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Psoríase: Diga não ao preconceito!


Pesquisa realizada em oito capitais revela o quanto a psoríase ainda é cercada pelo medo e desconhecimento, além de muito preconceito!

Os entrevistados não hesitaram em afirmar que evitariam contratar, frequentar a mesma piscina e até mesmo serem vistas na companhia de alguém com a doença.

Mas você sabe o que é a psoríase?

A psoríase é uma doença inflamatória da pele, benigna, crônica, multigênica (vários genes envolvidos), relacionada à transmissão genética e que necessita de fatores desencadeantes para o seu surgimento ou piora. A doença pode aparecer sob diferentes formas clínicas e em diferentes graus.

É caracterizada por manchas vermelhas, que muitas vezes descamam, encontradas em várias partes do corpo. Elas são provocadas por processo inflamatório.

As lesões são localizadas principalmente em superfícies de extensão como joelhos e cotovelos, couro cabeludo, palmas das mãos e sola dos pés.

A psoríase atinge 3% da população e está longe de ser contagiosa!

O problema pode ser desencadeado por uma série de fatores: características hereditárias, reações a medicamentos, frio, exposição excessiva ao sol, algumas doenças (como diabetes não controlada e problemas respiratórios), ingestão alcoólica e até estresse e traumas emocionais.

Quando o processo é disparado, células do sistema imunológico, as células T, passam a se replicar e a se diferenciar, levando a uma produção exagerada de citocinas, substâncias ligadas ao processo inflamatório.

Mesmo com o fim dos sintomas, o organismo guarda na memória essa reação exagerada, podendo desencadear uma nova crise a qualquer momento. Basta um novo estímulo.

Surge principalmente antes dos 30 e após os 50 anos, mas em 15% dos casos pode parecer ainda na infância. A psoríase afeta igualmente homens e mulheres.

Pesquisa aponta o preconceito!

Realizada pelo Ibope a pedido do laboratório Janssen-Cilag, a pesquisa apresentou aos entrevistados fotos de pacientes com a forma leve e grave da psoríase.

O desejo de ficar longe de pacientes com a doença ficou evidente, principalmente entre homens. Das 602 pessoas entrevistadas:

- 83% disseram que não namorariam ou não manteriam relações sexuais com portadores de psoríase;

- 67% não levariam os filhos em pediatras com a doença;

- 63% disseram que não contratariam um portador de psoríase para um cargo de gerência.

Os porcentuais foram calculados com base nas respostas dadas pelos entrevistados diante de fotos da forma mais leve da psoríase. Em imagens de pacientes em estágio avançado, a resistência encontrada foi maior. As reações eram de pena, tristeza e nojo.

“Mais do que dificuldades para tratamento, pacientes se queixam de segregação”, conta a chefe do serviço de dermatologia da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Campinas, Lúcia Arruda.

A especialista ressalta que o preconceito acaba se tornando mais um inimigo para essas pessoas. “Cria-se um círculo vicioso: o paciente que está num período de crise da doença nota a repulsa, o que aumenta o estresse e a dificuldade de o processo inflamatório ser debelado”, destaca.

Pesquise, entenda, informe-se!

Para a chefe do serviço de dermatologia da PUC/Campinas são necessárias campanhas de esclarecimento. “As pessoas têm de ter em mente que a doença é controlável, que é preciso acolher o paciente. Quanto mais bem aceito ele se sentir, melhores as chances de uma crise não retornar”, esclarece.

Ela cita o caso de um cobrador de ônibus que muitas vezes apresenta a doença nas mãos e os passageiros se recusam a receber o bilhete ou o troco que ele entrega. Imagine o estresse diário!

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico, em geral, baseia-se na análise do histórico clínico e das lesões características da doença. Apenas nos casos mais graves ou formas não usuais, é possível haver necessidade da realização de uma biópsia de pele.

O tratamento da psoríase é realizado com uma série de medicamentos e técnicas, que variam de acordo com a resposta do paciente.

“Muitas vezes fototerapia traz um bom resultado. Outras vezes, pomadas. Em casos mais avançados é preciso usar remédios que atuam no sistema imunológico. Os mais modernos são os biológicos. Mas todos têm de ser usado com bastante critério”, completa Lúcia Arruda.

Psoríase não tem cura, tem tratamento. Não há como prevenir a doença, embora seja possível controlar sua reincidência.

*Com informações do jornal OESP e site Dr. Drauzio Varella.

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Comentários

Uma Resposta para “Psoríase: Diga não ao preconceito!”
  1. jacqueline disse:

    olá, sou portadora da psoriase há 10 anos e tb tenho artrite psoriatica a uns 5 meses, doi muito. a psoriase é no couro cabeludo e unhas, esta controlada, mas a artrite esta dificil de controlar, se alguem souber algo que possa me ajudar a minimizar a dor por favor me add. bellezzarara@hotmail.com ou no orkut: jacqueline. bjs

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