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Peso e osteoporose: Saiba mais sobre essa relação para o futuro de seu filho

Muitas pessoas não imaginam que uma doença característica da terceira idade pode ter alguma relação com o estilo de vida das pessoas durante a adolescência. A alimentação e a prática de exercícios têm influência direta na probabilidade de uma pessoa sofrer com a osteoporose quando envelhecer.

Foi o que provou um estudo feito com 4.000 adolescentes, que tinham idade média de 15 anos. Os autores da pesquisa observaram que as pessoas que têm menor quantidade de tecido adiposo – tecido que armazena energia em forma de gordura – possuem ossos mais finos e têm uma tendência maior de ter osteoporose no futuro.

O que ocorre é que, depois da adolescência, os nossos ossos começam a crescer de tamanho e espessura, isso acontece entre os 20 e 30 anos, depois dessa idade o nosso corpo começa a ter perda de massa óssea, ficando mais fracos ao passar dos anos. Por isso, as pessoas que têm maior quantidade de gordura, por conseqüência, ossos mais grossos, terão menos chances de sofrer com a osteoporose.

O ser humano quando chega aos 50 anos de idade começa a perder 0,5% da massa óssea por ano, e aos 65, há perda de 2,5%. As mulheres são as que sofrem mais com essa doença. Elas perdem cerca de 35% do osso cervical, e 50% do osso trabecular (vértebras), os homens perdem apenas 2/3 dessa quantidade.

Como evitar a doença ainda na adolescência?

Procure fazer com que seu filho pratique exercícios físicos com freqüência, matenha uma dieta equilibrada com consumo de laticínios e proteínas. Faça com que ele consuma cálcio – cerca de 4 copos de leite por dia. O indicado é manter o índice de massa corpórea (IMC) entre 20 e 25kg por metro quadrado.

A adolescência é uma fase difícil, por se tratar do momento transição, que dura cerca de 10 anos, entre a infância e a vida adulta. É durante estes anos que mudanças no corpo acontecem, como a menstruação; a estatura, o peso e o formato do corpo; as acnes. Além disso, o comportamento, graças aos hormônios, muda de uma hora para outra.

São tantas alterações que o próprio adolescente fica sem entender. Além de ter que lidar com o que está ocorrendo no seu corpo, ele precisa se relacionar bem com os colegas de escola, encontrar o seu grupo, ser aceito por todos. São tantas informações e confusões que seria necessário um especialista para cuidar somente desta fase, não é mesmo?

Ainda bem que ele existe! Chama-se hebiatra, clínico geral especialista em adolescentes. Este profissional é o mais preparado para lidar com a puberdade, o estirão de crescimento, a maturidade sexual e as mudanças físicas.

Os pais podem acompanhar seus filhos na consulta, mas é importante que um momento seja reservado para que somente o paciente e o médico possam conversar. O adolescente tem necessidade de saber sobre relações sexuais e problemas mais íntimos, que somente um profissional da saúde pode responder. Todas as informações são mantidas em sigilo, um direito do adolescente.

Caso seu filho esteja nesta fase, leve-o a uma consulta com um hebiatra. Será um benefício para a relação de vocês e para a saúde dele.

100746209A transição entre a infância e a fase adulta, geralmente, vem acompanhada de crises e dúvidas. Nessa etapa, os adolescentes precisam se adaptar ao novo corpo, construir uma identidade e desfrutar de vivências até então desconhecidas. Para as meninas, uma das questões que gera conflito e medo é a primeira consulta ginecológica. Por falta de informação ou timidez, muitas jovens evitam essa situação.

 Para a diretora da Clínica Invita e membro da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), Dra. Graciela Morgado, o momento ideal para a primeira visita ao ginecologista é entre 11 e 15 anos. “Geralmente, nessa idade acontece a menarca, a primeira menstruação, assim é importante a jovem começar o acompanhamento ginecológico e receber todas as orientações. E caso a menarca seja precoce, hoje em dia, temos recursos para bloquear o ciclo menstrual e então a jovem terá chance de crescer um pouco mais,” alerta a especialista.

 Alguns pais, principalmente as mães, contribuem com adiamento da primeira consulta por temer que isso seja um incentivo ao início da vida sexual das filhas. A ginecologista desmistifica: “É uma ideia equivocada, às vezes a jovem já não é mais virgem e a mãe nem sabe. O melhor então é que a adolescente esteja bem orientada e saiba como evitar doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e gravidez,” conclui.

 A Dra. Graciela listou as 10 dúvidas mais frequentes que geram insegurança e temor nas adolescentes:

 1- Como é a primeira consulta?

A primeira consulta costuma ser uma conversa informal, principalmente se a paciente estiver nervosa ou tímida demais. O ginecologista vai fazer perguntas sobre doenças da infância, hábitos, ciclo menstrual, doenças na família e histórico de câncer de mama. Dependendo da idade ou se a adolescente não for mais virgem, o médico também dará orientações sobre sexo, gravidez e doenças sexualmente transmissíveis.

 2-Tenho que ir ao mesmo ginecologista da minha mãe?

Geralmente, as adolescentes se sentem mais a vontade para conversar com profissionais mais jovens e do sexo feminino. O ideal é escolher um médico de confiança que deixe a adolescente segura para falar durante a consulta.

3- Os pais têm o direito de saber o que conversei com o médico?    

As conversas entre médicos e pacientes são sigilosas, e a adolescente deve ter a segurança de que o médico não vai repetir a consulta para os pais. Porém, se o que a paciente relatar abusos ou uma doença que a coloque em risco de vida, o médico sem dúvida procurará os pais.

4- A mãe deve entrar junto na consulta?

A vontade da paciente deve ser respeitada. No entanto, no caso de uma mãe autoritária, as perguntas mais íntimas serão feitas no momento do exame.

 5- Vou ter que fazer algum exame doloroso?

Se a paciente for virgem, o ginecologista examina apenas os seios, a região abdominal e a parte externa da região genital.

 6- O exame físico é obrigatório?

Não. A primeira consulta pode ser apenas para conversar, tirar dúvidas e conhecer o (a) médico (a). E com toda a privacidade expor queixas, conflitos e até as dúvidas mais banais.

7- A jovem virgem pode ser examinada sem risco?

Sim. O exame ginecológico da menina será diferente do realizado em mulheres com vida sexual.

8- Como é o exame da adolescente virgem?

Geralmente o exame começa pelas mamas, depois o profissional examina o abdômen, e por fim os órgãos genitais externos.

 9- Este exame é doloroso?

Absolutamente não. No caso de ser necessária a coleta de material para exame, esta será feita com cotonete e também não dói.

 10- Quando é realizado o toque vaginal?

Apenas nas meninas que já iniciaram vida sexual. Além do toque podemos examinar a vagina por dentro e o colo uterino com um aparelhinho chamado espéculo. O toque serve para avaliarmos o tamanho do útero e ovários

gravida_divulgaçãoAs economias nacionais sofrem sérias consequências com a gravidez precoce. É isso o que mostra o documento  “O Estado da População Mundial 2013″, do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), divulgado na última quarta-feira (30), que analisa a situação de jovens que dão à luz. O relatório da ONU afirma que o Brasil deixa de acrescentar US$ 3,5 bilhões (mais de R$ 7 bilhões) à sua riqueza nacional por ano devido à gravidez de milhares de adolescentes.

Citando um estudo feito em 2011 para o Banco Mundial pelos pesquisadores Jad Chaaban e Wendy Cunningham, o UNFPA tenta estimar quanta riqueza países como Quênia, Índia e Brasil deixam de acrescentar às suas economias, dado que as meninas que ficaram grávidas poderiam estar trabalhando e gerando renda. “O Brasil teria maior produtividade – de mais de US$ 3,5 bilhões – caso meninas adolescentes retardassem sua gravidez até os 20 e poucos anos”, diz o documento.

O relatório também afirma que muitas meninas ficam grávidas quando estão no ensino secundário, e acabam abandonando a escola. Isso faz com que o investimento feito pelos países na sua educação primária acabe sendo desperdiçado, já que elas não dão sequência aos seus estudos. O estudo do Banco Mundial ressalta que, além dos custos econômicos, há também problemas sociais: filhos de mães precoces costumam ter desempenho escolar mais baixo.

blog_piscandoRosaA cada ano, 7,3 milhões de meninas com menos de 18 anos têm filhos em países em desenvolvimento. Destas, 2 milhões têm menos de 14 anos. O texto enfatiza os problemas que isso causa na vida das jovens, com consequências na sua saúde, educação e direitos humanos.

“Em geral, a sociedade culpa as meninas por engravidarem”, diz o diretor-executivo da UNFPA, Babatunde Osotimehin. “A realidade é que a gravidez adolescente costuma ser não o resultado de uma escolha deliberada, mas sim a ausência de escolhas, bem como circunstâncias que estão fora do controle da menina. É consequência de pouco ou nenhum acesso a escola, emprego, informação e saúde.”

O relatório faz ainda algumas considerações sobre os programas de natalidade do Brasil. “O Brasil é um dos países que avançou para aumentar o acesso a meninas grávidas a tratamentos pré-natal, natal e pós-natal”, diz o UNFPA, citando o Instituto de Perinatologia da Bahia (Iperba) como um “centro de referência para gravidez de alto risco na Bahia”. O Iperba tem tratamento especializado para mães adolescentes, que representam 23% do total de suas pacientes.

*Com informações da BBC
Fonte: Agência Brasil

Foto: Agência Brasil

Aproximadamente 75 mil alunos do último ano do ensino fundamental nas escolas brasileiras fumavam maconha e 15 mil fumavam crack no ano passado, de acordo com dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2012, divulgada hoje (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar dos números representarem 2,5% e 0,5%, respectivamente, dos cerca de 3,15 milhões de escolares do 9º ano, a situação serve de alerta para as autoridades e a sociedade como um todo, de acordo com o gerente de Estatísticas de Saúde do IBGE, Marco Antonio Andreazzi.

“Estamos falando de adolescentes, em sua maioria, entre 13 e 15 anos de idade, que frequentam a escola, que relataram ter usado essas drogas nos últimos 30 dias”, comentou. Ele demonstrou maior preocupação em relação ao crack. “Esse percentual de 0,5%, embora pareça bastante pequeno,  merece cuidado e análise mais aprofundada:  o crack é uma droga debilitante, que provoca o afastamento da escola, da família e do convívio social”, disse ele.

O estudo aponta que quase metade (45,5%) dos alunos nesse ano escolar tinha 14 anos de idade. Entre os entrevistados, 7,3% disseram ter experimentado algum tipo de droga ilícita como maconha, cocaína, crack, cola, loló, lança-perfume e ecstasy. Desse total, 2,6% tinham menos de 13 anos. Dentre os entrevistados, 34,5%  haviam provado maconha e 6,4%, crack. O Centro-Oeste é a região com o maior percentual de alunos do 9º ano que haviam experimentado alguma droga, com 9,3%. A Região Nordeste aparece com o menor percentual. Analisando os resultados por capitais, o maior percentual foi encontrado em Florianópolis (17,5%), Curitiba (14,4%) e os menores em Palmas e Macapá (5,7% em ambas).

Em relação ao álcool, 50,3% dos entrevistados disseram ter experimentado uma dose de bebida alcoólica na vida e 26,1% disseram ter consumido álcool nos últimos trinta dias, com destaque para Porto Alegre (34,6%) e Florianópolis (34,1%). Os menores percentuais foram encontrados em Belém (17,3%) e Fortaleza (17,4%).

Cerca de 22% dos estudantes disseram ter sofrido pelo menos um episódio de embriaguez. No sul, esse percentual foi 56,8% e de 47,3% no Nordeste. A proporção das meninas (51,7%) foi maior que a dos meninos (48,7%). A forma mais comum de obter bebida alcoólica foi em festas (39,7%), com amigos (21,8%), ou comprando no mercado, loja, bar ou supermercado (15,6%). E 10,2% dos escolares adquiriram bebida alcoólica para o consumo durante o período considerado, na própria casa.

Outro dado revelado pela pesquisa no que se refere à saúde dos adolescentes é a queda no número de escolares que haviam provado tabaco nas capitais entre 2009 e 2012 (de 24,2% para 22,3%). Os dados mostram que 19,6% dos estudantes brasileiros do último ano do ensino fundamental haviam experimentado cigarro e 29,8% informaram que pelo menos um dos responsáveis era fumante. 89,3% dos escolares estudam em escolas que informaram possuir política sobre proibição do uso do tabaco.

Ao comparar os dados das pesquisas de 2009 e 2012, verificou-se que o percentual de escolares que fizeram uso de cigarros nos últimos 30 dias manteve-se estável, em torno de 6%. As cidades com maiores proporções de escolares fumantes no período foram Campo Grande com 12,4% e Florianópolis com 9,7%.

*Com informações da Agência Brasil

câncer infantilNinguém espera que uma doença como o câncer possa atingir alguém tão pequeno e com tão pouco tempo de vida, o que faz com que pais que descobrem que o seu filho tem a doença fiquem muito aflitos. Felizmente, com os avanços de pesquisas e dos tratamentos, o câncer infanto-juvenil já pode ser derrotado quando diagnosticado a tempo. O tratamento imediato, se aplicado nas fases iniciais da doença, permite a cura em cerca de 70% dos casos.

Vale lembrar que o câncer infantil não é hereditário. “Seu surgimento se dá por uma multiplicação anormal de células doentes que pode ocorrer em qualquer local do organismo”, explica o médico Flávio Luisi, pediatra oncologista do Hospital do GRAACC – Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer.

Chamado de Câncer do Crescimento, o câncer infantil tem rápida evolução e já representa a primeira causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de um a 19 anos, no Brasil. A leucemia, por exemplo, tumor que afeta a medula óssea, é uma das principais causas de morte infantil no País e corresponde a 33% dos casos de câncer infanto-juvenil. O lado bom desse cenário é que as chances de cura são altas, maiores que as de um adulto. De acordo com Dr. Flavio Luisi, “a quimioterapia age melhor em quadros de tumores mais agressivos, com desenvolvimento veloz, característicos do câncer infantil”.

O especialista alerta para a necessidade do diagnóstico precoce da presença do tumor na criança, o que torna o tratamento mais fácil. Segundo o Instituto Nacional do Câncer – INCA, desde a década de 1970, vem-se observando um aumento das taxas de cura dos tumores na infância, chegando-se hoje a 83%. No Brasil, cerca de 80% das crianças e adolescentes com leucemia linfóide aguda (LLA) são curados graças aos investimentos em diagnóstico e tratamento adequado, realizados em centros especializados.
Os sintomas do câncer, porém, podem ser facilmente confundidos com doenças comuns na infância, como:

  • Dores de cabeça e náuseas pela manhã;
  • Nódulos no pescoço, axilas ou virilha;
  • Manchas arroxeadas na pele, parecidas com hematomas.

**O ideal é encaminhar a criança a um médico quando houver qualquer suspeita.**

blog_piscandoRosaNo dia 12 de maio acontecerá a Corrida e Caminhada GRAACC, uma grande mobilização de solidariedade. O evento tem o objetivo de divulgar os sinais e sintomas do câncer infantil para melhorar o diagnóstico da doença, além de arrecadar recursos para o tratamento de crianças e adolescentes com câncer no Hospital do GRAACC. As inscrições já estão abertas, para mais informações clique aqui.

Para muitos, férias é o sinônimo de descaso, momento de relaxar e curtir a família. Mas para outros, principalmente os jovens e adolescentes, é hora de viajar, ir à festas, badalar, namorar, ficar, praticar esportes radicais, frequentar clubes, saunas, piscinas, casa de amigos e paquerar. Aliás, a rotina de muitos adolescentes se resume a isso, mas nesse percurso estão também alguns hábitos que os levam a contrair doenças sem perceber.

O tema foi discutido por especialistas no 1° Encontro de Imunização do Adolescente, que aconteceu em São Paulo no dia 26 de junho, uma iniciativa da Sociedade Brasileira de Imunizações – SBIm com o apoio do Departamento de Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP). De acordo com o pediatra Renato Kfouri, presidente da SBIm, o maior objetivo do encontro é chamar a atenção para a importância das imunizações entre adolescentes e adultos. “A prevenção de doenças através de vacinas tem se mostrado uma ferramenta eficaz no controle do sarampo, meningite, coqueluche, HPV, pneumonias e várias outras enfermidades infecciosas”, comenta.

Nas festas e baladas

Os adolescentes e a juventude em geral possuem um comportamento de maior risco devido a certa tendência de acreditar que nada vai acontecer com eles. Isso os deixa mais suscetíveis a infecções que se originam nos lugares frequentados por eles como ambientes fechados (boites, clubes e outras festas) onde ocorre o compartilhamento de copos e outros utensílios ou a troca constante de parceiros afetivos e sexuais (carnaval, micaretas etc.).

A hepatite B, por exemplo, é transmitida sexualmente, pelo beijo, por contato com sangue, que pode ocorrer na manicure e no dentista, e durante o parto. Só no Brasil, 2 milhões de pessoas sofrem da foram crônica da doença. Já a hepatite A é transmitida através da água e alimentos contaminados, além de beijo na boca e até do simples compartilhamento de bebidas, comum de ocorrer nos bares. Ao escolher um parceiro sexual desconhecido em uma festa ou balada, muitos se preocupam com a AIDS. Mas fique sabendo que estudos mostram que a hepatite B é 100 vezes mais contagiosa do que a AIDS. Algo de se pensar, não?

Adolescentes não vacinados na infância contra as hepatites A e B devem ser vacinados o mais precocemente possível contra essas infecções. A vacinação contra a hepatite B está disponível na rede pública até os 29 anos. Para indivíduos acima de 29 anos e para se prevenir contra a hepatite A deve-se recorrer a uma clínica privada.

Em viagens ao exterior

Outras práticas típicas das férias, como caminhar descalço em terrenos estranhos, fazer trilhas por ambientes silvestres ou viagens para áreas endêmicas no Brasil e do exterior também, colocam grande risco à saúde do adolescente.

O sarampo é uma das doenças que estão sendo “importado” durante as viagens ao exterior, o que aumenta o risco da população voltar a sofrer do vírus. Aqui fica a dica para os jovens e adolescentes que costumam viajar para outros países: é importante lembrar da prevenção antes de fazer as malas.

Especialistas defendem que o viajante esteja com a vacinação em dia, seja para não levar doenças imunopreveníveis para outras localidades ou para não ser agente de “importação”. A vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) está disponível em postos públicos de vacinação e recomenda-se dose única para adolescentes previamente vacinados e duas doses (com intervalo mínimo de 30 dias entre elas) para aqueles que nunca receberam essa vacina.

Em relações íntimas

Outro assunto abordado no Encontro foi a prevenção contra o HPV, tema de extrema relevância principalmente em relação aos jovens. A cada ano, adolescentes iniciam a vida sexual mais cedo, muitas vezes sem usar camisinha, principal método de proteção contra doenças sexualmente transmissíveis – DSTs. A vacinação contra o papilomavírus humano, normalmente direcionada as mulheres até 26 anos, foi aprovada recentemente pela ANVISA para meninos da mesma faixa etária. Também há a possibilidade de ampliação da faixa etária beneficiada pela vacinação para as mulheres acima de 25-26 anos.

A vacinação ajuda na prevenção de câncer de colo de útero, segundo Renato Kfouri. Já a médica Isabella Ballai, presidente da regional Rio de Janeiro da SBIm, aponta que “apesar de a vacinação ser essencial, não elimina a necessidade de jovens mulheres realizarem anualmente o exame preventivo Papanicolau, nem dispensa o uso de preservativos durante a relação sexual”.

Para os jovens e adolescentes que querem se divertir nas férias, fiquem em mente que é melhor se proteger para não ter nenhum problema e poder curtir até o último dia deste tão desejado período.

Pelo o que parece, os adolescentes realmente fariam qualquer coisa para por suas mãos nas bebidas proibidas para a sua idade. Já vimos aqui no Blog sobre o “eyeballing”, a técnica de “beber” vodca pelos olhos. Mas as estranhezas não param por ai e as meninas também têm parte nisso. Garotas alemãs formaram a “modinha” de colocar vodca nos absorventes internos a fim de se embriagar rapidamente sem deixar nenhum odor de álcool perceptível aos pais.

E agora, os adolescentes americanos, que só podem comprar bebidas alcoólicas a partir dos 21 anos, trazem mais uma maneira criativa e bizarra (e prejudicial à saúde) de se embebedar: beber géis antissépticos, tanto o feito para as mãos, como o bucal.

Vistos como uma rica fonte de álcool, os produtos próprios para higiene são baratos e fáceis de encontrar. Um frasco de 100 ml de álcool em gel possui 60% de teor alcoólico (muito mais do que o apresentado na vodca), enquanto os enxaguantes bucais têm 8% (mais do que um copo de cerveja). Já que a maioria dos produtos higiênicos não possui gosto adequado para a ingestão, alguns adolescentes usam sal para destilar a bebida seguindo instruções da internet.

Pelo jeito, nem todos sabem que os géis antissépticos não são próprios para a ingestão! O álcool em geral tem substâncias emolientes e corantes que podem provocar sedação, vômitos e hipoglicemia. Já o enxaguante bucal apresenta riscos por conta de corantes não alimentícios e bactericidas que podem causar cegueira, mal-estar hepático, gastrite, úlcera e hepatite.

Em Los Angeles já foram registrados 16 casos de adolescentes que foram parar no hospital por envenenamento causado pela ingestão de álcool em gel. Fora da cidade, mais de 60 ocorrências similares já passaram pelo Sistema de Controle Tóxico da Califórnia.

A prática não foi adotada pelos jovens brasileiros. Por um lado, isso é bom, pois não teremos nenhum adolescente indo parar no hospital por tal atrocidade. Entretanto, o motivo pelo qual não vemos ninguém bebendo álcool em gel é de preocupar: o acesso às bebidas é fácil e, muitas vezes, o preço é menor do que os dos produtos higiênicos. Estudos mostraram que 70% dos menores de idade brasileiros conseguem comprar bebidas alcoólicas sem nenhum esforço, mesmo com a proibição para menores de 18 anos.

Nova lei obriga academias de ginástica de São Paulo a exigirem atestados médicos de seus frequentadores na hora da matrícula e a cada seis meses. Os exames poderão ser realizados na própria academia ou em uma clínica escolhida pelo aluno. As academias terão que manter os atestados médicos anexados às fichas dos alunos. O documento deve autorizar a prática de exercícios específicos, além de expor qualquer restrição física.

O não cumprimento da lei pode levar à multa e fechamento do estabelecimento, segundo a Covisa (Coordenação de Vigilância em Saúde), responsável pela fiscalização.

A nova lei obriga ainda que menores de 18 anos apresentem uma autorização dos pais ou responsáveis para frequentar a academia. Ao assinar o documento, os pais ficarão conscientes sobre as atividades físicas dos filhos e poderão avaliar a sua intensidade. Para o médico, o excesso de exercícios pode causar tendinite e comprometer as cartilagens. “Acho temerário um adolescente passar mais de uma hora na academia mais de três vezes por semana.”

A intensidade do exercício precisa ser controlada de acordo com o nível de crescimento. Musculação, só depois dos 16 para as meninas e dos 18 para os meninos.

A medida divida a opinião dos médicos e dos frequentadores de academias. Uns acreditam que exames semestrais são um excesso e desnecessários. Outros acreditam que é uma boa maneira de cuidar melhor da saúde e avaliar o desempenho físico ao longo do tempo.

E você? Deixe sua opinião nos comentários!

A exposição à celebridades cada vez mais magras, com roupas justas e padrões de beleza elevados, levam muitas meninas e meninos a cogitarem a cirurgia plástica.

Segundo pesquisa publicada no Journal of Adolescent Health, as estrelas de Hollywood determinam o padrão de beleza que deve ser seguido por jovens que as admiram, influenciando decisivamente o aumento de adolescente a realizarem procedimentos estéticos.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), os adolescentes já respondem por 8% dos procedimentos cirúrgicos estéticos no Brasil, porcentagem que representa mais de 37 mil jovens.

Os procedimentos mais procurados pelas meninas são: cirurgia de orelha e de nariz, a prótese mamária e a redução dos seios. Já os meninos, buscam a redução de mama masculina.

Entretanto, é preciso muita cautela em consentir com qualquer tipo de procedimento nessa fase da vida, onde o ser humano passa por várias mudanças físicas, psicologias e comportamentais, que muitas vezes não justificam a opção pela cirurgia plástica. Uma conversa com todos envolvidos na educação do adolescente – pais, professores, médicos – é essencial na hora de decidir se o procedimento deve ser realizado ou não e o assunto sobre a influência do ídolo do adolescente deve ser discutida.

É importante destacar que a cirurgia plástica deve ser feita somente quando há um forte  abalo da autoestima e do estado emocional do jovem.

Os 21 milhões de adolescentes com idades entre 12 e 17 anos, representam para o País um quadro singular de energias e possibilidades. Mas para realizá-las deve-se conhecer o conjunto de vulnerabilidades que afetam esta faixa etária. Este é o objetivo do novo relatório produzido pelo UNICEF.

O relatório aponta as desigualdades que fazem com que, entre os adolescentes, há os que sofrem as maiores violações aos seus direitos.

“O Brasil não será um país de oportunidades para todos enquanto um adolescente negro continuar a conviver com a desigualdade que faz com que ele tenha quase quatro vezes mais possibilidades de ser assassinado do que um adolescente branco; enquanto os adolescentes indígenas continuarem tendo três vezes mais possibilidades de ser analfabeto do que os outros meninos e meninas; ou ainda enquanto a média nacional das meninas de 12 a 17 anos que já engravidaram for de 2,8% e na Amazônia essa média continuar sendo de 4,6%. Enfrentar as desigualdades e reduzir as vulnerabilidades é, portanto, uma tarefa urgente”, Marie-Pierre Poirie, representante do UNICEF no Brasil.

Papel dos adultos

Os adolescentes esperam dos adultos o papel de guiar e conversar. Quando se manifestam, em conferências, plenárias, eventos e mesmo quando são ouvidos em pesquisas, meninos e meninas afirmam com clareza a importância que dão à presença dos mais velhos em seu processo de desenvolvimento. Realizada pelo UNICEF nos anos de 2003 e 2007, a pesquisa Voz dos Adolescentes revelou que mais de 90% dos adolescentes têm na família sua principal referência.

O estudo mostra como como nove fenômenos sociais comprometem de forma grave o desenvolvimento dos adolescentes brasileiros. São eles: a pobreza e a pobreza extrema; a baixa escolaridade; a exploração do trabalho; a privação da convivência familiar e comunitária; a violência que resulta em assassinatos de adolescentes; a gravidez; a exploração e o abuso sexual; as DST/AIDS e o abuso de drogas.

Pobreza e pobreza extrema

Dados preliminares do Censo 2010, do IBGE, indicam que quatro em cada dez brasileiros (40%) que vivem na miséria são meninas e meninos de até 14 anos. Depois das crianças, o segundo grupo etário com maior percentual de pessoas vivendo em famílias pobres são os adolescentes.

O número de adolescentes brasileiros de 12 a 17 anos de idade que vivem em famílias com renda inferior a ½ salário mínimo per capita é 7,9 milhões. Isso significa dizer que 38% dos adolescentes brasileiros estão em condição de pobreza.

Praticamente um a cada três adolescentes brasileiros pertence ao quintil mais pobre da população brasileira (ou seja, os 20% mais pobres do País): 28,9% dos garotos e garotas entre 15 e 17 anos estão nesse grupo de renda.

Nas ruas

Além dos meninos e meninas internados em abrigos, entre os adolescentes privados do direito à convivência familiar e comunitária, estão os 24 mil meninos e meninas em situação de rua no Brasil, segundo dados de um estudo do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos, divulgado em 2011.

Entre eles, 70% são meninos. Vendem balas e frutas, engraxam sapatos, lavam carros, separam material reciclável no lixo, pedem dinheiro ou simplesmente perambulam pelos centros das médias e grandes cidades do País. Estão expostos a todo tipo de violação de seus direitos.

Segundo a pesquisa do Conanda, quase metade deles (45,1%) tem entre 12 e 15 anos, 49,2% se declararam de cor parda e 23,6%, negros.

O levantamento do Conanda mostrou ainda que, do total de meninos e meninas vivendo nessas condições, 59,1% dormem na casa de seus familiares e trabalham nas ruas; 23,2% dormem nas ruas; 2,9% dormem temporariamente em instituições de acolhimento e 14,8% circulam entre esses espaços.

Segundo os próprios meninos e meninas, a principal razão para estar nas ruas é a violência doméstica, responsável por 70% das citações sobre os motivos que os levaram a sair de casa.

A pesquisa mostrou também que 13,8% desses meninos sequer se alimentam todos os dias e que, embora a maioria dessas crianças e adolescentes esteja em idade escolar, 59,4% não estudam.

Mais do que excluídos, esses meninos e meninas são banidos, por preconceito e discriminação, mesmo por instituições que deveriam acolhê-los. De acordo com o levantamento do Conanda, 12,9% dos entrevistados já haviam sido impedidos de receber atendimento na rede de saúde e 6,5% de emitir documentos; 36,8% deles tinham sido impedidos de entrar em algum estabelecimento comercial; 31,3%, de usar transporte coletivo; 27,4%, de entrar em bancos; e 20,1%, de entrar em algum órgão público.

Adolescentes chefes de família

Como usufruir dos processos de desenvolvimento se é preciso assumir responsabilidades de adulto aos 12, 14, 16 anos?

Essa é uma realidade em 132 mil domicílios onde meninos e meninas de 10 a 14 anos são os principais responsáveis pela casa, mostram os dados do Censo 2010, do IBGE, que revelam ainda que outros 661 mil lares são chefiados por adolescentes com idades entre 15 e 19 anos.

Trabalham, lidam com situações complexas demais para seu grau de maturidade, colocam em risco a saúde física e psíquica, a educação, as oportunidades de praticar esporte, de brincar, de usufruir de momentos de lazer a que têm direito simplesmente por ser detentores do direito de ser adolescentes.

Dados Relatório UNICEF:

– 132 mil domicílios são chefiados por meninos e meninas de 10 e 14 anos.

– Outros 661 mil lares são chefiados por adolescentes e jovens com idades entre 15 e 19 anos.

– O homicídio é a primeira causa de morte na adolescência no Brasil.

– A cada dia, em média, 11 adolescentes entre 12 e 17 anos são assassinados no Brasil (19 a cada dia, entre 15 e 19 anos).

– O número de partos de adolescentes entre 15-17 anos diminuiu 34,6%, acompanhando a queda que houve entre as mulheres adultas.

– A escolaridade média de um adolescente brasileiro de 15 a 17 anos é de 7,3 anos de estudo. Isso quer dizer que, em média, sequer completaram o nível fundamental de ensino, que implica nove anos de estudos.

O relatório Situação da Adolescência Brasileira 2011– O Direito de Ser Adolescente: Oportunidade para reduzir vulnerabilidades e superar desigualdade, pode ser visto na íntegra aqui.

O governo do Estado de São Paulo lançou ontem um programa exclusivo para combater o consumo de álcool na infância e adolescência.

O projeto conta com o apoio do Ministério Público de São Paulo e de representantes dos bares, supermercados e restaurantes.

Tendo sido apresentado pelo governador Geraldo Alckmin, desenvolverá ações para tratamento, educação e fiscalização do consumo indevido de álcool por adolescentes nos estabelecimentos comerciais do Estado.

Um novo projeto de lei, encaminhado à Assembléia Legislativa, prevê aplicação de multas de até R$ 87,2 mil, além de interdição por 30 dias, ou até mesmo a perda da inscrição no cadastro de contribuintes do ICMS, de estabelecimentos que vendam, ofereçam, entreguem ou permitam o consumo, em suas dependências, de bebida com qualquer teor alcoólico entre menores de 18 anos de idade.

O que muda?


Esse projeto de lei determina sanções administrativas, além das punições civis e penais já previstas pela legislação brasileira, a quem vende bebidas alcoólicas a menores de idade.

Atualmente, o comerciante só pode vender bebidas alcoólicas a maiores de 18 anos. Mas se essa pessoa repassa o álcool ao adolescente ou criança no local, ele não tem qualquer responsabilidade.

A nova legislação muda esse ponto e obriga o comerciante a pedir documento de identificação para realizar a venda ou deixar que o produto seja consumido no local.

Essas medidas têm como objetivo evitar que adolescentes tenham acesso a bebidas alcoólicas, que podem causar dependência, doenças, problemas familiares, violência, acidentes e mortes.

Os fornecedores de produtos ou serviços no Estado deverão afixar avisos de proibição de venda, oferecimento e permissão de consumo de bebidas alcoólicas a menores de idade, com indicação da nova lei.

Além de orientar os funcionários para que informem aos consumidores sobre a restrição e exigir documento oficial com foto para comprovar a maioridade do interessado em consumir bebida alcoólica.

Os estabelecimentos poderão abster-se de vender ou fornecer bebidas alcoólicas a quem se recuse a apresentar documento de identificação.

O início da aplicação das penalidades previstas na nova lei será precedido de ampla campanha educativa nos meios de comunicação, realizada pelo governo do Estado, para esclarecimento sobre os deveres, proibições e sanções.

Os perigos do álcool

Levantamento feito pela Secretaria da Saúde aponta que a cada 20 minutos uma pessoa é internada no Estado por problemas decorrentes do uso do álcool. Os motivos de internação vão desde intoxicação por abuso pontual até cirrose alcoólica, problemas cardíacos e câncer.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 4% das mortes ocorridas no mundo (cerca de 2,5 milhões de pessoas) são ocasionadas pela bebida, sem contar os crimes passionais e os acidentes de trânsito potencializados pelo abuso do álcool.

Os jovens são o principal alvo deste programa estadual. O Centro de Referência em Tratamento de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod) detectou que 80% dos pacientes diagnosticados alcoólatras deram o primeiro gole antes dos 18 anos, parte deles muito jovens, com 11 ou 12 anos.

Pesquisa do Instituto Ibope apontou que 18% dos adolescentes entre 12 e 17 anos bebem regularmente, e que quatro entre dez menores compram livremente bebidas alcoólicas no comércio. Segundo a análise, o consumo de álcool acontece, em média, aos 13 anos.

“Parte das pessoas que começam a beber na infância e na juventude torna-se, mais tarde, abusadora dessas substâncias, ingerindo regularmente quantidade diária de álcool acima da considerada tolerável pela OMS. Daí para a dependência química é um pulo. E é isso, exatamente, que pretendemos evitar”, diz Giovanni Guido Cerri, secretário de Estado da Saúde de São Paulo.

Se você visse, no supermercado, uma alface repartida ao meio com o mesmo preço de uma inteira, você compraria?

E se fosse para proporcionar um futuro melhor para um jovem ou para uma criança?

Confira abaixo a campanha criada pela AlmapBBDO para o Projeto Repartir da ONG paulistana Casa do Zezinho. O vídeo conquistou Leão de Prata em Cannes 2011.

A Casa do Zezinho está localizada no Parque Santo Antônio, um dos lugares mais violentos da zona sul paulistana. E atua, há 17 anos, na luta pela reabilitação de crianças e adolescentes de baixa renda que frequentam escolas públicas da região.

Para conhecer mais sobre a Casa do Zezinho, clique aqui.

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Boa forma das celebridades atormenta mulheres comuns.

No fim do ano passado, um estudo feito pelo The Royal College of Midwives (Escola Real de Parteiras) e pelo site Netmums, na Inglaterra, com 6.626 mães, revelou que  60% destas mulheres se sentem pressionadas quando vêem mães famosas super magras, poucos dias depois do parto.

Recentemente, os cirurgiões plásticos americanos divulgaram a relação de celebridades que mais inspiram a aparência solicitada por seus clientes.

A pesquisa, conhecida como America’s Body Annual Most Wanted, é divulgada em Beverly Hills. Neste ano, os destaques foram a modelo Gisele Bündchen e o ator Mark Wahlberg.

No mundo real

O desejo de transformar-se numa outra pessoa é quase uma ‘epidemia’ nos Estados Unidos. No Brasil, a coisa não é muito diferente.

“Uma análise mais profunda dos atributos das outras famosas citadas na pesquisa americana – Jennifer Aniston, Penélope Cruz, Scarlett Johansson, dentre outras – nos faz, criar um padrão de beleza absolutamente estreito, previsível, escravizante e impossível de ser atingido por muitas mulheres”, observa o cirurgião plástico Ruben Penteado, diretor do Centro de Medicina Integrada.

São os desejos impossíveis de beleza que geram listas, como a publicada pelos cirurgiões plásticos americanos e outra, publicada pelo site Daily Beast, reunindo os tratamentos estéticos mais exóticos, que reúnem “implantes” de covinha e encurtamento de dedo do pé.

“A plástica é o único tipo de cirurgia que o paciente é que pede para fazer. Mas não é só porque ele quer, que vai fazer. O médico tem que agir como uma espécie de moderador dos desejos do paciente”, diz o cirurgião, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Obsessão pela perfeição atinge seriamente os mais jovens

Nancy Etcoff, psicóloga da Universidade Harvard, autora do livro A lei do mais belo, defende esta obsessão pelo modelo de beleza, pela celebridade começa muito cedo.

Crianças e adolescentes, atualmente, estão mais preocupados com a aparência do que em qualquer outro período da história. Os americanos cunharam a expressão “geração diva” para definir os jovens e os adolescentes tomados pelo ideal da perfeição física.

O imperativo da beleza atinge todos os grupos sociais, e cada um gasta o que pode. Uma pesquisa encomendada pela Associação Cristã de Moços, nos Estados Unidos, descobriu que garotas pobres estão gastando em produtos e tratamentos de beleza um dinheiro desproporcional. Economizado, ele poderia garantir o pagamento da universidade e o futuro profissional dessas garotas.

“No Brasil, os adolescentes também sofrem muito com a aparência e a imagem que fazem de si mesmos por causa da diversidade e das misturas raciais, que produzem biotipos diferentes do padrão europeu, muito valorizado por eles”, afirma Ruben Penteado.

O que não é possível mudar

Entre a foto da celebridade e o centro cirúrgico, está o cirurgião plástico, que hoje, tem um papel muito importante: o de realizar apenas os desejos possíveis e o de orientar o paciente a tomar a decisão mais acertada.

O médico comenta o que não é recomendável fazer na tentativa de tornar-se mais belo:
•    A covinha de “X” ou “Y” – em geral, os cirurgiões plásticos não aceitam ir para o centro cirúrgico só para fazer covinhas, mas elas podem fazer parte de uma ritidoplastia. “O cirurgião tem que criar uma depressão na bochecha e dar um ponto para segurar a pele. É preciso saber que enquanto as covinhas naturais só aparecem quando a pessoa sorri, as criadas pelo cirurgião plástico ficam ali o tempo todo”, explica Ruben Penteado.

•    Cirurgia para transformar a barriga num “tanquinho” – “Não existe nenhum cirurgia para deixar os músculos da barriga marcados, simulando os resultados de anos de abdominais. Explicamos sempre aos pacientes que procuram este tipo de ‘procedimento mágico’ que o recomendável é fazer uma lipoaspiração normal e, depois, tentar malhar para conquistar o tanquinho”, diz o médico.

•    Lipoaspiração nos tornozelos – o procedimento existe, mas não funciona. “O cankle (tornozelo gordo) está presente quando o diâmetro inferior da perna e o do tornozelo se aproximam do diâmetro da parte superior da perna, o que dá ao conjunto uma aparência desproporcional. Em geral, este desenho do corpo é geneticamente pré-determinado, mas o problema se agrava com o ganho de peso. Esta região do corpo, por se tratar da extremidade inferior, costuma acumular mais líquido do que gordura. As mulheres, especialmente as obesas e aquelas que sofrem de problemas vasculares como varizes, têm maior tendência a estes acúmulos devido à ação de seus hormônios. Portanto, uma intervenção cirúrgica nesta região pode, por conta do traumatismo causado, piorar ainda mais a situação”, explica o médico.

•    Seios mais belos, injetando ácido hialurônico – talvez, este seja um dos tratamentos mais revolucionários que chegaram ao mercado recentemente, não só para aumento dos seios, mas para o aumento de bumbum e panturrilhas. “O produto já era usado em larga escala para tratamento de rugas e outros tipos de depressões da pele. O ácido é um polímero absorvível, mas na década de 2000, foram criados diferentes polímeros, indicados para o tratamento de depressões maiores e sequelas mais profundas. Infelizmente, algumas pessoas passaram a usar esta nova composição do ácido também para o aumento dos seios, o que não é um procedimento seguro. Por ser relativamente nova, a técnica precisa passar por estudos científicos que irão avaliar se ela pode ou não ser usada neste tipo de procedimento, sem colocar em risco a saúde do paciente”, diz o cirurgião plástico.

A campanha pela real beleza da mulher, feita há um tempo pela Dove, traduz essa busca insustentável pela perfeição. Confira:

Imagem OESP

O Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, dá um abraço simbólico em campanha que tem o intuito de combater a violência e a exploração sexual de crianças.

O efeito é criado por uma ilusão de ótica através de luzes e imagens, executada pelo cineasta Fernando Salis, e gera uma imagem memorável e instigante.

A cada 500 pessoas que abraçarem a causa no site da campanha, mais um abraço o Cristo Redentor dará. Participe, a causa é mais do que nobre!

Denuncie

Não fique indiferente quando se deparar com uma situação de violência sexual contra crianças e adolescentes, saiba como denunciar.

Seu filho está entrando na puberdade? Sim? A que horas ele dorme?

A forma desregulada que um adolescente dorme altera alguns de seus estados físicos, e o crescimento do adolescente que está em fase de puberdade está diretamente ligado ao sono.

Os hormônios responsáveis pelo crescimento e desenvolvimento de alguns órgãos do corpo dos jovens são liberados mais durante a noite ou durante o período que está dormindo, mesmo durante o dia.

Quando os pré-adolescentes não possuem um período de sono regular isso pode causar algumas alterações no sono. “Os garotos podem sofrer fases intensas de ejaculação noturna, sonhos e pesadelos. Em garotas, insônia leve e aumento da vontade de ir ao banheiro à noite” comenta Alexandre Martins, professor e autor do livro “Guia do sono – Sem insônia”.

Um dos motivos para que os adolescentes não tenham um período de sono regular – de 6 a 8 horas – é a alteração do estilo de vida deles. Hoje, esses jovens passam muito tempo na internet, assistem televisão antes de dormir, vão para baladas e são eles mesmos que regulam seu sono. Os pais já não dizem mais a frase “Vai já pra cama!”.

Segundo Martins, mesmo o pré-adolescente não tendo períodos de sono regulares eles liberam esses hormônios responsáveis pelo crescimento, o que antecede a puberdade. Por isso que é cada vez mais comum olhar para uma menina de 11 anos e ver em como ela já tem curvas de uma mulher formada.

Acompanhe no infográfico as alterações que acontecem no corpo nesse período de transição

Divulgação FSP

Seu filho estuda de manhã? Acorda a que horas? E Que horas vai dormir? Você tem que ficar ligado quanto a isso, pois eles podem sofrer um impacto grande se não tiverem uma noite de sono bem dormida. Alguns problemas como a piora das habilidades cognitivas, que prejudicam nas notas na escola, e também alterações emocionais e de humor.

Para Alexandre Martins a responsabilidade nesses casos deve partir dos pais que devem estipular horários para seu filho ir para a cama. “O comportamento das pessoas, especialmente dos responsáveis, são impactantes no desenvolvimento ou na prevenção de distúrbios do sono em pré-adolescentes. Os responsáveis devem com amor exercer a autoridade de educar os seus filhos para que tenham uma rotina de dormir e acordar em horários definidos, inclusive no final de semana”, diz.

“Quem ama, educa. E os filhos são o reflexo dos pais. Plante amor
que você vai colher amor” Alexandre Martins, professor e escritor do livro “Guia do sono – Sem insônia”

Hoje, dia 18 de maio acontecerá a Marcha contra abuso sexual da criança e do adolescente.  Organizada pela ONG – Organização Não Governamental Makanudos de Javeh, a marcha  tem como objetivo marcar o dia nacional de combate ao abuso sexual em crianças e adolescentes. Só em 2008, o Disque Denúncia Nacional de Abuso e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes – Disque 100 – do Governo Federal, recebeu 1.518 denúncias em São Paulo.
Com início previsto às 14 horas, a marcha contra abuso sexual da criança e do adolescente sairá da Rua Helade, altura do número 125. Para ler matéria sobre a marcha veiculada no site de notícias da globo.com clique aqui