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4 Mitos mais comuns sobre a osteoporose


A palavra “osteoporose” é a designação para “ossos porosos”. A doença envolve a diminuição de cálcio nos ossos, com consequente degradação e redução da estrutura óssea. Quando os ossos estão fragilizados, há maior predisposição às fraturas. Trata-se de uma condição silenciosa, e o portador raramente percebe que a está desenvolvendo. Para diagnosticá-la, é preciso submeter-se a exames regulares.

Fatores de risco

A osteoporose está atrelada a uma série de fatores de risco que ocorrem ao longo da vida. Deficiência nutricional de cálcio, sedentarismo, baixo peso e consumo excessivo de álcool e tabaco estão entre eles. De acordo com o Dr. Sérgio Lanzotti, reumatologista consultor da farmácia online Netfarma e diretor do Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares (Iredo), o histórico familiar e individual de saúde também precisa ser levado em conta.

“A absorção do cálcio – que ocorre por meio da síntese da vitamina D – é mais eficiente em algumas pessoas do que em outras. E essa é uma característica hereditária”, explica o médico.

Não há cura para a osteoporose

O que existem são tratamentos que amenizam os sintomas. A recomendação médica varia conforme o nível da doença. Há casos que podem ser amenizados por meio de mudanças na rotina e na alimentação, enquanto outros são acompanhados por medicamentos prescritos pelo médico.

A seguir, confira quatro mitos sobre a osteoporose:

1) Apenas mulheres desenvolvem a osteoporoseMito. Embora a incidência seja maior no sexo feminino, os homens não estão imunes à doença. De acordo com as estatísticas, após os 50 anos, uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens sofrerão uma fratura associada à osteoporose. O Dr. Sérgio Lanzotti explica que isso ocorre por dois motivos: “A osteoporose é mais comum nas mulheres por conta dos ossos serem mais leves e finos, e também porque no período da menopausa, o organismo feminino sofre uma deficiência de estrogênio, hormônio que influencia na saúde das células ósseas”, diz.

2) Leite e derivados são as únicas fontes de cálcioMito. O consumo de laticínios integrais ou desnatados é recomendado na prevenção da doença, por serem importantes fontes de cálcio – elemento essencial para a saúde óssea. Quem não gosta de leite e derivados ou possui intolerância à lactose deve consultar o médico ou nutricionista e priorizar outras fontes de cálcio, como espinafre, couve, sardinha, aveia, nozes, chia, gergelim, entre outros. O médico poderá receitar suplementos para combater o déficit de cálcio no organismo em casos específicos.

3) Quem tem osteoporose não deve praticar atividades físicasMito. A prática de atividades físicas é essencial em todas as fases da vida. Exercícios aeróbicos e de força são aliados na prevenção e combate da osteoporose, desde que sejam feitos sem exageros e sob orientação. No caso dos portadores de osteoporose, são recomendados exercícios de baixo impacto e treinos personalizados para prevenir fraturas. “As atividades ajudam a renovar as células dos ossos, tornando-os mais fortes”, afirma o reumatologista.

4) A prevenção da osteoporose começa após os 50 anosMito. A prevenção da osteoporose precisa acontecer ao longo da vida, e não apenas no início da maturidade. A estrutura óssea começa a ser fortalecida na infância e seu pico ocorre por volta dos 20 anos de idade. Manter uma alimentação saudável, associada à prática regular de atividades físicas e exposição solar adequada é suficiente para que crianças e jovens fortaleçam as células ósseas. “O consumo excessivo de bebidas alcoólicas e tabaco devem ser evitados sempre”, reforça o especialista.

10 milhões de brasileiros têm osteoporose. Fique de olho nos fatores de risco para não fazer parte da estatística!


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