Sofrimento, trauma, situação difícil? Você poderá sair cada vez mais forte!
Um estudo da Universidade de Buffalo, nos Estados Unidos, concluiu: quem passa por mais adversidades cria mais resistência psicológica!
Para chegar a essa conclusão, o pesquisador Mark Seery e sua equipe acompanharam 2.398 americanos entre 2001 e 2004.
Durante o período, as pessoas que passaram por acontecimentos adversos e traumáticos tiveram menos sintomas de estresse e relataram mais situações de bem-estar do que aquelas que passaram por menos dificuldades.
Foram avaliadas 37 categorias diferentes de trauma psicológico ou físico, incluindo morte de um familiar, doença ou acidente, desastres naturais, divórcio ou presenciar um ato de violência.
Resiliência?
Para Mark Seery, existe uma relação entre experiências ruins e resiliência. Mas você sabe o que significa isso?
A resiliência é um termo da física adotado pela psicologia. Para entender melhor:
- Na ciência é a possibilidade de um material voltar à forma anterior depois de sofrer pressão ou deformação.
- Para a psicologia trata-se da capacidade de uma pessoa enfrentar situações negativas e retirar algo de positivo da experiência.
De acordo com Seery, o cérebro é capaz de aprender com cada trauma e se tornar mais experiente e mais forte.
Características da personalidade resiliente: Flexibilidade, boa autoestima, objetividade, facilidade para o diálogo e experiências negativas anteriores.
É preciso cuidado!
No entanto, segundo a psicóloga Rosaly Ferreira Braga, do Programa de Atendimento e Pesquisa em Violência da UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo), é preciso ter cuidado ao falar em desenvolvimento da resiliência.
“É possível ficar mais forte, mas há traumas mais e menos impactantes. Não é porque a pessoa sofreu um assalto que ela vai poder ser vítima de vários sem que isso traga consequências”, ressalta.
Não se sabe ao certo o que faz uma pessoa naturalmente mais forte do que outras.
Sabe-se apenas que algumas conseguem compreender e entender um acontecimento, reagindo positivamente a situações negativas. Enquanto outras desenvolvem transtornos como o estresse pós-traumático e a depressão.
Tudo ficaria mais “fácil”
De acordo com o médico psiquiatra José Toufic Thomé, coordenador do Departamento de Intervenção em Desastres e Catástrofes da Associação Brasileira de Psiquiatria, as pessoas deveriam pensar em como desenvolver uma “imunidade psíquica”.
Para ele, é preciso aprender a conviver com adversidades sem adoecer. No entanto, a sociedade moderna não pensa em trabalhar a resiliência.
Isso poderia ser feito, de acordo com Seery, deixando de lado estratégias prontas de como superar problemas. “Respostas diferentes são normais. O maior equívoco é pensar que todos devem reagir da mesma forma. Falar sobre o trauma, por exemplo, nem sempre é a melhor coisa a ser feita.”
O estudo será publicado na próxima edição do Journal of Personality and Social Psychology.
*Com informações da FSP.
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Blog da Saúde
27 de outubro de 2010











sao muito bom esses conselhos baseados em estudos pois paço por varias situaçoes que se nao tivesse controle ja estaria esquisofrenica como minha mae que adquirio essa doença a 35 anos apos tanto desgosto e sofrimento eu particulamente tenho medo de ficar como ela,mas luto diariamente para que isso nao aconteça sou dependente de anti depressivos e para ansiedade assim estou mais controlada e consigo lhe dar com o que acontece na minha vida eu preferia que nao foce assim com o uso de medicamentos mas sozinha nao consigo,meu maior problema e o meu casamento ele e a causa principal de quase tudo.acho que estou precisando de ajuda o que eu faço?
Olá Josemara, os medicamentos foram receitados por um profissional especializado, não foram? Portanto, o acompanhamento do seu caso com este profissional é muito importante para que você possa relatar os avanços no tratamento e o que te incomoda no seu casamento. Não deixe de consultá-lo. Abraços