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Se os próximos implantes de mama forem feitos com a sua própria gordura…


Bom, em primeiro lugar, ninguém mais poderá referir-se a você como siliconada.

Será como trocar as gorduras extras do quadril ou barriga por seios um pouco maiores. E como ninguém tinha pensado nisso antes?

Então, tinham. Mas acontece que os especialistas, nas décadas de 80 e 90, tentaram injetar a gordura lipoaspirada diretamente em outras partes do corpo, o que fazia com que a absorvesse aos poucos, até não restar mais nada.

Em 2001, uma pós-doutoranda chamada Min Zhu fez a descoberta de que é possível fazer com que o tecido adiposo diferencie entre osso e cartilagem, músculo ou neurônio.
Houve a descoberta de células-tronco em tecido gorduroso, o que pode tornar isso mais do que uma hipótese.

Desde então um cirurgião plástico e uma fabricante de aparelhos médicos se reuniram para criar o Celution, aparelho que centrifuga células e as prepara para serem novamente injetadas no corpo em gotículas.

“Em 48 horas, os novos capilares e vasos sanguíneos se entrelaçam nas células injetadas, entregando oxigênio e nutrientes para o tecido, que se torna estável”, diz a Wired.

Mais do que estética

Tudo isso indica mais do que substituição à prótese de silicone. Isso porque justamente esta integração no corpo pode ser ideal para mulheres que já passaram por lipectomia e mastectomia (retirada da mama quando há câncer).

Risco

Os testes foram realizados com sucesso na Europa e no Japão. Agora a empresa responsável tenta convencer a agência reguladora americana FDA, a permitir os testes nos EUA.

Se tudo der certo, o procedimento poderá ajudar diversos avanços em questões regenerativas. A matéria foi publicada na Wired.

*Com informações do Gizmodo

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