegypti.

Ao todo, foram identificados três casos: dois em São Paulo e um no Rio de Janeiro, entre agosto e outubro. Todos, de acordo com o Ministério da Saúde, contraíram o vírus no exterior – dois na Índia e um na Indonésia. Os pacientes já estão recuperados.

Sobre a doença

Em referência à aparência curvada dos pacientes, o nome chikungunya significa “aqueles que se dobram” em suaíli, um dos idiomas falados na Tanzânia, onde foi documentada a primeira epidemia da doença, entre 1952 e 1953. Hoje, ele está presente principalmente na África e no Sudeste asiático.

Além do Aedes aegypti, o vírus também pode ser transmitido por outro mosquito bem menos comum no Brasil, o Aedes albopictus. Um paciente pode transmitir o vírus a um mosquito que picá-lo até cinco dias depois do período de incubação (que dura de três a sete dias). Não há transmissão de uma pessoa para outra.

Sintomas

Os principais sintomas da doença são febre alta e fortes dores nas articulações das mãos e dos pés (em alguns casos, também nos dedos, tornozelos e pulsos). Podem ocorrer ainda dores de cabeça e nos músculos, além de manchas vermelhas na pele.

Em 30% dos casos o paciente não apresenta nenhum sintoma!

O vírus pode afetar pessoas de qualquer idade ou sexo, mas os sinais tendem a ser mais intensos em crianças e idosos. Pessoas com doenças crônicas têm mais chance de desenvolver formas graves da doença.

Quem tem chikungunya uma vez, fica imune a uma nova infecção pelo vírus.

Tratamento

O tratamento é à base de paracetamol, anti-inflamatórios e corticoides. De acordo com o Ministério da Saúde, a letalidade da doença é muito pequena, próxima a zero. Em uma epidemia na Índia, por exemplo, que atingiu 1,3 milhão de pessoas em 2006, não foram registrados casos de morte.

As pessoas costumam se recuperar em até dez dias após o início dos sintomas. No entanto, dores e inchaços nas articulações podem perdurar por alguns meses. Nesses casos, é necessário acompanhamento médico.

Diagnóstico

Por enquanto, só o instituto Evandro Chagas, no Pará, tem reagentes para fazer o diagnóstico no Brasil. Para incluir mais laboratórios, o governo pediu aos Estados Unidos um exemplar do vírus para produzir o reagente. A partir do envio do material, um kit para o diagnóstico fica pronto em até um mês.

Atenção! Pessoas com dores nas articulações, que voltaram recentemente do Sudeste asiático e da África, devem procurar um médico! É fundamental não tomar medicamentos por conta própria. A automedicação pode mascarar sintomas, dificultar o diagnóstico e agravar o quadro do paciente.

Importado

O coordenador do Programa de Combate à Dengue do Ministério da Saúde, Giovanini Coelho, afirmou que o vírus ainda não circula no Brasil, já que todos os casos registrados são importados. No entanto, ele não descarta a possibilidade de isso acontecer, uma vez que há circulação de Aedes aegypti em todas as regiões do país.

O principal temor é que alguém que trouxe o vírus seja picado pelo mosquito, iniciando uma transmissão em larga escala.

Monitoramento

Para orientar os profissionais de saúde sobre o vírus inédito, o ministério deve começar a distribuir nas próximas semanas a unidades do SUS (Sistema Único de Saúde) um guia com orientações sobre a doença elaborado pela Opas (Organização Pan-Americana de Saúde).

Além disso, a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde anunciou ontem (8) que o Programa Nacional de Controle da Dengue passará a monitorar também os registros do chikungunya.

Prevenção

Como chikungunya é transmitida por mosquitos, é fundamental que as pessoas reforcem as medidas de eliminação dos criadouros. Elas são iguais as recomendadas para o controle da dengue: não deixar água parada em recipientes como garrafas, vasos de plantas e pneus, além de manter tambores e caixas d’ água bem tampados.

Medidas de eliminação de focos do mosquito foram intensificadas nas áreas próximas à residência e ao local de atendimento dos casos registrados.

De acordo com o último Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (Liraa), divulgadas esta semana pelo Ministério da Saúde, vinte e quatro municípios em sete diferentes estados brasileiros têm risco de surto de dengue. Nessas cidades, há registros de larvas de mosquitos em mais de 4% de residências pesquisadas.

Pernambuco tem o maior número de cidades em risco: são dez em todo o estado. No município de Afogados de Ingazeira, por exemplo, o índice de infestação é de  11,7% das casas.

O Rio Grande do Norte aparece em seguida, com quatro municípios em situação crítica. Bahia e Minas Gerais têm três cidades na lista. No Acre são duas e no Amazonas e em Rondônia, uma. Duas capitais também estão entre os municípios com situação crítica: Porto Velho e Rio Branco.

Além dos municípios com risco de surto de dengue, 154 cidades estão em situação de alerta, inclusive 14 capitais. Nestas cidades, o índice de presença de mosquitos atinge entre 1% e 3,9% das casas.

O ministério recebeu dados de 370 municípios.

MUNÍCPIOS QUE LIDERAM O RANKING

MUNICÍPIO
ESTADO
Índice LIRAa 2009
Índice LIRAa 2010
Afogados da Ingazeira
PE
-
11,7
Ceará-Mirim
RN
-
11,4
Bezerros
PE
-
10,2
Itabuna
BA
10,7
9,1
São Miguel
RN
-
8,5
Serra Talhada
PE
-
8,2
Ouricuri
PE
-
7,2
Rio Branco
AC
3,9
6,5
Ilhéus
BA
4,7
6,3
Floresta
PE
-
5,7
Santa Cruz de Minas
MG
-
5,5
Governador Valadares
MG
5,1
5,4
Santa Cruz do Capibaribe
PE
-
5,4
Simões Filho
BA
3,2
5,3
Timbaúba
PE
-
4,9
Humaitá
AM
-
4,8
Mossoró
RN
4,2
4,6
Araripina
PE
-
4,6
Porto Velho
RO
2,6
4,4
Pesqueira
PE
-
4,4
Caicó
RN
-
4,2
Camaragibe
PE
2,7
4,1
Caetanópolis
MG
-
4,0
Epitaciolândia
AC
3,4
4,0

.

14 CAPITAIS EM SITUAÇÃO DE ALERTA

CAPITAL
Índice LIRAa 2009
Índice LIRAa 2010
Salvador
2,6
3,5
Cuiabá
-
3,4
Palmas
4,3
2,7
Rio de Janeiro
2,9
2,4
Maceió
1,8
2,4
Belém
1,8
1,9
Recife
1,6
1,9
Goiânia
2,5
1,6
Aracaju
1,5
1,6
Manaus
1,4
1,5
Boa Vista
1,0
1,4
Fortaleza
1,0
1,2
Vitória
1,5
1,2
Natal
1,0
1,0

*Com informações da Agência Brasil.

Nova avaliação nacional das informações sobre infestação por larvas do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue, revela:

– 15 municípios estão em risco de surto da doença no Brasil. São 11 no Nordeste, três no Norte e um no Sudeste. Nessas cidades, mais de 3,9% dos imóveis pesquisados apresentam larvas do Aedes aegypti.

MUNICÍPIO ESTADO Índice LIRAa 2009 Índice LIRAa 2010
Afogados da Ingazeira PE - 11,7
Ceará-Mirim RN - 11,4
Bezerros PE - 10,2
São Miguel RN - 8,5
Serra Talhada PE - 8,2
Rio Branco AC 3,9 6,5
Ilhéus BA 4,7 6,3
Floresta PE - 5,7
Simões Filho BA 3,2 5,3
Mossoró RN 4,2 4,6
Porto Velho RO 2,6 4,4
Caicó RN - 4,2
Camaragibe PE 2,7 4,1
Caetanópolis MG - 4,0
Epitaciolândia AC 3,4 4,0
* Fonte: Ministério da Saúde.

– Com índices entre 1% e 3,9%, outros 123 municípios estão em situação de alerta, dos quais 11 capitais (Salvador, Palmas, Rio de Janeiro, Maceió, Recife, Goiânia, Aracaju, Manaus, Boa Vista, Fortaleza e Vitória). Essas cidades merecem total atenção, pois qualquer descontinuidade nas ações de controle pode alterar o quadro para situação de risco.

Levantamento

Este é o resultado parcial do Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) 2010, que inclui a participação de 425 cidades. Ano passado, foram 169.

Do total de municípios previstos para este ano, 300 já enviaram as informações ao Ministério da Saúde até o momento. Em outras 118 cidades, o estudo está em andamento* – e sete inicialmente previstas decidiram não realizar o levantamento.

Quem está livre?

Segundo o levantamento, 162 cidades apresentam índice satisfatório, inferior a 1%, entre elas dez capitais: São Paulo, Macapá, São Luís, Teresina, João Pessoa, Brasília, Campo Grande, Porto Alegre, Florianópolis e Belo Horizonte.

“Dengue – Se você agir, podemos evitar”

Para tentar conter os índices, o Ministério da Saúde lançou ontem, 11, a nova campanha nacional “Dengue – Se você agir, podemos evitar”. Cartazes e folderes serão distribuídos. O governo já destinou R$ 1 bilhão para ações de controle da doença, incluindo aquisição de equipamentos, medicamentos e a campanha na mídia.

“Em algumas regiões, o problema é lixo, em outras é água, em outros está dentro de casa. Todos os gestores têm instrumentos que vão permitir mapear a situação por bairro”, informa o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.

A campanha traz uma mensagem mais direta à população sobre a gravidade da dengue e sobre da participação de todos na eliminação de criadouros do mosquito.

“Cada vez mais, precisamos difundir a idéia de que dengue não é um problema só da saúde e nem só dos governos. Se a comunidade não se envolver, e se não houver a articulação com outros setores, continuaremos enfrentando aumento de casos e de mortes por dengue no Brasil”, afirma o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Gerson Penna.

O governo está investindo no desenvolvimento de uma vacina contra a dengue. No entanto, apesar de o protótipo já estar sendo testado, a vacina não estará disponível entre pelo menos 3 e 5 anos.

Mortes e casos notificados

O número de mortes por dengue no Brasil passou de 312 de 1º de janeiro a 16 de outubro de 2009 para 592 no mesmo período de 2010, o que representa um aumento de quase 90%, de acordo com o Ministério da Saúde.

As notificações também cresceram 90%: de 489.819 no ano passado para 936.260 em 2010.

Tipo 1

O Ministério da Saúde alega que a volta da circulação do tipo 1 da doença contribuiu para esse aumento. De acordo com o governo, em quase todos os Estados grande parte da população não tem imunidade a esse sorotipo. A dengue tipo 1 predominou no País no fim da década de 90.

*Belém, Natal, Curitiba e Cuiabá ainda estão consolidando os dados.

O verão se aproxima e não podemos deixar de lado questões relativas ao bem estar geral para aproveitar da melhor forma a estação mais esperada do ano.

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro começou a fazer sua parte para combater os focos do mosquito Aedes aegypti com o uso de veículos fumacê. Estará presente em 47 bairros onde há maiores índices de infestação.

É a primeira vez que o País utiliza o fumacê fora de uma epidemia de dengue, informa a prefeitura.

A jornada começou ontem em comunidades de Jacarepaguá e será somada a outras ações como vistoria em casas para revelar os focos. Neste ano, de acordo com a secretaria, foram vistoriados 120 mil imóveis e eliminados 28 mil focos.

Sabe-se que para que todas as iniciativas sejam eficazes é preciso que cada um faça sua parte.
Não lembra como evitar a dengue?

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