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SUS oferece oito opções de métodos contraceptivos


É possível retirar gratuitamente nos postos de saúde o método anticoncepcional mais adequado às suas necessidades, conforme indicado pelo seu ginecologista: preservativos feminino e masculino (camisinha), pílula oral, minipílula, injetável mensal, injetável trimestral, dispositivo intrauterino (DIU), pílula anticoncepcional de emergência (mais conhecida como pílula do dia seguinte), diafragma ou anéis medidores.

Importante reforçar que o uso de todos os métodos anticonceptivos deve ser combinado com a camisinha (masculina ou feminina). Desta forma, mulheres e homens evitam contrair doenças sexualmente transmissíveis.

Confira as características de cada método anticoncepcional: 

Pílula oral

Com percentual de 99,8% de eficácia, elas são feitas com hormônios parecidos com os que são produzidos pelo próprio corpo: o estrogênio e a progesterona. Age impedindo a ovulação e dificultando a passagem dos espermatozoides para o interior do útero. Devem ser tomadas diariamente, de preferência no mesmo horário.

Anticoncepcional injetável mensal

Com aplicação mensal, normalmente nas nádegas, o anticoncepcional injetável é semelhante à pílula. É prático, pois não exige que seja administrado diariamente e possui menos efeito colateral no estômago do que o comprimido. Por ser uma solução oleosa, é liberada a mesma quantidade de hormônios da pílula diária e a menstruação ocorre normalmente.

Dispositivo intrauterino (DIU)

Trata-se de uma estrutura de metal que tem ação espermicida intrauterina. Ele impede que o espermatozoide chegue ao óvulo. Pode ficar até cinco anos dentro do corpo da mulher. É necessário que um médico insira o dispositivo no útero.

Sua eficácia contra a gravidez é de 99,6% e os efeitos colaterais podem ser: aumento do sangramento menstrual, da duração da menstruação e das incidências de cólicas. Não é recomendado para mulheres com anemia severa justamente porque aumenta o fluxo menstrual e, assim, poderia agravar a doença.

Diafragma

Com uma estrutura em látex, o diafragma é um método de barreira móvel, ou seja, que pode ser colocado e retirado da vagina. Para ser eficiente, ele deve ser colocado duas horas antes da relação sexual e retirado entre quatro e seis horas após o sexo. É combinado com gel espermicida. Após o uso, deve ser lavado com água e sabão. Sua durabilidade é de cerca de dois anos.

Anéis medidores

O anel vaginal é um método hormonal que traz uma formulação semelhante à da pílula anticoncepcional (etonogestrel e etinilestradiol), mas dispensa o uso do gel espermicida. Deve ser introduzido pela vagina e acomodado no colo do útero no quinto dia de menstruação, permanecendo ali por três semanas. Não traz desconforto e normalmente não é sentido durante as relações sexuais.

Preservativos feminino e masculino

São os métodos mais seguros, pois além de evitar a gravidez, também protegem contra as doenças sexualmente transmissíveis, como a Aids.

De fácil manipulação, a capa fina de borracha da camisinha masculina cobre o pênis durante a relação sexual e impede o contato do sêmen com a vagina, o ânus ou a boca. O esperma fica retido e os espermatozoides não entram no corpo da mulher. Deve ser descartada após o uso. Nunca use mais de uma camisinha e verifique se ela não está furada antes de usar.

Já a camisinha feminina pode ser colocada até oito horas antes da relação sexual e também é um método de barreira que impede a entrada do espermatozoide no corpo. Feita com um plástico mais fino e mais lubrificado que a camisinha masculina, o anel interno deve ser inserido na vagina, enquanto que o externo deve ficar para fora do corpo, cobrindo a parte externa da vagina.

Não é recomendado o uso combinado de camisinha feminina e masculina simultaneamente.

A camisinha feminina pode ser retirada imediatamente após a saída do pênis, de preferência antes da mulher se levantar para evitar que o esperma escorra. É necessário segurar as bordas do anel externo, dar uma leve torcida na camisinha e puxá-la delicadamente para fora.

Pílula anticoncepcional de emergência (pílula do dia seguinte)

Esse medicamento só deve ser usado em caso de emergência, como, por exemplo, quando a camisinha estourar ou não quando houve uso de preservativo na relação sexual. Jamais deve ser adotado como método usual de proteção.

De acordo com Rodolfo Strufaldi, membro da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp) e professor assistente de ginecologia da Faculdade de Medicina do ABC, o uso frequente da pílula de emergência pode causar alterações no ciclo menstrual.

As duas pílulas que compõem uma dose devem ser ingeridas com intervalo de 12 horas. Elas concentram alta dose hormonal (o equivalente a oito pílulas anticoncepcionais de uso prolongado), que vai retardar a ovulação e, assim, dificultar a gestação. A ocorrência de sangramento, ou a ausência do mesmo, está ligada ao período do ciclo menstrual da mulher.

Minipílula e injeção trimestral

Para mulheres em amamentação, o Ministério da Saúde oferece dois métodos contraceptivos que podem ser introduzidos seis semanas após o parto: a minipílula, administrada via oral, e a injeção trimestral.

A combinação entre a prolactina (hormônio que estimula a produção do leite materno) com a progesterona (hormônio que prepara organismo para a fecundação) cria a barreira que impede uma nova gravidez durante a amamentação.

Para as mulheres que tiveram filhos, mas que por algum motivo não podem amamentar, a recomendação é iniciar o uso da pílula anticoncepcional comum cerca de 40 dias após o parto.

Métodos definitivos

Segundo a Lei do Planejamento Familiar, pessoas com mais de 25 anos e pelo menos dois filhos vivos, ou naqueles casos em que há risco de morte para a mulher ou para o futuro bebê, podem usar os métodos contraceptivos definitivos, como a ligadura das trompas de falópio para as mulheres, ou a vasectomia nos homens.

Os dois procedimentos impedem que os espermatozoides atinjam o óvulo. É necessário aguardar 60 dias entre a manifestação da vontade de fazer a cirurgia e sua execução. Por serem métodos de difícil reversão são chamados de definitivos.

Fonte: portal Brasil.gov


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