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Pílulas do dia seguinte: quando usar


Muito usada por jovens que negligenciam os métodos contraceptivos comuns, como o preservativo e o anticoncepcional, a pílula do dia seguinte aumenta o número de vendas indiscriminadas. Estatísticas do Centro Universitário de Várzea Grande (Univag) mostra que 3 caixas são vendidas a cada 2 horas em Cuiabá. O maior motivo do aumenta nas vendas é a falta de informação do público.

Ao contrário do que é divulgado, a pílula do dia seguinte não é um abortivo. Ela age antes mesmo da gravidez ocorrer, dificultando o encontro do espermatozoide com o óvulo. Caso a fecundação já tenha ocorrido, a pílula provoca a descamação do útero, impedindo a implantação do ovo fecundado e, consequentemente, a gravidez. Agora, se o ovo já foi implantado, ou seja, a gravidez já tenha iniciado, a pílula não tem efeito algum.

Além disso, ela não é um método que possa ser usado como contracepção de rotina, e sim em casos de emergência, como quando a camisinha estoura ou a mulher se esquece de tomar o anticoncepcional. Um grande erro cometido é o uso repetido e consecutivo do remédio. Quando usado corretamente e uma única vez, a taxa de eficácia é alta, por volta de 98%. Mas o uso repetido diminui essa eficiência, ficando entre 2% a 30% de falha. Para surtir o efeito desejado, ela deve ser usada no máximo 72 horas após a relação sexual.

Embora possa ser adquirida em farmácias sem prescrição, é indispensável procurar orientação médica. Primeiro, o ginecologista vai poder tranquilizar e responder todas as dúvidas da mulher. Segundo, ele vai poder monitorar as alterações que a medicação vai ter no organismo. Outros métodos contraceptivos para a mulher incluem pílulas diárias, injeções, adesivos e anéis vaginais. Para definir qual método usar, consulte o seu médico!

Lembre-se que a pílula do dia seguinte, assim como qualquer outro método, não anula o uso da camisinha! Os medicamentos e injeções não protegem das doenças sexualmente transmissíveis. Contra elas, só mesmo a boa e conhecida camisinha.


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