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Mulheres que param de fumar antes dos 40 ganham NOVE anos de expectativa de vida


Dois estudos recentes mostraram os benefícios de parar de fumar: o cigarro pode tirar, em média, 10 anos de sua expectativa de vida. Um estudo japonês com 68 mil fumantes, por exemplo, descobriu que aquelas pessoas nascidas entre 1920 e 1945, época em que era comum começar a fumar antes dos 20 anos, perderam em média 10 anos de vida e tinham um índice de mortalidade duas vezes maior do que o de não fumantes.

Já um novo estudo publicado na revista The Lancet que acompanhou quase 1,2 milhão de mulheres na Grã-Bretanha mostrou que fumar durante a vida adulta tira em média 11 anos da expectativa da vida.

Na Europa e nos Estados Unidos a popularidade do tabaco entre as mulheres atingiu o seu pico na década de 1960, muito mais tarde do que para os homens. O novo estudo é um dos mais extensos sobre os impactos do tabagismo nesta geração de mulheres, provavelmente a primeira geração a ter fumado substancialmente ao longo das suas vidas adultas.

A pesquisa

No Reino Unido, entre 1996 e 2001, 1,2 milhão de mulheres na faixa dos 55 anos tiveram que detalhar seu histórico de tabagismo: 20% eram fumantes, 28% eram ex-fumantes e 52% nunca haviam fumado.

Segundo os dados, o grupo de mulheres que continuou fumando tinha uma taxa de mortalidade três vezes maior do que o das não fumantes. As principais causas de morte entre as fumantes foram doença pulmonar crônica, câncer de pulmão, acidente vascular cerebral (derrame) e doenças cardíacas.

Entre as mulheres que perderam o hábito de fumar antes dos 40 anos, os pesquisadores mediram um ganho de vida útil médio de mais de nove anos, em comparação com aquelas que nunca pararam. As que pararam de fumar antes de 30 ganharam cerca de 10 anos.

“Seja homem ou mulher, fumantes que param antes de atingir a meia idade ganham cerca de 10 anos de vida”, concluiu o coautor do estudo Richard Peto, da Universidade de Oxford (Reino Unido).

Parar de fumar x nunca fumar

Segundo os pesquisadores, a mensagem do estudo não é que as mulheres parem de fumar aos 40, mas sim que nunca fumem. “As mulheres que já fumam têm uma taxa de mortalidade 1,2 vezes maior do que as que nunca fumaram. Este é um risco substancial, que causa uma em cada seis das mortes entre essas ex-fumantes”.

A quantidade de cigarro fumada também importa, mas não salva ninguém. Embora os riscos aumentem com a quantidade fumada, mesmo aquelas que fumam menos de 10 cigarros por dia têm o dobro da taxa global de mortalidade de não fumantes.

Os cigarros “light”, preferidos por muitas mulheres, são outra enganação. “Cigarro de baixo teor de alcatrão não significa cigarro de baixo risco. Mais de metade das pessoas que fumam esses cigarros acabam mortas por eles”, afirma Peto.

Fonte: Hypescience

 


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