Ratos paraplégicos voltam a andar. Será que os humanos terão a mesma sorte?
Cientistas trazem nova esperança para paraplégicos graças a um experimento que proporcionou que ratos com lesões na medula espinhal e com paralisia das pernas conseguissem andar e mesmo correr! O estudo foi publicado na revista científica “Science” e realizado pela Escola Politecnica Federal de Lausanne (EPFL).
Uma pessoa fica impossibilitada de se movimentar quando acontece alguma lesão na medula. Essa estrutura óssea é parte do nosso sistema nervoso central que transporta as informações de sensibilidade e movimento ao resto do corpo. Quando os estímulos são interrompidos, pode haver a perda de movimentos de membros inferiores e superiores.
Entretanto, neurocientistas do instituo suíço EPFL conseguiram recuperar o movimento de ratos que estavam totalmente paralisados por lesões graves na medula espinhal. Eles usaram injeções que estimulavam os neurônios responsáveis pelos movimentos e um braço mecânico que ajudava os ratos a caminhar. Essa combinação ativa a inteligência inata da medula, possibilitando uma capacidade regenerativa. Segundo Grégoire Courtine, líder da equipe, a medula espinhal possui uma espécie de “cérebro” – ele o chama de “cérebro espinhal”. Ao ser estimulado, ele é capaz de reconstruir a medula e superar a lesão.
As cobaias foram capazes de andar, correr e subir escadas em apenas duas semanas depois da neurorreabilitação. Ainda não está claro se a técnica funcionará com os mesmos resultados para seres humanos, mas o crescimento dos nervos observado nos animais já é suficiente para dar esperança de novas técnicas para tratamento das paralisias por lesão na medula.
Para ver os primeiros passos dos ratos paraplégicos, acesse o vídeo disponibilizado na página da EPFL: http://bit.ly/LjqlQq
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Stefanie
1 de junho de 2012













Isso é um avanço inesplicável para a medicina,me encontro na situação de paraplegia por acidente automobilístico com lesão na t12 a 1 ano, tenho 32 anos, não fui submetido a nenhum tipo de cirurgia e estaria disposto a fazer parte das pesquisas em seres humanos.