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Vai viajar de avião? Dicas para quem tem doenças pré-existentes


O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou na última sexta-feira, 26, um documento com dicas e recomendações a médicos, passageiros e tripulantes de empresas aéreas. São advertências que podem evitar o agravamento de quadros de saúde pré-existentes durante viagens de avião.

No texto, a CFM traz orientações a serem adotadas em gestantes e pessoas com doenças respiratórias, cardiovasculares e transtornos psiquiátricos antes de embarcar, além de casos em que uma viagem de avião é contraindicada.

O documento, elaborado pela Câmara Técnica de Medicina Aeroespacial do conselho, será enviado para divulgação na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Infraero, companhias aéreas, sindicatos das empresas de transporte aéreo, representações das agências de viagem, Conselhos Regionais de Medicina e outras entidades médicas (sindicatos, associações e sociedades de especialidades).

A decisão do grupo foi motivada por vários fatores relacionados à segurança em saúde no setor aeronáutico, como o aumento do número de passageiros na proximidade das férias e das festas de fim de ano.

Também se considerou o número de pacientes portadores de doenças graves que utiliza o transporte aéreo para tratamentos em outras cidades do Brasil e do exterior ou que retorna para casa de avião após tais cuidados.

Como surgiu a iniciativa

A ideia de produzir uma lista de recomendações se deve ao fato de o conhecimento da comunidade médica sobre alterações no organismo durante um voo ainda ser limitado. Além disso, nota-se que há pouca estrutura de atendimento disponível nas aeronaves.

As orientações são baseadas na cartilha “Doutor, posso voar?”, preparada pela Liga de Medicina Aeroespacial da Faculdade de Ciências Medicas da Santa Casa de São Paulo.

De acordo com o CFM, a partir de dados das empresas aéreas, a estimativa é de um caso de morte súbita a bordo de um avião a cada 5,7 milhões de passageiros. Fatores como imobilidade, doenças pré-existentes e mudança na ingestão de remédios contribuem para esse tipo de ocorrência.

Dados da Infraero apontam que 125 milhões de pessoas por ano embarcam no País. Segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), em todo o mundo, o número de passageiros que voaram, em 2009, ultrapassou 2,5 bilhões.

Veja aqui as recomendações do CFM.

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