Cyberstalking: perseguição na rede
Preocupado que alguém esteja espionando a sua conta de e-mail ou rastreando seus movimentos na rede? Pode ser uma pessoa significante que queira manter o controle sobre você.
Este é um caso de stalking. Originário do verbo inglês “to stalk” – que significa perseguir – o ato tem ganhado adeptos na internet devido a fatores que facilitam o processo como as redes sociais, por exemplo.
Uma em cada três estudantes do sexo feminino questionadas em uma pesquisa, divulgada na New Scientist, confirmam já terem entrado no e-mail de seus companheiros. Em menor quantidade, homens afirmaram já ter feito isso, mas eles são mais propensos a usar câmeras escondidas, espionagem e GPS para monitorar as atividades da parceira.
Pesquisadores da East Carolina University em Greenville, Carolina do Norte, analisaram a resposta de 804 jovens, em uma pesquisa na qual foram perguntados se já usaram tecnologia para espionar os parceiros em mais de uma ocasião.
Entre os que reportaram a qual sexo pertenciam, dois terços eram mulheres. E entre essas mulheres, 34% afirmaram ter entrado na conta de e-mail do parceiro mais de uma vez, enquanto 14% dos homens disseram o mesmo.
O levantamento também mostrou que as mulheres eram mais propensas do que os homens a checar o Facebook e o celular do parceiro
Apesar das mulheres serem as maiores adeptas da ‘perseguição’, veja só, entre os entrevistados do sexo masculino 3% admitiu usar câmeras escondidas no quarto da namorada, enquanto 5% disseram usar regularmente rastreadores de celular para monitorar a localização da parceira.
Uma pequena porcentagem dos homens ainda usa o GPS para esse fim e os pesquisadores admitiram estar chocados com o que ouviram.
O que parece é que quem é do meio já se acostumou com essa realidade. O consultor de tecnologia da Sophos, uma empresa de cyber-segurança , Graham Cluley, afirma que se esses jovens, apaixonados por eletrônicos, decidirem espionar o companheiro, então é muito mais divertido fazê-lo usando a tecnologia.
Por fim, um pequeno número de homens e um número menor ainda de mulheres, assumiu ter instalado o software de espionagem no computador do companheiro(a), que permitem o monitoramento em tempo real.
O conceito de stalking não é de hoje
Comportamentos desse tipo foram documentados por séculos. Mas a prática foi definida como crime grave a partir da década de 90, em grande parte como consequência da relação entre celebridades e seus fãs.
Acontece que antes as abordagens e perseguições eram dificultadas, exigiam locomoção, loucura e tempo, já que precisavam ser também fÃsicas.
Cartas foram substituÃdas por e-mails. Câmeras tomaram o lugar dos olhos dos perseguidores e o trabalho dos stalkers ficou muito mais fácil.
O que se deve fazer
Ter privacidade e mesmo assim fazer parte da rede ainda é possÃvel. Sites como Orkut e Facebook têm configurações permitindo que você escolha quem terá acesso à s informações.
Contudo, existe uma opção antes disso, algo que em termos de saúde poderÃamos chamar de prevenção. Uma pesquisa nos Estados Unidos revelou que stalkers desconhecidos representavam apenas a minoria dos casos.
Tome cuidado com o que publica. Veja se é realmente necessário se expor de tal maneira. O conteúdo da internet é indexado e permanece anos nos mecanismos de busca, certo?
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Blog da Saúde
15 de fevereiro de 2011










