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Santo Daime – Problema ou Solução?


O choque social diante do assassinato do cartunista Glauco e de seu filho na última semana chama a atenção para um assunto que vai além da violência. É a utilização do chá de Santo Daime para possível otimização no tratamento de dependentes químicos.

A expressão “Santo Daime” refere-se a pratica religiosa de origem Amazônica, surgida na primeira década do século XX. O questionamento que levantamos no Blog da Saúde não diz respeito ao culto religioso, mas sim sobre a possível eficácia da erva e as consequências de seus efeitos colaterais.

Até hoje, segundo especialistas da Unifesp, não há nenhum estudo populacional que comprove a relação benéfica do uso do chá com o tratamento de doenças psiquiátricas e dependência de drogas.

“Ayahuasca” é um dos termos utilizados para a bebida, que é preparada com folhas de cipó Banisteriopsis caapi e do arbusto Psychotria viridis, conhecido como chacrona.

Este último contém uma substância chamada Dimetiltriptamina, que segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria é um agente alucinógeno potente. O efeito alucinógeno que a bebida provoca pode ser comparado ao LCD e ao chá de cogumelo. O termo “Ayahuasca”, que tem origem Inca significa “cipó das almas”.

Marcelo Niel, médico psiquiatra e membro do PROAD – Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da Unifesp enfatiza, em entrevista à Rádio CBN, que em pessoas com predisposição genética a doenças psiquiátricas, o chá pode ser um estímulo a mais, e que em esquizofrênicos e bipolares o consumo da bebida pode agravar a situação clínica.

As questões que ficam são muitas.  Deveria existir vigilância e fiscalização sobre o uso do chá em rituais religiosos? Ou ele deveria ser proibido?

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No vídeo abaixo especialistas da USP – Universidade de São Paulo falam sobre o efeito do chá em nosso cérebro. Confira.



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