Nova York cria campanha contra refrigerantes e exagero na alimentação
janeiro 11, 2012 por Stefanie
Em: Campanhas Interessantes, Saúde Física
Nos EUA, o tamanho das porções de batatas fritas triplicou nos últimos 50 anos. As embalagens de bebidas duplicaram neste período e junto com elas, os casos de diabetes tipo 2. Dados mostram que 57% dos residentes de Nova York são obesos e 10% deles já tiveram ou têm diabetes.
O Departamento de Saúde de Nova York lançou uma nova campanha contra o consumo exagerado de alimentos que podem prejudicar a saúde. Cartazes colocados nos metrôs da cidade mostram um diabético com a perna amputada pelo consumo excessivo de refrigerantes. Lembram um pouco as campanhas feitas nos maços de cigarro e, desta vez, foram os fabricantes das bebidas que não ficaram nem um pouco felizes.
“O tamanho das porções comercializadas é muito mais do que os humanos precisam”, diz Thomas Farley, comissionário de saúde de Nova York. “Nós estamos alertando a população sobre o risco das porções exageradas para que eles possam realizar escolhas conscientes sobre o que comem. Consumir muitas calorias leva ao ganho de peso, o que aumenta o risco de ter diabetes tipo 2. Se a população de Nova York cortar as porções, eles podem cortar os riscos de saúde também .”
Uma estratégia similar já havia sido adotada pela prefeitura na tentativa de conscientizar a população a selecionar bebidas mais saudáveis na hora da refeição. O cartaz principal da campanha mostrava um refrigerante sendo despejado num copo, mas o líquido que chegava ao copo era pura gordura.
“Bebidas açucaradas não deveriam fazer parte da nossa dieta diária. Elas aumentam o risco de obesidade e todos os problemas consequentes, particularmente a diabetes, mas também outros como doenças cardiovasculares, artrite e câncer,” afirma Thomas Farley.
Confira alguns dos vídeos da campanha:
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setembro 15, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Mental
Estudos realizados nos Estados Unidos afirmam: o açúcar pode causar efeito no cérebro semelhante ao da cocaína.
Como?
Atualmente, evidências convincentes apontam que alimentos ricos em gordura, açúcar e sal podem alterar a química do cérebro, da mesma forma que as drogas altamente viciantes, como cocaína e heroína. A idéia está rapidamente se tornando uma visão comum entre pesquisadores em razão de novas pesquisas.
Pesquisas…
Em 2001, os neurocientistas Nicole Avena, da Universidade da Flórida, e Bartley Hoebel, da Universidade de Princeton, iniciaram uma série de estudos para procurar sinais de vício em animais que eram alimentados com junk food (ou comida-porcaria).
Explicando: junk food são alimentos ricos em calorias e gorduras saturadas e pobres em fibras e nutrientes, como vitaminas e sais minerais. Sem falar dos conservantes, aromatizantes e substâncias químicas… Enfim, junk food é boa parte da comida industrializada que muita gente está habituada a consumir.
Mas será que os doces podem ser tão prejudiciais quanto vício em drogas?
O açúcar, por exemplo, é um ingrediente chave na maioria dos junk foods. Por isso, os pesquisadores americanos ofereceram um xarope da substância a ratos, de concentração similar ao do açúcar presente em um refrigerante comum, por cerca de 12 horas por dia. Ao mesmo tempo, outros ratos foram alimentados com água e comida normal.
Depois de apenas um mês nessa dieta, os ratos desenvolveram mudanças de comportamento no cérebro idênticas às dos animais viciados em morfina. Eles ainda mostraram um comportamento ansioso quando a calda foi removida.
Os cientistas notaram que os cérebros dos ratos liberavam o neurotransmissor dopamina cada vez que tomavam a solução de açúcar, mesmo depois de já terem ingerido o xarope por semanas.
A dopamina conduz a busca do prazer – seja comida, drogas ou sexo. É uma substância química do cérebro vital para a aprendizagem, memória e tomada de decisão.
A expectativa dos cientistas era que a dopamina fosse liberada pelos ratos quando eles comessem um alimento novo, mas não com o que eles já estavam habituados. Esse é um dos sinais da dependência de drogas.
A evidência encontrada foi a primeira concreta de uma base biológica para a dependência do açúcar que inspirou uma série de outros estudos com animais.
Desde o estudo de Avena e Hoebel, publicado este mês na revista New Scientist, dezenas de outras pesquisas em animais confirmaram os resultados. Mas foram os recentes estudos em humanos os responsáveis pelas evidências em favor da rotulagem de junk food como um vício. Assim, o organismo “pede” quantidades cada vez maiores desse tipo de alimento para que o cérebro registre satisfação.
Quer saber mais sobre vício?
- Qual vicia mais: cigarro, maconha ou álcool?
- ‘Vício-games’- sintomas idênticos ao vício em drogas
- O vício em drogas é uma doença crônica?
*Com informações da FSP.
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julho 23, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Física
Quem consome produtos ‘sem açúcar’ provavelmente não quer ou não pode aumentar os níveis de açúcar no sangue, certo?
Certo. Esta é a função dos adoçantes sacarina, aspartame e sucralose. Eles adoçam, mas não contêm as calorias do açúcar porque não têm carboidratos e então não produzem nenhum efeito sobre o nível de açúcar no sangue.
Quando o assunto passa para os produtos ‘sem açúcar’ é preciso entender o que diz a embalagem. Muitos deles substituem o açúcar pelos alcoóis – recebem esse nome porque parecem a mistura de uma molécula de álcool e açúcar, mas não são nenhum dos dois.
Preste atenção
Para quem tenta controlar o nível de açúcar no sangue, essas informações são essenciais: os alcoóis de açúcar fornecem cerca de 1,5 a 3 calorias por grama, em comparação a 4 calorias por grama de açúcar comum – o que pode aumentar levemente o nível de açúcar no sangue.
Portanto, para saber como isso refletirá no seu corpo, conte metade das gramas de alcoóis de açúcar num produto como carboidratos, já que aproximadamente metade do conteúdo de álcool de açúcar é de fato digerido.
Para identificá-los na embalagem, procure as terminações em “ol”, como sorbitol ou maltitol.
Você costuma ler as informações nutricionais das embalagens?
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