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O linfoma Não-Hodgkin de Gianecchini


O ator Reynaldo Gianecchini recebeu, na tarde de ontem, um diagnóstico de linfoma Não-Hodgkin. Ele está com os gânglios aumentados e iniciará em breve o tratamento em São Paulo.

O linfoma é maligno e do mesmo tipo que acometeu a presidenta Dilma Roussef no ano passado. Os médicos ainda não sabem se no caso dele o tumor é mais ou menos agressivo que o da presidenta.

Gianecchini deverá começar o tratamento com quimioterapia na próxima segunda-feira. Em nota publicada, ele afirmou contar com o carinho e o amor de todos e estar pronto para a luta.

Entenda o câncer linfático

Dados, de 2008, da World Health Organization (WHO) indicam a incidência de 1.100 casos de Linfoma de Hodgkin e 4.200 de Linfoma Não-Hodgkin.

Segundo o Dr. Rafael Kaliks, oncologista clínico e diretor médico do  Instituto  Oncoguia, o linfoma se manifesta, na maioria dos casos, pelo aumento no número e tamanho dos chamados linfonodos ou gânglios. Estes podem aumentar no pescoço, axilas, região da virilha ou mesmo no tórax, abdome e pelve (nestes casos, somente detectável por exames de imagem).

Além disso, conforme o oncologista, o linfoma pode se manifestar com perda de peso, sudorese, febre, infecções recorrentes (devido à deficiência do sistema imunológico), fadiga e mal-estar. Raros casos têm manifestação extra-nodal, isto é, fora dos gânglios: pode ocorrer no cérebro, estômago, intestino, mama, entre outros.

O diretor médico esclareceu algumas questões sobre o problema, confira:

As possíveis causas

O câncer linfático, assim como todos os outros tipos da doença, é consequência de uma alteração no material genético da célula, que faz com que ela comece a se dividir de maneira exagerada.

São várias as alterações genéticas que podem ocorrer nos linfócitos e que dar origem a um linfoma. Diferente dos outros cânceres, as alterações genéticas observadas nas células com linfoma não são hereditárias.

Como diagnosticar e tratar

O diagnóstico é feito com base em uma biópsia excisional (retirada do gânglio inteiro) e análise por um patologista. Este tem de lançar mão de algumas técnicas laboratoriais para conseguir classificar exatamente o tipo de linfoma (há mais de 30 tipos). É esta classificação do linfoma que permite saber o prognóstico e determinar o melhor tratamento.

O tratamento é determinado pelo subtipo do linfoma. Grosso modo, o tratamento é sistêmico (a medicação é aplicada na veia), e consiste de quimioterapia ou de uma combinação de quimioterapia com medicação denominada de imunobiológica (ou terapia-alvo).

Em alguns casos é necessário fazer complementação com radioterapia localizada, e em raríssimos casos basta a radioterapia.

Mantenha os seus exames em dia para que, no caso de algum problema, o diagnóstico seja precoce. O Blog da Saúde deseja ao ator e a todos que estão em tratamento boa sorte!

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