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Material escolar deverá ter selo de segurança do Inmetro


Eles colocam tudo na boca. Os pequenos estão a todo instante rodeados de miudezas que podem, em uma distração dos pais ou professores, machucá-los, irem parar na boca ou até mesmo no nariz.

Para evitar que aconteça com os materiais escolares que, em tese, já deveriam ser fabricados com os cuidados necessários – o Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) – vai exigir selo de qualidade de todo o material destinado a crianças de 0 até 12 anos.

Os fabricantes terão um ano para se adaptar e os revendedores terão um ano e meio para zerar o estoque. O instituto pretende publicar a resolução no Diário Oficial da União até o fim de setembro.

Produtos escolares importados terão que seguir as regras brasileiras – hoje de 20% a 30% das vendas são de produtos vindos do exterior.

Selo de qualidade nos materiais

Os produtos passarão por testes químico, mecânico e físico – em alguns casos, também por elétrico e biológico.

Lancheira e acessórios: teste irá verificar se plástico é tóxico e se existe algum material cortante.

Estojos, pastas e mochilas: passarão por testes de resistência e toxicidade. Se tiverem algum tipo de lâmpada, terá teste elétrico.

Apontadores: a lâmina será testada para certificar-se de que não há risco de a criança cortar o dedo.

Lápis, caneta, pincel e tintas: Composição química dos materiais será avaliada para verificar se são tóxicos. Também haverá testes de resistência, para saber se quebram com facilidade ou se ressecam facilmente.

Massas de modelar e massas plásticas:
serão avaliadas se são tóxicas ou se trazem algum risco para a saúde das crianças.

Borrachas e cola: serão avaliadas segurança, toxicidade e resistência dos materiais. Muitas crianças levam esses produtos à boca. Verifica-se, portanto, que a borracha na ponta do lápis preto não vai se descolar.

Outros materiais como corretores adesivos, giz de cera, lapiseiras, tesouras de ponta redonda, régua, esquadro, compassos e transferidores, também serão testados.

Com o que os pequenos mais engasgam

Previna-se desse perigo ao saber quais são os objetos e alimentos que as crianças mais engasgam. Mas lembre-se, a lista vai de botões a presilhas de cabelo.

Alimentos
A primeira e mais útil dica é sempre colocar as crianças sentadas antes de comerem qualquer coisa. Grãos como os de feijão e arroz provocam a maioria dos engasgos. As frutas devem ser cortadas em pedaços pequenos e os caroços precisam ser retirados.

Brinquedos
Antes de comprar, verifique se as peças não se soltam facilmente. Preste atenção até nos ursinhos de pelúcia – nariz e olhos podem se desprender. No caso de bebês alérgicos, atenção para a pelúcia.

Botões
Os botões de roupa também merecem atenção, tanto os dos macacões quanto os da sua própria roupa. Certifique-se sempre que está tudo bem costurado.

Presilha de cabelo e brincos
Os bebês, em especial, adoram puxar todo e qualquer objeto que as mães colocam na cabeça deles. Na hora de comprar fivelas, tiaras e presilhas, prefira os acessórios grandes o suficiente para não serem engolidos. Os brincos oferecem o mesmo risco. Se a sua menina tem brinco na orelha, fique atenta para que o fecho seja bem firme.

Remédios
Os remédios em pílulas e cápsulas podem estacionar na garganta das crianças e causar engasgos, além dos efeitos de intoxicação caso sejam engolidos. Por isso é muito importante oferecer ao pequeno apenas a versão líquida dos medicamentos e, claro, mantê-los bem longe da farmácia de casa.

Tampa de caneta e de refrigerante
Ao colocar um bebê à mesa, seja em casa ou no restaurante, atenção. Tampa de garrafas de refrigerante, palitos e aquele anel da latinha são alvos das mãozinhas curiosas. O mesmo para as tampas de canetas que podem machucar muito se forem engolidas.

O que fazer quando a criança engasga

Se a criança está tossindo e tentando, assim, eliminar o desconforto, deixe que ela reaja sozinha, pois é sinal de que as vias aéreas não estão completamente obstruídas. Na maior parte dos casos, o problema se resolve, mas se o pequeno começa a ficar pálido ou arroxeado, aí os pais devem intervir e fazer manobras de desengasgo. Peça ao pediatra que lhe ensine, ou saiba mais aqui.

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