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Felicidade tem preço?


Algumas pessoas acreditam que ter dinheiro pode resolver muitos problemas, mas será que isso é verdade? Para saber até que ponto dinheiro traz felicidade, especialistas analisaram um grande banco de dados nos Estados Unidos com mais de 450 mil pessoas e descobriram que: para ser feliz, o importante não é ser rico, mas sim não ser pobre.

Dinheiro compra satisfação, mas não felicidade

A pesquisa revelou que o dinheiro pode garantir, em parte, a satisfação das pessoas, sem ser suficiente para garantir a felicidade.

Não ser pobre, no entanto, faz diferença no grau de bem-estar. O estudo alerta que rendas baixas podem intensificar a “dor emocional” de problemas como divórcios, solidão e doenças.

O valor?

Segundo os especialistas, uma renda equivalente a R$ 11 mil por mês pode assegurar que as expectativas das pessoas sejam atendidas. A partir daí, o grau de felicidade não aumentará.

O valor serve como indicador, mas é bom lembrar que, como ele se refere aos EUA, uma margem de erro precisa ser levada em consideração ao adaptá-lo ao Brasil.

Como a pesquisa é feita?

Entrevistadores pedem que as pessoas relatem a frequência com que se sentiram felizes ou sorridentes recentemente. Perguntam o mesmo com relação ao estresse.

Pedem também que, em uma escala de zero a dez, digam o quanto estão satisfeitas com as suas vidas – a “nota” média dada pelas pessoas foi de 6,76. Cruzam, então, as respostas obtidas com dados sobre a vida dos entrevistados.

A pesquisa dividiu a sensação de bem-estar em duas categorias: satisfação emocional e a avaliação da vida.

A primeira diz respeito às experiências individuais das pessoas, nas quais ocorrem irritação, alegria, raiva, tristeza. Já a segunda, lida com aquilo que as pessoas pensam sobre a vida, o que elas esperam.

As descobertas…

Os pesquisadores descobriram ainda que gente solitária se sente muito infeliz até em comparação com quem sofre de um problema crônico de saúde.

Ter filhos, por outro lado, traz felicidade. No entanto, em alguns países em que o sistema público de hospitais é ruim, em média o efeito é menor do que o de ter um plano de saúde!

Surpreende também é a correlação entre envelhecer e se sentir mais feliz. Aparentemente, os anos fazem com que as pessoas aprendam a lidar com as dificuldades.

O fator campeão de bem-estar é ser uma pessoa religiosa. A fé é o único fator que consegue até ganhar do dinheiro na busca pela felicidade!

Veja a relação:

1º Ser religioso;
2º Ganhar mais de R$ 6.800/mês;
3º Não ser jovem;
4º Ser casado;
5º Ter plano de saúde;
6º Ter filhos;
7º Ter curso superior.


1º Sentir solidão;
2º Ter dores de cabeça;
3º Ter problemas crônicos de saúde;
4º Ser fumante;
5º Ter de sustentar alguém da família;
6º Ser obeso;
7º Ser divorciado.

Os resultados do trabalho foram publicados na revista norte-americana PNAS.

- Otimismo pode melhorar sua saúde

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