Eleições 2010 – Alô Candidatos – Bicing esta com tudo!
Ano de eleições, ano em que geralmente tudo acontece, ou ao menos começa a acontecer. Então o Blog da Saúde dá uma sugestão. Sabe aquele percurso que você faz a pé do metrô até o ponto de ônibus? Ou do ponto de ônibus até o trabalho? Pois bem, que tal pedalar até seu destino??
Utilizada em vários lugares do mundo, a bicicleta já ganhou seu espaço no metrô de São Paulo e também nas vias urbanas com as ciclofaixas. Melhor do que isso só implantando um modelo já conhecido e utilizado em alguns paÃses, o Bicing.
O sistema, utilizado em Barcelona é considerado o mais bem sucedido do mundo. Sua funcionalidade impressiona. Para utilizar o serviço basta enconstar o seu cartão bicing em qualquer totem na cidade, pegar sua magrela e pedalar até o destino.
O Blog GizModo foi a fundo na ideia e elencou os cinco passos fundamentais para que o projeto funcione. Nós reproduzimos o conteúdo abaixo. Confira!
1. Elas devem estar por toda parte
Cada estação consiste de uma barra de metal com furos (onde se encaixa a bicicleta, que fica bastante segura), com espaço para umas 20-40 bicicletas, e um tótem com uma interface eletrônica e um mapa das estações próximas. Basta aproximar o seu cartão ali que aparecerá na tela qual bicicleta você deve retirar – ela então ficará destravada por alguns segundos.
A idéia de tantas estações, tão próximas, é que você não apenas possa alugar uma bicicleta em basicamente qualquer lugar, mas principalmente devolvê-la em vários pontos diferentes. Isso porque no Bicing, como no Vélib, tenta-se deixar as estações a não mais que 300 ou 400 metros de outra. Se não há espaço no estacionamento, ele te dá mais 10 minutos de prazo e indica onde você precisa devolver – devolver, no caso, é engatar a bike em uma estação com vaga.
A bicicleta então é um sistema complementar: se você mora longe ou numa região mais montanhosa, pega um metrô ou ônibus, e na saÃda da estação, encontrará bicicletas. Você faz o quilômetro que faltaria até o destino pedalando – portanto nem fica suado com o exercÃcio. Não vale muito a pena fazer longos trajetos, a não ser que você vá trocando de bicicletas no caminho, por causa de uma regra de ouro:
2. Você precisa devolver a bicicleta em meia hora
E isso é uma vantagem. No Bicing, como em outros sistemas, você só pode ficar com a bicicleta por 30 minutos. Se não você pagará multa (50 centavos de Euro). Se ficar mais de duas horas com a bike, a multa é mais pesada (4 Euros) e você ganha uma advertência, tudo descontado já no cartão de crédito cadastrado. Três delas e o seu cartão da Bicing é bloqueado, precisando fazer um novo cadastro (e pagar a anuidade) para recuperar o direito. Se você demorar mais de um dia para devolver a bicicleta, a multa já é de 150 Euros (R$ 364).
A ideia é que você não use a bicicleta para turismo ou uma trilha. Na parte central há uma concentração maior delas, próximas as estações de metrô ou paradas de ônibus especialmente. Na prática, é incentivado o uso da magrela para viagens curtas. E isso faz com que não sejam necessárias tantas bicicletas para atender todo mundo: estima-se que cada uma seja usada por até 10 pessoas diferentes no dia, rodando 25 km em diferentes mãos.
3. A cidade precisa ser adaptada
Não é em toda cidade que é possÃvel instalar quilômetros de ciclovias. Barcelona era um desses casos: uma cidade que tinha calçadas e pistas. E, a bem da verdade, não foram instaladas ciclovias de fato. Na maior parte da cidade, a ciclovia é na verdade um pedaço da calçada pintado com uma faixa. E só. Por lá não há nada dessa obrigação praticamente impossÃvel de se concretizar do Brasil, onde a bicicleta tem de andar na pista com os carros em alta velocidade.
A bem da verdade, imaginava-se que a convivência entre ciclistas e carros seria tranquila nas ruas de Barcelona quando o Bicing foi lançado. Mas, pelo relato das pessoas com quem conversei lá, o inÃcio do projeto foi marcado por muitos acidentes e discussões entre ciclistas e motoristas, especialmente porque Barcelona não tinha muito a cultura de bicicletas e muita gente que nunca havia arriscado pedaladas passou a andar pelas ruas. Rapidamente, a prefeitura se mobilizou: a lei foi modificada também para proteger o ciclista dos carros em caso de acidentes (eles têm preferência), assim como os pedestres dos ciclistas.
Simultaneamente, a cidade foi adaptada, pegando um pedaço da calçada e deixando faixas de travessia mais nÃtidas. Os estacionamentos das bicicletas que foram instalados não ocupam tanto espaço, e podem ser instalados em qualquer lugar. Onde não há calçada para o Bicing, pega-se um pedaço do estacionamento da rua.
4. Tem de ser barato – para o governo e o cidadão
O Bicing, ao contrário dos sistemas franceses, só funciona para moradores de Barcelona. Você compra um cartão (magnético, com RFID), paga uma anuidade de 30 Euros (R$ 72), associa a conta a um cartão de crédito e tem o direito a pegar quantas bicicletas quiser, desde que devolva no tempo certo. No inÃcio, para popularizar o sistema, a assinatura anual custava módicos 6 Euros.
É claro que, pelo custo de funcionamento, vê-se que o sistema não foi feito para dar lucro. Quem administra o sistema é uma gigante da publicidade outdoor na Europa, a ClearChannel, que criou o primeiro dos sistemas de aluguel de bicicleta em Rennes, na França, em 2001. O governo paga 2,13 milhões de Euros (R$ 5,14 milhões) por ano ao Clear Channel, e o dinheiro vem todo do Detran/CET local: os carros pagam multas por estacionar em lugar proibido, a grana vai para bicicletas.E R$ 5,14 milhões é pouco mais de 1% do que a CET arrecada em multas na cidade de São Paulo.
Há uma opção ainda de não pagar coisa alguma à empresa que administra o sistema das bicicletas: atualmente Barcelona considera liberar as estações e bicicletas para publicidade, podendo, ao invés de gastar dinheiro, ganhar com as bicicletas ao custo de alguma poluição visual.
5. A bicicleta precisa ser bacana
Ela não parece a minha estimada Caloi 12 que tinha quando adolescente, mas não é tão pesada (tem 13 kg). Ela é funcional, com um câmbio Shimano de 3 marchas bem definidas, cesta aberta na frente e quadro rebaixado para que você possa levar coisas maiores no meio. A altura do selim é bastante regulável, então dá para pessoas das mais variadas alturas usarem.
Há buzina, faróis dianteiro e traseiro, de LED, que ligam automaticamente quando está escuro. No geral, ela dá a impressão de ser uma bicicleta boa, não vagabunda. Cada bicicleta custa (à empresa que administra) cerca de 300 Euros (R$ 738). As mais novas têm selins com acolchoamento melhor e freios que não fazem barulho. As versões mais recentes são especialmente reforçadas e montadas para que não haja roubos ou vandalismo, um problema bem grave.
Curiosidades tecnológicas: O sistema das estações de aluguel rodam Windows CE e há programinhas para Android e iPhone que permitem você se conectar ao servidor do Bicing e ver onde é a estação mais próxima ou se há espaço para estacionar a bicicleta (ou disponÃveis para alugar).
**O trecho foi reproduzido de post veiculado no Blog GizModo. Para ler a matéria completa clique aqui
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Blog da Saúde
17 de março de 2010











eu gostaria de poder me comunicar com o ministro de saude;oliveiraparras@hotmail.com.
Caracas, eu ia pra todo lado de bike…. so de poder andar entre as estações já ia adiantar um bom lado… claro que tinha que ter uma ciclovia, né?