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Novo mapa da dengue no país para o verão de 2012

O Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) revela que 48 municípios brasileiros estão em situação de risco para ocorrência de surto da dengue, sendo que 23 deles estão no nordeste.

Os cuidados para a não proliferação do mosquito devem começar desde já, uma vez que em dezembro ainda há tempo para eliminar os criadouros. De janeiro a maio é considerado o período epidêmico, no qual os cuidados devem continuar e somado a eles a atenção para a possível necessidade de acompanhamento médico, caso apareçam os sintomas.

O Ministério da Saúde acompanhará de perto a evolução da dengue nos estados e municípios e contará com mais uma ferramenta para monitoramento da doença por meio das redes sociais, chamada de Observatório da Dengue. O mapa revelou que 4,6 milhões de pessoas vivem em áreas de risco para epidemia de dengue, mas este cenário pode ser revertido se as pessoas adotarem bons hábitos e agirem como fiscais dos focos do mosquito.

Criadouros por região

Norte: Abastecimento de água 34,8%; Depósitos domiciliares 20,8%; Lixo 44,4%
Nordeste: Abastecimento de água 72,1%; Depósitos domiciliares 18,6%; Lixo 9,3%
Sudeste: Abastecimento de água 29,7%; Depósitos domiciliares 46,9%; Lixo 23,4%
Centro Oeste: Abastecimento de água 42,3%; Depósitos domiciliares 27,9%; Lixo 29,8%
Sul: Abastecimento de água 20%; Depósitos domiciliares 34,5%; Lixo 45,5%

Foram 561 municípios pesquisados. O relatório aponta, ainda, que 236 cidades estão em alerta e 277 possuem índice satisfatório. Até o final de novembro, foram notificados 742.364 casos suspeitos de dengue em todo o país. Em comparação com o mesmo período do ano passado, houve uma redução de 25%.

Tipos do vírus

A Dengue possui quatro sorotipos de vírus (DENV 1, DENV 2, DENV 3 E DENV 4). As atividades de vigilância virológica em 2011, destacam o predomínio da circulação do sorotipo DENV 1 no país.

Foram constatadas, porém, uma circulação importante dos tipos DENV 2 e DENV 4. Esse cenário, associado às condições ambientais, que permitem a manutenção do mosquito Aedes aegypti, alerta para a possibilidade de persistência da transmissão em níveis elevados do vírus no verão de 2012.

Informações detalhadas sobre a incidência de criadouros do mosquito Aedes aegypti e o percentual de notificações dos casos, por região, podem ser obtidas aqui.

Para saber mais:

- Inseticidas combatem o mosquito da dengue?

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O verão aproxima-se e traz consigo os fatores ideais para a proliferação do mosquito da dengue: calor e chuva. Outras pragas domésticas também encontram o ambiente perfeito no típico verão brasileiro.

A Proteste resolveu testar os inseticidas em aerossol para ver se as marcas cumprem o que alegam. Boas notícias! Todos os produtos testados matam o mosquito da dengue, e um, em especial, mata até mesmo as larvas do mosquito.

Resultados

Na avaliação contra o mosquito da dengue, todas as marcas testadas eleminaram 100% dos mosquitos em menos de 24 horas. São elas: Fort, Baygon, Raid Protector, Raid Multi, Raid Casa & Jardim, Mat Inset, Jimo Anti-Set, Mortein, SBP Mosquito da Dengue, SBP Multi Inseticida, SBP Casa & Jardim, SBP Citronela, SBP Eucalipto.

Mas vale destacar que o Jimo Anti-Inset e o Mortein Power Guard Multi Ação levaram 20 minutos para matá-los, tempo suficiente para que eles transmitam a doença.

Eficaz contra as larvas do Aedes aegypti

Como o Mat Inset Mata Dengue é o único produto disponível no mercado que afirma matar as larvas do mosquito transmissor da dengue, a Proteste avaliou sua eficácia separadamente.

O produto levou cinco minutos para eliminar 50% dos mosquitos e 24 horas para matar todos eles. Ao testarem seu desempenho para eliminar as larvas, passadas 24 horas, todas elas estavam mortas. Logo, o produto é realmente eficaz contra o mosquito da dengue e suas larvas. E pode ser uma boa opção para jardins, onde é mais comum ocorrer acúmulo de água.

Mas lembre-se: não é apenas com inseticida que se combate o Aedes aegypti. Você não pode facilitar a formação de criadouros do mosquito, deixando a água parada.

Para saber o resultado da ação dos inseticidas sobre a barata rasteira, a barata voadora e a mosca, veja o estudo completo.

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O verão aproxima-se e o período é propício para a proliferação dos mosquitos da dengue. Isto é, se nós deixarmos.

Só em São Paulo, um mapeamento do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) e da Sucen (Superintendência de Controle de Endemias), apontou 283 (43%) dos municípios paulistas como de risco alto ou muito alto para a ocorrência de dengue no próximo verão.

A classificação levou em conta fatores como histórico de transmissão da doença e índices de infestação de larvas do Aedes aegypti, por exemplo. Por enquanto, ainda não está disponível a vacina contra a doença, mas os testes têm sido animadores.

Vacina contra a dengue

As novidades e os desafios no desenvolvimento da vacina contra a dengue serão apresentados durante a 13ª Jornada Nacional e 3ª Jornada Paulista de Imunizações, entre os dias 26 e 29 de outubro, em São Paulo.

Segundo informações do médico e professor de pediatria Luiz Carlos Rey, somente uma das vacinas que estavam sendo desenvolvidas passou para a fase 3, ou fase de testes clínicos.

“Todas as pesquisas clínicas com outras vacinas atenuadas contra dengue foram descontinuadas nas fases 1 ou 2. Há outras vacinas em vias de serem produzidas, tanto vivas (manipuladas geneticamente) quanto inativadas, entretanto elas irão demorar um pouco mais para chegar à fase 3”, adiantou o médico, que participa do evento da SBIm no dia 29 de outubro.

Os resultados dos estudos clínicos têm sido animadores, já que demonstram imunização duradoura após a aplicação de três doses da vacina, e baixa capacidade reatogênica (geração de efeitos colaterais). Os estudos estão sendo realizados em países do sudeste da Ásia e da América Latina como México, Porto Rico, Honduras, Colômbia e Brasil.

“A vacina deve chegar ao mercado em 2015”, antecipa Luiz C. Rey. Para o próximo verão, as previsões de uma epidemia de grandes proporções são assustadoras. O vírus do tipo 1 voltou depois de 20 anos. No início deste ano, apareceu pela primeira vez o do tipo 4.

Estados em que é preciso redobrar o alerta

O relatório do Ministério da Saúde 2010-2011 aponta os estados com risco muito alto da doença: Rio de Janeiro, Amazonas, Amapá, Maranhão, Piauí, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Sergipe e Bahia. Onde há risco alto são os estados do Pará, Mato Grosso, Tocantins, Minas, Espírito Santo, São Paulo e Paraná.

No início de 2011, os casos graves da doença no Nordeste, a segunda região mais populosa do país, foram 16% do total nacional, sendo que em Pernambuco foram registrados 116 casos, no Ceará 109 e no Rio Grande do Norte 74.

De acordo com Luiz C. Rey, que é pesquisador associado do Instituto de Biomedicina da Universidade Federal do Ceará, o estado ficou durante décadas com o sorotipo DEN-2 e depois com o DEN-3. “O sorotipo 4 ainda não tem importância epidemiológica por aqui, ele limita-se ao Norte”, disse.

Números da doença no NORDESTE

Em 2009 o Ceará foi um dos estados mais atingidos por epidemias de dengue. Em 2010 e 2011 o número TOTAL de casos reduziu e com isso diminuiu também a entrada do vírus 1. Entretanto, a incidência da doença vem aumentando em Fortaleza – o número de casos em 2011 já é cinco vezes maior que o registrado em 2010, quando foram confirmados 27.618 casos. Atualmente a cidade é responsável por 70% dos casos e metade dos óbitos por dengue no estado.

Um dos principais problemas de saúde pública no mundo

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que entre 50 a 100 milhões de pessoas se infectem anualmente em mais de 100 países de praticamente todos os continentes (a exceção é o continente europeu). Cerca de 550 mil doentes necessitam de hospitalização e 20 mil morrem em consequência da doença.

É importante lembrar que o objetivo da vacina é fazer a prevenção do adoecimento, uma vez que a redução da circulação do mosquito Aedes aegypti está a cargo da população por meio de medidas educativas incentivadas pelas políticas públicas.

Para o médico Renato Kfouri, presidente da SBIm Nacional, “o controle da transmissão do vírus da dengue se dá essencialmente no âmbito coletivo e exige um esforço de toda a sociedade”, afirma. Ele considera ainda prioridade prevenir sempre, uma vez que não existe nenhuma evidência técnica de que a erradicação do mosquito seja possível em curto prazo.

O médico Luiz Carlos Rey (CE) faz palestra no dia 29/10 com o tema Dengue e as novas perspectivas de vacinas, durante as Jornadas de Imunizações da SBIm, que já falamos por aqui.

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Torcemos para que este modo de erradicação seja eficaz. Saiba o que acontece com este mosquito geneticamente modificado quando solto no ambiente.

O mosquito Aedes aegypti modificado gera filhotes que não chegam à fase adulta. Os cientistas misturam material genético de drosófilas (aquelas moscas que ficam nas frutas), ao do mosquito.

A transformação faz com que seus filhotes produzam uma proteína que causa sua morte ainda no estágio larval ou de pupa (a fase de casulo). Os pesquisadores já estão soltando essa versão transgênica do inseto em bairros de Juazeiro (BA).

Trabalho no laboratório

Os embriões são produzidos pela Biofábrica Moscamed, em Juazeiro (BA), e identificados com um marcador fluorescente. Por diferença de tamanho em relação às fêmeas, os machos – que alimentam-se de néctar e sucos vegetais – são isolados antes da fase adulta, quando serão liberados no ambiente.

Eles serão soltos em cinco bairros da cidade. Lá, concorrerão para procriarem com as fêmeas, o que, em longo prazo, deve reduzir a população local dos insetos.

A previsão é de liberação de 50 mil mosquitos por semana nesses locais, e a conclusão do estudo está prevista para 18 meses após o início do procedimento.

Os primeiros 10 mil mosquitos já foram soltos no começo da semana, no bairro de Itaberaba. Amanhã, serão liberados mais 8.000 no mesmo local. A Malásia aderiu a mesma prática recentemente.

Será que a medida tem algum risco?

Não há chance de aumentar a incidência da dengue, já que os mosquitos machos não se alimentam de sangue, por isso não transmitem a doença, e sua única função é copular com as fêmeas – informações da bióloga Margareth Capurro, coordenadora da iniciativa.

Em relação ao possível desequilíbrio ambiental, Capurro afirma também ser praticamente nulo. O A. aegypti não é nativo do Brasil e encontrou um ambiente ideal porque não possui predadores naturais por aqui.

“Os mosquitos transgênicos vivem por aproximadamente sete dias e não deixam descendentes. Para retirá-los da população de insetos do local, basta parar de abastecê-la com novos indivíduos.”

Sem a modificação, o ovo do mosquito da dengue precisa de apenas uma semana para se tornar adulto e transmitir a doença.

Apesar de mais caro, o procedimento pode substituir inseticidas e larvicidas, reduzindo o lançamento de possíveis poluentes no ambiente.

“O que essas substâncias fazem é selecionar indivíduos resistentes, que não morrem com os produtos”, aponta a bióloga.

A iniciativa é coordenada pela bióloga Margareth Capurro, pesquisadora da USP, e foi aprovada pela CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança).

*Via FSP

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Nos últimos meses, o Brasil registrou os primeiros casos do vírus chikungunya, transmitido pelo mesmo mosquito da dengue, o Aedes aegypti.

Ao todo, foram identificados três casos: dois em São Paulo e um no Rio de Janeiro, entre agosto e outubro. Todos, de acordo com o Ministério da Saúde, contraíram o vírus no exterior – dois na Índia e um na Indonésia. Os pacientes já estão recuperados.

Sobre a doença

Em referência à aparência curvada dos pacientes, o nome chikungunya significa “aqueles que se dobram” em suaíli, um dos idiomas falados na Tanzânia, onde foi documentada a primeira epidemia da doença, entre 1952 e 1953. Hoje, ele está presente principalmente na África e no Sudeste asiático.

Além do Aedes aegypti, o vírus também pode ser transmitido por outro mosquito bem menos comum no Brasil, o Aedes albopictus. Um paciente pode transmitir o vírus a um mosquito que picá-lo até cinco dias depois do período de incubação (que dura de três a sete dias). Não há transmissão de uma pessoa para outra.

Sintomas

Os principais sintomas da doença são febre alta e fortes dores nas articulações das mãos e dos pés (em alguns casos, também nos dedos, tornozelos e pulsos). Podem ocorrer ainda dores de cabeça e nos músculos, além de manchas vermelhas na pele.

Em 30% dos casos o paciente não apresenta nenhum sintoma!

O vírus pode afetar pessoas de qualquer idade ou sexo, mas os sinais tendem a ser mais intensos em crianças e idosos. Pessoas com doenças crônicas têm mais chance de desenvolver formas graves da doença.

Quem tem chikungunya uma vez, fica imune a uma nova infecção pelo vírus.

Tratamento

O tratamento é à base de paracetamol, anti-inflamatórios e corticoides. De acordo com o Ministério da Saúde, a letalidade da doença é muito pequena, próxima a zero. Em uma epidemia na Índia, por exemplo, que atingiu 1,3 milhão de pessoas em 2006, não foram registrados casos de morte.

As pessoas costumam se recuperar em até dez dias após o início dos sintomas. No entanto, dores e inchaços nas articulações podem perdurar por alguns meses. Nesses casos, é necessário acompanhamento médico.

Diagnóstico

Por enquanto, só o instituto Evandro Chagas, no Pará, tem reagentes para fazer o diagnóstico no Brasil. Para incluir mais laboratórios, o governo pediu aos Estados Unidos um exemplar do vírus para produzir o reagente. A partir do envio do material, um kit para o diagnóstico fica pronto em até um mês.

Atenção! Pessoas com dores nas articulações, que voltaram recentemente do Sudeste asiático e da África, devem procurar um médico! É fundamental não tomar medicamentos por conta própria. A automedicação pode mascarar sintomas, dificultar o diagnóstico e agravar o quadro do paciente.

Importado

O coordenador do Programa de Combate à Dengue do Ministério da Saúde, Giovanini Coelho, afirmou que o vírus ainda não circula no Brasil, já que todos os casos registrados são importados. No entanto, ele não descarta a possibilidade de isso acontecer, uma vez que há circulação de Aedes aegypti em todas as regiões do país.

O principal temor é que alguém que trouxe o vírus seja picado pelo mosquito, iniciando uma transmissão em larga escala.

Monitoramento

Para orientar os profissionais de saúde sobre o vírus inédito, o ministério deve começar a distribuir nas próximas semanas a unidades do SUS (Sistema Único de Saúde) um guia com orientações sobre a doença elaborado pela Opas (Organização Pan-Americana de Saúde).

Além disso, a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde anunciou ontem (8) que o Programa Nacional de Controle da Dengue passará a monitorar também os registros do chikungunya.

Prevenção

Como chikungunya é transmitida por mosquitos, é fundamental que as pessoas reforcem as medidas de eliminação dos criadouros. Elas são iguais as recomendadas para o controle da dengue: não deixar água parada em recipientes como garrafas, vasos de plantas e pneus, além de manter tambores e caixas d’ água bem tampados.

Medidas de eliminação de focos do mosquito foram intensificadas nas áreas próximas à residência e ao local de atendimento dos casos registrados.

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De acordo com o último Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (Liraa), divulgadas esta semana pelo Ministério da Saúde, vinte e quatro municípios em sete diferentes estados brasileiros têm risco de surto de dengue. Nessas cidades, há registros de larvas de mosquitos em mais de 4% de residências pesquisadas.

Pernambuco tem o maior número de cidades em risco: são dez em todo o estado. No município de Afogados de Ingazeira, por exemplo, o índice de infestação é de  11,7% das casas.

O Rio Grande do Norte aparece em seguida, com quatro municípios em situação crítica. Bahia e Minas Gerais têm três cidades na lista. No Acre são duas e no Amazonas e em Rondônia, uma. Duas capitais também estão entre os municípios com situação crítica: Porto Velho e Rio Branco.

Além dos municípios com risco de surto de dengue, 154 cidades estão em situação de alerta, inclusive 14 capitais. Nestas cidades, o índice de presença de mosquitos atinge entre 1% e 3,9% das casas.

O ministério recebeu dados de 370 municípios.

MUNÍCPIOS QUE LIDERAM O RANKING

MUNICÍPIO
ESTADO
Índice LIRAa 2009
Índice LIRAa 2010
Afogados da Ingazeira
PE
-
11,7
Ceará-Mirim
RN
-
11,4
Bezerros
PE
-
10,2
Itabuna
BA
10,7
9,1
São Miguel
RN
-
8,5
Serra Talhada
PE
-
8,2
Ouricuri
PE
-
7,2
Rio Branco
AC
3,9
6,5
Ilhéus
BA
4,7
6,3
Floresta
PE
-
5,7
Santa Cruz de Minas
MG
-
5,5
Governador Valadares
MG
5,1
5,4
Santa Cruz do Capibaribe
PE
-
5,4
Simões Filho
BA
3,2
5,3
Timbaúba
PE
-
4,9
Humaitá
AM
-
4,8
Mossoró
RN
4,2
4,6
Araripina
PE
-
4,6
Porto Velho
RO
2,6
4,4
Pesqueira
PE
-
4,4
Caicó
RN
-
4,2
Camaragibe
PE
2,7
4,1
Caetanópolis
MG
-
4,0
Epitaciolândia
AC
3,4
4,0

.

14 CAPITAIS EM SITUAÇÃO DE ALERTA

CAPITAL
Índice LIRAa 2009
Índice LIRAa 2010
Salvador
2,6
3,5
Cuiabá
-
3,4
Palmas
4,3
2,7
Rio de Janeiro
2,9
2,4
Maceió
1,8
2,4
Belém
1,8
1,9
Recife
1,6
1,9
Goiânia
2,5
1,6
Aracaju
1,5
1,6
Manaus
1,4
1,5
Boa Vista
1,0
1,4
Fortaleza
1,0
1,2
Vitória
1,5
1,2
Natal
1,0
1,0

*Com informações da Agência Brasil.
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Nova avaliação nacional das informações sobre infestação por larvas do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue, revela:

- 15 municípios estão em risco de surto da doença no Brasil. São 11 no Nordeste, três no Norte e um no Sudeste. Nessas cidades, mais de 3,9% dos imóveis pesquisados apresentam larvas do Aedes aegypti.

MUNICÍPIO ESTADO Índice LIRAa 2009 Índice LIRAa 2010
Afogados da Ingazeira PE - 11,7
Ceará-Mirim RN - 11,4
Bezerros PE - 10,2
São Miguel RN - 8,5
Serra Talhada PE - 8,2
Rio Branco AC 3,9 6,5
Ilhéus BA 4,7 6,3
Floresta PE - 5,7
Simões Filho BA 3,2 5,3
Mossoró RN 4,2 4,6
Porto Velho RO 2,6 4,4
Caicó RN - 4,2
Camaragibe PE 2,7 4,1
Caetanópolis MG - 4,0
Epitaciolândia AC 3,4 4,0
* Fonte: Ministério da Saúde.

- Com índices entre 1% e 3,9%, outros 123 municípios estão em situação de alerta, dos quais 11 capitais (Salvador, Palmas, Rio de Janeiro, Maceió, Recife, Goiânia, Aracaju, Manaus, Boa Vista, Fortaleza e Vitória). Essas cidades merecem total atenção, pois qualquer descontinuidade nas ações de controle pode alterar o quadro para situação de risco.

Levantamento

Este é o resultado parcial do Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) 2010, que inclui a participação de 425 cidades. Ano passado, foram 169.

Do total de municípios previstos para este ano, 300 já enviaram as informações ao Ministério da Saúde até o momento. Em outras 118 cidades, o estudo está em andamento* – e sete inicialmente previstas decidiram não realizar o levantamento.

Quem está livre?

Segundo o levantamento, 162 cidades apresentam índice satisfatório, inferior a 1%, entre elas dez capitais: São Paulo, Macapá, São Luís, Teresina, João Pessoa, Brasília, Campo Grande, Porto Alegre, Florianópolis e Belo Horizonte.

“Dengue – Se você agir, podemos evitar”

Para tentar conter os índices, o Ministério da Saúde lançou ontem, 11, a nova campanha nacional “Dengue – Se você agir, podemos evitar”. Cartazes e folderes serão distribuídos. O governo já destinou R$ 1 bilhão para ações de controle da doença, incluindo aquisição de equipamentos, medicamentos e a campanha na mídia.

“Em algumas regiões, o problema é lixo, em outras é água, em outros está dentro de casa. Todos os gestores têm instrumentos que vão permitir mapear a situação por bairro”, informa o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.

A campanha traz uma mensagem mais direta à população sobre a gravidade da dengue e sobre da participação de todos na eliminação de criadouros do mosquito.

“Cada vez mais, precisamos difundir a idéia de que dengue não é um problema só da saúde e nem só dos governos. Se a comunidade não se envolver, e se não houver a articulação com outros setores, continuaremos enfrentando aumento de casos e de mortes por dengue no Brasil”, afirma o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Gerson Penna.

O governo está investindo no desenvolvimento de uma vacina contra a dengue. No entanto, apesar de o protótipo já estar sendo testado, a vacina não estará disponível entre pelo menos 3 e 5 anos.

Mortes e casos notificados

O número de mortes por dengue no Brasil passou de 312 de 1º de janeiro a 16 de outubro de 2009 para 592 no mesmo período de 2010, o que representa um aumento de quase 90%, de acordo com o Ministério da Saúde.

As notificações também cresceram 90%: de 489.819 no ano passado para 936.260 em 2010.

Tipo 1

O Ministério da Saúde alega que a volta da circulação do tipo 1 da doença contribuiu para esse aumento. De acordo com o governo, em quase todos os Estados grande parte da população não tem imunidade a esse sorotipo. A dengue tipo 1 predominou no País no fim da década de 90.

*Belém, Natal, Curitiba e Cuiabá ainda estão consolidando os dados.
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O verão se aproxima e não podemos deixar de lado questões relativas ao bem estar geral para aproveitar da melhor forma a estação mais esperada do ano.

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro começou a fazer sua parte para combater os focos do mosquito Aedes aegypti com o uso de veículos fumacê. Estará presente em 47 bairros onde há maiores índices de infestação.

É a primeira vez que o País utiliza o fumacê fora de uma epidemia de dengue, informa a prefeitura.

A jornada começou ontem em comunidades de Jacarepaguá e será somada a outras ações como vistoria em casas para revelar os focos. Neste ano, de acordo com a secretaria, foram vistoriados 120 mil imóveis e eliminados 28 mil focos.

Sabe-se que para que todas as iniciativas sejam eficazes é preciso que cada um faça sua parte.
Não lembra como evitar a dengue?

Clique para ampliar

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Cientistas descobriram que a bactéria Wolbachia é capaz de bloquear a duplicação do vírus da dengue no mosquito. Como acontece?

Quando um macho com a bactéria cruza com uma fêmea não infectada pelo vírus da dengue, a Wolbachia é responsável por causar uma anormalidade reprodutiva que leva à morte rápida dos novos embriões. O que poderia bloquear a transmissão da doença futuramente.

No estudo, realizado na Universidade do Estado de Michigan nos EUA, essa bactéria foi introduzida em embriões de mosquitos Aedes aegypti por meio de injeção. Esses mosquitos foram mantidos no laboratório por seis anos, para que a bactéria fosse transmitida de uma geração a outra.

A bactéria só não é eficaz em levar os embriões à morte, se tanto o macho como a fêmea já estiverem infectados com o vírus da dengue. A bactéria não é transmitida dos mosquitos para os humanos.

O estudo foi publicado na edição de abril da revista PLoS Pathogens e poderá ajudar a combater a dengue, doença para qual ainda não existe vacina e ameaça por volta de 2,5 bilhões de pessoas no mundo.

Outros estudos

Na Austrália foi realizado um estudo em que mosquitos com a Wolbachia morriam cedo. Tanto a morte dos embriões, descoberta no último estudo, como este, em que os mosquitos morrem mais cedo, são iniciativas promissoras contra a doença.

O Blog da Saúde falou sobre outros métodos para controle da transmissão, com fêmeas do Aedes aegypti incapazes de voar, libélulas e até o jogo de conscientização Dengue Ville!

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O verão é caracterizado pelo aumento das temperaturas e pelo grande volume de chuva, período perfeito para a proliferação do Aedes Aegypti, mais conhecido como mosquito transmissor da dengue.

A transmissão da doença é feita apenas através da fêmea por meio da picada. Mas e se elas fossem exterminadas? A população estaria livre da doença? A febre alta é um dos sintomas da dengue que atinge, todo ano, entre 50 e 100 milhões de pessoas. Os países que têm mais casos registrados da dengue, entre 1995 e 2008, estão na América Latina.

Fêmea incapaz de voar
Uma pesquisa realizada pela Universidade de Oxford e da Califórnia criou fêmeas do Aedes Aegypti, geneticamente modificadas. A hipótese do estudo consiste em que fêmeas incapazes de voar não podem transmitir a doença, já que a contaminação se dá através da picada.

A modificação aconteceu no gene que fica mais ativo nas fêmeas do mosquito. O DNA possui uma proteína chamada actina-4, principal responsável pelo crescimento dos músculos das asas da fêmea, que lhes dão a capacidade de voar.

Veja no gráfico a baixo, qual o procedimento usado pelos cientistas:

Divulgação FSP

Até agora o experimento só foi realizado em laboratório, mas até o ano que vem os cientistas esperam inserir a nova espécie de mosquitos na natureza.

Essa medida pode ser realizada para acabar com doenças transmitidas por outros mosquitos, como a malária, transmitida pela fêmea do mosquito da espécie Anopheles, e pela elefantíase, transmitida pela fêmea do Culex quinquefasciatus, o pernilongo comum.

“O Blog da Saúde apóia pesquisas como essas, que tem a função de acabar com
epidemias no futuro. Enquanto isso, você deve se prevenir.”

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Todos os anos, principalmente durante o verão, o Ministério da Saúde alerta os brasileiros quanto aos perigos da dengue, e cobra uma fiscalização maior das pessoas dentro de suas casas, para evitar o acúmulo de água parada.

Como todo mundo sabe o mosquito transmissor da dengue, o Aedes Aegypti, deposita seus ovos na água parada, por isso é importante não deixar que objetos como pratinhos de flores, pneus, garrafas e calhas acumulem água.

O verão é a época propícia para a proliferação da doença, já que com a alta das temperaturas, a tendência é que chova mais. A água parada e a temperatura entre 25° e 30° C é o ambiente perfeito.

Nesse ano, a doença está afetando estados que não têm uma quantidade densa de pessoas como o Acre, Rondônia, Goiás, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Isso, segundo especialistas, é bom, já que se a dengue atinge pessoas da região metropolitana, há um crescimento mais rápido de casos da doença no país.

Mas esse cenário pode sofrer uma alteração agora que o carnaval acabou, já que as pessoas dos estados mais atingidos nesse ano podem ter passado o feriadão em regiões como São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Salvador, onde as festas são as mais procuradas.

Mas como isso pode acontecer se a dengue não é transmitida de pessoa para pessoa?
Poucas pessoas sabem, mas o vírus da dengue pode ser transmitido da pessoa para o mosquito Aedes Aegypti. É como um ciclo, primeiro a pessoa é contaminada com a dengue, se outro mosquito que ainda não tem o vírus incubado pica esse indivíduo, o mosquito passa a ter o vírus que passa por um período de incubação, a partir daí ele passa a transmitir a doença para outras pessoas.

Por isso, se uma pessoa que mora no Mato Grosso do Sul, por exemplo, vem para o Rio de Janeiro passar o carnaval, e é picada pelo Aedes Aegypti, o mosquito pode transmitir a dengue para as pessoas daquela região, proliferando a doença.

A região Centro-Oeste foi a que sofreu o maior aumento de casos nesse ano em relação a 2008. Só no estado de Mato Grosso, o crescimento de casos foi de 804% se comparado com o mesmo período de 2009.

Acompanhe no gráfico abaixo essa mudança:

Divulgação O Estado de São Paulo

 

 

“Mesmo quem não mora nas regiões mais atingidas pela dengue nesse começo de ano, a preocupação deve ser a mesma, não deixe que a água parada dê vida a mais transmissores da doença.”

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Ministério da Saúde

Ministério da Saúde

Estamos próximos da chegada do verão, e junto com a estação mais quente do ano vem a preocupação com os surtos de Dengue.

Só em 2009, do início do ano até o dia 1º de agosto houve aumento de cerca de 159% da doença em estados como Acre, Amapá, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.

Para o Ministério da Saúde a responsabilidade sobre o controle e formas de prevenção deve ser compartilhada entre os governos, tanto municipais quanto estaduais.

Segundo estimativas, os estados que correm mais risco no próximo verão são: Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. 

 

Entenda a doença

Doença de característica infecciosa, a Dengue é causada por um vírus integrante da família Flaviridae. Classificado como arbovírus, sua transmissão se dá através dos artrópodes (insetos, crustáceos, aranhas). A forma de contágio mais conhecida é através do mosquito Aedes Aegypti (que também contaminado pelo vírus) transmite a doença aos humanos. Prevenir a doença é fácil, basta estabelecer em sua rotina alguns cuidados. Confira na imagem abaixo:

Como evitar a Dengue

 

 

 

 

 

 

 

 

 

*Para ter acesso ao documento do Ministério da Saúde clique aqui.

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