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TOC, TOC, TOC – Não deixe que esse transtorno bata à sua porta!


Você trancou sua casa hoje? Se a ideia de que você deixou a porta aberta o faz voltar para checar se tudo está trancado, você é no mínimo precavido. Agora, se depois de conferir uma vez você permanece insatisfeito, algo pode estar errado.

Esta é uma cena bastante elucidativa para diferenciar o TOC – Transtorno Obsessivo Compulsivo de uma simples mania.

Este transtorno psiquiátrico que acomete 2,5% da população é caracterizado por dois sintomas associados: para aliviar suas obsessões o portador do TOC apresenta crises de compulsão, que podem se dar através de pensamentos ou impulsos. Exemplos são: preocupação excessiva com organização e limpeza, dificuldade de se desvencilhar de objetos, atos repetitivos, superstições e relembrar imagens ou palavras exageradamente.

Categorizado como o quarto transtorno psiquiátrico mais frequente, o TOC vem, 90% das vezes, acompanhado de outras comorbidades como transtornos alimentares, dependência química e, mais comumente, depressão. Geralmente, enquanto os sintomas dessas outras comorbidades não aparecem, o portador do TOC não procura tratamento e a doença já está em fase progressiva.

Na maioria dos casos, o TOC aparece durante a infância. Foram descobertos genes que estão associados à doença embora ela não seja exclusivamente de origem familiar. No início, o doente tem consciência de que seus atos ou pensamentos não condizem com a normalidade, mas à medida que o transtorno progride a sensação de incompletude é tão grande que ele fica, de fato, em dúvida e passa a acreditar que algo sério pode dar errado como consequência, causando incapacitação, seja profissional ou social.

O Brasil possui o maior banco de dados do mundo sobre TOC, são 7 centros de pesquisa espalhados pelo país. Três desses centros, localizados em SP, RS e PE, oferecem tratamento gratuito para portadores de TOC, além de cursos para especialização. O tratamento é feito à base de medicação antidepressiva e acompanhamento realizado através de seções terapêuticas semanais em grupos de 8 pacientes. “O tratamento em conjunto é benéfico para a saúde pública e para o sentimento que eles criam de identificação”, explica a psiquiatra, Kátia Petribú, mestre em TOC.

*Mais um post da série “Trasntornos Mentais”

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