A importância dos sonhos para o aprendizado
Isso mesmo, os sonhos, aqueles que você tem durante a noite, podem te ajudar na hora de aprender sobre certos assuntos.
A informação é de uma pesquisa para testar a influencia dos sonhos no aprendizado, realizada pelo neurocientista Sidarta Ribeiro, professor da UFRN – Universidade Federal do Rio Grande do Norte e do Instituto Internacional de Neurociência de Natal.
Resultados
De acordo com o estudo, para estimular e melhorar o aprendizado, não bastar dormir bem: é preciso sonhar. Mas não demais!
A pesquisa foi feita com jogadores de vÃdeo game e vestibulandos.
Jogadores
A equipe colocou voluntários para jogar Doom, famoso game dos anos 1990. Após o jogo, monitoraram a atividade cerebral dos participantes durante o sono. Os cientistas, então, acordaram os jogadores e fizeram com que descrevessem os seus sonhos.
Cruzando essas respostas com a evolução do desempenho dos voluntários no jogo, descobriram que: para aprender a jogar, sonhar realmente é importante!
Os voluntários que não sonhavam com o jogo tinham mais dificuldade para, no dia seguinte, matar monstros e passar por fases.
Resultado: quando alguém sonha, é como se o cérebro estivesse salvando as informações importantes do dia em um arquivo permanente.
Sonhar em excesso pode prejudicar!
A equipe imaginava que os voluntários que se envolviam muito com o jogo, sonhando muito com ele, virariam campeões. Mas, não foi o que aconteceu.
A partir de certo ponto, quanto mais você sonha, menos você aprende!
Acharam uma possÃvel explicação: sonhos demais talvez levem a estresse, algo que atrapalha o desempenho. A pessoa não está aprendendo com eles. Neste caso, os sonhos são só uma demonstração do impacto causado pelo tema no sujeito.
São conhecidos casos extremos de pacientes que sonham exageradamente com um mesmo tema, como alguns veteranos de guerra, e eles provavelmente não estão tendo nenhum aprendizado com isso.
Os cientistas decidiram então trocar o Doom por um desafio mais real. Analisaram mais de 60 vestibulandos da UFRN para saber se tinham sonhado com a prova no dia anterior a ela e se isto poderia ter influenciado nos resultados.
A chance de ser aprovado era maior se a pessoa tinha sonhado apenas medianamente com a prova (nem muito, nem pouco) e se o sonho não envolvia grandes emoções e estresses.
Quem não tinha sonhado ou quem tinha sonhado com coisas negativas, como se atrasar ou esquecer a caneta, de acordo com a pesquisa, teve notas piores no teste.
Ao que parece, portanto, embora não seja possÃvel controlar os sonhos, um ambiente menos estressante durante o dia favorece os sonhos “do bem” e pode ajudar no aprendizado.
* Com informações da FSP.
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27 de julho de 2010















