Homens de verdade não pagam por garotas
O casal de atores Ashton Kutcher e Demi Moore, donos da DNA Foundation, lançaram uma campanha contra a exploração sexual de crianças.
Com o mote “Real Men Don’t Buy Girls”, celebridades, incluindo Justin Timberlake, Sean Penn e Edward Norton, estão em vídeos bem humorados para passar uma mensagem séria e mostrar o que realmente faz um homem de verdade.
O objetivo é sensibilizar para o problema presente no mundo inteiro: “Nós queremos criar uma mudança cultural na forma como homens e as mulheres veem os jovens que se vendem para o sexo”, disse Ashton Kutcher, em entrevista à CNN.
E acrescentou: “O tráfico de sexo é um comércio elástico. Se você pode elevar o preço para o sexo você pode na verdade reduzir a demanda. A medida que reduz a demanda, você aumenta o preço. Isso significa que, podemos, finalmente, acabar com o negócio. E a maneira de fazer isso é atacar a demanda, porque a oferta é infinita.”
A campanha enfatiza a dura realidade em que crianças são forçadas a se prostituirem.
Você é um homem de verdade?
Através do Facebook, usuários podem aderir à causa e estrelar os vídeos, após curtir a página da DNA Foundation. As mulheres podem participar dizendo que preferem Homens de Verdade.
Dados
Nos Estados Unidos há de 100.000 a 300.000 crianças, entre 11 e 14 anos, vulneráveis a serem vendidas para prostituição anualmente, de acordo com o Relatório Nacional de 2009, referente ao tráfico sexual doméstico de menores.
Crianças que sofrem abusos, filhos de usuários de drogas e fugitivos correm mais riscos, segundo o documento.
Outro grave problema retratado, é que as crianças obrigadas a serem exploradas sexualmente, são muitas vezes identificadas como prostitutas, sem a percepção de que fazem parte de tráfico.
Ashton afirma: “Para a maior parte dos casos, o cara não é acusado do estupro, como deveria ser.”
A melhor maneira de medir o sucesso, seria através do número de pessoas que aderem à campanha e que se dirigem ao site para tomar medidas pró-ativas, como limpar a web sinalizando as páginas onde houver menores de idade disponíveis.
“A internet está repleta deste tipo de coisas. Se as pessoas começam a impor que a sua internet não vai ter esse tipo de transação, então seremos capazes de ver essas métricas.”
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Paula Spínola
12 de abril de 2011










