Saúde das gestantes – Rumo a uma das oito metas do milênio
Simples atitudes durante a gravidez fazem toda a diferença. Entre 1980 e 2008, a morte de mulheres durante a gestação, no parto ou até 42 dias após dar a luz diminuiu 63% no Brasil.
Em outras palavras, em 1980 a taxa média era de 149 mortes de mães para cada 100 mil bebês nascidos vivos. Há dois anos, este número caiu para 55 em cada 100 mil.
Os números são prova das melhorias tanto da saúde das mães como das facilidades no acesso a atendimento médico. Houve também aumento do nível de escolaridade e maior assistência no parto.
Principais causas de morte materna no Brasil
- Pré-eclâmpsia (hipertensão, alta pressão arterial que só aparece quando a mulher fica grávida).
- Infecções depois do parto
- Aborto
- Hemorragia no útero durante a gravidez ou no parto/pós-parto
- Doenças no aparelho circulatório complicadas pela gravidez
Mundo
A mortalidade materna caiu 35% no mundo entre os anos de 1980 e 2008 e mais da metade das mortes se concentra em seis países: Índia, Nigéria, Paquistão, Afeganistão, Etiópia e República Democrática do Congo. Vale lembrar que a epidemia de AIDS que assola os países africanos trouxe impacto negativo.
Por outro lado, Austrália, Luxemburgo e Suécia são os países com menos mortes. O estudo foi feito em 181 países, por pesquisadores da Universidade Washington, Estados Unidos, e publicado no Lancet.
Rumo a uma das metas do milênio
Melhorar a saúde das gestantes faz parte das oito metas das Nações Unidas, estabelecidas em 2000. A intenção é diminuir em 75% as mortes maternas até 2015.
Você quer ajudar, mas não sabe o que fazer? A ONU dá as dicas!
SUGESTÕES DE AÇÕES:
-Planejamento familiar.
-Prevenção do câncer de mama e de colo de útero.
-Gravidez de risco.
-A importância do exame pré-natal.
-Nutrição da mãe e aleitamento materno.
Não se automedicar e não receitar remédios para gestantes.
Propiciar um ambiente agradável, afetivo e pacífico às gestantes em casa, no trabalho, no dia a dia, dando prioridade a elas, cedendo a vez em filas, auxiliando-as em seu deslocamento e no carregamento de pacotes.
Presentear uma grávida em situação de desvantagem social com um enxoval para seu bebê.
Acompanhar uma gestante, garantindo a realização do pré-natal, oferecendo transporte para as consultas e facilitando a aquisição de medicamentos, quando necessário.
Divulgar informações sobre saúde para gestantes e articular palestras em Postos de Saúde, Centros Comunitários e instituições como a Pastoral da Criança.
Participar de iniciativas comunitárias voltadas para a melhoria da saúde materna e o atendimento à gestante (pré-natal e pós-parto).
Incentivar o debate entre a universidade, a escola e a comunidade.
Reunir mulheres grávidas para troca de experiências.
Incentivar a educação para gestantes.
“Receber atendimento no pré-natal faz toda a diferença. É fundamental para a prevenção e diagnóstico precoce de complicações. Recomenda-se no mínimo seis consultas antes do parto.”
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Paula Spínola
19 de abril de 2010












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