Um mundo de 7 bilhões
O reloginho apitou: hoje alcançamos 7 bilhões de seres humanos dividindo o mesmo planeta, segundo o Population Reference Bureau (PRB).
Por causa disso, o National Geographic produziu uma série de reportagens mostrando que o problema com essa grande quantidade de pessoas não é falta de espaço, mas, sim, de equilÃbrio.
Uma vez que apenas 5% da população consome 23% da energia mundial, 38% não têm saneamento básico e 13% não têm nem água potável, a má distribuição de recursos faz com que pareça que tem muita gente por aqui, mas na verdade não há.
Ocupamos bem menos espaço do que se pode imaginar: se todos os humanos fossem colocados em pé, um ao lado do outro, encherÃamos a cidade de Los Angeles, nos EUA. Não é tanto assim, né?
Dados
Vamos lá, atualizando os dados: a taxa de crescimento anual da população caiu nos últimos 50 anos, passando de 2,1% no final dos anos 60 para 1,2% hoje. Essa redução se deu sobretudo por causa da queda na taxa de natalidade.
Apesar de nascer menos gente, o número de habitantes alcançou um crescimento recorde, mais do que duplicou nos últimos 50 anos.
Os 6 e 7 bilhões foram alcançados em apenas 12 anos cada. E estimativas supõem que em 2045 seremos 9 bilhões habitando a Terra.
Mas por que somos tantos, se a taxa de crescimento está diminuindo? Por uma simples razão: as pessoas têm tido menos filhos, mas têm vivido cada vez mais, já que, com a evolução da medicina e da saúde pública, a estimativa de vida só tem aumentado.
A cada minuto morrem 108 pessoas e nascem 266, segundo o relatório de 2011 de PRB.
Você entre os 7 bilhões
Além da série de reportagens da National, têm alguns sites com ferramentas e aplicativos interessantes sobre o assunto.
O site da BBC traz uma ferramenta que permite saber (pela sua data de nascimento) que número você é dentre os 7 bilhões, quantas pessoas nascem e morrem no seu paÃs, assim como a estimativa da sua expectativa de vida.
O 7 Billion and Me contabiliza a cada segundo quantos habitantes nascem no mundo. No momento que esse post foi feito éramos 7,000,050,516.
Lá, é possÃvel saber quantas pessoas viviam em áreas rurais e urbanas no momento em que você nasceu, a quantidade de homens e mulheres, quantos eram jovens ou idosos, e também o número de pessoas que nasceram no mundo no mesmo dia que você.
O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) estabeleceu 7 bilhões de ações para inspirar mudanças e ações positivas em todo o mundo. A Campanha conta com a parceria entre ONGs, universidades, instituições etc.
Além disso, eles querem saber quem são estes 7 bilhões, pedindo que as pessoas compartilhem suas histórias e mostrem ao mundo quais são os rostos por trás destes números.
Este momento traz reflexão sobre os estilos de vida adotados pelas bilhões de pessoas ao redor do mundo. O vÃdeo abaixo mostra alguns dados interessantes, confira alguns:
•   Levaria 200 anos para contar até 7 bilhões em voz alta
•   7 bilhões de passos são equivalentes a 133 voltas ao mundo
•   Em 1975, havia três megacidades no mundo: Cidade do México, Tóquio e Nova York. Hoje existem 21 megacidades. Em 2050, 70% viverão em uma megacidade.
•   7 bilhões de pessoas, falando mais de 7 mil idiomas, vivendo em 194 paÃses
Estima-se que, se a população e as tendências de consumo continuarem no mesmo ritmo, por volta de 2030 serão necessários o equivalente a dois planetas Terra para dar conta da demanda, segundo a Organização das Nações Unidas.
E enquanto os paÃses ricos estão preocupados com a baixa fertilidade e envelhecimento, as nações mais pobres lutam para atender à s necessidades de suas populações, que crescem rapidamente.
As diferenças entre ricos e pobres vai continuar aumentando. E mais pessoas estarão vulneráveis à fome, à escassez de água e a desastres relacionados ao clima.
Portanto, hoje temos 7 bilhões de motivos para pensar sobre os 7 bilhões.
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Blog da Saúde
31 de outubro de 2011











Muito interessantes os sites indicados e o vídeo! Realmente, é de se pensar bastante sobre o número que atingimos. 7 bilhões é MUITA gente. Mas o que me preocupa mais é a desigualdade. Enquanto uns têm tanto, outros têm tão pouco…